Miraculous Luna: The Tales of Celest Moon
3 Twin Rabbit: A Caçada

De volta a padaria Dupain-Cheng, a estudante de chiquinhas finalmente termina de explicar seus planos para Alune que, embora acenasse como uma boa ouvinte, não opinava por achar que ela havia se complicado demais em algo simples, torcendo para que sua dona criasse juízo antes que passasse vergonha na frente dos amigos. E após se perder novamente num momento de adoração as figuras emolduradas na parede, Marinette leva um susto com uma ligação de sua melhor amiga, Alya Césaire, que informa sobre o furto e agressão feitos por um super-herói no Museu do Louvre. A colega diz que a veria mais tarde, citando o encontro no cinema as oito horas, mas que antes disso faria a cobertura do incidente no Moonblog, tendo certeza que Celest Moon faria uma aparição nesse cenário caótico.
📢 Nosso parceiro é muitas coisas, mas definitivamente não é um ladrão – Exclama a menina assim que se despediu, apagando a tela do celular e o colocando ao lado do computador.
📢 Essa é uma velha tática, então não podemos baixar a guarda – A criaturinha aconselha, pronta pra entrar em ação.
📢 Certo, é hora do Prodigious. Alune, por favor me transforme! – Pediu Marinette, juntando as mãos como se estivesse orando para sua companheira, o que a fez ser assimilada como um forte feixe azulado diretamente na joia camuflada.
Dessa forma, suas roupas casuais são substituídas por um traje complexo, formado por uma túnica curta e ajustada em tons de azul-acinzentado, estruturada como um manto sobreposto a uma roupa interna colada e escura, além de um estola envolta do pescoço que cai pelos ombros em camadas largas, se destacando pelo contraste entre o roxo profundo e o verde-água translúcido. Também utilizava braçadeiras metálicas e luvas negras, integradas as vestes como extensões naturais do corpo, uma pulseira de contas tingida de um bronze envelhecido em ambas as mãos, na cintura dela havia um cinto de corda roxo, e logo abaixo, usava calças justas em preto com padrões sutis e botas de couro reforçado. E, perto do fim, sua joia mágica com símbolos lunares, centralizada no colar de contas ao redor do pescoço, deixou para trás o tom prateado e assumiu um aspecto semelhante aos assessórios de pulso.
Ao final da transformação, seu penteado muda para um coque alto com duas mechas projetadas para frente do rosto, o próprio cabelo passou da cor preta para um grisalho. Seus lábios foram pintados de azul-violeta, e surgiu uma tintura facial de mesmo tom na forma de meia-lua, marcando sua pele entre o topo da testa até passar um pouquinho das sobrancelhas dela, nada comparado ao seu parceiro que se esconde atrás de uma máscara.
📢 (Crescendum!) – Diz Alune, cuja voz ecoa no fundo da mente da jovenzinha fantasiada, fazendo surgir um exótico chakram, o qual para perfeitamente em sua palma aberta assim que esta ergue o braço para cima, segurando a arma pelo anel metálico escuro entre duas lâminas curvas opostas.
Enquanto a heroína partia de sua morada pelo telhado, Rabbit Walker já estava nos arredores do museu analisando a multidão de policiais armados e viaturas estacionadas em frente ao acesso principal. Nisso, ele saca seu equipamento pensando em comunicar sua parceira sobre irem juntos com seu portal, mas achou melhor poupá-la de maiores preocupações, acreditando que conseguiria desmascarar o suspeito sozinho. Pensando nas duas chances que tinha pra usar seus poderes, o rapaz resolve evitar qualquer dor de cabeça com os oficiais abaixo de seus pés, relembrando das inúmeras vezes em que quase falharam em salvar Paris devido a interferência daquelas pessoas usando farda.
📢 Hunf! Pelo jeito vou ter que pegar um caminho mais curto – Comenta o herói ao mesmo tempo que canalizava uma magia brilhante, jogando-a da beirada do prédio em que se encontrava e saltando em sua direção – Toca da Lua!
Passando pelo portal, o super-herói vai parar num espaço vazio onde haviam diversas outras fendas, saídas por onde ele poderia atravessar para voltar a Terra, cada uma com sua própria localização sendo exibida na superfície, como se formassem uma vasta sessão de quadros redondos do teto ao chão. Após visualizar seu objetivo, sendo refletido numa tela não muito distante, Adrian sai em disparado até seu posicionamento e lhe dá um leve toque, a habilitando e chegando no exato local onde ocorreu o assalto.
O vigilante caminha atento aos quadros e acentos no seu entorno, vasculhando por alguma prova que talvez o inocentasse, ficando um tanto arrependido por não ter se combinado com sua “lady” para ambos cobrirem uma área mais abrangente, imaginando que com sua expertise ela teria notado algo. Por coincidência, ele acaba achando um objeto incomum largado no piso, recolhendo o que parecia um palito de pirulito mastigado com cheiro de menta, estreitando a vista ao imaginar a quem pertencia aquilo, se preparando pra compartilhar sua descoberta. Infelizmente, ao tentar contatá-la usando uma das multifunções do seu guarda-chuva, as grades do sistema de defesa do lugar são acionadas remotamente lhe dando um tremendo susto.
📢 Calma aí! Estão cometendo um terrível engano, o sujeito de antes era um impostor, eu sou o verdadeiro – Diz Rabbit Walker, segurando as barras de ferro enfileiradas, olhando diretamente para o tenente, Roger Raincomprix, quem havia ativado a armadilha para pegá-lo.
📢 Sabíamos que acabaria retornando, afinal um ladrão como você não se contentaria com tão pouco – Afirma o policial enquanto lhe apontava o dedo – Nosso orelhudo tá na jaula, agora só falta interrogarmos a outra – Ele fala através de seu comunicador, ignorando os comentários tecidos pelo protetor da cidade e se distanciando rapidamente.
📢 Aff! A mesma ladainha de sempre – O mascarado fala baixinho, como quem resmunga pra sim mesmo.
Por um momento o jovem Agreste quase se deixa levar pela fúria, porém este se acalma a tempo de impedir que um desastre acontecesse, pondo em prática uma ideia simples pra fugir, sacando uma fatia cortada de cenoura em forma de estrela do bolso, a qual estava caramelizada por uma espécie de camada verde-esmeralda. Ao comê-la, sem antes recitar a frase "Evoluir Poderes: Mimetismo Animal", o garoto fantasiado altera sua forma para a de um coelhinho branco com um sombreamento azul-claro entorno dos olhos, agora estando pequeno o bastante pra cruzar a barreira que o prendia. Todavia, ao mover-se agilmente pelos corredores do lugar, ele se vê cercado por uma leva de guardas com escudos e cacetetes, suspirando aborrecido, partindo contra aqueles cidadãos de bem e abrindo caminho facilmente, com a esmagadora maioria dos envolvidos se atrapalhando na hora de capturá-lo.
Do lado de fora do Louvre, Celeste Moon enfim chega depois de tanto saltar de prédio em prédio, estagnando na estrutura mais próxima e vendo a comoção aparentemente criada pelo colega de equipe, ficando em dúvida de como abordar as autoridades à vista, descrente de que ele seria capaz dos atos os quais era acusado. Nesse instante, o policial Roger utiliza um alto falante afim de enviar um comunicado a heroína, a interrompendo durante sua análise, dizendo com confiança que apreenderam o suspeito e que ela deveria se entregar. E, segundo o julgamento precipitado do homem de uniforme, ambos estariam colaborando naquele roubo por sempre agirem a margem da lei.
📢 (Eu tenho fé que ele é inocente. Aliás, como vou saber que realmente o pegaram?) – Pergunta a super-heroína gesticulando com as mãos na linguagem de sinais para o sujeito nervoso, uma vez que o Prodigious da Lua a impedia magicamente de acessar o dom da fala.
Justo quando o indivíduo fardado iria fazer seu discurso matinal, que reforçava o quanto era contra as atividades daqueles heróis, uma chamada inoportuna o interrompe, o que deixa a garota fantasiada muito agradecida por já estar exausta de ouvir as mesmas palavras saindo da boca da mesma pessoa ranzinza. Ao observar a expressão feita com sua visão aprimorada, além da maneira apressada com que o tenente se locomovia até a entrada, Marinette deduz que algo ocorreu lá dentro, mas optou por não segui-lo imaginando que o furdúncio conveniente era obra de seu parceiro.
Devido os helicópteros recém enviados terem se dividido, com uma parte indo em direção a dama lunar, esta resolve se realocar, porém não sem despedir-se da multidão armada com gestos que, quando traduzidos, ironizavam a competência dos envolvidos em buscarem pelo seu amigo.
📢 (Onde será que Rabbit Walker foi parar?) – Alune compartilhava seu questionamento através da mente de Celest Moon, enquanto esta corria de seus perseguidores incansáveis olhando de maneira intercalada para seu chakram, usufruindo da função de chamada por vídeo, infelizmente não obtendo uma resposta de imediato.
Após mais algum tempinho correndo pela cidade, ela consegue arranjar um bom esconderijo atrás de um outdoor da marca Gabriel Agreste, despistando os veículos voadores e depois disso, de maneira oportuna, a vigilante recebe uma ligação de seu companheiro. Nela, o jovem diz ter encontrado o covil do impostor e que estava pronto pra acertar as contas, revelando que durante a inauguração acredita ter irritado o escultor e que tinha certeza que ele acabou sendo o alvo da vilã Shadow Owl, quem materializou aquela cópia a partir dos seus sentimentos negativos.
📢 Desculpa ter causado tantos problemas – Fala o rapaz sentindo o peso de suas ações, ocultando apenas que seu ciúme havia sido o catalizador de todos esses eventos recentes – Juro que vou resolver tudo me livrando do talismã que sustenta aquele monstro usando pele de coelho.
Quando este desliga sem dizer nada a respeito da localização do inimigo, Marinette fica irritada e usa o rastreador da Crescendum pra determinar de onde a chamada veio, marcando o atelier da família Barbot, partindo até o ponto brilhando do mapa, tomando cuidado ao se projetar pra fora do painel publicitário. Nessa hora, o espírito do Prodigious sugere que a menina haja com cautela, conhecendo as atitudes imprudentes do portador do Miraculous do Coelho.
Fale com o autor