A turma foi liberada mais cedo devido ao ocorrido com a Lila. Os alunos seguiam em direção ao portão de saída.

— Vou aproveitar e adiantar algumas coisas em casa — Alya falou — Minhas irmãs praticamente colocaram a casa de cabeça pra baixo.

— Se quiser, posso te ajudar — Nino falou caminhando ao lado dela

— Sério? — Alya perguntou e Nino assentiu — Obrigada, vou aceitar.

— Vemos vocês amanhã — Nino falou e fez seu toque com o Adrien — Até mais, cara

— Até mais — Adrien sem despediu

— Te mando mensagem mais tarde, amiga — Alya falou dando um abraço na Mari

— Tá bem, até mais — Mari respondeu

Não demorou para que o casal começasse a se afastar.

— O que vai fazer agora? — Adrien perguntou a Mari

— Acho que vou tentar adiantar alguns esboços que seu pai pediu — Mari respondeu — E você?

Adrien olhou em volta tendo certeza de que não tinha alguém perto para ouvi-los.

— Eu estava pensando em ficar algum tempo com a minha namorada — Adrien respondeu sorrindo

— Alguém poderia te ver entrando na minha casa — Mari comentou

— Se virem, temos duas opções — Adrien rebateu — A gente conta a verdade ou podemos dizer que fui visitar uma amiga.

— Você tem sempre uma resposta? — Mari perguntou sorrindo

— Nem sempre, mas me esforço — Adrien respondeu a fazendo sorrir

— Tudo bem, vamos lá — Mari falou e eles começaram a seguir em direção a padaria

Nesse mesmo momento, Lila estava sendo auxiliada pela enfermeira, que a levaria para o carro que veio buscá-la, ao chegar nos portões e olhar a rua, notou o Adrien ao lado da Marinete indo em direção a padaria. Sentiu a raiva crescendo dentro de si, mas precisava se controlar, agora não era o momento de ir ao extremo.

Seu plano inicial havia falhado, precisava ser cautelosa para ganhar a confiança dos outros e manipula-los. A enfermeira a ajudou a entrar no carro, que deu partida segundos depois que a porta foi fechada.

Adrien e Marinete chegaram na casa da Mari, ela abriu a porta e entrou dando passagem pro Adrien, ela fechou a porta e em seguida foi puxada pelo namorado que a abraçou.

— Tá tudo bem? — Mari perguntou retribuindo o abraço

— Tá sim, só tava com vontade de fazer isso desde que a Lila te acusou — Adrien respondeu — Sinto muito por isso.

— Eu já sabia que ela iria fazer alguma coisa — Mari respondeu simplesmente

— Porque não me contou? — Adrien a soltou o suficiente para poder olha-la — Podíamos ter feito algo para impedir

— Só iria dar a ela o que ela precisava para nos fazer sair como errados — Mari respondeu — Já tentei isso antes.

— Temos que encontrar um jeito dela parar — Adrien falou pensativo

— Temos que estar preparados pra ela quando ela for akumatizada — Mari falou atraindo a atenção dele — Ela não vai aceitar ter sido passada pra trás, precisamos ficar alertas.

— Tudo bem — Adrien falou e abraçou a Mari outra vez — Vou fazer o que eu puder para que a Lila não faça nada contra você.

— Obrigada — Mari falou olhando o namorado — Não precisa se preocupar tanto comigo, eu estou bem.

— Eu sempre me preocupo com você — Adrien falou fazendo carinho na rosto do Mari antes de dar um selinho

Adrien não se afastou após o leve selar de lábios. Mari sorriu e aproximou novamente os lábios aos dele, iniciando um beijo que foi prontamente retribuído. Adrien a abraçava pela cintura, a mantendo perto de si. Mari envolveu o pescoço do namorado com o braços, tendo mais apoio.

— Eh... Sem querer atrapalhar o casal — a voz do Plagg se fez presente

Adrien e Marinete romperam o beijo, enquanto o mesmo saia do bolso da camiseta do portador. Adrien respirou fundo contendo a frustração e Mari comprimiu os lábios contendo o sorriso sem graça.

— Mas quero saber se pode me dar o meu queijo, tô com fome — Plagg falou olhando o Adrien

— Sua porção de queijo está na minha mochila — Adrien respondeu

— Não, aquela eu comi durante o intervalo das aulas — Plagg explicou

— Se comeu entre o intervalo das aulas, como ainda está com fome? — Adrien questionou

— É uma necessidade, quando fico sem comer, todo meu lindo corpo fica dolorido — Plagg começou a dramatizar — E se eu estiver assim quando precisar se transformar, pode afetar as suas habilidades como Chat Noir.

— Eu não tenho mais camembert — Adrien informou

— Estamos vindo tanto para cá, que você já deveria ter deixado umas porções de queijo aqui — Plagg falou cruzando os bracinhos

— Deixa de ser folgado, Plagg — Adrien repreendeu o Kwami e a Mari deu ar de riso

— Tikki? — Mari chamou e a kwami saiu da bolsa

— Sim, Mari — Tikki respondeu prontamente

— Poderia mostrar ao Plagg onde eu guardei o camembert que comprei pra ele — Mari falou fazendo o Kwami da destruição sorrir

— É sério? — Adrien questionou surpreso

— Tá bem, Mari — Tikki respondeu e olhou o Plagg — Vamos

— Tô logo atrás de você, torrãozinho — Plagg falou a seguindo

— Você vai deixar ele mal acostumado — Adrien falou olhando na direção que os kwamis foram — Não gasta seu dinheiro com essas coisas.

— Não foi nada demais — Mari respondeu

— Mesmo assim, você não tem obrigação de alimentar o buraco negro do Plagg — Adrien falou e a Mari riu

— Qual o problema? Tá com chateado porque tô cuidando do Plagg? — Mari brincou

— Claro que não — Adrien respondeu e a puxou um pouco mais pra si — Tô com chateado porque a minha namorada tá me deixando de lado.

Mari sorriu o abraçando.

— Tadinho de você — Mari falou e beijou o rosto dele — E se, eu for na padaria, pegar alguns croissants e fazer um chocolate quente pra gente. Me perdoaria?

Adrien fingiu pensar, ainda sem solta-la.

— Bom, se fizer isso, posso pensar no caso — Adrien garantiu

— Só pensar? — Mari perguntou — E o que eu preciso fazer pra me desculpar?

— Vamos fazer assim, o nosso lanche primeiro — Adrien falou — Depois podemos ver um meio de você se desculpar

— Tá bem — Mari roubou um selinho, fazendo um sorriso bobo surgir nos lábios

Adrien a soltou, Mari foi em direção a porta de ligação a padaria. Adrien foi para a sala de estar e sentou no sofá, começando a mexer no celular, olhou o Plagg que estava no balcão da cozinha abraçado ao queijo fedorento dele.

— Ah, meu amado camembert — Plagg falava alisando o queijo e olhou o portador — Eu já disse que eu gosto da Marinete?

Adrien deu um sorriso divertido, vendo o kwami comer lentamente o queijo. Não demorou para que a Mari entrasse com os croissants em um prato em uma mão e uma caixinha da padaria na outra.

— Trouxe pra você comer enquanto faço o chocolate — Mari estendeu a caixa na direção do Adrien — Macarons de maracujá.

— Adoro maracujá — Adrien respondeu e a Mari sorriu

— Eu sei — Mari respondeu e foi em direção a cozinha

Adrien se levantou e foi em direção ao balcão da cozinha, sentando em um dos bancos, Plagg já estava ressonando entre as migalhas de queijo. Tikki estava sentada sobre o pote de biscoito comendo um cookie. Mari pegou os ingredientes pra fazer o chocolate quente.

— Conseguiu ler a proposta? — Adrien lembrou

— Sim, mas vou reler tem alguns termos que não consegui entender — Mari respondeu preparando a bebida

— Já que tô aqui, posso dar uma olhada pra você — Adrien sugeriu — Ela tá impressa?

— Sim, tá na minha escrivaninha — Mari respondeu simplesmente

— Posso pegar? — Adrien perguntou olhando-a

— Claro, se importa de trazer o meu material de desenho e a apostila que seu pai me deu? — Mari perguntou olhando-o

— De modo algum — Adrien se levantou e deu um selinho na namorada antes de subir a escada

Entrou no quarto indo em direção a escrivaninha, encontrou as folhas da proposta, pegou a apostila, o caderno de desenho e o estojo. Quando estava prestes a sair, ele notou uma foto do beijo deles como heróis no espelho da penteadeira e no outro lado um foto dele em uma das campanhas da Agreste.

Adrien sorriu e desceu as escadas devagar. Mari ouviu os passos do Adrien descendo os degraus.

— Conseguiu encontrar tudo, amor? — Mari perguntou colocando o chocolate nas canecas

Adrien parou no pé da escada, olhando a namorada. Mari colocou a panela na pia, quando estava se virando pra pegar um prato, viu o namorado estático.

— Aconteceu alguma coisa? — Mari perguntou e Adrien não se moveu — Você está bem?

Mari se aproximou preocupada pela falta de reação do garoto

— Adrien, está me assustando — Mari falou tocando o rosto do namorado — O que aconteceu?

— O que você disse? — Adrien perguntou olhando-a

— Perguntei se tinha conseguido encontrar tudo — Mari respondeu sem entender

— Sim, mas depois disso — Adrien perguntou — Do que você me chamou?

— Do que eu te chamei? — Mari perguntou confusa — Eu te chamei de Adrien, não foi?

— Não, não chamou — Adrien falou sorrindo — Você me chamou de Amor.

— Não, eu não... Chamei? — Mari perguntou e olhou a kwami carmesim que assentiu — Eu não percebi, desculpa.

— Porque está se desculpando? — Adrien falou sorrindo — Não me ama?

— Sabe que eu te amo — Mari respondeu simplesmente

— Então não tem que se desculpa, Princesa — Adrien falou e deu um selinho na namorada — Eu adorei te ouvir me chamando assim.

— Vai indo pra sala, vou levar o nosso lanche pra lá — Mari falou e Adrien assentiu

Adrien foi para a sala colocando na mesa de centro o material de desenho e a apostila. Sentou no sofá, começando a ler os arquivos da parceria com o restaurante.

— Princesa, onde tem uma bloco pra anotações? — Adrien perguntou olhando-a na cozinha

— Tem um na estante próximo a janela — Mari respondeu colocando os acompanhamentos do croissant na bandeja

Adrien se levantou pegando o bloco de notas e a caneta que estava na estante, começou a fazer algumas anotações com base nos dados que tinha na proposta. Mari colocou a bandeja na mesa de centro.

— Aqui — Mari falou entregando uma caneca para o namorado

— Obrigado — Adrien levantou o olhar dos papéis e pegou a caneca

Marinete sentou no chão, usando a mesa de centro pra desenhar. Ela fez um coque no cabelo, pegou a apostila e tomou um gole do chocolate. Adrien a observou por um tempo, enquanto ela fazia anotações, nas imagens de referência, pesquisava imagens no celular. Ele sorriu, se levantando do sofá, o movimento atraiu a atenção da Mari que o olhou, vendo-o sentar-se ao seu lado.

— Se importa? — Adrien perguntou colocando o bloco de notas na mesa

— De forma alguma — Mari respondeu, voltando a atenção para os papéis

Adrien pegou um croissant, voltando a ler a proposta. Mari, começou a fazer algumas rascunho, que sinceramente, pareciam apenas riscos aleatórios nos cantos das páginas. Adrien, começou a fazer alguns cálculos de acordo com os números apresentados, na proposta.

Eles estavam concentrados nas suas respectivas tarefas, quando ambos os celulares apitaram, olharam e viram que era o alerta de akumatizados.

— Tikki — Mari chamou se levantando

— Plagg — Adrien falou já indo em direção as escadas

Os kwamis seguiram seus portadores em direção ao quarto da Mari onde se transformaram e saíram pela varanda, onde o akumatizado estava

— Será que é a Lila? — Chat Noir questionou

— Não sei, mas temos que ficar atentos a tudo — Ladybug respondeu

Quando estavam chegando perto do local do ataque, Chat Noir espirrou.

— Não é a Lila — Chat falou coçando o nariz

— Ele de novo? — Ladybug falou frustrada

— O que aconteceu dessa vez? — Chat perguntou e espirrou novamente

— Vamos acabar logo com isso — Ladybug falou sem ânimo

Ambos ativaram os poderes especiais e foram deter o Senhor Pombo... Outra vez. A luta não durou nem dois minutos. E logo os heróis estavam de volta a casa da Mari. Eles desfizeram a transformação, ao entrarem no quarto dela. Os kwamis foram em direção a cozinha atrás das suas guloseimas. Adrien espirrou outra vez.

— Saúde — Mari falou sorriso

— Maldita alergia — Adrien murmurou

— Vou pegar uns lenços caso precise — Mari falou indo ao banheiro e voltou — Tá aqui

— Obrigado — Adrien respondeu pegando a caixa e desceram a escada

— Acho que esfriaram — Mari falou pegando as canecas — Vou esquenta no microondas, já volto.

Adrien assentiu e se sentou no sofá, deitando a cabeça no encosto, fechou os olhos torcendo que não ficasse com as crises de espirros. Mari retornou a sala, vendo o Adrien no sofá, colocou as canecas na mesa se centro e o olhou novamente.

— Você está bem? — Mari perguntou e Adrien assentiu

— É só uma gastura — Adrien respondeu — Já vai passar

— Tem alguma coisa que eu possa fazer por você? — Mari perguntou e Adrien abriu os olhos

— Tem sim — Adrien respondeu

Em um movimento rápido, ele a puxou fazendo com que ela sentasse no seu colo.

— Adrien — ela repreendeu pelo susto

— Vai ser assim agora? — Adrien questionou

— Como assim? — ela rebateu sem entender

— Vai me chamar de Adrien? — ele perguntou e ela riu

— Se seu nome é esse, eu sempre te chamei assim — Mari respondeu com um sorriso divertido

— Não. Não — Adrien negou — A partir de hoje só te respondo se me chamar de Amor.

Mari começou a rir e Adrien não conteve o sorriso. Ele amava vê-la feliz.

— Isso é sério? — Mari perguntou sorrindo

— Muito sério — Adrien respondeu a abraçando pelo cintura

Mari o abraçou pelos pescoço, deu um beijo no rosto dele.

— 愛 (Ài) — Mari sussurrou sorrindo enquanto o abraçava

Ela desfez o abraço esperando ver uma expressão confusa no rosto do namorado, mas o viu com um sorriso divertido.

— O que foi? — Mari perguntou

— Você esqueceu — Adrien falou sorriso

— O que? — Mari perguntou confusa

— Que eu estudo chinês há quatro anos e sei o que você disse — Adrien tinha no rosto um sorriso vitorioso

Adrien riu levemente quando percebeu o olhar surpreso da Mari, ele a segurou firme pela nuca e a puxou para si, iniciando um beijo que transmitia tudo que sentiam. O amor, o carinho, o respeito, o companheirismo e o desejo de que isso nunca acabasse.