Miraculous - A Luz Entre As Trevas
37 Só vou responder...
A turma foi liberada mais cedo devido ao ocorrido com a Lila. Os alunos seguiam em direção ao portão de saída.
— Vou aproveitar e adiantar algumas coisas em casa — Alya falou — Minhas irmãs praticamente colocaram a casa de cabeça pra baixo.
— Se quiser, posso te ajudar — Nino falou caminhando ao lado dela
— Sério? — Alya perguntou e Nino assentiu — Obrigada, vou aceitar.
— Vemos vocês amanhã — Nino falou e fez seu toque com o Adrien — Até mais, cara
— Até mais — Adrien sem despediu
— Te mando mensagem mais tarde, amiga — Alya falou dando um abraço na Mari
— Tá bem, até mais — Mari respondeu
Não demorou para que o casal começasse a se afastar.
— O que vai fazer agora? — Adrien perguntou a Mari
— Acho que vou tentar adiantar alguns esboços que seu pai pediu — Mari respondeu — E você?
Adrien olhou em volta tendo certeza de que não tinha alguém perto para ouvi-los.
— Eu estava pensando em ficar algum tempo com a minha namorada — Adrien respondeu sorrindo
— Alguém poderia te ver entrando na minha casa — Mari comentou
— Se virem, temos duas opções — Adrien rebateu — A gente conta a verdade ou podemos dizer que fui visitar uma amiga.
— Você tem sempre uma resposta? — Mari perguntou sorrindo
— Nem sempre, mas me esforço — Adrien respondeu a fazendo sorrir
— Tudo bem, vamos lá — Mari falou e eles começaram a seguir em direção a padaria
Nesse mesmo momento, Lila estava sendo auxiliada pela enfermeira, que a levaria para o carro que veio buscá-la, ao chegar nos portões e olhar a rua, notou o Adrien ao lado da Marinete indo em direção a padaria. Sentiu a raiva crescendo dentro de si, mas precisava se controlar, agora não era o momento de ir ao extremo.
Seu plano inicial havia falhado, precisava ser cautelosa para ganhar a confiança dos outros e manipula-los. A enfermeira a ajudou a entrar no carro, que deu partida segundos depois que a porta foi fechada.
Adrien e Marinete chegaram na casa da Mari, ela abriu a porta e entrou dando passagem pro Adrien, ela fechou a porta e em seguida foi puxada pelo namorado que a abraçou.
— Tá tudo bem? — Mari perguntou retribuindo o abraço
— Tá sim, só tava com vontade de fazer isso desde que a Lila te acusou — Adrien respondeu — Sinto muito por isso.
— Eu já sabia que ela iria fazer alguma coisa — Mari respondeu simplesmente
— Porque não me contou? — Adrien a soltou o suficiente para poder olha-la — Podíamos ter feito algo para impedir
— Só iria dar a ela o que ela precisava para nos fazer sair como errados — Mari respondeu — Já tentei isso antes.
— Temos que encontrar um jeito dela parar — Adrien falou pensativo
— Temos que estar preparados pra ela quando ela for akumatizada — Mari falou atraindo a atenção dele — Ela não vai aceitar ter sido passada pra trás, precisamos ficar alertas.
— Tudo bem — Adrien falou e abraçou a Mari outra vez — Vou fazer o que eu puder para que a Lila não faça nada contra você.
— Obrigada — Mari falou olhando o namorado — Não precisa se preocupar tanto comigo, eu estou bem.
— Eu sempre me preocupo com você — Adrien falou fazendo carinho na rosto do Mari antes de dar um selinho
Adrien não se afastou após o leve selar de lábios. Mari sorriu e aproximou novamente os lábios aos dele, iniciando um beijo que foi prontamente retribuído. Adrien a abraçava pela cintura, a mantendo perto de si. Mari envolveu o pescoço do namorado com o braços, tendo mais apoio.
— Eh... Sem querer atrapalhar o casal — a voz do Plagg se fez presente
Adrien e Marinete romperam o beijo, enquanto o mesmo saia do bolso da camiseta do portador. Adrien respirou fundo contendo a frustração e Mari comprimiu os lábios contendo o sorriso sem graça.
— Mas quero saber se pode me dar o meu queijo, tô com fome — Plagg falou olhando o Adrien
— Sua porção de queijo está na minha mochila — Adrien respondeu
— Não, aquela eu comi durante o intervalo das aulas — Plagg explicou
— Se comeu entre o intervalo das aulas, como ainda está com fome? — Adrien questionou
— É uma necessidade, quando fico sem comer, todo meu lindo corpo fica dolorido — Plagg começou a dramatizar — E se eu estiver assim quando precisar se transformar, pode afetar as suas habilidades como Chat Noir.
— Eu não tenho mais camembert — Adrien informou
— Estamos vindo tanto para cá, que você já deveria ter deixado umas porções de queijo aqui — Plagg falou cruzando os bracinhos
— Deixa de ser folgado, Plagg — Adrien repreendeu o Kwami e a Mari deu ar de riso
— Tikki? — Mari chamou e a kwami saiu da bolsa
— Sim, Mari — Tikki respondeu prontamente
— Poderia mostrar ao Plagg onde eu guardei o camembert que comprei pra ele — Mari falou fazendo o Kwami da destruição sorrir
— É sério? — Adrien questionou surpreso
— Tá bem, Mari — Tikki respondeu e olhou o Plagg — Vamos
— Tô logo atrás de você, torrãozinho — Plagg falou a seguindo
— Você vai deixar ele mal acostumado — Adrien falou olhando na direção que os kwamis foram — Não gasta seu dinheiro com essas coisas.
— Não foi nada demais — Mari respondeu
— Mesmo assim, você não tem obrigação de alimentar o buraco negro do Plagg — Adrien falou e a Mari riu
— Qual o problema? Tá com chateado porque tô cuidando do Plagg? — Mari brincou
— Claro que não — Adrien respondeu e a puxou um pouco mais pra si — Tô com chateado porque a minha namorada tá me deixando de lado.
Mari sorriu o abraçando.
— Tadinho de você — Mari falou e beijou o rosto dele — E se, eu for na padaria, pegar alguns croissants e fazer um chocolate quente pra gente. Me perdoaria?
Adrien fingiu pensar, ainda sem solta-la.
— Bom, se fizer isso, posso pensar no caso — Adrien garantiu
— Só pensar? — Mari perguntou — E o que eu preciso fazer pra me desculpar?
— Vamos fazer assim, o nosso lanche primeiro — Adrien falou — Depois podemos ver um meio de você se desculpar
— Tá bem — Mari roubou um selinho, fazendo um sorriso bobo surgir nos lábios
Adrien a soltou, Mari foi em direção a porta de ligação a padaria. Adrien foi para a sala de estar e sentou no sofá, começando a mexer no celular, olhou o Plagg que estava no balcão da cozinha abraçado ao queijo fedorento dele.
— Ah, meu amado camembert — Plagg falava alisando o queijo e olhou o portador — Eu já disse que eu gosto da Marinete?
Adrien deu um sorriso divertido, vendo o kwami comer lentamente o queijo. Não demorou para que a Mari entrasse com os croissants em um prato em uma mão e uma caixinha da padaria na outra.
— Trouxe pra você comer enquanto faço o chocolate — Mari estendeu a caixa na direção do Adrien — Macarons de maracujá.
— Adoro maracujá — Adrien respondeu e a Mari sorriu
— Eu sei — Mari respondeu e foi em direção a cozinha
Adrien se levantou e foi em direção ao balcão da cozinha, sentando em um dos bancos, Plagg já estava ressonando entre as migalhas de queijo. Tikki estava sentada sobre o pote de biscoito comendo um cookie. Mari pegou os ingredientes pra fazer o chocolate quente.
— Conseguiu ler a proposta? — Adrien lembrou
— Sim, mas vou reler tem alguns termos que não consegui entender — Mari respondeu preparando a bebida
— Já que tô aqui, posso dar uma olhada pra você — Adrien sugeriu — Ela tá impressa?
— Sim, tá na minha escrivaninha — Mari respondeu simplesmente
— Posso pegar? — Adrien perguntou olhando-a
— Claro, se importa de trazer o meu material de desenho e a apostila que seu pai me deu? — Mari perguntou olhando-o
— De modo algum — Adrien se levantou e deu um selinho na namorada antes de subir a escada
Entrou no quarto indo em direção a escrivaninha, encontrou as folhas da proposta, pegou a apostila, o caderno de desenho e o estojo. Quando estava prestes a sair, ele notou uma foto do beijo deles como heróis no espelho da penteadeira e no outro lado um foto dele em uma das campanhas da Agreste.
Adrien sorriu e desceu as escadas devagar. Mari ouviu os passos do Adrien descendo os degraus.
— Conseguiu encontrar tudo, amor? — Mari perguntou colocando o chocolate nas canecas
Adrien parou no pé da escada, olhando a namorada. Mari colocou a panela na pia, quando estava se virando pra pegar um prato, viu o namorado estático.
— Aconteceu alguma coisa? — Mari perguntou e Adrien não se moveu — Você está bem?
Mari se aproximou preocupada pela falta de reação do garoto
— Adrien, está me assustando — Mari falou tocando o rosto do namorado — O que aconteceu?
— O que você disse? — Adrien perguntou olhando-a
— Perguntei se tinha conseguido encontrar tudo — Mari respondeu sem entender
— Sim, mas depois disso — Adrien perguntou — Do que você me chamou?
— Do que eu te chamei? — Mari perguntou confusa — Eu te chamei de Adrien, não foi?
— Não, não chamou — Adrien falou sorrindo — Você me chamou de Amor.
— Não, eu não... Chamei? — Mari perguntou e olhou a kwami carmesim que assentiu — Eu não percebi, desculpa.
— Porque está se desculpando? — Adrien falou sorrindo — Não me ama?
— Sabe que eu te amo — Mari respondeu simplesmente
— Então não tem que se desculpa, Princesa — Adrien falou e deu um selinho na namorada — Eu adorei te ouvir me chamando assim.
— Vai indo pra sala, vou levar o nosso lanche pra lá — Mari falou e Adrien assentiu
Adrien foi para a sala colocando na mesa de centro o material de desenho e a apostila. Sentou no sofá, começando a ler os arquivos da parceria com o restaurante.
— Princesa, onde tem uma bloco pra anotações? — Adrien perguntou olhando-a na cozinha
— Tem um na estante próximo a janela — Mari respondeu colocando os acompanhamentos do croissant na bandeja
Adrien se levantou pegando o bloco de notas e a caneta que estava na estante, começou a fazer algumas anotações com base nos dados que tinha na proposta. Mari colocou a bandeja na mesa de centro.
— Aqui — Mari falou entregando uma caneca para o namorado
— Obrigado — Adrien levantou o olhar dos papéis e pegou a caneca
Marinete sentou no chão, usando a mesa de centro pra desenhar. Ela fez um coque no cabelo, pegou a apostila e tomou um gole do chocolate. Adrien a observou por um tempo, enquanto ela fazia anotações, nas imagens de referência, pesquisava imagens no celular. Ele sorriu, se levantando do sofá, o movimento atraiu a atenção da Mari que o olhou, vendo-o sentar-se ao seu lado.
— Se importa? — Adrien perguntou colocando o bloco de notas na mesa
— De forma alguma — Mari respondeu, voltando a atenção para os papéis
Adrien pegou um croissant, voltando a ler a proposta. Mari, começou a fazer algumas rascunho, que sinceramente, pareciam apenas riscos aleatórios nos cantos das páginas. Adrien, começou a fazer alguns cálculos de acordo com os números apresentados, na proposta.
Eles estavam concentrados nas suas respectivas tarefas, quando ambos os celulares apitaram, olharam e viram que era o alerta de akumatizados.
— Tikki — Mari chamou se levantando
— Plagg — Adrien falou já indo em direção as escadas
Os kwamis seguiram seus portadores em direção ao quarto da Mari onde se transformaram e saíram pela varanda, onde o akumatizado estava
— Será que é a Lila? — Chat Noir questionou
— Não sei, mas temos que ficar atentos a tudo — Ladybug respondeu
Quando estavam chegando perto do local do ataque, Chat Noir espirrou.
— Não é a Lila — Chat falou coçando o nariz
— Ele de novo? — Ladybug falou frustrada
— O que aconteceu dessa vez? — Chat perguntou e espirrou novamente
— Vamos acabar logo com isso — Ladybug falou sem ânimo
Ambos ativaram os poderes especiais e foram deter o Senhor Pombo... Outra vez. A luta não durou nem dois minutos. E logo os heróis estavam de volta a casa da Mari. Eles desfizeram a transformação, ao entrarem no quarto dela. Os kwamis foram em direção a cozinha atrás das suas guloseimas. Adrien espirrou outra vez.
— Saúde — Mari falou sorriso
— Maldita alergia — Adrien murmurou
— Vou pegar uns lenços caso precise — Mari falou indo ao banheiro e voltou — Tá aqui
— Obrigado — Adrien respondeu pegando a caixa e desceram a escada
— Acho que esfriaram — Mari falou pegando as canecas — Vou esquenta no microondas, já volto.
Adrien assentiu e se sentou no sofá, deitando a cabeça no encosto, fechou os olhos torcendo que não ficasse com as crises de espirros. Mari retornou a sala, vendo o Adrien no sofá, colocou as canecas na mesa se centro e o olhou novamente.
— Você está bem? — Mari perguntou e Adrien assentiu
— É só uma gastura — Adrien respondeu — Já vai passar
— Tem alguma coisa que eu possa fazer por você? — Mari perguntou e Adrien abriu os olhos
— Tem sim — Adrien respondeu
Em um movimento rápido, ele a puxou fazendo com que ela sentasse no seu colo.
— Adrien — ela repreendeu pelo susto
— Vai ser assim agora? — Adrien questionou
— Como assim? — ela rebateu sem entender
— Vai me chamar de Adrien? — ele perguntou e ela riu
— Se seu nome é esse, eu sempre te chamei assim — Mari respondeu com um sorriso divertido
— Não. Não — Adrien negou — A partir de hoje só te respondo se me chamar de Amor.
Mari começou a rir e Adrien não conteve o sorriso. Ele amava vê-la feliz.
— Isso é sério? — Mari perguntou sorrindo
— Muito sério — Adrien respondeu a abraçando pelo cintura
Mari o abraçou pelos pescoço, deu um beijo no rosto dele.
— 愛 (Ài) — Mari sussurrou sorrindo enquanto o abraçava
Ela desfez o abraço esperando ver uma expressão confusa no rosto do namorado, mas o viu com um sorriso divertido.
— O que foi? — Mari perguntou
— Você esqueceu — Adrien falou sorriso
— O que? — Mari perguntou confusa
— Que eu estudo chinês há quatro anos e sei o que você disse — Adrien tinha no rosto um sorriso vitorioso
Adrien riu levemente quando percebeu o olhar surpreso da Mari, ele a segurou firme pela nuca e a puxou para si, iniciando um beijo que transmitia tudo que sentiam. O amor, o carinho, o respeito, o companheirismo e o desejo de que isso nunca acabasse.
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