Miraculous: Nous sommes jeunes
19 As Pessoas e seus Propósitos
Notas iniciais
“Ando com o coração dividido.
Amo as montanhas, amo o mar.
O vento sopra no meu ouvido, decida!
Só um você pode amar… “
Marijo.
Chat Noir, Adrien, Luka… Por quê vocês insistem em ficar no meu coração e em meus pensamentos? Por quê é tão difícil decidir qual rumo tomar quando o destino insiste em colocar os três no meu caminho! As vezes eu acho que estava tudo tão perfeito com o Luka antes de retornar a Paris e voltar a ser a Ladybug. Agora estou nesse impasse, o gato de rua galanteador, o modelo lindo e minha paixão adolescente ou o roqueiro mais gentil e carinhoso que já conheci (com exceção dos últimos dias que tivemos desentendimentos).
É Alya, acho que você errou ao dizer que as joaninhas trazem sorte no amor. Só se essa verdade é para os outros e não para elas mesmas. Pois agora me vejo nesse caminho com 3 rumos diferentes. Não sei o motivo que meu coração começou a bater mais forte por aquele gato, talvez seja pelo fato de não estar bem com o Luka. Porém o Adrien, devo admitir, o sentimento do passado começou a se reacender, até ouvir a notícia...
“— Novidade no mundo dos famosos! O modelo mais querido de Paris, Adrien Agreste acaba de ficar noivo de Chloé Bourgeois, a herdeira da rede de hoteis 5 estrelas Grand Paris.”— Notícia que acabou de ser transmitida pela televisão que estava ligada no restaurante. “— Não fique temerário, é só o noticiário!”
19. As Pessoas e seus Propósitos
A voz da Nadja Chamack ecoava na minha mente repetindo as palavras, “Adrien Agreste noivo de Chloé Bourgeois”. Não conseguia parar de pensar. — “Como pode? O Adrien e a Chloé? Não é possível!”; pensava, não querendo acredita que ele poderia estar com ela, logo ela! O Adrien tão doce e gentil está com a exibida da Chloé!
Mergulhada em um turbilhão de pensamentos, consegui apenas dizer:
— Adrien, você está noivo da Chloé?
— Marinette! — Disse ele apreensivo. Não era para menos, já que eu não estava mais conseguindo administrar minhas emoções. — Isso não é bem o que parece. Acredite em mim!
— Como você não me contou uma coisa dessas? — Falei me pondo de pé. Nesse momento já consegui perceber os olhares dos demais clientes e funcionários para nós. — Adrien! Eu abri meu coração para você, contando tudo o que estava se passando e você não me conta isso? Qual era sua intenção? — Eu estava muito confusa com tudo, apenas despejei tudo sobre ele. Fui falando e gesticulando, sem me importar com os demais. Me sentia traída. — Você com a Chloé ? Não me surpreenderia se isso tudo não fosse um plano dela.
— O que você está falando, Mari? — Questionou ele. — A parte do plano, você está certa! Por isso deixe-me explicar melhor, por favor!
— Eu estou certa? — Perguntei cética. — Você ainda tem coragem de assumir tudo! — Respirei fundo fazendo uma pausa. — Sem mais nenhuma palavra. Para mim já chega! Já entendi tudo! — Fui falando enquanto pegava o valor da minha refeição e deixava sobre a mesa. — Agora faz todo o sentindo a sua gentileza comigo. — Essas palavras saíram mais como um sussurro. Eu estava decepcionada. — Tchau Adrien!
— Mariette — Me chamou com a voz mansa. — Por favor, me escute! Não vá!
Não adiantou as súplicas, eu estava decidida, precisava pensar.
Ao sair do restaurante, corri até meu local de trabalho e me concentrei em finalizar minhas atividades, queria por um momento distrair minha mente, colocar todos os pensamentos em ordem, mas quando algo dentro de você não vai bem, o restante também não vai, não adianta querer completar um quebra-cabeça com uma peça que não faz parte daquele jogo. E para me ajudar, não conseguia finalizar minha criação, não me recordava do esboço original o qual Bonnet gostou, ele estava no meu caderno que ficou com o Chat Noir da festa.
— Aaaaah! Isso é um desastre! — Foi praticamente um grito que dei, colocando as mãos em minha cabeça, em seguida me debruçando sobre a mesa.
— Marinette, você deveria parar um pouco. — Disse Tikki, saindo de minha bolsa, falando com sua voz suave. — Sabe, as vezes é bom relaxar um pouco.
— Você tem razão! — Concordei com ela. — Vou encerrar por hoje e fazer uma caminhada, quem sabe assim não encontro uma nova inspiração!
Ela concordou com um sorriso. Então peguei minhas coisas e fui dar a minha caminhada pelas ruas de Paris. Aproveitei para mandar uma mensagem para a Alya mancando para nos encontrarmos na Place Saint Pierre para mostrar o que havia encontrado no museu, estou otimista de que ela poderá ajudar indiretamente a Ladybug e o Chat Noir a encontrar esse novo vilão.
Enquanto aguardava o horário combinado com a minha melhor amiga, aproveitei para relaxar um pouco, aderindo o conselho da minha fiel companheira e amiga Tikki. Me sentei nas escadarias que ficam em frente ao Canal du Midi; a paisagem desse local é linda. Por mais que a maior parte de minha vida tenha ocorrido em Paris, eu não me canso de contemplar a sua beleza, a arquitetura, o clima, as pessoas, acho que tudo me fazem acreditar que aqui é o melhor lugar para estar. E esse local em que me encontro é tão nostálgico, me trazem tantas recordações, às vezes em que estive com meus amigos aqui, as inúmeras vezes em que lutamos para salvar alguém que fora akumatizado.
“Ah! E esse vento tocando em meu rosto, me faz querer ser livre”; pensei enquanto aproveitava aquele momento meu. — Tem razão Tikki! Foi bom ter parado um pouco. — Falei para a minha kwami que anuiu com a cabeça dando um sorriso de satisfeita pelo excelente conselho. — É Tikki, você voltou na hora certa! O que seria de mim sem você?
Ela riu um pouco e completou: — Ah Marinette! Você será sempre a Ladybug. Com ou sem o seu miraculous. — Fez uma pequena pausa. — Você passou por muita coisa em sua adolescência, enfrentou muitos desafios e isso te fez uma pessoa melhor, mais madura, porém a maioria dos problemas dos seres humanos estão dentro de cada uma. Se você olhar para dentro de si mesma, acredito que encontrará a solução. Confie nos seus instintos.
— Obrigada Tikki! — Agradeci a ela pelo apoio, enquanto pegava meu celular para conferir a hora. — Não acredito! — Falei alto colocando a mão na cabeça. — Eu preciso correr! A hora passou voando.
Place Saint Pierre
4 PM / Paris
Estava correndo para o local combinado, quando avistei de longe Césaire.
— Alya! — Gritei enquanto corria. Ela estava sentada no banco da praça, mas ao ouvir seu nome, olhou em minha direção, se levantou e começou a acenar.
— Você não tem jeito, né Marinette Dupain Cheng? — Falou enquanto me abraçava.
— Tem coisa que não muda! — Entrei na brincadeira, rindo. — Desculpa o atraso, acabei me perdendo no horário. Tive um dia difícil!
— O que aconteceu amiga? — Questionou, eu não me contive e desabafei tudo com ela, tudo menos a questão do Chat, porém, sabem como essa garota é, ela não perde oportunidades. — Mari, imagino como você esteja se sentido. O Luka gosta muito de você e eu acredito que ele deve estar agindo assim com medo de te perder. Sobre o Adrien e a Chloè, isso está mais que na cara que é coisa do pai dele, o que me impressionou foi você não ter percebido isso. Mari, você ficou com ciúmes do Adrien?
A pergunta dela gerou um conflito imenso dentro de mim, eu não sabia ao certo o que responder. Foram segundos de silêncio que mais pareceram horas. Parecia que o mundo tinha parado de girar.
— Alya, não é bem isso! — Foi tudo o que consegui dizer, antes de ser interrompida por ela.
— A não? É o que então? — Questionou rindo. — Para de negar Mari! Ou vai me dizer que é a mesma situação do gatinho da festa? Só falta dizer que o Chat Noir também está na lista. — Sim, ela foi direta ao ponto! Fiquei em silêncio, eu não sabia o que falar para ela, só sentia minhas bochechas esquentarem e ela percebeu. — Não brinca! — Sussurrou ela ficando preocupada.
— O que há de errado comigo Alya? — Questionei. — Eu não sou assim! Mas meu coração enciste em ficar dividido.
— Mari, não se sinta culpada! — Disse ela tentando me acalmar.
— Alya, eu me sinto perdida. — Confessei. — Tudo parecia simples com o Luka, mas agora com esses conflitos e o Adrien voltou a ficar próximo, até flores me deu de presente!
— Esqueceu do Chat No...- Antes que ela terminasse, eu a olhei com reprovação. — Tá, descul…
— Não precisa se desculpar. — Comentei antes que ela finalizasse a frase. — Aquilo na festa foi só um momento de carência. — Expliquei. — Acho que é isso, carência devido os problemas no meu relacionamento.
— Bem, amiga! — Disse ela com um ar pensativo. — Eu não daria essa justificativa, já que sei que você sempre foi caidinha pelo Adrien. — Finalizou rindo. — Mas sabe, você não poderá passar muito tempo com essa indecisão. Sabe! Existem dois tipos de pessoas que entram em nossa vida. Tem a que entra por um período, porém tem aquela que entra para ficar, mas quem define qual será por um período e qual será a que vai ficar é você.
— E como você soube quem o Nino era a pessoa que ficaria? — Questionei ela. — Vocês dois se dão tão bem, é nítido como um completa o outro.
— Mari, nós temos nossos desentendimentos também. — Comentou ela. — Mas procuramos nos colocar um no lugar do outro, assim conseguimos resolver. Porém, também devo te confessar um detalhe. — Ela suspirou, isso fez com que eu olha fundo nos olhos dela. Parecia que estava tensa.- Eu estou com a impressão que o Nino está escondendo algo de mim, mas ainda não tenho certeza e não quero tirar conclusões precipitadas. Já errei muito com isso. — Concluiu com um sorriso. “E como já errou!”; Pensei enquanto me recordava das inúmeras teorias criadas por ela.
— Mas o que te leva a pensar que o Nino esconde algo? — Perguntei.
— Sei lá! Ele anda saindo muito e nunca me diz exatamente onde vai. — Césarie começou a desabafar. — Inclusive ele sempre leva todos os documentos dele junto. Logo o Nino que eu tenho que sempre lembrar ele de tudo.
— Que estranho! — Acabei por pensar alto, colocando a mão no queixo. — Mas você já perguntou a ele onde vai?
— Claro né? — Respondeu ela, com um tom de voz mais alterado. Dava para perceber o quanto estava incomodada com a situação. — Mas ele sempre desconversa. Arruma uma desculpa para sair. — Fez uma pausa. Até que ela me segurou pelos braços, olhando bem nos meus olhos. — Ai amiga! Será que o Nino está me traindo? — Ela disse isso com todas as forças, me deixou até nervosa também e com os braços doloridos. Dava para percebe o quanto isso estava trancado em sua garganta e o quanto esse pensamento estava sendo sufocado em sua mente.
— Calma Alya! Eu não acredito nessa sua teoria. — Estava tentando acalmar minha amiga. Mas confesso que também estava achando muito estranha aquela história. — Conhecendo o Nino, ele não faria isso. — Fiz uma pequena pausa, observando o semblante tristonho dela. — O Nino te ama muito, ele é louco por você! Já mais estragaria tudo. Deve ter uma explicação para tudo isso.
— Você tem razão, Mari! — Concordou ela. — Deve ter uma explicação! E eu vou descobrir qual é! — Falou Césarie, se pondo de pé com seu olhar determinado, demonstrando força e coragem. Bom, vocês conhecem ela, já devem estar preparados para o que virá.
Eu admiro muito essa determinação em minha amiga, ela consegue ser tão decidida e tão segura de tudo, pelo menos é o que ela demonstra para a maioria das pessoas. Mas ela também tem lá no fundo um lado mais frágil, o qual ela só deixa ser percebido por aqueles que estão mais perto dela.
— Só cuide para não tirar conclusões precipitadas. — Frisei para ela.
— Sim Marinette! Já aprendi essa lição. — Afirmou ele com um tom de deboche e logo foi se sentando novamente. — Mas diz ai amiga! O que você descobriu no museu? Esse sim é nosso assunto principal.
Foi então que entreguei a ela as amostras que pegamos no museu e passei a ela todas as fotos. Ela ficou intrigada com tudo, principalmente com o que havia por trás da saída de emergência do museu, que mais parecia com uma porta secreta, até porque não havia nenhuma sinalização para aquele local.
— Então, o que você acha? — Perguntei tentando quebrar o silêncio que pairou no ar.
— Marinette, é impressionante! Nunca vi algo parecido. — Comentou ela. — Com certeza a Ladybug e o Chat Noir terão um grande mistério para desvenda e acredito que precisarão de uma forcinha extra. - “Arram, sei… Está querendo a participação de uma certa raposa junto.”; Pensei enquanto via os olhos dela brilharem e retomando o foco do que realmente importava naquele momento. — Vou encaminhar para o laboratório de investigação para ver se eles conseguem descobrir que elemento é esse e com certeza, vou solicitar uma autorização para entrar nessa passagem do museu, deve ter muita coisa escondida aqui. Isso vai dar uma matéria incrível para o jornal! Muito obrigada Marinette e me desculpa ter te colocado naquela situação de penetra, você e o Adrien. — Finalizou com uma risada.
— Não precisa agradecer! — Sorri tímida, me recordando do momento com o loiro.
— E falando em investigação. — Começou Césarie com outro assunto. — Está quase pronta a lista de convidados do baile. Pedi a um amigo do jornal que arrumasse para mim, acho que em breve, saberemos quem é o gato galanteador da festa e assim, teremos o seu caderno de volta.
— O que? — Fiquei espantada. — Você acha que vai descobrir quem é o Cha…
— Alya? Marinette? — Parei de falar imediatamente ao ouvir alguém chamando nossos nomes.
— Que bom encontrar vocês duas por aqui!
Olhamos para o lado e vimos Ivan e a Mylène. Eles estavam passando pela praça e acabaram nos encontrando ali.
— Oi! Como vão? — Perguntei. Alya também os cumprimentou em seguida.
— Estamos bem, obrigado. — Respondeu Ivan. — Passamos no seu trabalho, Marinette, Você não estava,
— Ficamos até preocupados. — Disse Mylène. — Pois vimos o Luka saindo de lá e ele estava com pressa, dizendo que precisava falar com você.
— O quê? — Fiquei preocupada. — O Luka esteve lá?
— Sim. — Respondeu Bruel. — Aconteceu algo?
— Nada demais! — Reforçou Césarie. — A Mari marcou comigo aqui para resolvermos umas coisas e acabou saindo mais cedo. Como todos sabem, a Martinette não é boa em lembrar as coisas e deve ter se esquecido de avisar o noivo que estaria aqui. Não é amiga?
— É sim! — Concordei, mas com um turbilhão de pensamentos na cabeça.
— Marinette sendo Marinette! — Comentou Haprèle rindo da situação, sem saber exatamente da situação. — Mas aproveitando que encontramos vocês duas, gostariamos de deixar os convites para vocês. São convites especiais a vocês, Marinette e Luka, também a vocês, Alya e Nino.
— Queríamos entregar ao casal. — Completou Ivan. — Mas como o tempo é curto, não queríamos deixar para a última hora também.
— Então! O que me diz meninas? — Perguntou Haprèle empolgada, esperando a resposta.
— Que honra Mylène! É claro que aceito! — Respondi.
— Podem contar comigo e com o Nino. — Confirmou Césarie. — Vai ser um prazer ser sua madrinha.
— Fico feliz que tenham aceitado! — Disse a futura senhora Bruel. — E Marinette, queria pedir mais um favor.
— Pode pedir! O que eu puder fazer para ajudar. — Respondi me colocando a disposição.
— Você faria o meu vestido de noiva?
— Claro! Vai ser um prazer. — É tão bom quando as amigas valorizam o seu trabalho.
— Então vai ter trabalho! — Completou a Alya. — Terá que arrumar tempo para fazer o meu vestido de madrinha também.
— Então acho que é uma boa começar a ver tudo logo. Amanhã, depois do trabalho, vou esperar vocês lá em casa. — Marquei com elas. Vestidos para casamento dão muito trabalho, não dá para perder tempo.
O casal foi logo se despedindo e seguindo o seu caminho, tinham muitas coisas para ver ainda e a data estava se aproximando.
— Então Marinette! — Foi falando Césarie. — Será que o Luka ficou sabendo do Adrien?
— Eu não sei amiga. Espero que ele não tenha encontrado o buquê. — Eu estava muito preocupada…
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Em algum lugar
10PM
Em algum local isolado de Paris a noite. Estava um carro estacionado. Até que alguém entra.
— Então, deu tudo certo? — Perguntou o rapaz que estava aguardando no carro ao outro que entrou.
— Sim, está na mão! — Foi entregando uma pasta com documentos dentro. — Está tudo encaminhado. Pode ficar tranquilo.
— Muito obrigado! — Respondeu pegando a pasta. — Você realmente é um grande amigo. — Fez uma pausa. — Tem certeza que ninguém está sabendo de nada.
— Apesar de que detesto guardar segredos assim. Mas por conta da nossa amizade, não contei a ninguém. — Ressaltou. — Pode acreditar.
Então, o rapaz que estava de motorista no carro, confirmou com a cabeça, expressando um sorriso de satisfação pela ajuda de seu amigo e em seguida, ligou o carro e saíram dali. Se certificando que não havia ninguém os observando ou seguindo.
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