Miraculous: Secret Wars III
16 Guardian Of Time
Notas iniciais
Na toca da Bunnix, em algum lugar do espaço tempo:
Alix olhava maravilhada para todas as imagens que passavam nas diferentes telas. Sua versão mais velha tinha a levado para dentro da “toca”, que ela sequer sabia que existia. Sempre imaginou que seus poderes se resumiam a apenas abrir um portal para o passado ou futuro e nunca conversou muito sobre isso com o seu kwami.
Não que tivesse muita chance para descobrir mais, afinal, entregaria seu Miraculous de volta amanhã. Sentiria saudade de ser a Bunnix, é claro, mas sentiria ainda mais saudade de Fluff.
— Eu não fazia ideia que podia fazer isso! – aproximou-se de um conjunto de telas, porém foi puxada de volta por sua versão mais velha.
— Aconselho que não olhe. Essas telas revelam coisas demais para a sua compressão, mini eu. – Bunnix cruzou os braços – Trouxe você aqui, porque precisamos conversar.
— E onde exatamente fica “aqui”? – gesticulou, apontando o local ao redor delas. Tinha tantas perguntas.
— É um ponto nulo no espaço-tempo. Acontece que portar o Miraculous do coelho é muito mais complexo do que você imagina. Esta toca existe, pois é daqui que eu monitoro se a linha do tempo está de acordo com o que deveria. – a mais nova fez uma careta de confusão – É uma longa história, que depois você pode pedir à Fluff para contar. Eu chamei você por outra razão. – Bunnix começou a caminhar de um lado para o outro.
— Deixa eu adivinhar, você acabou descobrindo que algo deu errado por aqui, não é?
— Exatamente. – parou de andar e ampliou uma das telas, mostrando a batalha dos heróis contra o Hawk Moth original – Isso aqui não existe mais, essa linha do tempo foi apagada.
— Vai nos dar uma bronca por isso?
— Não sou esse tipo de pessoa. – deu de ombros – Além do mais, eu imagino que vocês saibam o quanto foi o errado o que fizeram – a mais nova abriu a boca para protestar, porém foi interrompida. – Eu sei, eu sei. Não tem nada que possamos fazer quanto a isso. Porém, eu estava monitorando o seu futuro e vi que a Ladybug pretende retirar os Miraculous de todos, inclusive o dela mesma.
— Isso mesmo. E se ela retirou os nossos Miraculous, como você está aqui? Tipo, você sou eu no futuro. Isso quer dizer que ela vai devolver nossos Miraculous? – questionou com os olhos brilhando.
— Não sou apenas você do futuro. Sou você do futuro de outra Terra.
— Mas como você está aqui se seu poder é viajar no tempo?
— Eu te disse, a toca é um ponto nulo no espaço-tempo. Daqui posso ir para onde eu quiser. – Bunnix mexeu a mão e fez duas poltronas brancas, como o resto da toca, surgirem – Senta que aí vem história. Basicamente, eu sou você só que da Terra-0, ou Terra-Prime, como quiser chamar. A partir da minha Terra, que as demais foram surgindo.
— Então todas as outras são cópias da sua?
— Sim e não. Apesar de partirem de um mesmo ponto, as Terras adquirem características próprias ao longo do tempo, não existe certo ou errado. – a versão mais nova de Alix assentiu, mesmo que precisasse de um certo esforço para entender o que estava acontecendo – E então, eu sou a encarregada de ficar na toca e monitorar as linhas do tempo. E se você está se perguntando porque não vim antes devido às outras mudanças que vocês já fizeram, bem, mudanças são feitas o tempo todo e existem muitas Terras pra dar conta. Eu sou apenas uma. – deu de ombros. Pelo visto em qualquer Terra que Alix fosse a Bunnix, sua personalidade não seria muito diferente.
— Ok. Por que está aqui? – a expressão da heroína se tornou sombria.
— Vocês estão prestes a enfrentar Hawk Moth novamente e algo muito ruim vai acontecer nesse conflito. – Alix engoliu em seco. – Normalmente eu não interferiria, eu não poderia interferir. Mas quando é nesse nível, eu preciso fazer alguma coisa. – enquanto a mais nova se perguntava o porquê de tudo sempre dar errado quando se tratava de enfrentar Hawk Moth, Bunnix lembrou do dia mais terrível que teve que presenciar, o fim do mundo de maneira literal. O dia em que Gabriel Agreste akumatizou o próprio filho e o transformou no Chat Blanc, um akuma com tamanho poder e descontrole que destruiu a vida na sua Terra. Sorte sua que conseguiu impedir a catástrofe com a ajuda de Ladybug – Ouça bem, mini eu, vocês enfrentarão Hawk Moth e Mayura mais uma vez, só que sem os seus Miraculous. O combate acontecerá somente entre vocês, só que em um determinado momento uma fenda interdimensional vai abrir e várias versões do Hawk Moth vão aparecer para se juntar à batalha.
— Por quê?
— Do mesmo jeito que eu uso meu Miraculous para monitorar tudo de uma forma benéfica, em alguma outra Terra existe algum portador do Miraculous do coelho esperando a oportunidade perfeita para instaurar o caos.
— E como impedimos que isso aconteça?
— Não há como. Mas vocês não podem usar os seus Miraculous para lutar contra as versões do Hawk Moth, senão isso vai causar uma destruição na linha do tempo ainda maior.
— Nós não vamos sobreviver!
— Vão sim. Exceto... Exceto por um de vocês. – completou a frase com uma expressão triste.
— O QUÊ? – Alix ficou de pé – Não... Se a mãe do Adrien for mesmo a vilã, ou até mesmo alguém da família dele, eles não vão nos matar, isso... Isso não pode estar certo! – Bunnix encarou sua versão mais jovem com uma pontada de tristeza. Ela não tinha ideia de como as pessoas poderiam ser surpreendentemente cruéis.
— Vem comigo. – a mais velha guiou Alix até uma tela específica da toca. – O que você vai ver agora, não é o futuro definitivo, mas é o futuro para o qual vocês estão se encaminhando. – imagens de uma Paris destruída podiam ser vistas na tela. Manifestações ocorriam por toda a cidade, a força policial tentava conter a população em vão. Monumentos quebrados, sonhos desfeitos, gritos de medo e pavor, era tudo tão aterrorizante. Parecia que estava vendo um filme de terror. – Tudo isso que você está vendo, acontecerá em alguns meses. Mas ainda pode ser impedido.
— Como... Como isso aconteceu? Quem de nós vai morrer?
— Eu não posso responder isso, mini eu. A minha interferência já foi imensa ao trazer você aqui e mostrar essas imagens. – Bunnix suspirou.
— E você espera que eu faça o que pra impedir isso? – Alix indagou com os olhos marejados – Não posso fazer nada sem o meu Miraculous e mesmo que pudesse, está fora de questão usá-lo para mexer ainda mais com o tempo.
— Não estou pedindo que você faça isso. A questão é que neste confronto, alguém precisa morrer.
— Por quê? E se ninguém morrer?
— Acredite, eu calculei todas as probabilidades, todos os diferentes possíveis desfechos dessa batalha. Alguém vai morrer. E a única razão pela qual estou comunicando isso a você, é que esse futuro que você está vendo na tela, depende de quem exatamente será a pessoa a ter esse destino fatídico.
— Você quer que eu escolha quem morre?
— Não. – Bunnix segurou a sua versão mais nova pelos ombros, fazendo com que olhasse para si – Ouça, mini eu, isso é difícil. Mas nós, como portadoras do Miraculous do coelho, ficamos com essa parte do trabalho, entendeu? Acima de tudo, precisamos garantir que a linha do tempo retome o seu curso. Nosso trabalho vai além de nós, além da nossa Terra natal.
— Eu sequer tenho um Miraculous, eu não consigo... Eu não...
— Não precisa de um Miraculous para ser uma heroína. Você consegue, Alix. Você não é só a portadora do Miraculous do coelho, você não é só a Bunnix, você é uma guardiã do tempo. Esse é o seu... O nosso papel.
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