Notas iniciais
Demorei mas trouxe.

O dia passava e o público já estava inquieto, a rainha então decidiu antecipar o início do torneio de medianos:

(Rainha): Bem, iremos iniciar o torneio de medianos cinco horas mais cedo do esperado. — Disse a rainha sorrindo, Hatarono, Akayko e Kida também pareciam bastante animados.
(Público): Uhu !! Aeeee !! — Gritava de forma eufórica o público.
(Rainha): Bom, peço que... — A rainha era interrompida, dois guardas adentravam na torre, cada um deles estava segurando uma pessoa.
(Guarda-1): Rainha ! Pegamos esses dois planejando um sequestro de um dos participantes do torneio de iniciantes.
(Rainha): E quem seria o alvo deles ? — Perguntou a rainha estranhando já que ambos estavam com os rostos cobertos por um manto negro.
(Guarda-2): O alvo deles seria o iniciante Shiro... — O guarda disse olhando para Shiro e para Sieme.
(Rainha): Entendo... Não quero saber motivos. Somente quero que vocês os levem até o centro da arena. — Disse a rainha com um sorriso um tanto quanto psicopata.
(Guarda-1&2): Sim senhora. — Diziam de forma uníssona carregando os dois seres de vestes negras.

Durante toda a conversa, Hatarono e Akayko sentiam um leve desconforto. Kida olhava para os dois que haviam sido capturados com grande desprezo.
Depois de tal conversa a rainha anunciava.

(Rainha): Bem, foram pegos dois, vamos dizer, mercenários não legalizados. Ambos desejavam capturar Shiro. Quem seja que tenha ordenado tal ato deverá ser punido. — Disse a rainha com uma voz vigorosa e bastante intensa. — Os dois que foram pegos serão executados no centro da arena, e terão seus rostos mostrados a todo público.

Os guardas chegavam ao centro da arena, e então ali se montava misticamente uma espécie de local para execução. A rainha então dizia:

(Rainha): Bem, quem quer ter a honra de executa-los ?

Alguns participantes do campeonato de medianos e veteranos se ofereceram. Ninguém que havia participado dos iniciantes se ofereceu.

(Rainha): Bom, eu escolho... — A rainha enquanto escolhia foi então interrompida por Kida, que parecia bastante irritada.
Kida: Nenhum deles irá executar esses dois. Eu irei fazer isso. — Disse a garota sem esperar resposta, então pulando da torre através de uma janela caía ao chão sem se lesionar. Lentamente caminhava na direção de onde estavam acorrentados os dois seres, que ainda estavam com o capuz sobre a cabeça.

Os dois pareciam relaxados, Kida os olhava com grande desprezo, mesmo sem retirar o capuz de ambos, parecia os conhecer.
Lentamente a garota elevava a sua mão delicadamente retirando o capuz da primeira pessoa, era um garoto, de olhos vermelhos e cabelos dourados. A sua pele branquíssima.

Kida: Verme. Tão belo, gastando tempo com trabalhos sujos. — Sorriu Kida, a Mercenária Draconiana, colocando a mão sobre a barriga do mesmo e sem nenhum movimento ou aura aparecer o garoto abaixava a cabeça e fechava os olhos, todos os sinais de vida presentes no rapaz sumiam instantaneamente.

A outra pessoa que faltava ser executada encolheu-se o máximo que podia. Kida se aproximava desta lentamente, o público olhava aquilo como se fosse algum tipo de massacre.

Kida: E você ? — Levantou o capuz da garota sorrindo, os cabelos dourados caíam sobre as vestes negras e seu olho vermelho intenso refletia a imagem de Kida. — Gastou seu tempo assim como seu irmão... Sinto cheiro de verme. Não merece vida. O que tens a dizer ? — Provocava Kida, seus olhos refletiam a imagem da garota. Sua forma de falar e olhar eram intimidadores como o olhar feroz de um dragão prestes a te matar com uma só patada.
(Garota): N-não tenho nada à dizer. — Ocultou à garota, Kida pouco se importava com o que era talvez porque já soubesse, então em um rápido movimento, a sua mão era encostada na barriga da garota e então a mesma perdia seus sinais vitais assim como seu irmão.
Kida: Isso é para que todos, todos que estão aqui, aprenderem. Que esse tipo de trabalho não deve ser aplicado contra pessoas inocentes. Somente contra pessoas de má índole. Outra coisa... Em uma guerra, tudo vale para a sobrevivência, até a carne de seu companheiro. — Disse Kida com um olhar frio. Retirava a adaga do bolso e cortava um pedaço de carne dos dois que haviam sido executados. Também retirava parte do sangue que escorria com o corte, guardando-o então em um recipiente.

Kida pouco se importava com a opinião alheia sobre o que havia feito, mas sabia o que havia feito, e não se arrependia.
A rainha depois de ver tais cenas segurava uma sensação estranhíssima e então continuava.

(Rainha): Bem, nós iremos continuar, a batalha será entre Aiko e Azuna ! — Gritou a rainha e grande parte do público tinha a mesma sensação que ela, então somente a parte que não estava sentindo gritava, e mesmo assim, o barulho era grande.

As duas entravam na arena lentamente, Aiko sem nenhuma arma, seu vestido lilás longo estava tocando ao chão, e ao tocar congelava-o. Azuna adentrava a arena segurando a sua espada leve, parecia confiante e cheia de energia.

Aiko: Essa vai ser rápida, eu te garanto.
Azuna: Não tenho dúvidas. E que a melhor vença ! — Gritou Azuna sorridente enquanto posicionava-se.
Aiko: Será inútil qualquer tipo de ataque que tente desferir em mim. — Ficou parada, e produziu uma cadeira feita de gelo e sentou-se na mesma, provocando assim Azuna.
Azuna: Mas o que é isso ? — Perguntou Azuna irritando-se um pouco, porém mantendo controle sobre si.
Aiko: Uma cadeira, não conhece ? Coitada... — Continuava a provocar. Elevava então a mão até os cabelos e começava a alisá-los.
Azuna: Já chega ! — Gritou Azuna correndo na direção de Aiko. Seus movimentos pareciam com os movimentos de um lobo do ártico.
Aiko: Hahaha ! Tola. — Uma corrente de gelo emergia do solo e agarrava a perna de azuna, puxando-a então para uma quantia enorme de espinhos feitos de gelo, que já estavam atrás dela.
Azuna: Mas como ! Quando você os fez !!? — Perguntava Azuna cravando com algumas dificuldades a espada ao chão e segurando-se firme para não ser puxada aos espinhos.
Aiko: Você me subestimou. — Disse Aiko produzindo um canhão pequeno de gelo o mesmo mirava automaticamente para Azuna.
Azuna: Mas o que é isso ! — Gritava Azuna desesperada, sabia que se tocasse nos espinhos seria derrota.
Aiko: É a minha vitória. — Sorriu Aiko disparando uma bola de gelo duríssima na direção da espada de Azuna, com intuito de retirar a espada do solo.
Azuna: Droga ! — Disse Azuna encolhendo o corpo aos poucos uma mudança era notada. A garota tornava-se um lobo, de pelugem branca, com dois metros de altura, e três metros de comprimento.
Aiko: Agora sim a coisa vai ficar legal... — Disse Aiko desfazendo tudo que era de gelo, exceto seu banco.
Azuna: Mas é claro que sim... — Sorriu, seus caninos enormes ficavam a mostra. A sua voz estava alterada era como a voz de um org, porém ao idioma humano.
Aiko: Venha pequenina. — Sorriu sentada em seu banco, sua mão ainda alisava as madeixas lisas e onduladas ao fim.
Azuna: Hahaha ! Estás me subestimando. — Disse Azuna ainda sorridente. Então em uma corrida rápida Azuna tentava chegar a Aiko e deferi-la uma mordida.
Aiko: Mas como é lindo o dia não ? — Continuava a provocar. De sua mão uma aura azulada era emanada, então no chão era criada uma espécie de pista de gelo, com as bordas um pouco altas, impedindo que Azuna pulasse, com o fim de tal pista em um grande buquê de rosas, com gigantescos espinhos de gelo.
Azuna: Mas o que é isso ! — Disse Azuna escorregando e sendo direcionada rapidamente para os espinhos. Suas unhas cravavam-se no gelo diminuindo a velocidade.
Aiko: Ai vai uma ajudinha. — Uma bola de canhão de um metro e meio de altura rolava rapidamente na tal pista indo em direção de Azuna.
Azuna: Você está brincando comigo !? — Gritou Azuna desesperada. Tentava pular, porém, ao tentar fazer isso sua pata deslizava no gelo e então acabava por cair no gelo.
Aiko: Bem, algo a dizer ? — Sorriu Aiko, movimentando a mão no ar, parecia se divertir, porém estava criando espinhos na bola que estava vindo à direção de Azuna. O público estava soltando altas gargalhadas do que viam.
Azuna: Ahh !! — Azuna ficava em pé sobre suas duas patas traseiras, e então soltava as garras de todas as quatro patas, fixando-se ao solo. Aguardava a bola chegar tentando se equilibrar sobre o gelo escorregadiço.
Aiko: Hahaha... Vamos ver. — Sorria e nada mais.

A rainha lá de cima olhava para a luta e sorria, parecia estar se divertindo muito. Então dizia.

(Rainha): O que estão achando, Hatarono, Akayko e Kida... — Disse a rainha com a mão sobre a boca tentando abafar seu riso.
Hatarono: Bem, não posso dizer que não estou me divertindo, mas penso como ela lutaria em uma guerra, será que brincaria assim ? — Dizia Hatarono com grande sinceridade.
Akayko: Bem, eu estou gostando, e mesmo se ela fizer isso em uma guerra, não teremos algo de muito prejudicial, aliás, seria até legal. Não adianta lutar de mau humor, acabamos perdendo nosso foco. Se ela fizer isso e tudo ocorrer bem, não teria nada contra ela estar em nossa equipe. — Argumentava Akayko, sorria olhando para a luta.
Kida: Nada a comentar. — Kida estava séria. Mastigava o pedaço de carne humana que havia retirado pouco tempo atrás, e de pouco em pouco tomava o sangue que estava no recipiente.
Akayko: Nossa, você não tem medo de pegar algumas doenças ? — Perguntava Akayko ainda sorrindo.
Kida; Meu organismo já é imune às doenças. — Disse Kida se referindo a qualquer tipo de doença.
Akayko: Então está bem...

A bola de gelo gigantesca estava se aproximando, o olhar de Azuna ficava semicerrado e suas patas dianteiras pareciam ficar mais firmes.

Azuna: Pode vir ! — Olhava para a bola que estava vindo bastante confiante.
Aiko: Hihihi... — Aproveitando o foco de Azuna, Aiko criava um grande canhão de gelo. O seu cano tinha três metros de comprimento e a bala disparada cerca de um metro e setenta.
Azuna: Venha ! — Encostou as patas na bola de gelo sem perceber o canhão, os espinhos presentes na bola perfuravam a pata de Azuna, porém ela não cedia.
Aiko: Haha ! — Sorriu, e disparou. A bala ia a uma velocidade incrível, e acabava por atingir em cheio Azuna, que era empurrada diretamente para os espinhos.
Azuna: Argh ! — Gritou sentindo o espinho que estava atrás dela do buquê, perfura-la.
Aiko: Curandeiros !! — Aiko desfazia tudo que era de gelo, menos seu banco.

A rainha sorria, e gargalhava. Não conseguia dizer nada, então Aiko foi caminhando até Azuna, que já estava em sua forma humana, e disse.

Aiko: Desculpe-me. Você ficará bem. Acalme-se.
Azuna: Você mereceu... Parabéns. — Dizia Azuna com uma perfuração na parte lateral de sua barriga, bastante sangue saía do local.
Aiko: Curandeiros !!! — Gritou Aiko rasgando parte de seu vestido, fazendo com que este não fosse até o chão e sim somente até o meio de sua coxa. Com a parte que fora rasgada, Aiko enfaixava as áreas que estavam sangrando.
Azuna: Obrigada... — Falou Azuna com a mão direita sobre o ferimento na área da barriga então de repente um leve sorriso aparecia no canto de sua boca.
Aiko: De nada. — Disse Aiko levantando-se então observou o curandeiro vindo.

A rainha assistia aquilo, e então disse com uma voz feliz.

(Rainha): A vencedora é Aiko ! Passaremos para a segunda luta. — Disse a rainha com um riso ao fundo. Aguardava Azuna sendo retirada da arena lentamente, então disse após isso — Bem, antes de dizer os próximos participantes, gostaria e dizer algo a Aiko.
Aiko: O que ? — Virou-se rapidamente, seu vestido rasgado deixava parte de sua coxa e das panturrilhas aparecendo, chamando grande atenção do público.
(Rainha): Gostaria de parabenizar a sua atuação, e obrigada por divertir todo o público e até a mim.
Aiko: Err... De nada. — Disse Aiko olhando para o público, estava um pouco constrangida, então começou a andar para fora da arena.
(Rainha): Bom, continuando, a próxima luta será entre Youshi e Youshizu, ambos da classe arqueiro, vindos do reino de Saghau.

Os dois rapazes adentravam a arena, os dois estavam sorrindo, parecia um ser a sombra do outro. Eram extremamente iguais, cabelos dourados e olhos verdes.

Youshi: Bom, você começa !
Youshizu: Não, você começa ! — Dizia o Irmão “ mais velho “ apontando a flecha ao mais novo.
Youshi: Não, quem começa é você velhote ! — Provocava Youshi colocando a flecha ao cordel.
Youshizu: Não, os mais novos primeiro. Não quero nenhum tipo de vantagem. — Disse Youshizu colocando a sua flecha ao cordel também.
Youshi: Está bem. Eu começo. — Puxou o cordel e mirou em Youshizu. Um sorriso aparecia em sua face.
Youshizu: Sabe de uma coisa, eu começo. — Disse Youshizu puxando o cordel torando a mirar em Youshi.
Youshi: Não. Eu irei começar. — Disse Youshi recuando o pé para ter uma melhor posição na hora de atirar.
Youshizu: Não. Eu que ir... — Este era interrompido por uma voz delicada que vinha da torre.
Akayko: Bem, se não irão começar eu começo. — Akayko colocou duas flechas no cordel de seu arco, então mirou exatamente no centro entre Youshi e Youshizu.
Youshi: Hahaha ! Está bem. — Soltou o cordel e a flecha rapidamente viajou no ar.
Youshizu: Não ! — Soltou ao mesmo tempo o cordel, a flecha ia extremamente rápida.
Youshi: Iftar. — Era ateado fogo à flecha de Youshi, causando assim um dano adicional caso atingisse Youshizu.
Youshizu: Acqualis. — Um jato d’água dava impulso a flecha de Youshizu, causando um dano extra caso atingisse Youshi.

Akayko chegava ao ponto máximo de sua paciência, então ela gritava.

Akayko: Rypaudon ! — Soltava o cordel então uma flecha era lançada, e a forma com que fora lançada fazia com que a flecha girasse no ar muito rapidamente. A flecha alcançava a velocidade do som, provocando assim, um grande estrondo e ao atingir o chão continuava a girar espalhando areia e poeira no ar, juntamente à um barulho extremamente irritante.

Youshi: Ahh !!! — Tampou os ouvidos com as mãos jogando o arco ao chão.
Youshizu: Droga !! — Repetiu o ato do irmão jogando o arco ao chão e tampando os ouvidos.
Akayko: Aprendam o que é uma luta. Não fiquem com frescuras. EU desclassifico ambos. — Disse Akayko irritada com a atuação dos dois arqueiros.
(Rainha): Ainda bem que o fez, eu já estava para fazer isso. — Disse a rainha sorrindo em um murmúrio.

O público gritava, alguns riam, porém a grande maioria gritava para uma próxima luta.
E a rainha anunciava.

(Rainha): A próxima luta será entre Johan de Canabyn e Huuzen, também conhecido como Huuzen o executor.

A luta correu lentamente, fora bastante equilibrada, Johan usava suas habilidades mágicas multi elementares com sabedoria, porém Huuzen por ter uma experiência maior sobressaía no combate com seus cortes habilidosos.

(Rainha): A próxima luta será entre Bob de Styl e Gerard de Riut

Rapidamente a luta acabou, Bob acabava por se suicidar ao sofrer hipnotismo de Gerard logo de início.

(Rainha): O próximo combate será entre duas pessoas bastante conhecidas na classe de medianos. Gilga o executor de demônios e Safrin a caçadora de recompensas.

A luta fora bastante demorada, quase duas horas de duração. Safrin começava na vantagem, sempre disparando rapidamente tiros com a sua arma mágica, dificilmente Gilga conseguia desviar, já que a mira de Safrin era quase infalível. Quase no fim da batalha, Gilga revelava seu poder oculto, ele tinha laços sanguíneos com criaturas das trevas, grande parte do público gritava de medo, alguns pediam para mata-lo. A rainha nada fazia em relação a isso, Kida parecia ser a única a gostar de tal coisa. Gilga acabava por derrotar Safrin ao desferir um corte verticalmente na garota, de baixo para cima, da esquerda para a direita.

Muitos outros combates foram sendo feitos, o público em grande parte se divertia, já que a classe mediana está entre os veteranos e os novatos, assim não levando as coisas tão à sério quanto os veteranos, e não sendo tão tímidos ou fechados igual aos iniciantes ( Novatos ).

(Rainha): Bem, já estou cansada, assim como algumas pessoas estou acordada à dias, não parei para descansar, peço à todos que durmam, existem dormitórios nas instalações da arena. A arena está sendo protegida por parte da guarda de todos os reinos. Tenham um bom descanso, amanhã teremos as semifinais dos medianos.

Notas finais
Bem, fiz o que pude, espero que tenham gostado.