Miraculous: Civil War II
5 Broken Down
Notas iniciais

— Talvez uma lei não seja a melhor opção. Vamos encarar como uma medida preventiva, ou algo do gênero. — explicou Queen Bee.
— O ponto é que precisamos de um certo controle sobre os novos vigilantes e os vilões. — Ladybug pontou.
— Sim. Por mais que eles não tenham poderes, são muitos, e causam a maior confusão. — foi a vez de Tortue falar.
— É. Estamos querendo dizer que eles podem ser usados pelo bem da cidade, mas não do jeito que está.
— Você diz então que devo voltar com o projeto dos "Registros Miraculosos" iniciado no governo de André Bourgeois? — o prefeito questionou.
— Não! — a joaninha exclamou — Digo, longe disso. Nós só queremos um controle para a cidade ficar segura. Todos têm medo de sair à noite, e isso tem que mudar.
— Certo, entendi. Verei o que posso fazer. Qualquer coisa, darei retorno.
—Muito obrigada. — os heróis agradeceram o prefeito e saíram.
— Espero que ele consiga fazer algo. — disse Chloé.
— É, eu também. — Nino concordou — Mas e o resto da equipe? Vocês sabem que eles vão ficar furiosos quando contarmos.
— Vamos falar disso quando nos encontrarmos novamente. — disse Marinette — Pode ser? — eles concordaram, se despediram e por fim, cada um foi para sua casa.
Marinette desfez a transformação assim que pisou dentro do quarto e Tikki caiu dormindo nas suas mãos. A garota levou a kwami até a caminha que havia feito e soltou um longo suspiro.
— Olá pequena traidora. — levou um susto e virou rapidamente, se deparando com Chat Noir deitado em sua cama. — Como foi na prefeitura?
— Foi muito bem. — ele levantou, desfez a transformação e foi até ela.
— Deve ser bem legal ser feito de idiota pela sua namora e companheira de equipe. Ah espera! Aconteceu isso comigo, e eu não achei tão legal. — falou irônico.
— Fizemos isso por questões de...
— Não me interessa! Vocês três traíram a mim, Alya e Lila. A partir de agora a equipe está separada novamente.
— Adrien! — Marinette segurou o braço dele, porém o mesmo o puxou bruscamente.
— E tem mais. Não é só a equipe que está separada. — sem dó, o loiro tirou o anel de compromisso que usava e colocou na mão da azulada. — Plagg, mostrar as garras! — por fim se transformou e saiu pela janela.
Marinette sentou na cama e apertou o objeto que estava em suas mãos, caindo no choro em seguida. Aquela deveria ser a pior maneira de terminar um relacionamento.
*
Ladybug observava a noite parisiense do topo da Torre Eiffel. Não havia chamado ninguém, pois precisava mais do que nunca de um tempo só.
A garota admitia que falar com o prefeito sem o resto da equipe foi uma atitude um tanto quanto radical, no entanto, terminar o relacionamento era uma coisa que ela não esperava.
— Ué, sozinha por aqui? — a garota virou assustada, dando de cara com Batwing.
— Ia perguntar como subir aqui, mas quase esqueci dos seus equipamentos tecnológicos. — eles riram de leve. — E bem, eu estou só pensando na vida.
— Algo aconteceu?
— A equipe se separou.
— Tipo uma nova guerra civil?
— Espero que não chegue a esse ponto. — suspirou — Sinto que tudo foi culpa minha.
— Porque diz isso? — Marinette contou uma versão resumida dos fatos e ficou de pé.
— Enfim, entendo que o Chat tenha se sentido traído.
— Mas não sei porque ele ficou tão bravo com isso, sendo que ele já fez algo do tipo.
— Como é?
— As matérias falsas no jornal. Sobre você. — ele parou de frente para Ladybug e cruzou os braços.
— Não entendo onde está querendo chegar. — a heroína questionou e o moreno mostrou um recorte à ela. A feição da azulada fechou, e a mesma ficou séria. — O que tem isso?
— Quem você acha que tirou essa foto?
— Você não pode estar insinuando que...
— Não estou insinuando. Estou afirmando. E se não acredita em mim, fale com ele.
— Porque você tem isso?
— Porque eu queria falar disso com você, mas achava que não era o momento. Agora, já não sei. — o garoto se afastou deixando Marinette pensativa. Aquilo não podia ser verdade.
*
Marinette estava em casa com o recorte que Batwing tinha entregado a ela. Era impossível Adrien ter a ver com aquilo, sendo que quando ela o questionou sobre o assunto, ele pareceu não entender o que ela queria dizer.
Se bem que os dois não conversaram sobre o assunto.
A garota olhou para o relógio e viu que ainda dava tempo de resolver algumas coisas e ligou pra Chloé e Nino para marcar um encontro.
— Segundo Adrien, a equipe está oficialmente separada. — a azulada começou.
— Então ele descobriu. — Nino concluiu.
— E não foi nada bom, porque não só a equipe está separada. — baixou a cabeça.
— Sinto muito, Mari.
— Tudo bem, obrigada Chloé. Eu fiquei me sentindo culpada por ter feito isso à equipe, mas acontece que eu fiquei sabendo de uma informação interessante que só posso saber se é verdade perguntando a Adrien, Lila ou você. — apontou para Nino.
— Eu? — disse confuso.
— Sim. — Ladybug desdobrou o recorte e mostrou a ele — Quem tirou essa foto?
— E-Eu não s-sei. Um fotógrafo sei lá.
— Nino, por favor. Não minta para sua nova equipe. — Chloé cruzou os braços e revirou os olhos. O moreno respirou fundo e sentou na estrutura do telhado do prédio onde estavam.
— Fui eu.
— Como? — Marinette quase se engasgou com a própria saliva. — Porque fez isso?
— Eu, Chat e Volpina estávamos procurando por você. Até que te achamos sentada em um telhado qualquer. Adrien disse que iria falar com você, e que era pra tirarmos alguma foto, caso algo desse errado. Depois que vocês brigaram, eu entreguei as fotos a ele, e juro que não sabia o que ele ia fazer.
— O que ele disse depois que viu no jornal?
— Nada. Eu fui falar com o Adrien, então ele olhou a foto, balançou a cabeça e saiu. Não disse nada. Só que é claro, eu ainda não sabia que o Chat era ele.
— Lila parecia tão convincente.
— Não querendo falar mal dela, mas raposas não são conhecidas por falarem a verdade. Fora que ela não tem um ótimo histórico com nós. — Chloé se aproximou.
A joaninha permanecia pensativa. Não tinha ideia de como Adrien podia ter feito uma coisa dessas, e ainda por cima não falar nada à respeito.
— Não acredito que ele fez eu me sentir culpada, sendo que ele jogou tão sujo quanto eu. — amassou o recorte, sentiu a raiva se espalhando pelos seus vasos sanguíneos.
— O que pretende fazer? — a heroína abelha questionou.
— Acertar as contas.
*
— Olá pequeno hipócrita. — Ladybug sorriu irônica — Gostou do apelido? Ia dizer "traidor", mas você já usou esse adjetivo quando falou comigo.
— Do que você está falando? — Chat Noir cruzou os braços. Peacock, Volpina, Tortue e Queen Bee, apenas observavam a cena.
— Desculpe por ter amassado. — entregou a ele o recorte. O gato olhou e quando abriu a boca para responder, foi interrompido pela azulada. — Não se preocupe em explicar, já sei de tudo. Não acredito que fez eu me sentir culpada.
— Se você se sentiu culpada é porque está com a consciência pesada.
— Não é bem eu quem deveria estar. O que você tinha na cabeça? — pegou o recorte e colocou bem na frente dos olhos do loiro.
— Era por precaução. Controle. Você deve saber, já que é por isso que está "lutando". Não é mesmo, Bugaboo?
— Você sabe que não é a mesma coisa.
— E porque não é?
— Porque o que eu fiz foi pensando em proteger Paris, já o que você fez, foi pensando em proteger a si mesmo.
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