POV Marinette

A professora fez a chamada normalmente, como sempre faz todos os dias e começou a aula. Por algum milagre, consegui entender a matéria de Álgebra sem dúvidas, o que já é um grande avanço para mim.

Estava de boas, terminando as equações, quando um avião de papel bate em minha cabeça. Ao abri-lo, encontrei a seguinte mensagem:

“Aí, Ladybug, fala para o seu namorado, Chat Noir, perguntar para a Rena Rouge qual o grau dos óculos dela e por que ela consegue ficar sem eles nas lutas”

Achei bem estranho esse bilhete, já que quem enviou sabe nossas identidades. E isso é muito ruim, ninguém poderia saber quem somos, muito menos alguém que não conhecemos e pode contar a qualquer um.

Embora o anônimo não tenha mencionado, acho que ele também sabe a identidade de Carapace, muito provavelmente. Guardei o bilhete em minha mochila, para tentar esquecê-lo por algum tempo, e voltei a prestar atenção na aula.

Coisa que não foi possível, pois comecei a ouvir gritos ao longe e explosões também. Suspirei, enquanto senhorita Bustier pedia para todos saírem da sala e procurarem um lugar seguro. Alya e eu fomos até um canto isolado para nos transformar, só espero que Adrien também tenha achado algum espaço vazio também.

[...]

POV Chat Noir

Consegui chegar onde My Lady e Rena Rouge estavam, ainda um pouco envergonhado pelo fato de quase ter atacado a garota quando a vi de primeira, na nossa última luta, pensando ser Volpina novamente.

— E então? – Perguntei – Alguma informação sobre o akumatizado dessa vez?

— Nada – Resmungou Rena Rouge – Pelo menos, até agora...

— Gente... – Carapace chamou a atenção – Acho que encontramos... – Apontou para um gigante, que pisoteava a cidade, como não tínhamos visto ele?

— Certo – Ladybug rodou o io-iô – Precisamos de um plano e, dessa vez, um que não falhe – Olhou para meu amigo de uma forma mortal, outro fato: na nossa última luta, Carapace bolou um plano, mas deu errado e ele perdeu metade da confiança de Ladybug depois dessa

[...]

E o plano não deu certo...

Agora o gigante segurava nós quatro com uma mão só, enquanto tentamos nos soltar. De repente, algo se prende à mão dele e puxa, fazendo com que um pequeno espaço se abrisse e possamos sair.

Ao cair, olhei ao redor para ver quem havia ajudado. O que não deu muito certo. Ninguém estava lá, antes de raciocinarmos, o gigante vem em nossa direção, enfurecido.

— Aí, gente! – Gritou alguém, quando olhamos, vimos uma garota com um uniforme parecido com o do Homem Aranha. corria ao redor do gigante, enrolando teias em suas pernas – Já viram aquele filme antigão, O império contra-ataca?

Não conseguimos pensar direito, já que, logo após isso, ela puxou com força as teias, fazendo as pernas do gigante ficarem presas. Outro alguém aparece, derrubando-o no chão com um empurro, e provocando um tombo bonito. Era outra garota, dessa vez com um traje parecendo de lobo.

Ladybug purificou o akuma e fomos falar com as duas garotas estranhas.

— Obrigada pela ajuda – Agradeceu My Lady – Mas podemos saber quem são vocês?

— Wolf – Respondeu a com roupas de lobo

— Spidergirl – Disse a outra

— Tipo o Homem Aranha? – Indaguei, com esperança dela o conhecer e pegar um autógrafo para mim

— Tipo isso – Deu de ombros – Ele é meu pai

Meu queixo caiu e tenho certeza que Carapace está se segurando para não fazer perguntas para ela

— Seus Miraculous? – Rena Rouge parecia desconfiada e se aproximou de ambas, cerrando os olhos e com as mãos na cintura

— Tornozeleira – Wolf apontou para o objeto em seu tornozelo

— Não tenho um desses troços aí – Disse Spidergirl, em um tom meio irritado – Poderes hereditários

E, com essa fala, a desconfiança de Rena Rouge aumentou sobre a garota, que teve de aguentar perguntas e mais perguntas.

— Será que eu podia pedir um autógrafo do seu pai? – Pedi, envergonhado

— Ah, sim. Te entrego quando nos encontrarmos de novo

Pronto, agora minha felicidade aumentou e ninguém vai tirar ela de mim.

POV Narradora

[...]

— Hey! – Marinette chamou as duas garotas – Querem sentar com a gente agora, no recreio?

Ambas assentiram e seguiram a azulada até a escada, onde estavam os outros três com seus lanches

— Marinette, você também vai chamar as duas? – Perguntou Alya

— Ah, sim, já ia me esquecendo – Ela bateu a mão na testa – Eles vão dormir essa noite lá em casa, querem ir também?

— Pâmela e eu topamos – Disse, puxando a garota pelo pescoço, tentando a abraçar

— Mas eu não disse nad...

— Cala a boca – Resmungou, tentando ameaçar

A outra só bufou e concordou com a cabeça

— Costumam brigar geralmente? – Nino arqueou uma das sobrancelhas

— É, já brigamos por causa de comida... – Assentiu Pâmela

— Paçoquinha... – Concordou Iasmin

[...]

Adrien estava enrolado nas cobertas, sem querer se mover ou sair de lá

— Não pode ser tão ruim – Insistiu Nino – Deixe de ser teimoso!

— Eu não acredito nisso... – Alya resmungou, batendo a mão na testa

— Que diabos, cara! – Reclamou Iasmin – Só mostre o seu pijama!

— Foi um erro vir com isso! – Apertou mais a coberta sobre si – Adrien, seu burro!

— Ele trouxe seu próprio cobertor... – Refletiu Pâmela, balançando a cabeça negativamente e com lentidão

A garota começou a puxar as cobertas do outro, que começou a gritar:

— Iasmin, Myh, Ben 10! Tanto faz! – Berrou, quase choramingando – Para! Você vai rasgar meu cobertor! – Suplicou, fechando os com força

— É bom rasgar mesmo – Praguejou o moreno – Não pode ser pior que sua fantasia de Sailor Moon no Halloween!

— O que? – Se indignou – Me desculpe, mas eu estava incrível! – Se gabou

— Consegui! – No momento de distração, Iasmin conseguiu tirar a coberta de cima do colega

— Não! – O pijama fica visível para eles, que riem (Autora/Iasmin: É esse aqui ó: https://imgur.com/Fvypjmj, está junto com o da Marinette)

— Não precisa ter vergonha, todo mundo gosta da Ladybug – Pâmela conteu uma risada

— Marinette, vem aqui tirar uma foto! – Odenou Alya, pegando seu celular

[...]

Enquanto todos dormiam, um barulho acabou acontecendo e todos acordaram rapidamente. Bem... Todos menos uma:

— Ela não vai acordar? – Adrien arqueou uma das sobrancelhas – Sério, está no mundo dos sonhos

— Eu acordo ela – Iasmin estralou os dedos e começou a chacoalhar a amiga – PÂMELA! ACORDA! BTS ‘TÁ AQUI!

— OI! ‘TÔ ACORDADA! CADÊ? CADÊ? – Acordou, de repente, olhando para os lados em desespero

— Acordou

— Akuma? – Marinette sussurrou no ouvido do loiro

— Possivelmente – Concordou com a cabeça

— Nino, Adrien – Chamou-os – Vamos lá embaixo, me ajudem a roubar chantilly da padaria da Marinette

— Mas... – Adrien e Nino foram cortados:

— O que? – Iasmin olhou para ambos mortalmente e eles concordaram, descendo as escadas para a padaria

— A gente não tem um trabalho para fazer? – O moreno murmurou para o amigo – Tipo, salvar Paris

— Eu sei, mas tem essa doida aí – Sussurrou de volta

— Certo – Ela abriu a porta da geladeira e tirou de lá um tubo de chantilly – Podem se transformar e saltar pelos telhados – Espirrou o conteúdo em sua boca

— O que? Não sabemos do que está falando

— Eu não sou sonsa, Adrien – Deu de ombros – Chat Noir e Carapace, podem ir atrás dessa akumatizado ou sei lá o quê

— Se é assim... Wayzz, sair do casco!

— Plagg, mostrar as garras!

— Eu falo para elas que a porta da padaria emperrou com vocês dois lá dentro – Abriu a porta para a rua – Agora vão! Paris não se salva sozinha!

[...]

— Por que vocês duas não se transformam logo, vazam e eu volto a dormir? — Bocejou a morena, coçando os olhos

— Mas como você... – Marinette foi cortada:

— Anda logo que eu tenho coisa melhor para fazer, Ladybug! – Abriu as portas para a varanda – Vamos! Vamos! Circulando!

Ambas só se encararam e deram de ombros, mas antes de sair, Rena Rouge se virou para Pâmela

— Não conto para ninguém, pode deixar – Disse, antes que Rena Rouge começasse – Juro de mindinho e bla, bla, bla

Após as duas saírem pela varanda, a outra garota entra no quarto

— Já foram? – Perguntou, remexendo na mochila, procurando algo

— Não, imagina, elas estão aqui, pintando as paredes – Ironizou, revirando os olhos e se levantando

— Primeiro eu tenho que deixar isso aqui nas coisas do Adrien

— Não acredito que pegou mesmo um autógrafo...

— É, eu sou bem retardada – Deu de ombros e pegou uma roupa da mochila, entrando no banheiro logo em seguida – Eu odeio não ter um bichinho desses aí para me transformar – Resmungou – Trocar de roupa toda hora cansa...

— Eu tenho sorte – Piscou, sorrindo

— Nem me diga...