Miraculous Ladybug: O Passado Obscuro de Marinette
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Acordei desesperada, suada e trêmula. Foi mais um pesadelo, mais um sonho. Olho para o meu celular, era 3:00 da madrugada e não consegui pegar no sono mais, então resolvo escrever esse pesadelo no meu diário.
“Tenho tido pesadelos horríveis.
Como sempre sou uma assassina cruel em meus sonhos.
Mato com requintes de crueldade.
Corto, queimo, esfolo, arranco as partes.
Isso me deixa feliz, animada.
Mas nos sonhos minhas vítimas nunca têm rosto.
Só vejo os corpos, as partes mutiladas.
Só ouço os gemidos e gritos.
Vejo muito sangue escorrendo.
Mas...
Essa noite foi diferente. Eu vi.
Eu vi a vítima...
Estava no local escuro com uma única luz acesa.
E na minha frente, estava a minha vítima.
Essa pessoa estava sentada, ou melhor, amarrado na cadeira.
Me aproximei e arregalo os olhos.
Era o Adrien, sim, meu Adrien Agreste.
Acho que o vi porque o método usado foi um corte no pescoço.
Senti a faca entrando no pescoço devagar.
Vi o medo no seu olhar.
O grito mudo que não conseguiu expressar.
Estranho, pois nunca tinha visto o rosto.
E foi o meu pior pesadelo.
Senti e vi o sangue quente jorrando do corte exposto.
A boca aberta e os olhos arregalados”.
Fecho o meu diário e guardo, olho para janela que recebia os raios de sol, me levantei, tomei um banho, vou até o meu armário e decidi vesti uma roupa diferente, pego uma camisa branca pequena que mostra a minha barriga e uma calça jeans rasgada, visto e desço tomo só o café. Volto para o quarto com alguns biscoitos e chamo a Tikki.
— Tikki, acorda! – faço carinho nela até que a mesma acorda.
— Bom dia, Mari! – disse a pequena que esfregava os olhinhos e depois olhou para mim – Nossa Marinette, você está linda!
— Obrigada, Tikki – sorri – Agora, vamos não quero chegar atrasada.
Ela assentiu e entrou na bolsinha, logo me despedidos meus pais e fui para escola. Chegando no local, vejo que tinha poucos alunos e vou até um banco e me sento, pego o meu caderno de desenho e o meu fone para ouvir música.
— Kisetsu wa tsugitsugi shindeiku
Zetsumei no koe ga kaze ni naru
Iromeku machi no yoenai otoko
Tsuki wo miageru no wa koko ja busui...
Fiquei cantando enquanto desenhava até que alguém fala.
— Você canta bem, Marinette!
ADRIEN
Acordo assustado por causa de um sonho, ou melhor, pesadelo. Me levanto, tomo banho, visto a minha roupa, tomo café da manhã e vou para escola. Chego na escola um pouco cedo e o Nino ainda não tinha chegado, então resolvo anda um pouco pela escola e tenta esquecer aquele pesadelo.
Continuo andando até que vejo a Marinette sentada no banco, ela conseguiu chegar cedo hoje. Vou até ela e percebo que a mesma estava usando uma roupa diferente que ficou muito linda... o que estou dizendo? Me aproximo dela e ouço a cantar em... japonês? Desde quando ela canta em japonês?
Ela estava distraída e nem me viu senta no lado dela, fiquei ouvindo a Marinette canta e quando termina, resolvo elogia-la.
— Você canta bem, Marinette! – acho que eu deveria ter pensado antes, pois ela se assustou e acabou caindo do banco – Mari, você está bem? – ajudo a se levanta.
— A-Adrien... eu... eu e-estou melhor agora, quero dizer, bem... estou bem – disse ela rindo nervosa – Espera, você me chamou de Mari?
— E-eu... eu chamei? Me d-des-desculpe – eu gaguejei?
Ela rir, a risada dela é uma melodia... pera aí, o que estou falando? Não posso ficar falando dela assim, a Marinette é minha amiga! Só isso! Eu amo a Ladybug!
— Adrien! Adrien! – saio dos meus pensamentos e olho para Marinette.
— O que foi?
— O sinal já bateu, vamos? – eu assenti, pego na sua mão e fomos para sala.
Quando chegamos, todos da sala nos olharam e eu não entendi até que sinto a Mari tira sua mão da minha. Olho para ela que estava vermelha e foi para o seu lugar de sempre sem dizer nada, logo a professora chegou junto com o Nino e Alya que foram logo para seus lugares.
*Algumas horas depois*
Chegou a hora do intervalo, Nino, Alya, Mari e eu saímos da sala. Fomos até uma lanchonete, entramos e sentamos perto da janela.
— Então, o que vão pedi? – perguntou o Nino olhando no cardápio.
— Hum... acho que vou quere um misto quente – fala Marinette.
— Eu vou quere um x-salada e um refrigerante – diz Alya e assim foi, fizemos os nossos pedidos e pouco tempo chegou já estavam na mesa.
Ficamos conversando enquanto comíamos os nossos lanches, de vez em quando olhava para a Marinette. Eu estava sentindo alguma coisa por ela, gostava de ver seu sorriso, será que estou me apaixonando?
MARINETTE
Depois de terminamos o lanche, voltamos para sala. Assim que cheguei, coloco a minha bolsinha dentro da mochila e disse para Alya que ia ao banheiro, ela assentiu e fui. Quando cheguei, verifico se tinha alguém e logo entro na cabine, fico de joelhos de frente para o vaso e coloco meu dedo dentro da boca até consegui vomitar. Abro a cabine e vou até a pia, lavo a minha boca e respiro fundo antes de sair do banheiro, mas sinto alguém segura o meu pulso.
— Marinette, você está bem? – era Rose que estava com uma expressão de preocupada.
— Estou bem, Rose – eu sorrir.
— Tem certeza? Não acha melhor ir na enfermaria? – perguntou ela.
— Tenho e não preciso ir na enfermaria – coloco a minha mão em seu ombro – Não se preocupe depois da aula vou para casa, tá bom? – ela assentiu – E Rose... não conte para ninguém sobre isso, eu não quero mais gente se preocupando ok?
— Tudo bem, não irei contar! – eu sorrir — Agora, vamos para sala antes que a professora chegar e você sabe como ela é.
— Sim, sei – fomos para sala sem dizer nada.
— Você demorou, hein? – disse Alya enquanto eu sentava no meu lugar.
— Desculpe, tive que resolve um assunto – falo e nesse momento a professora chega encerrando a conversa.
*De noite*
Estava fazendo os meus deveres escolares que era Física e História, Tikki já dormia no travesseiro da minha cama, olho para relógio e vejo que era 00: 30. Vou até o baú e pego a mesma roupa que uso todas as noites, visto e amarro o meu cabelo como na noite anterior, pago as luzes e vou para o terraço, olho para trás antes de sair pulando e indo para encontra com umas certas pessoas na Catedral de Notre-Dame. Quando cheguei um deles já estava lá.
— Chegou cedo, hein? – ele me olha e sorrir.
— Você também! – ele se aproximou perto de mim – Estava com saudades, meu amor!
— Não me chame “meu amor”, pois não sou sua e por que estaria com saudades, se a gente sempre se ver na escola – nesse momento chega a pessoa que estávamos esperando.
— Estou atrapalhando em alguma coisa? – perguntou a menina.
— Não, você chegou bem na hora. Agora, vamos logo! – me aproximo da beirada – Pois, estou com muita fome!
Eles concordaram e fomos caçar as nossas “presas”.
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