Miraculous: Love in a Virtual World

1 Chegando na Universidade


Notas iniciais
Olá a todos!
Estou iniciando mais uma fanfic, acredito que foi por mais necessidade que comecei ela. Já faz algum tempo que essa história esta em minha mente e resolvi compartilhar com vocês, pois ano novo, novas histórias né?
Espero que gostem.
Boa leitura!

Sair do ensino médio e ingressar na faculdade é realmente um momento muito empolgante. Só de pensar nas surpresas que nos aguarda, chega a dar um frio na barriga. Sem falar que é um passo a mais que se dá na estrada da vida, ficando mais próximo da tão sonhada carreira profissional, que por muitas vezes, fora a nossa motivação de seguir em frente durante o letivo e para muitos, esse sonho acompanha desde a infância.

Felicidade, ansiedade, orgulho, insegurança...esse misto de sentimentos estava guerreando entre si no coração da jovem estudante Marinette Du-pain Cheng, que após checar o website da renomada universidade tecnológica de Paris, confirmando que ela havia passado no vestibular e conquistado uma bolsa de estudos, não sabia exatamente o que pensar. Por mais que se encontrava feliz por sua recente conquista, estava insegura de ter que se mudar para longe de seus pais, já que morava em uma cidade do interior da França.

Technological University Françoise Dupont era o sonho de qualquer estudante universitário da área de tecnologia, mas eram poucos que conseguiam uma vaga, somente os melhores conseguiam estudar nessa universidade. Marinette conseguira a vaga com direito a bolsa integral, mas agora se encontrava com outra barreira, conseguir se distanciar de sua família. Seus pais sempre foram muito importantes para ela, era neles que ela encontrava segurança e aquelas palavras de encorajamentos que a faziam seguir em frente para realizar seus sonhos, o que não fora diferente dessa vez.

— Mas mãe, Louhans fica tão distante de Paris! — Disse a azulada com o coração dividido.


— Minha querida! — Respondeu a senhora Cheng — É seu sonho, não é? — A garota assentiu com a cabeça. — Então vá atrás dele.


— Estaremos sempre aqui torcendo por você minha filha. — Disse seu pai. — E Paris fica apenas 457km daqui. Qualquer coisa é só me ligar que o superpai vai te salvar. — Falou bagunçando os cabelos de sua filha, fazendo-a rir.


— Vocês estão certos! — Respondeu a mais nova sem demonstrar muita empolgação respirando fundo. — Mas é que eu...



— Marinette! — Disse sua mãe atraindo sua atenção. — É o seu sonho minha querida filha, e ainda, você conseguiu uma bolsa integral! Aproveite essa oportunidade! Você sabe que eu e seu pai no momento, não teríamos condições de pagar uma faculdade como essa para você, a padaria não está passando por uma fase muito boa.



— Ah! Mas acreditamos que em junho, quando o turismo aumenta aqui na cidade, a situação tende a melhorar. — Disse Tom, o pai da garota. — Então você não precisa se preocupar, pode ir, que eu e sua mãe cuidaremos de tudo por aqui e inclusive da sua estadia em Paris. Você chegou a ver algum lugar para ficar?


— Sim, a universidade oferece quartos para estudantes que moram longe ou que tenham algum outro tipo de dificuldade de deslocamento. — Respondeu a azulada.


— Então minha filha, se está tudo certo, por que não arrumou suas malas ainda? — Questionou sua mãe, tentando anima-la. — Vamos lá para o seu quarto que vou te ajudar. Amanhã cedo eu e seu pai te levaremos para a rodoviária.

No dia seguinte, com tudo pronto, os Du-pain Chengs acompanharam sua única filha até a rodoviária da cidade, onde ela iria embarcar em sua viagem rumo ao seu sonho profissional, de se tornar uma grande designer virtual.

Marinette sempre fora muito criativa, adorava criar leautys, misturar cores, criar animações gráficas e entre outros detalhes. Suas habilidades de criações sempre surpreendiam a todos, quando achavam que ela tinha atingido os limites de sua imaginação, ela aparecia com uma novidade a mais. Muitos até a criticavam pelo fato dela se limitar em apenas ficar como uma web designer, até que esse se tornou um dos motivos pela escolha da universidade, para se ter um desafio a mais e conhecer novos tipos de designe tecnológico, já que no curso iria conhecer diversas áreas.

Chegando na rodoviária, a azulada se deslocou até o atendimento para fazer seu check in, confirmando sua viagem, enquanto seus pais ficaram sentados no setor de embarques, cuidando dos pertences da filha.

Não demorou muito para que o ônibus de viagem chegasse no local e os passageiros começaram a embarcar. A viagem até Paris não era longa, variava de entre 4 à 4:30min, dependendo da via escolhida para seguir viagem e com os itinerários dos ônibus. Porém, uma viagem particular, demoraria entorno de 3 horas.

— Tchau mãe! Tchau pai! – Disse a garota entre lagrimas. – Amo muito vocês. Sentirei saudades.

— Minha garotinha, também sentirei saudades! – Falou o mais velho, abraçando a menor.

— Minha filha! Também te amo muito. – Disse Sabine, a mãe da garota. – Tome cuidado filha, se alimente direito, se comporte e não deixe de dar notícias. Quero que me ligue todos os dias, entendeu?

— Sim mãe! – Respondeu a azulada rindo das recomendações.

— E juízo filha! – Disse Tom. – Não quero nenhum pervertido se aproveitando de minha princesa.

— Pode deixar, pai! Eu sei me cuidar. – Respondeu a menor.

Assim que terminaram de se despedir, a garota embarcou no ônibus sentando ao lado da janela, onde ficou acenando para seus pais que por mais que estivessem felizes pela conquista da filha, estavam sentidos pela separação.

E assim, Marinette Du-pain Cheng iniciou sua caminhada rumo aos seus sonhos, deixando para trás a pequena cidade turística Louhans, também conhecida como “A Cidade dos Arcos”, tendo também como grande referência o comercio local, já que os produtos da própria cidade têm grande procura no mercado; junto com seus amigos e todos os lugares favoritos em que gostava de estar. Porém, ela carregava junto consigo a esperança de construir uma carreira de sucesso e a sua independência. Ela sabia também que não era um adeus e sim, um até logo.

Marinette acabou adormecendo durante a viagem e foi só se dar conta quando já estava chegando ao seu destino. A viagem fora tranquila e não levou muito tempo para que chegasse a Gare Bercy, uma das rodoviárias mais populares em Paris. O movimento era intenso. Muitas pessoas indo e vindo, havia também muitos turistas que registravam seus momentos na tão famosa “Cidade do Amor” através de fotografias e filmagens. Marinette sentia-se como um deles, apesar de ser francesa e não ter dificuldade com o idioma, se sentia totalmente perdida. Sua cidade natal não era totalmente pacata, por ser também uma referência ao turismo na França, mas todo aquele movimento da capital, estava deixando-a assustada.

Passando em meio à multidão, Cheng se deslocou até a saída, esbarrando vez e outra em alguém, falando diversas vezes “me desculpa”. Quando finalmente conseguiu chegar a saída, retirou de sua bolsa o endereço da universidade e chamou um taxi que passava por ali.

— Bom dia senhorita! – Disse o taxista, logo quando estacionou.

— Bom dia! – Respondeu a azulada entrando no carro e entregando o papel que continha o endereço de seu destino.

— Então a senhorita está indo para a Technological University Françoise Dupont. – Disse o motorista, assim que leu o endereço. – Nessa universidade só estudam os melhores. A grande maioria que se forma nessa universidade consegue empregos nas melhores empresas do mundo. Foi o que aconteceu com a filha de uma conhecida minha.

— Espero que isso aconteça comigo também! – Respondeu a azulada vislumbrada com a cidade. – Consegui uma bolsa integral e...

— É mesmo! – Disse o motorista interrompendo a garota. – Seus pais devem estar orgulhosos com a filha que tem. Meus parabéns senhorita.

— Obrigada! – Respondeu a azulada.

— Já estamos chegando! – Comentou o taxista estacionando o carro próximo à entrada. – Dizem que esse lugar é magico.

— Como assim...magico? – Questionou a garota admirando a universidade que mais parecia uma cidade futurística. Ela já tinha visto fotos do local, mas ver pessoalmente era outra história. Podia sentir até seu coração pulsar tamanho era o nervosismo com a chegada.

— É o que os estudantes normalmente comentam. Nunca entendi o que acontece nesse lugar.- Respondeu o homem acertando o valor da viagem com a garota.

Cheng saiu do carro e ficou alguns segundos observando o portão de entrada do campus. O lugar era imenso! Do lado de fora, era possível ver diversos edifícios, os apartamentos dos estudantes e uma pequena movimentação das pessoas que caminhavam pela área externa. Foi então que a garota tomou coragem e adentrou o portão. Passou por uma pequena área coberta que dava diretamente a recepção.

Tudo parecia tão organizado, o ambiente climatizado, a decoração moderna. A recepcionista era uma jovem mulher, cabelos escuros presos num coque, usava óculos e suas roupas eram elegantes, uma camisa branca e saia preta, vestia também um colete preto que continha um bordado azul com o nome da instituição.

— Bom dia! – Disse a recepcionista. – Seja bem vinda a Technological University Françoise Dupont. Eu me chamo Luciene. Em que posso ajudar?

— Bom dia! Eu sou Marinette Du-pain Cheng. – Respondeu a azulada pegando a documentação para efetuar a sua matricula. – Aqui estão meus documentos, eu já fiz a minha inscrição pelo site da universidade.

— Sim! Já localizei aqui no sistema, é para o curso de design certo? – A garota assentiu que sim. – Certo Marinette! Vejo que você também ficará hospedada nos apartamentos dos estudantes. Vou pegar a chave do seu quarto.

“ O que será que aquele taxista quis dizer com esse lugar ser magico?”; a garota ficou pensando enquanto esperava a recepcionista retornar. Ela ficara observando a movimentação dos estudantes através da parede de vidro.

As aulas ainda não tinham iniciado, era o período de férias, mas muitos estudantes já estavam retornando. Também estava chegando muitos calouros, assim como Cheng.

— Aqui está a sua chave. – Disse a recepcionista entregando para a azulada. A chave na verdade era um cartão com chip, nele havia os dados e uma foto da garota, era um cartão de identificação.

— Muito obrigada! – Respondeu a garota, observando o cartão. – Mas onde fica o meu quarto?

— Me desculpe, ainda não lhe expliquei. – Falou Luciene um pouco sem graça. – É muito simples, a universidade tem uma plataforma online, você só precisa baixar o aplicativo e fazer o seu login que é esse aqui. – Mostrou apontando para o número que continha no cartão. – Então você acessará a sua área de estudante onde você encontrará as salas que terás aula, um mapa do campus, inclusive o seu quarto e outras informações que serão necessárias.

— Entendi! – Respondeu Cheng. – Muito obrigada!

Assim que agradeceu, a garota se retirou do lugar, pegando seu smartphone da bolsa para baixar o tal aplicativo. Mal via a hora de chegar em seu quarto e poder descansar da viagem.

Terminando de baixar o aplicativo, imediatamente fez o seu login, conseguiu visualizar o número de seu quarto, “B-14. Ótimo! Agora só preciso ver como chegar lá.” Pensou Cheng.

A azulada foi andando seguindo as instruções informadas através do aplicativo. Saiu do prédio da secretaria, chegando a área externa, ela ficou admirada com o tamanho do campus, era muito maior que ela havia imaginado. Por mais que parecesse um lugar futurístico, a área externa continha muitas arvores, gramas, quadras de esportes e muitos outros lugares de lazer. Realmente, era um espaço excelente para descansar depois de um longo dia de estudos.

A garota seguiu caminhando, concentrada no mapa, estava tão distraída que não percebeu que alguém vinha em sua direção e acabou esbarrando.

— Hey! Olha por onde anda! – Disse o rapaz ruivo.

— Me desculpe! – Respondeu a azulada. – Eu estava tão distraída procurando o meu quarto que eu não te vi.

— Tudo bem! Você é uma novata aqui certo? – Questionou o rapaz, recebendo um sinal de positivo da garota que movera apenas a cabeça. – Eu me chamo Nathanäel, prazer em conhece-la...

— Marinette! Eu me chamo, Marinette. – Respondeu sorrindo.

— Eu posso ajuda-la se quiser. – Disse o ruivo. – Porém estou tentando entrar em contato com meu amigo, mas infelizmente meu celular está sem bateria. Você me empresta o seu para eu fazer uma ligação?

— Claro! Pode usar. – Confirmou Chang, entregando o celular para o rapaz.

Nathanäel fez a ligação e devolveu o celular para a garota. – Infelizmente ele não está atendendo. – Disse o rapaz. – Mas tudo bem! Mais tarde tento de novo. Qual é o seu quarto?

— Fica no B-14. – Respondeu a azulada.

— B-14? – Pensou alto, tentando se recordar para qual lado ficava, já que era nos dormitórios femininos. – A sim! Fica por aqui. – Disse o ruivo puxando a azulada. – Eu levo sua mala. – Pegou a mala da garota.

— Obrigada! – Agradeceu Cheng, que já estava se sentindo um pouco melhor por ter alguém lhe audando.

Os dois novos amigos, seguiram em direção aos apartamentos, mais especificamente na ala feminina. Enquanto atravessavam a área externa, Nathanäel ia mostrando a azulada os prédios da universidade, que eram divididos em centros, os quais correspondiam aos cursos e suas grades curriculares. Mostrou também as áreas de lazer, algumas lojas que tinham no campus, a gigantesca biblioteca que era o prédio em destaque no campus, era todo de vidro, o elevador era externo, dava para ter uma vista privilegiada dali, assim como do último andar do prédio. O ruivo também aproveitou para mostrar onde ficava o refeitório e a academia exclusiva para os estudantes que moravam no local.

Marinette estava encantada com o lugar, parecia um sonho com o qual não queria mais acordar.

— Se você está empolgada com o que viu até agora, espere para ver o seu quarto. — Comentou o ruivo. — Eu ingressei aqui no semestre passado e me lembro quando cheguei no meu quarto, foi incrível o que vi. Apesar que meu colega de quarto não é tão amigável, mas até que nos entendemos.

A azulada achou engraçado o comentário e começou a imaginar o que seria tão incrível assim e como seria sua colega de quarto.

— Você está me deixando curiosa para saber o que tem dentro desses quartos. — Comentou rindo. — E como será a minha colega de quarto? Espero que eu tenha sorte.

— Você me parece ser uma pessoa legal, Marinette. Acho difícil alguém não gostar de você. — Disse o ruivo percebendo que a garota ficara constrangida com o comentário, ficando igualmente com o rosto corado. Então respirou fundo e disse. — Desculpa eu não queria... Bem! Chegamos! Esse é o prédio dos dormitórios femininos. A torre B deve ser a do lado direito.

— Obrigada Nathanäel! — Disse a azulada, pegando sua mala. — Você também é muito gentil. — Falou sorrindo, o que fez com que o garoto corasse ainda mais.

— De nada! — Respondeu o ruivo um pouco sem jeito. — Se precisar de qualquer coisa, pode contar comigo.

— Fico feliz em saber! Mas eu vou indo, estou ansiosa para conhecer o meu quarto.

— Hey Marinette! — Chamou o ruivo. — Esqueci de perguntar, o que você vai cursar aqui na universidade?

— Design! — Respondeu sorrindo.

— Eu também estou nesse curso. Pode ser que nos encontramos mais vezes. — Comentou o rapaz.

— Seria ótimo! — Disse a azulada. — Mas agora vou indo. Prazer em conhece-lo! E mais uma vez, obrigada!

Nathanäel ficou acenando para a garota enquanto a via entrando no prédio.

Os dormitórios femininos não ficavam tão distantes dos masculinos, na verdade só era necessário atravessar a área externa. Os edifícios dos quartos dos estudantes lembravam muito um condomínio. Na entrada havia um lindo jardim, com flores e algumas folhagens, ao lado da porta tinha o interfone e junto a porta, tinha um sensor de identificação, onde se passava o cartão para ter acesso ao local.

Passando pelo hall, Marinette conseguiu avistar as torres e lembrou-se do que Nathanäel disse, então ela virou à direita seguido reto pelo estreito caminho de pedras coberto que ligava uma torre a outra. Com exceção desse caminho, o restante do pátio era de grama com algumas árvores. E entre as torres, havia um espaço com roupas estendidas, também tinha bancos onde algumas meninas estavam sentadas conversando.

A garota deu mais alguns passos, por fim, chegou em frente a torre B, passou novamente seu cartão de identificação no sensor localizado na porta e entrou no edifício. Foi em direção ao elevador, já que seu quarto ficava no segundo andar. Andou pelo corredor até localizar seu quarto.

— Oi, tudo bem? — Disse uma garota alta com franja roxa que estava saindo do quarto ao lado junto com uma garota loira mais baixa. — Você é nova por aqui né?

— Sim, estou chegando hoje. Muito prazer, eu me chamo Marinette! — Respondeu a azulada.

— Eu sou a Juleka e essa aqui é a Rose. — Respondeu a maior.

— Prazer em conhece-la! — Disse a menor. — Esse aí vai ser o seu quarto?

— Sim! Parece que vamos ser vizinhas. — Respondeu a azulada sorrindo. As duas amigas se olharam. — Algum problema?

— Nenhum, Marinette! — Disse a loira. — Só que a última garota que dividiu o quarto com a que está aí, teve alguns problemas de convivência. Mas quem sabe com você seja diferente né?

— Nós precisamos ir! — Disse a morena. — Foi bom te conhecer Marinette. Nos vemos outra hora.

As amigas se retiraram deixando Cheng um pouco apreensiva com relação a sua colega de quarto. Ela passou o cartão de identificação abrindo a porta do quarto, assim que ela viu, ficou admirada com o local. Apesar de ser pequeno, era bem acolhedor. Havia duas camas de solteiro, porém elas eram altas, ficando embaixo de cada uma, um guarda roupas, tinha uma mesa para dois lugares, uma escrivaninha e um frigobar.

Marinette estava organizando suas coisas, quando ouviu uma conversa.

— Sim, parece que esse semestre terei uma nova colega de quarto, já que a outra era insuportável. Espero que essa seja diferente. — Fez uma pausa, Marinette pose ouvir a porta destrancado. — É, ela já chegou! — Falou a garota no celular.

Notas finais
O que acharam desse primeiro capitulo?
Espero que tenham gostado.
Até a próxima....
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.