Miraculous: Secret Wars TERRA-65
2 Intriguing Parallels
Notas iniciais

Adrien estava concentrado tirando fotos do clube de ciências para anuário, enquanto Alya dava as ordens sobre como queria as fotos. O loiro ouvia e tentava fazer como sua melhor amiga pedia, mas era impossível impedir que sua atenção se voltasse para Marinette sempre. Ela estava tão linda!
Marinette vestia um dos jalecos brancos e estava posicionada entre Nino – seu melhor amigo – e Chloé, que também faziam parte do clube de ciências por influência da Dupain-Cheng.
— Agora segurem o prêmio! – Alya disse e assim o fizeram. – Perfeito, acho que deu por hoje. Vê se não esquece de mandar as fotos ainda hoje, viu cabeça oca! – deu uma batidinha na cabeça de Adrien, que fez careta.
— Eu não vou esquecer, estou perfeitamente comprometido com o anuário, ok?
— Oi. – Marinette surgiu ao lado deles, fazendo Adrien se desequilibrar. A câmera escorregou de suas mãos e teria caído no chão, se Marinette não tivesse segurando antes que isso acontecesse. – Opa!
— Obrigado. – pegou de volta com um sorriso constrangido. Alya observava a cena com os braços cruzados, pois estava ciente de como seu melhor amigo ficava nervoso ao sequer olhar para Marinette, devido ao enorme penhasco que tinha por ela.
— Eu queria saber se você também pode me mandar as fotos depois?
— A-Ah claro que p-posso.
— Tá bem, obrigada. – ela saiu com seus amigos, enquanto Adrien permanecia com um olhar apaixonado. Alya apenas revirou os olhos e juntou as suas coisas.
— Eu preciso ir agora. E você não esquece de mandar as fotos, senão eu vou arrancar os pôsteres da Marinette da sua parede.
— Shh! Fica quieta! – Alya apenas riu, acenou e saiu. – Tchau pra você também. – Adrien guardou suas coisas e saiu para sua casa. Provavelmente seu pai não estaria lá, visto que o trabalho para a Sra. Sancoeur consumia praticamente o dia inteiro de Gabriel, então estaria sozinho mais uma vez. Não que isso fosse um problema.
***
Nathalie olhava para o porta-retratos com a foto dela, do seu marido e do seu filho. Em seguida, uma lágrima solitária escorreu pela sua bochecha e caiu sobre a moldura. Ela respirou fundo, deixando outras caírem também.
Hoje deveria ser um dia feliz, o aniversário de seu filho Neville, mas Nathalie não tinha motivos para comemorá-lo.
Se ela pudesse voltar no tempo... Se pudesse ter um desejo, ela desejaria ter sua família de volta. Aquele maldito acidente tinha tirado tudo dela, tudo que mais amava.
— Sra. Sancoeur, eu... – Gabriel adentrou a sala e parou de falar assim que viu o estado que sua chefe se encontrava.
— Ah! Sim... O que você quer? – ela rapidamente limpou as lágrimas e guardou a foto dentro da gaveta novamente, por mais que não fosse segredo para Gabriel o quanto ela ainda sofria pelo que tinha acontecido com a sua família.
— Está tudo bem? – questionou receoso.
— Está sim, eu só... – respirou fundo mais uma vez e massageou as têmporas – Eu só preciso de um comprimido para dor de cabeça. Pode me trazer?
— É claro.
— Antes disso, o que você queria me dizer?
— Nada demais, só ia perguntar se há previsão para akumatizar alguém hoje? – ela negou.
— Não me sinto bem o suficiente para isso. – Gabriel imaginou que essa seria a sua resposta, tinha visto a data o calendário essa manhã e sabia como sua chefe estaria se sentindo. Só não sabia se ela transformaria sua tristeza em raiva, ou apenas gostaria de ficar sozinha.
— Tudo bem. Vou buscar o seu remédio agora. – Nathalie assentiu e Gabriel saiu da sala, com um semblante preocupado.
Gabriel entendia os sentimentos de Nathalie por ter perdido seu marido e filho. Ele, por exemplo, perdeu sua mulher muito cedo também. Mas ao menos ainda tinha seu filho, Adrien, alguém que amava mais do que tudo. E se perdesse o seu filho também, não sabia do que seria capaz de fazer.
Então, de certa forma Gabriel também entendia o porquê de sua chefe querer os Miraculous da criação e da destruição. Nathalie só queria a sua família de volta. Além disso, ela foi a única a dar uma oportunidade para Gabriel, quando ninguém mais deu. E é por isso que ele estava disposto à ajuda-la.
***
Marinette se sentia inquieta, entediada. Sem sessões de fotos, ou obrigações da sua vida como modelo. Nenhum vilão, nenhum akuma, nenhum amok. Nada para que tivesse uma desculpa para ver a razão de seus suspiros: Mister Bug.
— Você está me deixando nervoso. Por que não senta, assiste televisão e pede pro seu chefe particular trazer algo saboroso pra nós? – Marinette revirou os olhos com a fala do kwami.
— A vida não é só descansar e comer, Plagg.
— Eu sei bem disso. Mas você deveria aproveitar que não tem nenhuma akumatizado ou sentimonstro pra derrotar. – Marinette parou de frente para o seu painel de fotos do Mister Bug e deu um longo suspiro – O problema é que você não vai poder ver o amor da sua vida, o seu amado, a sua razão de viver, não é? – o kwami ironizava, fazendo poses exageradas.
— Você me irrita às vezes! – reclamou, enquanto Plagg ria. – Mas se quer saber, não precisa ter alguma ameaça para que eu faça uma patrulha, não é mesmo? – o kwami parou na hora.
— Não, não você n...
— Plagg, claws out! – se transformou e saiu pela janela, feliz ao sentir o vento bater em seu rosto. E também se sentia um pouco satisfeita ao ter cortado a fala de Plagg, o kwami odiava quando ela fazia isso.
Lady Noire dizia para si mesma que não faria mal fazer uma rápida patrulha, no entanto, no fundo ela sabia que esperava encontrar Mister Bug por aí. Quem sabe não desse a sorte de ele estar pensando a mesma coisa?
***
Adrien recebeu uma mensagem de Mestre Fu, ou melhor, Jade Turtle. O guardião queria conversar com ele e com Lady Noire para discutir algumas questões. Então ele se transformou e decidiu ligar para sua parceira. Esperava que ela ao menos visse o recado, mas para a sua surpresa, ela atendeu logo de cara.
— A que devo a honra? Por acaso está pensando em mim? – o loiro revirou os olhos.
— Claro, se isso vai fazer com que você se sinta melhor. – brincou – Jade Turtle quer conversar com a gente, por isso estou ligando. E por que você atendeu tão rápido? Fazendo uma patrulha sem mim?
— Estava entediada. – Adrien entendeu, de certa forma também se sentia assim – Mas eu podia não estar se você saísse comigo. – ele riu. Queria ter a confiança de Lady Noire para chamar Marinette para sair.
— Primeiro vamos ver o que o Guardião quer, depois quem sabe...
— Eu estou sonhando? Porque se eu estiver, não me acorde!
— Ei, calma aí! Eu não...
— Tudo bem, eu sei que não é um encontro. Mas estou emocionada mesmo assim. – Lady Noire surgiu atrás dele, fazendo com que Mister Bug se assustasse e jogasse o ioiô pra cima. Em seguida, a heroína segurou o objeto antes que caísse para fora do prédio. – Ao que parece você também.
— Você quase me matou de susto! – pegou o ioiô de volta – Como acha que Paris ficaria ao saber que eu morri? – brincou. Lady Noire girou o bastão em sua mão e deu um sorriso.
— Arrasada. Mas não tão arrasada quanto eu ficaria, Bugaboy.
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