Miraculous: Civil War III
11 Hesitation
Notas iniciais
Haylin lia calmamente o livro dos Miraculous em posição de meditação – precisava encontrar mais informações para ampliar seus poderes –, enquanto Tikki estava deitada sobre o seu travesseiro, totalmente entediada.
— Quando iremos nos juntar aos guerreiros para discutir as estratégias de batalha?
— A reunião foi remarcada para mais tarde. – disse sem tirar os olhos do livro.
— E a festividade exigida no protocolo?
— Ainda não foi definida.
A kwami suspirou pesadamente e sobrevoou até a escrivaninha de madeira da sua atual portadora.
Tikki pegou uma caneta vermelha e começou a desenhar um traje da Ladybug mais sofisticado, apenas para passar o tempo.
— O que está fazendo? – foi surpreendida por Haylin que apareceu atrás de si.
— Estou desenhando um possível traje da Ladybug. Quem sabe um dia... – Haylin deu um meio sorriso.
— Desde quando você desenha? Trajes, ainda por cima.
— Marinette é aspirante a designer de moda. Ela vive criando, desenhando e costurando. Então, ela me ensinou um pouco e eu gosto de desenhar porquê acho divertido. – o sorriso de Haylin se desfez, dando lugar à uma expressão pensativa.
Naquele momento, e somente naquele, hesitou sobre sua posição em ter tirado os Miraculous dos heróis que eram seus atuais portadores.
Mas depois que o momento de reflexão passou, a mulher nada disse e apenas voltou para onde estava, dando continuidade à leitura.
***
— Dá pra acreditar que a Marinette e o Adrien vão casar?
Alya segurou o braço do namorado, enquanto conversavam no bosque que ficava ao lado do palácio de Qiji.
— É, não vi essa chegando! – admitiu.
— Talvez isso seja um sinal. – escorou a cabeça no ombro de Nino.
— Do que exatamente?
— Que talvez devêssemos fazer o mesmo. – Nino saltou para o lado.
— C-Como assim? Mas... – Alya começou a rir da reação do namorado.
— Eu estava brincando! Sabia que você ia reagir assim! – cruzou os braços, recebendo um olhar irritado.
— Muito engraçadinha! Mas só pra você saber, eu penso nessa possibilidade. Não agora, mas pro futuro sim. – Alya encarou Nino surpresa.
— Você pensa nisso mesmo?
— É claro! Imagino a gente casando, tendo um filho. Um só porque eu vejo as suas irmãs e isso me dá dor de cabeça. Sem ofensas, até porque o meu irmão me irrita também. Mas é óbvio que eu quero ter um filho com você. E um gato. Não, gatos me lembram o Adrien e eu aposto que ele vai viver na nossa casa com a Marinette e os três filhos deles. Então eu quero um cachorro. Talvez eu chame ele de “Hulk”! Se você permitir, é claro.
— Você pensou em tudo isso? – a morena questionou comovida.
— Eu vejo um futuro para nós dois, você não?
— Sim, eu também. – respondeu rapidamente – Só não imaginei que você pensava, sabe... Garotos normalmente não pensam nessas coisas.
— Como eu não sou nem um pouco normal, então acho uma calúnia você ter pensando isso de mim! – os dois riram e Alya deu um soco leve no braço dele.
— Você é ainda mais incrível do que eu pensei! – a morena abraçou o namorado, aconchegando sua cabeça no peito dele.
— Mas não mais incrível que você! – escorou o queixo na cabeça dela, retribuindo o abraço.
***
— Você já pensou em algum momento em desistir? – Ali questionou Lila, enquanto estavam lendo na biblioteca.
— Da guerra?
— De tudo. – ela fechou o livro e voltou sua atenção para o príncipe. – É errado pensar nisso?
— Eu já pensei. Acho que todos nós pensamos nisso em algum momento, mas com essa situação que estamos enfrentando, acho perfeitamente aceitável. – admitiu – Por que, está pensando nisso?
— Confesso que sim. Foi uma decisão difícil aceitar ser o novo portador do Miraculous da borboleta. E continuar aqui depois de tudo... Eu ainda tenho o meu país para cuidar.
— Entendo.
— Mas por outro lado, imagino que se a guerra for vencida pelo mal, ninguém terá paz. Então eu sei que preciso continuar aqui. – a italiana sentou ao lado do príncipe e colocou a mão sobre o ombro dele.
— Seu pensamento é nobre. Mas a causa é ainda mais nobre se vir do coração. – Ali encarou a garota ao seu lado – O que eu estou dizendo é, siga o seu coração. No fundo você sabe o que fazer, mas se está em dúvida, só não descobriu ainda.
— Obrigado Lila, é gratificante ouvir isso. Depois que o Conselho retirou os nossos Miraculous, me questionei várias vezes se seria útil para esta equipe.
— É óbvio que você é útil! Uma máquina não funciona sem todas as engrenagens, certo? – trocaram sorrisos.
— É, você tem razão!
***
— Hesitação. Essa é a palavra. Vocês não podem hesitar ao atacar o oponente. – Andy andava de um lado para o outro encarando os sete heróis, posicionados perfeitamente lado a lado – Caso vocês façam isso, se ele for tão bem treinado quanto vocês, vai aproveitar a mínima brecha para poder ataca-los.
— E caso ele não seja tão bem treinado? – Nino questionou.
— Você não vai saber disso. Portanto, sempre aposte alto.
— Como assim?
— Considere o seu oponente como um guerreiro melhor do que você, assim, você dará tudo de si para superá-lo. – o homem explicou – Se ele não for, você só saberá enquanto estuda ele durante a luta. Mas não nunca conte vitória antes do tempo, pois você pode estar sendo enganado.
— Wow! Nunca tinha pensado nisso!
— Isso é porque os guerreiros que vocês costumam lutar, não têm treinamento de guerra. Não é uma ofensa, é apenas uma observação.
— Entendemos. – Marinette sorriu, pois Andy realmente estava tentando ser gentil com eles – E hoje você vai nos ensinar o que exatamente?
— Os princípios de batalha do código do Conselho.
— E pra que serve isso?
— Nino! – Alya deu uma cotovelada no namorado.
— Desculpa aí! – ele coçou a nuca envergonhado.
— Tudo bem. – Andy riu – O código serve para vocês entenderem o protocolo de guerra. Não que vocês vão participar dela, deixando claro. – encarou os heróis – Mas caso algum dia vocês voltem aqui e assumam seus assentos por direito no Conselho e haja uma guerra, é bom que já saibam o que estão fazendo. – Marinette estreitou os olhos e ficou pensativa sobre essa frase. Decidiu não comentar nada agora, mas falaria com a equipe depois – Além de os ensinar o protocolo, lhes ensinarei as brechas dele.
— E é permitido? – Ali perguntou.
— Vocês usarem, não. Mas é importante que saibam, pois pode ser usado contra vocês.
— Gostei dele. – Adrien sussurrou no ouvido da noiva.
— Interessante! – disse Marinette. – Acho que todos estão animados com isso, certo? – os sete concordaram empolgados.
— Então vamos começar!
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