Mirage The Adventure
8 A disputa, O Acidente e A desconhecida
Notas iniciais
O dia acabava por amanhecer, já havia passado um dia desde que Shiro estava no " hotel ", Hatarono acordava gritando :
Hatarono: Ai, socorro, Akayko vai me matar !! — Disse o rapaz se levantando rapidamente, passava por uma, duas, três portas com uma velocidade extrema. Enquanto corria colocava as suas vestes, negras como sempre, porém dessa vez, por algum motivo ele estava com uma boca tampada por um lenço branco.
Hatarono corria como um vulto passava por mercados, hotéis, praças, conhecidos e desconhecidos, das mais diferentes personalidades e aparências, até que chegou à hospedaria que havia deixado o garoto. Entrou rapidamente causando um estrondo grande devido ao impacto da porta na parede, então perguntava par ao homem atrás da bancada :
Hatarono: Ei ! O pirralho ainda tá ai, né !? — Falava quase berrando enquanto olhava friamente ao atendente, seus olhos expressavam também um medo quase totalmente oculto, porém eram totalmente inexistentes ao atendente.
(Atendente): Err... é que... — Pigarreava algumas vezes, com dificuldade de falar a verdade ao mercenário.
Hatarono: Ah droga ! — Gritava lendo as expressões do rapaz juntamente a sua " fala " , já então corria até o quarto do garoto com extrema velocidade, subindo alguns andares, acabava por tropeçar em uma dessas subidas, irritado gritava — Droga ! Nervosismo é uma coisa viu !
Hatarono pelo nervosismo mais a sua irritação acabara por não perceber, duas pessoas estavam descendo lentamente com passos leves e neutros, pareciam não muito apressados. De repente, Hatarono ouvia uma voz calma, parecia abafar um riso.
Shiro: O que fazes ai no chão, Hataroto... — Falava com a mão na boca, evitando que Hatarono visse o seu sorriso.
Hatarono: Estava vindo de pegar, quem é esse ao seu lado — Respondia Hatarono, sem levantar o seu rosto, assim não via também quem ao lado de Shiro estava.
Kuro: O maior mercenário de todo o reino, caindo em uma escada ? Que cena mítica. Merecias um prêmio, Hatarono. — Falava o garoto sorrindo, de forma sádica e sínica, olhava para Hatarono com desdém.
Hatarono: Arf, o Kuro... Não acredito. — Disse Hatarono se levantando lentamente. Após isso, esbofetava as suas vestes retirando a poeira da mesma.
Shiro: Sim, nós estamos indo na casa da Akayko... — Dizia Shiro sorrindo, tirando a mão da frente da boca.
Kuro: Pois é... Ela está me pagando para trazer o moleque de volta para casa, você demora muito Hata... — Debochava Kuro, com seu jeito irritante, seus olhos azuis brilhavam e suas madeixas brancas somente serviam para passar uma aparência de velho para Hatarono.
Hatarono: Ah claro, vão então... Eu irei logo atrás.
Shiro: Está bem... — Shiro sorria, então começava a descer a escada rapidamente, parecia estar rindo.
Kuro: Aposto que chego antes que o pirralho. — Kuro se afastava um pouco, colocava-se em uma posição que ao momento parecia estranha, olhava então para a janela logo a frente.
Hatarono: Você não vai pular desse andar, você sabe que irá se machucar... — Dizia Hatarono sorrindo, olhava para Kuro, torcia para que este se machucasse na queda.
Kuro: Claro que sim. — Corria com imensa velocidade, parecia bastante confiante, suas mãos balançavam e criavam uma aura negra que cobria-as e deixava um rastro de morte à quem tocasse-a.
Hatarono: Arf, ele fez isso para que eu não o seguisse... — Hatarono, com imenso raciocínio lógico, saía correndo atrás do garoto, em uma velocidade um pouco mais avançada. Desviava em um gingado incrível de tal " nuvem " negra, evitando que suas vestes apodrecessem ao obter contato, e logo após sua pele começasse a ser danificada pela mesma.
Kuro: Não vais me alcançar... Hata. — Dizia Kuro, aumentando sua velocidade, parecia não se cansar, barulho de carroças eram escutados lá em baixo, na rua da cidade.
Hatarono: Você que pensa. — Continuava a correr, evitando que a tal nuvem negra o tocasse.
Kuro: Vamos ver. — Chegava a menos de um metro da janela, sorria sadicamente, então fazia o corpo todo ser coberto pela tal nuvem negra, parecia não ser afetado, então continuando a correr de costas, pulava dessa mesma forma, quebrando a vidraça e deixando pouco espaço sem tal aura negra para que Hatarono conseguisse pular pela mesma janela.
Hatarono: Mas que... Que... Que droga ! — Hatarono Parava de correr rapidamente, evitando tocar na nuvem, porém sendo impossível tal ato, acabara por deslizar no chão pulando pela mesma janela, suas vestes começavam a apodrecer, Kuro, já estava lá em baixo, parecia ileso.
Kuro: Hihi... Ele vai ficar, " pelado " ... — Dizia Kuro correndo em direção à cada de Akayko.
Enquanto isso, Shiro já estava ruas à frente, porém ia andando com calma, não parecia estar à competir.
Hatarono: Filho da... — Calou-se olhou várias pessoas logo à baixo na rua, então retirou de dentro de sua roupa rapidamente uma esfera, então arremessava-a no chão com velocidade, a mesma ao entrar em contato com o solo, liberava uma expeça e grande fumaça cinzenta. — Minha chance de sair daqui. — Correu rapidamente, subindo pelas casas, suas roupas começavam a sumir. Devagar.
Já na casa de Akayoko, Kuro esperava Shiro, que estava duas ruas atrás da rua de Akayko, quando uma pessoa o chamou.
(Pessoa): Ei... Venha aqui, garoto.
Shiro: Err... Quem é você ? — Perguntou o rapaz se aproximando lentamente, entrando em um beco, por algum motivo ficava exatamente atrás da casa de Akayko.
(Pessoa): Meu nome... Não te interessa. Quero que você venha. — Disse a garota, estava sentada no fim do beco, apenas um muro enorme separava tal beco da casa de Akayko.
Shiro: Arf.. — Se virou ameaçando ir embora, sua mão ficava fria, mais que o normal, suava de forma incomum.
(Pessoa): Venha logo. — Ameaçou, via-se um brilho esquisito vindo do fundo parecia ser o balançar de uma lâmina.
Shiro: Está bem. — Ia até a garota, lentamente de forma cautelosa.
Kuro sentindo a demora de Shiro, logo então começava a procurá-lo por perto, subia na casa da Akayko, dava um giro observando ao redor, logo em seguida subia no muro, que era maior que a casa, e observava, de repente viu a garota logo a baixo juntamente ao garoto, pulou desesperado, caindo alguns poucos metros à frente da garota.
Kuro: O que está fazendo aqui moleque ?! Eu disse para ir até a casa de Akayko. — Dizia Kuro dando um sermão à Shiro.
Shiro: Ela que me chamou !... Conhece ela ? — Respondia Shiro com certo medo, em seguida perguntando-o.
Kuro: Não interessa se ela chamou ! Você tinha que ir para casa ! ... — Dizia Kuro irritado, suas mãos começavam a expelir novamente a nuvem negra.
Shiro: Ei, ei ! Se acalme, eu já vou. Mas antes me diga, você conhece ela ? — Perguntou o garoto já se afastando com medo que Kuro fizesse com que alguma nuvem fosse a sua direção.
Kuro: Interessa-te ? Vamos, saia aqui ! — Gritava o garoto irritado, enquanto isso virava seu calcanhar assim ficando de frente à jovem que estava encostada no grande muro. Assim ficou olhando-a inexpressivamente.
(Pessoa): Arf... Kuro, qual seu problema ? Deixe-me pegar o sangue do garoto... — Dizia a jovem com certa intimidade ao garoto enquanto levantava-se lentamente a garota com seu manto negro seu cabelo branco estava por debaixo de uma extensão de tal manto que era negro com um símbolo de dragão estampado em seu centro e detalhes em linha dourada nas bordas do mesmo.
Kuro: Ele é a minha comida de amanhã, a Akayko vai me pagar só para leva-lo em casa hoje... — Dizia o rapaz sorrindo enquanto virava um pouco o tronco e depois a cabeça para trás para observar se o jovem (Shir) Já havia ido embora.
(Pessoa): Arf... só não mato porque eu penso também que você precisa comer, se não, eu matava. — Dizia a jovem começando a andar, seu olhar vazio os olhos verdes inexpressivos e os passos calmos e leves.
Kuro: Bom, então... Se cuida, Kida. — O rapaz falava correndo com uma aura negra cobrindo seu corpo em direção ao muro em frente.
Kida: Até. Nii — Dizia a garota dissipando-se em uma fumaça acinzentada bastante perto do negro.
Kuro corria rapidamente contra o muro, e então colidia com o mesmo. De forma instantânea a parte na qual a aura tocava o concreto tornava-se apenas pó, e Kuro estava novamente na casa de Akayko.
Shiro: Akayko !!! — Gritou o garoto já na frente da casa enquanto balançava a sua espada no ar.
Kuro bastante de forma desesperada corria um pouco atrapalhado quase caindo ao chão. Acabava por chegar à tempo, então apoiava-se no ombro de Shiro arfante.
Shiro: Akayko !!! — Gritava o garoto novamente e um berro vindo de dentro da casa era escutado.
Aiko: Akayko !!! O Shiro chegou !! — Gritava Aiko bastante entusiasmada enquanto corria pela casa, congelava algumas coisas ao redor desta, sem que esta notasse.
Shiro: Akayko !!! — Gritou o garoto ainda mais forte.
Akayko: Eu já escutei !!! — A garota gritou enfurecida enquanto corria rapidamente pelos corredores intermináveis da grande casa. Porém, em algum momento, ela acabava cruzando um dos corredores na qual Aiko já havia passado, o chão já havia descongelado, consequentemente havia água no mesmo. Esta caía e soltava um berro. — Ahhhh !!! — Um grito estridente tomava conta da casa, e de parte da vizinhança.
Aiko: Akayko ?! — Chamou Aiko um pouco assustada com a mão ao ouvido, então olhou para trás e viu a prima a chorar.
Shiro: Kuro... Você quebra a porta ? ... — Perguntou Shiro já cansado de esperar.
Kuro: Eu não. Você acha que o que eu vou ganhar por te trazer aqui é o suficiente para pagar essa porta ? — Dizia Kuro sentando-se no chão. Este ocultava um sorriso em seu rosto.
Shiro: Arf... Está bem. — Dizia o rapaz pondo-se à sentar também ao lado do rapaz de cabelos brancos.
Depois de alguns minutos, uma garota de cabelos dourados abria a porta com um riso sarcástico convidando Shiro à entrar.
Mandy: Venha garoto... — Aquele sorriso sarcástico acabava por incomodar Kuro, mas este não ligava para isto então mesmo sem ser convidado entrava à procura de Akayko.
Kuro: Cadê a... — Antes de completar a frase, Mandy com extrema força batia no tórax do rapaz com sua mão aberta, então o dinheiro estava na mão desta.
Mandy: Para você. Obrigada. — Dizia Mandy fechando a porta brutalmente.
Kuro: O-obrigado... — Um pouco sem fôlego pegava o dinheiro e recuava um pouco, assim afastava-se do local lentamente começando à andar sem rumo definido ou exato.
Continua.
Notas finais
E se é troll, trolla u-u'
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