Notas iniciais
A ideia dessa história surgiu depois de ler "Imaginação Sobrenatural", das minhas amadas Mary e Mimymhttp://fanfiction.com.br/historia/373205/Imaginacao_Sobrenatural/ Recomendo esta fic ao , bom fiquem com a ficPs:Boa leitura a todos

Era de manhã, eu estava na indo em direção à escola, ou melhor, ao ponto onde eu pegava o ônibus para ir pra escola, eu sei, frustrante, em dias assim que me sinto um pouco pra baixo, com vontade de ter ficado em casa dormindo ou fazendo qualquer outra coisa, mas nada melhor pra me animar do que conversar com minha melhor amiga no colégio

Mas, o que eu acabei por estranhar, foi o fato de que uma névoa densa começava a rodear as ruas, que, mesmo com a claridade do dia, se tornavam cada vez mais assustadoras

O ônibus que eu pego todos os dias para ir para a escola estava completamente e assustadoramente vazio, nem mesmo o motorista se quer pigarreava, nem mesmo um ruído minúsculo se fez presente ali, janelas completamente fechadas, nem mesmo um fio de vento presente ou circulando

Eu olhava a janela, o céu acinzentado, ameaçando uma chuva torrencial, os trovões pareciam tambores colossais, e alguns raios relampagueavam como o rugido de leões celestes

Enfim voltei meu olhar para a frente, vendo apenas uma fileira dupla de assentos vazios, porém, tive a impressão de ver alguém se sentar ao meu lado, o vento parou de bater contra meu corpo, vento este que vinha da janela aberta do outro lado

–Espera…- Percebi que quando havia entrado as janelas estavam fechadas, todas elas, coloquei minha mochila no assento ao meu lado e a fechei lentamente, em seguida voltei para o mesmo lugar e me sentei novamente

Depois, aquela mesma sensação, mesmo com a minha mochila no assento ao lado, mesmo sem o ônibus fazer qualquer parada, aquela mesma sensação de você dividir um espaço próximo com alguém desconhecido, olhei para o lado direito rapidamente, com um rápido giro de cabeça e olhar, na primeira olhada, vi uma sombra, negra e fantasmagórica, com algo como um capuz escondendo a face, como aqueles “dementadores” dos filmes de Harry Potter, ao realizar o giro da cabeça novamente, dessa veza mais lentamente e focada, percebi que não havia nada do meu lado, o ônibus parou em frente a minha escola, com o pátio ainda vazio por conta do horário, seis e cinquenta, mais cedo do que de costume, pois o ônibus faz muitas paradas e geralmente demora mais dez minutos para chegar

Ao descer o primeiro degrau, depois de pegar minha mochila, a porta se abriu, dando passagem, antes de descer o segundo degrau eu olhei para trás, vendo aquela mesma janela aberta, soprando um vento mais gélido do que na vez anterior, dei de ombros e desci, indo em direção à escola, ouvi o barulho do ônibus acelerando e indo em frente, alguns segundos depois esse mesmo barulho desapareceu, olhar na direção em que o ônibus acelerava, e notei que ele havia desaparecido no meio da névoa forte e espessa

Entrei na escola, achando estranho o fato de ela estar aparentemente vazia, olhei para os lados por instinto, senti algo tocar meu ombro direito, ao olhar, vi uma folha verde, completamente verde, como as folhas das árvores em dias de verão, olhei para as duas árvores que existiam atrás do portão, quase formando uma passarela, seus galhos estavam secos e vazios de folhas, estávamos no inverno, fiquei por volta de um minuto completo olhando as árvores, tentando descobrir alguma pista daquele mistério surpreendente, de onde a folha havia vindo? De onde havia caído?

Guardei a folha em minha mochila, em seguida rumei para dentro da escola, no pátio coberto, perto da secretaria, quando cheguei coloquei minha mochila de lado e me sentei, alcançando o celular em meu bolso, tentei liga-lo...Nada, duas, três, quatro, cinco vezes, e nada de ele ligar como o habitual, talvez eu tenha esquecido de coloca-lo para carregar, guardei-o de volta em meu bolso, olhando para os lados, a névoa ainda cobria tudo, não enxergava nada além de sete ou oito metros, me levantei, peguei minha mochila e entrei na escola, por sorte a porta estava aberta, olhei para o corredor, uma das lâmpadas que iluminavam o local estava queimada, outra ficava piscando, a ponto de queimar, e outra não funcionava, uma das portas do corredor rangiu, provavelmente por causa do vento que entrou junto comigo, senti um arrepio percorrer meu corpo, como se ele gritasse para eu fugir dali e nunca voltar, porém, ignorei tal aviso e continuei andando, em direção ao banheiro, ao achar as portas dos banheiros, feminino e masculino, a flecha azul (masculino) apontava para a esquerda, e a seta rosa (feminino) apontava a direita, entrei no banheiro masculino, ou seja, esquerdo, notei mais espelhos do que normalmente teria, dei uma ajeitada no meu cabelo castanho escuro, pois havia perdido a hora em casa porque havia dormido demais, arrumei a gola da camisa, junto com o cachecol vermelho sangue em meu pescoço, preso em apenas uma volta e sai do banheiro com minha mochila, ao sair, outra vez, aquela mesma e rápida sensação de alguém estar ao seu lado, da mesma maneira de antes, girei a cabeça rapidamente, vendo aquela mesma sombra fantasmagórica da primeira vez, no segundo olhar percebi que era minha melhor amiga, seu nome era Naomi, significa “meu deleite”, “minha doçura” ou “aquela que é bonita e honesta”, “a honestidade bela”, Kin significa ouro, loira, de cabelos caídos em cascata, olhos castanho claro, beirando a cor do mel puro, vestia o uniforme padrão da escola, meia calça negra, sapatos marrom escuro, camisa social branca de manga curta, no pescoço um pequeno rosário, preso ao seu pescoço por uma tira de couro grossa, como naquele anime, “Rosário to Vampire”, seu olhar encontrou o meu, Naomi Kin, sincera e doce como o ouro, minha melhor amiga

Ela ficou me encarando por algum tempo, seu rosto começou a avermelhar, e logo ela, novamente, disse… Ou melhor, gritou

–Seu idiota!- Um grito em alto e bom som, e, naquele silêncio que havia “infectado” a escola naquele momento, não havia entendido, fazer algo sem motivo não é dela

–O que eu fiz?- Perguntei, ela me olhou como se eu fosse um monstro, depois pigarreou, em seguida apontando para a porta de onde eu havia vindo, eu a olhei, em seguida direcionei meu olhar para a placa ao meu lado, ambas estavam invertidas, a seta rosa, do banheiro feminino, apontava para a esquerda, e a seta azul, masculina, apontava para a direita, haviam sido trocadas

Mais uma vez me surpreendi, aquele dia estava sendo bastante esquisito até então, eu a olhei, ela ainda estava vermelha, de vergonha e raiva, eu me aproximei dela, que sussurrou algo como “seu pervertido”, alcancei seu ouvido, sendo que esta era uma testa mais baixa do que eu

–De toda maneira, não havia ninguém ali dentro- Disse em voz baixa, a vermelhidão e seu rosto sumiu e sua expressão raivosa também

–Idiota- Disse ela, virando o rosto e sandando a minha frente, olhei novamente as placas comum giro rápido, meu olhar poderia ter as invertido por alguns segundos? Ou algo realmente estava acontecendo? Meu olhar rápido viu as placas invertidas, quando pisquei rapidamente, elas se encontravam em seus devidos lugares

Mas o que diabos estava acontecendo? Meus pensamentos foram parados pela voz suave de Naomi

–Você vem? — Perguntou-me ela, eu sorri e a segui rapidamente

–Não tem ninguém na escola? Que estranho- Presumiu Naomi, eu lhe dei uma resposta positiva com a cabeça, estávamos no pátio da escola, onde haviam os bebedouros, e, estranhamente, um deles começou a esguichar água loucamente, depois outro, e outro, enquanto que as lâmpadas se desrosqueavam e rosqueavam novamente quando estavam prestes a cair, a névoa ainda estava ali, e parecia até mesmo mais presente do que mais cedo, eram sete horas, ou seja, se passaram dez minutos desde que eu cheguei, algo realmente estava acontecendo naquele local

Eu olhei ao meu redor, com meu olhar apavorando, tentando acreditar, Naomi parecia entretida com o seu celular, maldição, eu pisquei novamente, e de maneira rápida, ao fazê-lo, tudo voltou ao normal mais uma vez, era como o ônibus, a névoa, as lâmpadas, as placas, poderia mesmo ser uma conspiração do destino? Não...O destino não gosta de se envolver nesse tipo de coisa...Algo como uma intervenção de fora? Com o que? Espríritos? Almas penadas e fantasmas? Assombrações e horrores? Me polpe, apenas histórias, apenas palavras vazias, ou apelas alucinações

Minha mente deu um estalo, ao sair do meu “mundo fantasioso” olhei para Naomi, que olhava o céu, como se fosse a coisa mais bela, dele caia neve, fraca e leve como plumas ou penas, porém, caíam também alguns flocos negros como a escuridão mais sombria e caótica que se poderia imaginar, tais “pontos” negros continuavam a cair no chão branco, a coberto pela neve branca, ao passar de cinco minutos os flocos de neve foram formando um desenho, formou o contorno negro que lembrava uma poça de sangue, e, no centro, o negro deixou um contorno branco da neve, o contorno do corpo de uma pessoa, que parecia atirada no chão, como aqueles contornos daqueles seriados estilo “CSI” na cena do crime de assassinato, eu vi um pequeno tecido vermelho sangue cair sobre o pescoço do contorno “humano”, parecia ser algum tipo de tecido para roupas, no mesmo instante lembrei do meu cachecol vermelho, que estava enrolado em meu pescoço…

Aquele era eu?

Realmente era eu?, eu me virei, vendo Naomi ao eu lado, olhando o céu, eu segui seu olhar, vendo alguns relâmpagos que insistiam em se mostrar, haviam se passado cinco minutos, olhei para o chão novamente, onde o “desenho” deveria estar, e nada, apenas o branco sereno da neve que continuava a cair, pisquei repetidas vezes, tentando assimilar tudo, o que estava acontecendo?

Resolvi pegar minha mochila e dar uma volta, segurei a mão de Naomi, ela corou um pouco e sorriu de leve, em seguida ela tomou a minha frente, me obrigando a acompanha-la, ela me levou para “o canto”, que era o local onde passávamos o nosso intervalo

–Eu volto já, esqueci minha mochila- Ela voltou, sumindo na névoa, o local era em baixo de uma árvore, que crescia a frente do mudo, eu via a sombra de seus galhos secos e vazios, porém, na sombra, eles eram recheados de folhas e frutos, como no verão

De certa forma, essa “visão” me trouxe uma sensação boa, reconfortante, aconchegante, eu olhei para o céu, as nuvens de chuva e neve estavam sumindo, desaparecendo no horizonte, bem lentamente, quando dei por mim, Naomi já se sentava ao meu lado e apoiava a cabeça no meu ombro direito, enquanto ela repousava sua mão em cima da minha...Ah, esqueci de mencionar, ela é tanto minha melhor amiga quanto minha namorada

Continuei olhando para o céu, tive a impressão de começar a cair flores do céu, de todas as flores e tamanhos, quando pisquei novamente todas elas haviam sumido

–“O que há de errado comigo?”-

Eu podia seu um nerd que adorava ficção científica e fantasia, mas aquilo já havia passado dos limites, era ridículo, louco, insano, mas de alguma maneira bem familiar, de vez em quando eu sonhava algumas coisas nada normais, que fariam um anormal me achar um estranho esquisito

Fechei meus olhos recobrando as lembranças das “esquisitices” de hoje, a névoa, o ônibus, as flores, a neve negra, as placas, algo estava acontecendo, eu tinha certeza, e, quando estava começando a me distrair, sou trazido para a realidade, na qual o sinal para o início das aulas já tocava e a escola estava ainda pouco movimentada, por sorte, eu e Naomi estudavamos na mesma sala, então o caminho era mais simples, o problema seria me concentrar nas aulas enquanto tudo isso acontecia ao meu redor

[...]

09:50 da manhã, acabávamos de voltar do intervalo, e, surpreendentemente, nada aconteceu, olhei para o céu, limpo, tirando algumas nuvens que “guardavam” o sol, impedindo o dia de ficar claro e nos fazendo sentir falta do calor, o vento soprou frio, beijando suavemente meu rosto enquanto eu fechava os olhos e desfrutava dessa sensação única, senti o frio da neve que começava a sumir pelo “aumento” da temperatura, mas ainda assim continuava frio

Eu apertei um pouco mais o cachecol que se mantinha enrolado no meu pescoço, mantendo-o quente contra a minha pele, olhei para o vidro ao meu lado, abafado pelo frio, e, de repente, vejo duas bolinhas se formarem, em seguida uma linha vertical, curvada, formando um sorriso, piscava várias vezes, tentando crer que aquilo não era verdade, começou a chover, as gotas caiam incansavelmente, de maneira feroz, encostei no vidro, mais precisamente nas duas bolinhas que formavam os olhos do rosto, senti minha mão se molhar, quando a direi do vidro, pude ver a águia da chuva cair, como se o rosto estivesse chorando

Mas como era possível?

Sou tirado dos meus pensamentos quando escuto meu nome ser chamado por Naomi, que me esperava na porta, com a sala vazia

–Você vem fazer o trabalho na informática ou não?- Perguntou ela, enquanto eu olhava novamente para o vidro com um olhar veloz, não vendo mais o rosto, ou qualquer marca de água no vidro, me levantei, suspirando, aquilo estava me incomodando

Eu estava paranóico?

Me levantei, indo para a porta, senti um grande calafrio por todo o meu corpo, a porta se fechou rapidamente com uma brisa de vento, o que eu estranhei é que todas as janelas estavam fechadas, olhei ao redor, não havia ninguém na sala, apenas eu, levei minha mão até a maçaneta, a girei e a puxei, porém a porta não se mexeu, tentei de novo, de novo, de novo e de novo, nada, eu estava trancado, vi a maçaneta começar a girar sozinha, e me surgiu um esperança

–Ei, dá uma força ai!- Falei alto para a pessoa do outro lado da porta, porém, a maçaneta começou a girar mais rapidamente, como louca, a porta era empurrada com brutalidade, como se estivesse desesperado para manda aquela porta para os ares, depois de dois minutos as batidas pararam, cheguei perto da porta e coloquei meus ouvidos nela, tentando ouvir algum som por ela, apenas o vento soprava, silêncio

Logo depois, cerca de cinco segundos, a porta fez um “click”, em seguida começou, lentamente, a se abrir, revelando apenas a visão do lado de fora da sala, coloquei a cabeça para fora, levei meu olhar para a direita, depois para a esquerda, nada, nem ninguém

Olhei para o lado de fora, sem marcas de empurrões ou pisadas, que achei anteriormente serem as causas das batidas quase desesperadas, em seguida ouvi passos do corredor, pareciam estar cada vez mais perto com o passar do tempo, até que parei de ouvir os passos, logo decidi fazer o meu caminho para a sala de informática, fechando a porta antes de ir

[...]

Eu estava fazendo uma documentação do trabalho de pesquisa, e era algo simples, uma vez que o trabalho fosse pesquisa é claro, de repente, minha tela desligou, tentei liga-la novamente, porém ela se recusava a ligar, pelo monitor eu vi uma sobra atrás de mim, senti uma calafrio subir por minha espinha, se ela não estivesse tocando o chão -“como parecia fazer”- como uma pessoa normal -“normal?”- poderia jurar que era um daqueles dementadores dos filmes de Harry Potter

Eu velozmente me virei para trás, não encontrando nada ali, enquanto virava meu olhar, vi a sala vazia, completamente vazia, sem ninguém a minha volta, sem professor, outras pessoas, Naomi, ninguém, ao me virar novamente para a tela do computador levei um grande susto

Eu vi a cabeça encapuzada do “fantasma”, algo como um crânio negro coberto por um fino e quase transparente tecido preto, eu podia sentir seu hálito gélido como a morte, os buracos, onde se deveriam ter olhos, completamente vazios, os dentes criando um contraste por debaixo do tecido

Sua cabeça passava por um buraco na tela do computador, buraco esse que demonstrava que a tela do computador estava quebrada, no meu campo de visão conseguia enxergar o estado da sala, tudo completamente destruído, velho, gasto, desmoronando, parecia que tudo não era usado a centenas de anos

Minha visão foi aos poucos embaçando e escurecendo, vi as mão esqueléticas do “fantasma”, encobertas pelo mesmo pano preto terminarem de quebrar a tela do computador e se colocarem ao lado da minha cabeça, a segurando com força, a levando para mais perto de si, senti nossas testeas se encostarem, foi omo se meu cérebro congelasse no mesmo instante do contado, senti meus olhos pesarem e minha visão ficou escura

–Acorda-

Ouvia uma voz na minha visão escura, no meio da escuridão que me dava arrepios contínuos

–Acorda-

A voz foi ficando mais forte, parecia que falava no meu ouvido, pisquei, mesmo sem enxergar nada, e um grande clarão cobriu meu olhar, me cegando temporariamente, quando recuperei a visão que temporariamente perdi consegui olhar ao meu redor, vendo a escola, o banco, Naomi, ,onde eu estive?

–Tudo bem?- Disse ela, tocando meu ombro, preocupada, balbuciei um “acho que sim”, um pouco inseguro, porém, tomei cuidado para que Naomi não percebesse o tom, ela sorriu

–Que bom...Ah, perdão, eu perdi o ônibus hoje e só consegui chegar agora- Disse ela, com um sorriso amarelo no rosto, um pouco envergonhada, Naomi não era de perder a hora por qualquer coisa, eu sorri

–Você ficou me esperando tanto tempo que acabou dormindo no banco mesmo- Disse ela, me fazendo apenas agora ter certeza do lugar onde eu estava, naquele mesmo banco

–”Foi tudo um sonho?”-

Pensei eu, quase em voz alta, Naomi me olhou, esperando uma resposta

–Ah...Não se preocupe, dormi e nem percebi — Disse tirando meu celular do bolso, ficando um pouco relutante em apertar algum botão, com custo, e medo, apertei, a tela se iluminou, mostrando um relógio digital, suspirei levemente, tudo onde deveria estar, faltavam cinco minutos para o início das aulas, peguem minha mochila e me levantei do banco, a escola estava movimentada, tudo parecia normal, o dia úmido ameaçando chuva, o céu cinza, o vento gelado, sem névoa, os vidros até mesmo molhados por causa da umidade

Olhei para a janela do vidro da sala dos professores, vi aquele mesmo rosto desenhado no vidro, e duas gotas partirem dos olhos, com o vento sendo o gatilho, me arrepiei ao lembrar do “sonho”, parei de andar e olhei em minha mochila, me surpreendendo ao achar aquela mesma folha verde vivo, apertei o cachecol em meu pescoço, Naomi segurou minha mão, entrelaçando os dedos, chamando minha atenção

–Tudo bem?- Perguntou-me ela, eu a olhei, me perdendo por um instante em seus lindos e sedutores olhos castanho claro, sinalizei com a cabeça que sim, ela sorriu, eu respondi o sorriso com outro juntamente com um beijo carinhoso em seus lábios e fomos direto para a sala de aula

Coloquei as mãos no bolso e, de um deles, tirei algo, ao abrir minha mão, vi aquela mesma folha verde, aos poucos ela foi ficando amarela, passando pela estação do verão outono inverno e primavera, mas, quando chegou na primavera, a folha se esmigalhou e se jogou ao vento, desaparecendo em seguida, olhei o local longamente, até entrar na companhia de Naomi, ao entrar, me dirigi até minha carteira e me sentei, observando o céu, de maneira pensativa

Talvez tenha sido mesmo um sonho, uma alucinação, ou até mesmo uma miragem, ou não, talvez seja apenas minha mente pregando peças em mim, ou simplesmente tenha assistido Harry Potter demais, talvez eu fosse uma pessoa que gostava de fantasiar, na verdade gosto, mas não gosto quando minhas “fantasias” se voltam contra mim



Eu sou um garoto sonhador vivendo em um mundo de sonhos…

Notas finais
Bem, esta fic foi uma homenagem para Mary e Mimym, duas escritoras que eu admiro aos montes
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.