Notas iniciais
Olá Miraculers, tudo bem? Segue mais um capitulo para vocês, por favor, perdoem qualquer erro. Boa leitura

Alix chega ao banheiro e Dana está debruçada jogando tudo que havia comido pra fora, ela chega perto, passa as mãos nas costas dela encorajando-a, e segura seu cabelo para não cair.

Alguns tempo depois Dana dá a ultima descarga e se levanta, sentando em cima da tampa do vaso, realmente tinha jogado pra fora tudo que havia comido e agora se sentia um pouco tonta.

Alix retira do bolso um lenço com desenho de um coelho bordado, molha-o e o oferece a Dana que está sentada, que olha pra o lenço em sua mão e sorri , coloca a mão no bolso e tira o mesmo modelo de lenço do bolso mostrando-o para ela, ambas sorriem, ela pega o lenço molhado e passa no rosto e na nuca.

Alix: ”Como está se sentindo?”

Dana: “Um pouco melhor!”

Alix: “Ótimo, agora quero que me explique o que vocês fizeram lá para consertar a linha do tempo!”

Dana suspira e relata resumidamente para sua mãe tudo que aconteceu naquele fatídico dia.

Alix fica pensativa, algo não estava se conectando, faltava algo nesse bendito quebra cabeça, ela olha para Dana e diz resoluta: “Agora quero que você me fale tudo o que omitiu nesse relato pra mim, porque sei que está tentando me enrolar, eu quero saber o que realmente está acontece! Sem mentiras, sem meias palavras, sem rodeios ou meias verdades, mocinha! Vocês já viram que não dá pra resolverem isto sozinhos, então exijo que me diga a verdade Dana. O que aconteceu com o Louis e quantas vezes vocês já vieram aqui e alteraram essa linha do tempo!”

Dana está em estado de choque “Mas como Alix poderia saber sendo que ninguém sabia, eles alteraram o tempo e nem sua mãe do futuro percebeu, então como...” – ela bota a mão na testa – “Mas é claro... ela já sabia por isso não disse nada”. — Dana mesmo assim pensou em negar, mas era melhor falar logo a verdade havia muita coisa em jogo:

“Como dizer isso...” – Alix de braços cruzados: “Dizendo e com detalhes!” – Dana suspira: “Ok. Nós estivemos aqui em momentos diferentes

Eu aos quatro anos, Emma, Victor aos seis duas vezes, Eu e Hugo aos seis três vezes, eu e Hugo aos dez, aquela vez aos 12 anos, e agora!” — Alix a interrompe:

“Vocês estivera aos dez, não me lembro disso!” – Dana faz careta:

“É que passamos alguns dias presos aqui com Bridgette e Felix!” — Alix faz cara de irritada e diz entre dentes:

“Com Bridgette e Felix, vocês estiveram aqui e eu não fui informada?” – Dana vai em defesa deles furiosa:

“Não brigue com eles, talvez nem se lembrem, de qualquer forma vocês não estavam aqui e eu não sabia como te contactar!” — e acrescenta num tom irônico e com numa ponta de raiva: “Alias como sempre acontece quando preciso de você, nunca está lá e eles estão, então não venha me ...” – ela percebe o olha de choque em Alix e se arrepende de imediato do que disse, aquela não era sua mãe de qualquer forma não era justo e eram meias verdades, ela fazia o possível para ser presente, ela só estava com raiva, diz num tom arrependido:

“Me desculpe eu ...” – Alix levanta a mão a interrompendo e numa voz um pouco embargada e tentando a todo custo não demonstrar o quanto saber aquilo doeu, diz:

“Ok, tudo bem, continue.”

Dana: “Não eu não tinha o...” — Alix levanta a mão novamente dizendo firme:

“Não importa mais, apenas continue!” – Dana sente a raiva lhe invadir novamente e continua:

“Como quiser, alteramos a linha do tempo duas vezes, numa o Victor desapareceu, na segunda o Louis, a primeira tentamos consertar sozinhos, voltamos sozinhos algumas horas no tempo, quando voltamos pro nosso tempo Victor e Louis estavam lá, porém literalmente tudo havia mudado, foi quando você nos ajudou a consertar nossa linha, só que dessa vez quando voltamos o Louis desapareceu e nem.. nem você lembrou-se dele, somente eu e o Hugo, então eu e ele decidimos por bem deixar do jeito que estava, estávamos com medo de desaparecer, ouvimos você e a Bridgette conversando sobre só existirmos nessa linha do tempo, foi difícil convivermos com isso, mas não havia nada que pudéssemos fazer. E acabou que estamos aqui mais uma vez na mesma linha do tempo, não importa o que aconteça de algum modo sempre acabamos aqui.”

Alix tenta manter- se firme e calma: “Como vocês alteraram da primeira vez?”

Dana: “Voltamos e fizemos a Alya e o Nino reatar, mas não sabemos o que deu errado depois de tudo e porque tudo ficou tão diferente e muito mais confuso.”

Alix: “E eu não percebi que a linha foi alterada?” – Dana nega com a cabeça.

Alix diz para si mesmo intrigada: ”Como eu não percebi?” – Dana fica tensa, Alix percebe:

“O que você está deixando de me contar?” – Dana suspira resignada:

“Eu...eu consigo alterar o tempo sem você perceber... se eu altero de algum modo você não sente e nem percebe, não sei como ou porque acontece...mas acontece... pronto falei...” – diz cruzando os braços em defesa.

Alix irritada e incrédula: “Não acredito Dana! E você faz isso com que frequência?”

Dana: “Eu não faço!” – Alix a encara com os braços cruzados também.

Dana indignada: “Eu estou falando a verdade, eu não faço mais, não depois de tudo, eu.. eu tenho medo do que pode acontecer!”

Alix: “Mas antes você fazia com frequência então!”

Dana diz ruborizada: “Eh bem sim!”

Alix diz exasperada: “Mesmo depois da conversa que tivemos? Mesmo depois de você vivenciar aquela sutil mudança na linha do tempo? Mesmo depois de me prometer que ia ter cuidado? – ela praticamente gritou as palavras com raiva — “Aí que droga Dana Kubdel Couffaine você não toma jeito menina!”

Dana diz com os olhos cheios de lágrimas: ”Desculpa...eu ” – a voz sai num fio, ela sente-se com uma enorme vontade de chorar, oooo malditos hormônios, se fosse outra época estaria aos berros com sua mãe.

Alix continua num tom de voz bem elevado: “Desculpas não adiantam aqui Dana, nós temos responsabilidades que infelizmente afetam a todos e ... “ – Alix para respira, pensa, tenta se acalmar para não falar algo que se arrependa depois, ela respira fundo — “ e infelizmente você herdou isso, esse dom, eu sei que não é fácil lidar com isso, eu sei melhor do qualquer um que isso exige demais, tanto no pessoal quanto no emocional, eu não queria isso pra você mas aconteceu deste jeito, e é o seu destino e espero que você consiga de uma vez por todas compreender que tudo que você faz tem consequências, teremos que arrumar essa linha do tempo, vocês criaram um fantasma ou algo até pior, isso não é um akumatizado ou sentimonstro ou outra coisa que já enfrentaram, vamos ter que tentar arrumar essa bagunça de qualquer jeito, e realmente espero conseguir com o mínimo de desvio!”

Dana diz com certo medo na voz: “O que você quer dizer com isso?”

Alix foi direta, porém sua voz quase falhou: “Que você pode não acontecer!”

Dana sente o coração falhar uma batida e diz com certo temor: ”Como assim? Não estou entendendo?“

Alix diz tentando ser mais imparcial possível: “Quando consertarmos a linha teremos que tentar deixar tudo mais próximo possível do que era!”.

Dana diz confusa: “Ainda não entendi direito...”

Alix respira fundo: “Quando consertamos a linha do tempo, Dana, não há como garantir que as coisas vão ser totalmente iguais, às vezes ocorre algumas diferenças umas sutis, outras mais drásticas, mas sempre algo fica fora de seu curso original!”

Dana com certo medo na voz: “Que tipo de coisas?”.

Alix reluta um pouco, mas ela teria que saber: “Por exemplo, Bridgette e Felix, não se entenderem, Eu e seu pai não ficarmos juntos, você pode não ser minha filha e o seu bebê pode não existir também!”

Dana: “Não, não... não, como assim eu não ser sua filha?”.

Alix diz num tom triste: “Coelhinha você já sabe a resposta!”.

Dana entra em pânico: “Não ... não...não... isso é um pesadelo, só pode ser... por favor me diz que isso é só mais um dos meus pesadelos” – e desaba a chorar, Alix se aproxima e a abraça acariciando seu cabelo: “Vai ficar tudo bem!”

Ela diz entre choro: “Não, não vai não ... você não vai ser mais minha mãe...eu ...eu não quero outra mãe...eu quero você...você é incrível e me entende...Me desculpa eu não deveria ter falado daquele jeito, não é verdade aquilo, eu tava com raiva, eu te amo tanto, eu não quero perder você... ” – ela se abraça em Alix pela cintura, Alix diz com os olhos cheios de lagrimas: “Eu sei meu amor, mas não posso te garantir nada, e temos que fazer o que é certo!” – ela beija o topo da cabeça dela e acaricia o cabelo de Dana tentando acalmá-la, Alix tem a convicção de que fará qualquer coisas para salva-los, mas não tem como garantir nada.

Aquela incerteza doía tanto no peito de Alix quanto no de Dana, pensar naquilo doía demais e Alix não conseguiu se conter e deixou as lagrimas fluírem, doía mas era preciso consertar a linha do tempo, mesmo que ela tivesse que perder sua pequena. Algumas vezes era o preço que se pagava, depois de alguns minutos Alix consegue se recompor e diz:

“Ok, precisamos tentar consertaram a linha do tempo!”

Dana concorda com a cabeça e se afastando um pouco de Alix, ainda com as lagrimas caindo e diz: “Eu quero te dar uma coisa!”

Alix fica a observando enquanto Dana tira sua pulseira que parece um amuleto, onde está escrito seu nome, ela coloca no braço de Alix e diz suave: “Pra você sempre se lembrar de mim!”.

Alix com os olhos cheios de lágrimas: “Não tem como eu te esquecer!”

Dana a abraça novamente, Alix pergunta suave acariciando seu cabelo: “Vamos?”

Dana sem soltá-la pergunta: “Antes queria saber o que é um fantasma do tempo?”

Alix: “Quando se recria uma linha do tempo em alguns casos se criam fantasmas ou sentimentos que existiam naquela linha do tempo e não foram incluídos na linha “consertada”, são casos raros e bem complicados, normalmente causam um grande estrago.”

Dana: “Talvez seja isso que está atrás de nós?”

Alix: “É o que eu penso no momento!”

Dana diz pensativa: “Como vamos enfrenta-lo?”

Alix: “Ainda não sei, mas ficarmos aqui sentadas no banheiro especulando é que não vai ajudar! Vamos, deixa de me enrolar e vamos logo tentar arrumar essa bagunça que vocês fizeram.”

Notas finais
Espero que tenham gostado. Até o proximo