Miraculous: Civil War
15 Don't Panic
Notas iniciais

— Eu estou calma.
— Não parece.
— Mas eu estou. — sorriu forçadamente. — Será que você poderia ir embora? Eu realmente estou com sono e preciso dormir.
— Tá, certo. Confesso que não vim aqui somente para conversar.
— Então p-porque veio? — Por favor que ele não tenha descoberto minha identidade!
— Para fazer algumas perguntas sobre Chloé Bourgeois, conhece?
— Ah, sim. Minha colega, mas nós não nos damos muito bem. O que tem ela?
— Não se dão muito bem? — ela confirmou. O garoto sabia que ela estava mentindo, já que ela mesma tinha dito a ele que agora as duas eram amigas. — Nada demais. Mas obrigado por responder minhas perguntas. Acho que já vou indo. — caminhou até a janela enquanto Marinette permanecia parada no mesmo lugar — Tenha uma boa noite, princesa. Ou deveria dizer, my lady?
*
— Você pode ficar aqui essa noite, sim. Mas o seu pai não vai estranhar? — Alya perguntou a Chloé.
— Já o avisei por mensagem. Quanto menos eu estiver em casa melhor. — disse a loira — Muito obrigada por isso, Alya. — sorriu.
— Não há de quê. — retribuiu o sorriso. — Sinto muito pelo que está acontecendo com você. Eu e Marinette estamos fazendo de tudo para reverter a situação.
— Tudo bem. Fico muito agradecida pela ajuda de vocês.
— É o que amigas fazem, não é mesmo?
— É. — sorriam e se abraçaram. Alya nunca pensou que estaria dessa maneira com Chloé, no entanto, estava feliz por ter uma nova amiga.
*
Marinette não pensou duas vezes em atacar Chat Noir antes que ele saísse pela janela. A garota chutou as pernas dele e o segurou pelo pescoço.
— Como?
— Uh, você é bem forte, princesa. — disse com dificuldade.
— Sem gracinhas! Como descobriu?
— Foi fácil. A única pessoa próxima a Chloé e que seria capaz de ser a Ladybug é você. — a mestiça foi tocada pelas palavras dele. Chat Noir achava mesmo isso? Ela era a única capaz de ser a Ladybug? Por conta dessa pequena reflexão, ela acabou soltando um pouco o pescoço dele, dando espaço para que ele conseguisse sair e socar a barriga dela. Marinette cambaleou para trás com a mão no local. — Desculpe, eu...
Por um momento, mesmo que soubesse que Marinette é Ladybug, ter batido nela daquele jeito o deixou pior do que quando batia nela de máscara. A azulada parecia tão frágil e delicada. Um dos motivos pelos quais não pensou que ela fosse a forte e destemida Ladybug. Por outro lado, ele havia falado sério, ela é a única capaz de ser Ladybug que ele conhecia.
O momento de achar Marinette frágil se foi, assim que um soco foi desferido no rosto do loiro.
— Não acredito que fez isso! — ela falou brava — Vir na minha casa... — mais um soco — Pra me ameaçar? — outro soco.
— Eu não vim te ameaçar. — segurou o punho dela antes que levasse outro soco e a puxou contra si, dando impulso no corpo dela e a jogando por cima do seu ombro. Segurando a cintura dela em seguida.
— Me solta! — começou a se debater.
— Não.
— Se não veio me ameaçar, pra que veio? Para jogar na minha cara que sabe minha identidade? — ele riu. — Me solte ou eu...
— Sinto muito, você não está em condições de fazer ameaças.
— Não duvide de mim.
— Certo, certo. — caminhou com Marinette até a cama e jogou ali, ficando por cima dela. A garota sentia a respiração dele se chocar contra a sua, a deixando mais nervosa ainda — Sabemos sobre Alya também. Então creio que vocês não tem muita escolha a não ser se entregar.
— Enquanto estivermos conscientes, não vamos deixar de lutar pelo que acreditamos. Você mais do que ninguém deveria saber disso.
— E porque eu deveria?
— Porque aquela vez do Copycat, eu fui contra a polícia pois eu sabia que você não era um criminoso. Eu te defendi, Chat. Eu acreditava em você.
— Também acredito em você e sei que não faz isso por mal. Mas eu só estou fazendo meu trabalho, que no caso é prender vocês. Não pense que minha consciência está pesada.
— Não está? — perguntou com as sobrancelhas arqueadas. — Por acaso já matou Hawk Moth depois de descobrir a identidade dele?
— Não. — disse sério.
— E nem vai. Pois Gabriel Agreste é o pai do meu amigo Adrien, e mesmo que ele seja culpado eu não vou deixar você matá-lo.
— Que eu me lembre foi você quem o atirou da escada.
— Você não estava lá para saber o que aconteceu antes. Eu fui lá porque precisava detê-lo, e mesmo assim minha intenção não era matá-lo. Já pensou como o Adrien se sentiria se...
— Porque você se importa tanto com esse garoto? — questionou irritado. A azulada fechou os olhos e sentiu seu coração doer. Já não tinha mais nada a perder a essa altura, então decidiu que falaria o que sentia.
— Porque eu o amo. — falou baixo, porém alto o bastante para Chat Noir ouvir. O loiro encarou Marinette totalmente pasmo.
Definitivamente aquela era uma reviravolta a qual ele não estava esperando. Imagens de Marinette na escola com ele vieram em sua mente e ele finalmente conseguiu entender o porquê de ela agir estranho com ele.
Mas então esse tempo todo Ladybug amava ele também? E agora os dois estavam se matando por causa dos registros. Ele havia machucado Marinette por dentro e por fora, enquanto ela estava tentando preservar a relação dele com o pai.
A garota aproveitou o momento de distração do gato e conseguiu rolar na cama, agora ficando por cima dele.
— Plagg, desfazer a transformação!
— O quê? Você não... — o brilho verde tomou conta da sua visão e logo ela entrou em estado de choque ao ver sobre quem ela estava. — A-Adrien? — levantou subitamente e caiu para fora da cama.
— Marinette, você... — ele levantou também e foi ajudá-la, porém ela se arrastou para longe dele.
— Não. Não. Não. — a azulada colocou as duas mãos fechadas em punho ao lado da cabeça, como se quisesse trancar a mente para as novas informações. Não podia ser Adrien, não podia ter brigado com Adrien, não podia ter socado o olho de Adrien. Aquilo não era real.
— Eu não queria ter te machucado, eu...
— Isso não pode estar acontecendo! — Adrien começou a fica nervoso, pois viu que Marinette estava entrando em pânico e ele não fazia ideia de como ajudá-la, já que devia estar quase como ela.
O garoto sentou no chão ao lado dela, o que a fez dar um pulo de susto.
— Calma! Por favor, Marinette. Fique calma! — o olhar da azulada era distante e a respiração pesada. — Olha pra mim.
— Não! — virou o rosto e começou a chorar. — Eu sou tão fraca!
— Não fale assim. Por favor olhe para mim. — tentou segurar o rosto dela, porém ela se afastou.
— Para com isso. — sua respiração estava mais acelerada. O loiro segurou as mãos dela, no entanto ela começou a se debater. — Me deixa! Vai embora! — o garoto estava ficando sem saber o que fazer. Nunca tinha passado por uma situação daquelas.
— Marinette, eu não vou...
— Para! — ela conseguiu se soltar, mas antes que fizesse mais alguma coisa, Adrien puxou o rosto dela e iniciou um beijo. A garota arregalou os olhos ao sentir o contato dos lábios dele sobre os seus, entretanto, sua respiração agora era mais lenta.
Eles se separaram devagar e o loiro estava ofegante, esperando a reação dela. Marinette o encarou, totalmente confusa. Não sabia se ouvia a mente ou o coração que estavam em um grande conflito.
Então fez algo totalmente inesperado e segurou forte a camisa de Adrien, o puxando para si e por fim o beijando novamente.
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