Miraculous: Ordem e Caos

1 Capitulo 1 - O Aluno Novo


Atenção: Esta é uma obra de fã (fanfiction) baseada nos universos de Kamen Rider (Toei Company) e Miraculous Ladybug (ZAG Entertainment).

Os personagens Aruto, Hopper, Feral e demais elementos são criações originais inspiradas nesses universos.

Nenhum lucro é obtido com esta obra, que tem fins puramente criativos e de entretenimento.

Paris. Uma cidade cheia de vida, mistérios e histórias que só os olhos atentos percebem.



Ladybug e Cat Noir sempre foram o escudo da cidade, protegendo cada esquina das ameaças de Hawk Moth e seus akumatizados. Mas há forças ocultas que nem os heróis conseguem enxergar — e uma nova presença misteriosa acaba de chegar.


Na sala de aula, o corredor ficou silencioso enquanto os passos firmes se aproximavam da porta. A professora Bustier ajeitou os óculos e, tentando esconder o nervosismo, anunciou:


Professora Bustier

— Atenção, turma. Temos um novo colega hoje: Aruto.


A porta se abriu devagar e um jovem entrou. Usava um casaco preto com detalhes em laranja, o capuz puxado para trás, parcialmente escondendo seu rosto, que era ainda mais disfarçado por uma máscara preta cobrindo boca e nariz. Os olhos laranja brilhavam intensamente, atentos a tudo ao redor.


Os cochichos aumentaram.


Marinette franziu a testa, curiosa, e trocou um olhar rápido com Adrien, que observava Aruto com interesse calmo.


Chloe rolou os olhos, já preparando alguma provocação.


Professora Bustier

— Aruto, por favor, sente-se ao lado da Marinette.


Ele caminhou até o lugar indicado com passos silenciosos, sentou-se e cruzou os braços, mantendo o olhar fixo no quadro.


A aula recomeçou, mas o ar parecia mais tenso.


Aruto ficou imóvel, cabeça baixa por um momento. Chloe não perdeu a chance:


Chloe (com um sorriso malicioso)

— Ei, professora! Acho que o novo já está no mundo dos sonhos. Aposto que ele nem ouviu nada do que você falou.


Alguns alunos riram, mas Aruto ergueu a cabeça com calma, seus olhos laranja fixos em Chloe.


Aruto (voz firme, mas sem perder a compostura)

— Estou prestando atenção. E você deveria fazer o mesmo.


Chloe ficou sem graça por um instante, a classe se silenciou.


Professora Bustier (sorrindo encorajadora)

— Muito bem, Aruto. Que tal explicar para a turma o que é "O Efeito Borboleta", que está no quadro?


Sem hesitar, Aruto levantou, caminhou até a frente da sala e pegou um pedaço de giz.


Aruto

— O Efeito Borboleta é parte da Teoria do Caos. Pequenas alterações em um sistema podem causar grandes consequências.

— Tipo uma borboleta batendo as asas aqui, e isso acabar causando um furacão do outro lado do mundo.

— Tudo está conectado, mesmo que a gente não perceba.


Antes que a professora respondesse, Lila levantou a mão, com aquele sorriso falso que só ela sabe fazer.


Lila

— Isso é legal na teoria, mas na prática, Aruto? Você acredita mesmo nisso?


Aruto não respondeu com palavras. Em vez disso, girou o giz entre os dedos e lançou-o com precisão. O giz bateu na lâmpada do teto, quicou e acertou a cabeça de Lila com um "toc" discreto. Caindo na mesa da professora, parou suavemente.


Um silêncio atônito tomou a sala.


Aruto (voltando para seu lugar, calmo)

— Na prática, pequenas ações podem ter grandes efeitos.


Marinette tentou conter um sorriso divertido, Adrien o observava impressionado, Chloe franziu a testa surpresa, e Lila ficou vermelha de raiva, murmurando algo que ninguém ouviu direito.


Professora Bustier (tentando manter a classe focada)

— Muito bem, Aruto. Excelente explicação.



A manhã passou rápido e, quando o sinal tocou, anunciando o fim das aulas, a sala se encheu de murmúrios e olhares curiosos voltados para o novo aluno. Aruto permaneceu em silêncio, levantou-se com calma e cruzou o corredor, sumindo na multidão do pátio.


Horas depois, Paris começava a se vestir de laranja e dourado com o pôr do sol, e a cidade começava a se preparar para a noite.


Sob o céu estrelado, as luzes da cidade brilhavam sobre os telhados molhados. Ladybug e Cat Noir pulavam de um prédio para outro com a leveza de quem conhece cada canto daquela paisagem.


Mas o silêncio entre eles não duraria muito.


Cat Noir, pousando na beirada de um prédio, quebrou o silêncio:

— Ei, Ladybug... você também achou meio estranho aquele aluno novo?


Ladybug parou ao lado dele, pensativa, os olhos fixos no horizonte.

— Aruto, né? Tem algo nele que não sei explicar. Parece que ele está sempre um passo à frente, observando tudo.


Cat Noir sorriu de lado.

— Aquela cena com o giz foi engraçada, admito. Mas também me deixou um pouco na defensiva, sabe?


Ladybug assentiu.

— Não foi só isso. Quando ele entrou na sala, senti como se o ar tivesse mudado. Como se ele não fosse só um aluno qualquer.


Cat Noir arqueou uma sobrancelha.

— Você acha que ele pode estar ligado ao Hawk Moth?


Ladybug balançou a cabeça devagar.

— Ainda não sei. Mas vou descobrir. Aruto não é o que parece.


Um vento leve soprou entre eles, e por um instante, a cidade pareceu prender a respiração.

— Vamos continuar a patrulha — disse Ladybug. — Se ele for um perigo, vamos saber.


Cat Noir deu de ombros, meio divertido.

— E se ele for um aliado?


Ladybug olhou para o horizonte, séria.

— Então ele vai ter que provar.


A Torre Eiffel brilhava ao longe. A praça começava a esvaziar, turistas se despediam, e as luzes dos cafés acendiam-se uma a uma.


Mas algo estava para mudar.


Cat Noir, olhando para o céu:

— Você realmente acha que Aruto está escondendo algo?


Ladybug respondeu, baixa, com um sorriso sutil:

— Ninguém é tão misterioso assim sem motivo.


De repente, o céu escureceu por um instante, como se uma sombra passasse. Um ruído metálico agudo cortou o ar, seguido de gritos que se espalharam pela praça. Ladybug e Cat Noir saltaram em direção ao tumulto.


No centro da praça, duas figuras sinistras emergiam.


Uma delas era esguia, vestida com uma armadura roxa sintética, placas escuras decoravam seu corpo. Seu capacete, com um formato que lembrava um ninja robótico, exibia olhos amarelos penetrantes e uma garra ameaçadora no braço esquerdo. A energia ao redor dele distorcia o ar, como eletricidade estática.


Ao seu lado, uma criatura monstruosa com braços longos como lâminas se move em espasmos. Seu corpo parece feito de exoesqueleto negro e reflexivo, como uma armadura viva. Seus olhos brilham em verde intenso, e cada passo deixa um rastro digital no chão.


Horobi (voz distorcida, metálica):

— A humanidade insiste em se agarrar à sua fraqueza. O futuro pertence à evolução.


O Magia soltou um ruído metálico, um clique distorcido, e avançou contra os civis com uma velocidade impressionante.


Ladybug (alerta):

— Quem são esses caras?!


Cat Noir (empunhando o bastão, preparado):

— Seja o que for, não vieram aqui para um chá da tarde!


A batalha começou. O Magia atacava com golpes rápidos demais para serem acompanhados, forçando Ladybug e Cat Noir a recuarem constantemente. Horobi, porém, permanecia parado, observando friamente.


Cat Noir (confuso):

— Ele só fica parado aí, só olhando?


Ladybug (concentrada):

— Não é isso. Ele está analisando cada movimento nosso.


Ladybug lançou seu ioiô para prender o Magia, mas com um golpe preciso, ele cortou a corda sem esforço. Cat Noir tentou contra-atacar, mas era como se lutasse contra uma sombra. Foi então que Horobi deu um passo à frente.


Horobi (voz ainda mais fria e ameaçadora):

— Interferência detectada. Iniciando contramedida.


Num movimento fluido, ele invocou sua arma — aAttache Arrow — e em um instante surgiu entre Ladybug e Cat Noir, desferindo um golpe poderoso. Um brilho roxo cortou o chão, criando distância entre os heróis.


Eles estavam encurralados, prestes a serem derrotados... quando uma energia nova brilhou no ar.


Do alto de um telhado, um clarão cortou a escuridão. Uma figura saltou, envolta em sombras, e aterrissou no meio do conflito. Seu traje era negro com detalhes em branco e vermelho, e seus olhos vermelhos brilhavam intensamente, como brasas prestes a incendiar tudo.


Horobi (recuando um passo, com a voz fria):

— ...Ark.


Ark-One não responde. Apenas assume uma posição de combate, os olhos vermelhos brilhando intensamente. Do driver em seu pulso, ecoa uma voz mecânica:

Driver:

— "Conclusion One!"


O confronto começa. Os golpes entre Ark-One e Horobi soam como titânio colidindo, ondas de choque rachando o chão e fazendo as janelas ao redor vibrarem.


Cat Noir (ofegante, apoiado no bastão):

— Esse cara... tá lutando como se estivesse no clímax de um anime!


Ladybug (olhos fixos em Ark-One):

— Mas... quem é ele?


Horobi se move como uma sombra digital, com golpes rápidos e precisos, quase serpenteando. Ark-One responde com brutalidade calculada, cada movimento medido, como se estudasse o inimigo antes de atacar.


Horobi (tentando recuar, mas a armadura falha):

— Você... não deveria estar operacional, Ark.


Ark-One:

— Sua destruição é minha prioridade.


Ark-One gira, desvia da Attache Arrow com agilidade, e contra-ataca com um chute devastador no peito de Horobi, que é lançado contra a parede, rachando a estrutura do prédio.


O Magia tenta intervir, saltando em direção a Ark-One. Mas este levanta a mão e uma energia vermelha pulsa em seu braço, vibrando como se tivesse vida própria. Com um soco brutal, arremessa o Magia contra o chão com força esmagadora.


No impacto, o corpo corrompido do Magia começa a se desfazer em fragmentos digitais vermelhos, revelando um civil desacordado e aparentemente ileso.


Ladybug (ofegante, chocada):

— Espera... aquilo era uma pessoa?! Aquele monstro... era alguém corrompido?!


Cat Noir (com expressão séria):

— E ele desfez tudo com um único golpe. Sem akuma, sem Miraculous... só força e aquela energia estranha.


Ladybug (encarando Ark-One):

— Quem é esse cara? Como sabe lidar com isso? E por que está aqui?


Cat Noir (ainda observando o civil):

— Seja quem for, não é só mais um herói. Isso é pessoal.


Ladybug se aproxima, verifica o pulso do civil.

Ladybug (suave):

— Está vivo, só desmaiado. Mas se ele foi transformado...

(pausa, pensativa)

— Isso não é akuma. É algo diferente. Muito mais sombrio.


Cat Noir:

— Se monstros assim existem... quantos mais estão por aí?


Horobi, com dificuldade, se levanta. Faíscas escapam da armadura, seus olhos vermelhos agora mostram hesitação. Ele sabe que perdeu.


Horobi (frio):

— Evasão necessária.


Seu corpo se desfaz em dados escuros, desaparecendo como poeira digital no vento da noite.

Ark-One permanece imóvel por segundos, olhando ao redor. Depois se vira para Ladybug e Cat Noir. Eles se preparam para lutar, mas ele fala:


Ark-One (voz abafada pela máscara):

— Essa luta... não é de vocês.


Com um salto quase imperceptível, desaparece entre as sombras dos telhados. O silêncio volta a reinar. Até...


Cat Noir (quebrando o silêncio):

— Que tipo de "herói" aparece, salva a gente e some igual ninja cibernético?


Ladybug (pensativa):

— Não sei. Mas quem quer que seja, conhece aquele outro. Se isso é só o começo, Paris vai precisar de mais do que sorte.




Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.