Miraculous - A Luz Entre As Trevas
39 Jantar com os Agreste
Adrien e Marinete foram em direção a sala de jantar, Adrien a acompanhou até o acento extra e afastou a cadeira da mesa para que ela sentasse.
- Obrigada — Mari agradeceu e sentou, colocando a pasta na cadeira ao lado
- Por nada — Adrien respondeu indo para o acento dele
Poucos minutos depois, Gabriel entrou sendo acompanhado pela Natalie. Ele seguiu até seu acento na ponta da mesa, ficando entre o jovem casal.
- Boa noite — Gabriel cumprimentou sentando
- Boa noite, senhor Agreste — Marinete respondeu
- Boa noite, pai — Adrien respondeu
- Vou pedir para que sirvam o jantar — Natalie falou se retirando da sala de jantar
- Como está indo a escola, Adrien? — Gabriel perguntou colocando o guarda napo no colo
- Está indo bem — Adrien respondeu — Já vou começar a me inscrever nos vestibulares para a faculdade
- Já está pensando nisso? — Gabriel perguntou olhando o filho
- A Mari, já está pesquisando há algum tempo — Adrien respondeu simplesmente — Isso me fez pensar e decidir adiantar isso também.
- O que levou a senhorita a fazer isso? — Gabriel perguntou a aprendiz
- Minha rotina. Muita coisa mudou de uma hora para a outra na minha vida — Marinete respondeu sinceramente — Agora estou morando sozinha, administrando a padaria, terminando a escola, no tempo livre estou costurando e agora estagiando com o senhor. E ter um objetivo fica mais fácil de alcança-lo no meio dessa correria.
- Foi uma sabia decisão, senhorita Dupain Cheng — Gabriel respondeu a fazendo sorrir
- Obrigada, senhor — Mari respondeu
- Confesso que tive medo do Adrien ser influenciado de forma negativa ao entrar na escola — Gabriel falou — Mas vejo que a senhorita tem sido uma boa influência para o meu filho
- A melhor — Adrien concordou atraindo a atenção do pai — Ela é leal, inteligente, determinada, justa, talentosa e muito criativa. É difícil não se sentir motivado perto dela.
Marinete conteve o sorriso, quando o Adrien a olhou, ela sussurrou um obrigada sem emitir som. No instante seguinte, a porta do cômodo foi aberta e funcionários entraram para servir o jantar.
Quando a refeição estava diante dos três, os funcionários se retiraram, ele começaram a refeição em silêncio, Adrien já estava acostumado a esse silêncio, Mari havia percebido que o senhor Agreste não era um homem que parecia gostar de conversar ou de conversas paralelas, então se manteve em silêncio, buscando não incomodá-lo. Quando Gabriel terminou a refeição, limpou a boca com o guardanapo.
- O Adrien disse algo, que devo concordar, você é muito criativa — Gabriel falou olhando-a — Já conseguiu fazer algum modelo?
- Na verdade, não — Mari admitiu — Tenho buscado referências, estudo os traços, caimento das peças, mas não parece bom.
- Posso dar uma olhada? — Gabriel falou ajeitando os óculos
- Mas, senhor Agreste... — Mari falou se sentindo um pouco nervosa — Eu não terminei.
- Não é uma avaliação — Gabriel falou
Mari respirou fundo e assentiu, Adrien observou a Mari pegando a pasta que estava ao seu lado, abriu e tirou algumas folhas, entregando em seguida para o senhor Agreste. O jovem herói, ficou avaliando as expressões do pai, em busca de algum sinal que pudesse mostrar a sua opinião sobre os desenhos.
A aspirante a estilista, observava seu mentor avaliando o trabalho em desenvolvimento. Gabriel mantinha sua expressão neutra, enquanto observava os desenhos cuidadosamente. Colocando um a um, sobre a mesa. Mari colocou as mãos sobre o colo e as pressionou levemente, para conter o nervosismo que começava a sentir.
- Seus testes de traço são muito bons — Gabriel falou sem esboçar emoção — Já tem ideia de como será o primeiro modelo?
- Ainda não, senhor Agreste — Mari respondeu disfarçando a frustração que sentia — Mas acredito que em breve terei um modelo em mente.
- Estou ansioso para ver a sua criação, senhorita Dupain Cheng — Gabriel falou entregando os desenhos
Enquanto Mari guardava os desenhos, Natalie entrou na sala de jantar.
- Desculpem a interrupção — Natalie falou atraindo a atenção dos três — Tem uma ligação para o senhor do escritório dos Estados Unidos.
- Entendo. Eu preciso atender, com licença — Gabriel falou de levantando e olhou para o filho — Adrien, certifique-se de que a senhorita Dupain Cheng chegará bem em casa.
- Sim senhor — Adrien respondeu pondo o guarda napo sobre a mesa — Vou pedir pra o Gorilla levá-la.
- Não precisa, senhor Agreste — Marinete falou rapidamente
- Já está tarde, senhorita Dupain Cheng — Gabriel falou ajeitando o paletó — É perigoso ficar nas ruas esse horário, principalmente com esses akumatizados aparecendo por aí quando menos de espera.
- Não quero causar incômodo — Mari respondeu
- Não será incômodo algum — Adrien falou se levantando — Vou chamar o Gorilla.
- Até amanhã, senhorita Dupain Cheng — Gabriel falou começando a caminhar para a saída sendo acompanhado pelo filho
- Até amanhã, senhor — Mari respondeu ficando de pé
Após a saída dos Agreste e da secretaria, Marinete começou a arrumar as coisas na bolsa, tendo o cuidado de não machucar a Kwami que estava escondida.
- Vou te dar porção extra de cookie pela demora — Mari murmurou pra kwami a fazendo sorrir
A mestiça seguiu em direção as portas de entrada da mansão a abrindo e saiu. Começou a descer a escadaria, avistando o Adrien na parte de baixo da escada. Ele permaneceu de costas, olhou levemente por cima do ombro vendo-a se aproximar, virou devagar na direção dela mantendo, uma das mãos escondida.
- Gorilla, foi buscar o carro — Adrien informou
- Tá bem — Mari falou um pouco preocupada
- Algum problema? — Adrien perguntou
- Falo sobre isso depois — Mari respondeu simplesmente
- Tudo bem — Adrien falou para não pressiona-la e mostrou a mão — Para você, senhorita Dupain Cheng.
Na mão que ele estava mantendo escondida, estava uma rosa que ele havia recolhido do jardim enquanto ia falar com motorista. Mari sorriu ao ver a rosa vermelha e decidiu brincar.
- Sinto muito, Adrien — Mari falou olhando-o — Mas eu sou comprometida
Adrien sorriu abertamente e deu um passo a frente, ficando mais próximo dela.
- Tudo bem, eu não me considero um cara ciumento — Adrien falou e Mari aceitou a rosa
- Não sei se meu namorado vai ficar feliz comigo aceitando presentes seus — Mari falou olhando-o
- Se reclamar, manda falar comigo que me resolvo com ele — Adrien falou fazendo a Marinete sorri divertida
Não demorou para que ouvissem o carro se aproximando. Eles seguiram em direção ao veículo, Adrien tocou o puxador da porta para abrir.
- Te vejo mais tarde — Adrien sussurrou pra Mari
Ela assentiu enquanto ele abria a porta. Quando ela entrou, Adrien fechou a porta e bateu levemente no vidro da janela do carona. Gorilla baixou o vidro.
- Por favor, leve ela em segurança pra casa — Adrien pediu ao segurança que assentiu — Obrigado.
Adrien deu dois passos para trás e acenou para a janela de trás, enquanto o Gorilla acelerava o carro, para levar a Marinete em casa. Adrien aguardou até que o carro passasse dos portões da mansão, para subir a escadaria. Quando entrou, avistou a Natalie saindo do escritório do pai.
- Acha que o meu pai vai precisar de mim pra mais alguma coisa hoje? — Adrien questionou
- Acredito que não — Natalie respondeu
- Então irei tomar banho e dormir — Adrien informou
- Tem dormido cedo ultimamente — Natalie comentou
- Sim, isso tem me deixado mais disposto para os estudos — Adrien respondeu a primeira coisa que veio a mente — Na escola, nos cursos, no estágio. Acredito que dormir cedo está proporcionando um bom rendimento.
- Sim, você realmente parece mais disposto nos últimos dias — Natalie concordou — E seu trabalho auxiliando o senhor Agreste, está sendo impecável
- Uma boa noite de sono pode fazer maravilhas — Adrien falou sorrindo — Boa noite, Natalie.
- Boa noite, Adrien — Natalie respondeu enquanto Adrien ia em direção a escada
A secretária, observou o jovem Agreste sumir de suas vistas ao dobrar a esquerda no corredor. Não demorou para que ela retornasse ao escritório do Gabriel.
- A senhorita Dupain Cheng já foi? — Gabriel perguntou virando na direção da secretaria
- Sim, senhor — Natalie respondeu
- E o Adrien? — Gabriel questionou
- Disse que iria descansar para não perder o rendimento — Natalie respondeu
- Tudo bem, irei finalizar a leitura desse documento que preciso mandar pra aprovação hoje — Gabriel respondeu — Em seguida irei me ocupar, preciso encontrar alguém que possa me ajudar com os miraculous
- Irei garantir que ninguém interrompa — Natalie falou e se retirou do escritório
Natalie foi verificar como estava o andamento das coisas da casa, certificando de que os funcionários logo iriam embora. Adrien alimentou o Plagg assim que entrou no quarto e trancou a porta.
- Plagg, mostrar as garras — Adrien falou assim que o kwami terminou de comer
Assim que se transformou, saiu discretamente pela janela, evitando as cameras de seguranças, seguindo o caminho alternativo para evitar ser visto indo a caminho da casa da Marinete. Quando chegou na varanda encontrou a clara boia aberta.
- Princesa? — Chat chamou entrando no quarto
- Tô aqui — Mari respondeu sem muito entusiasmo
- O que aconteceu? — Ele questionou se aproximando, notando a namorada amassando alguns papeis
- Ele detestou os meus rascunhos — Mari falou jogando as folhas no lixo — E ainda tenho que criar algo que o senhor Agreste possa aprovar.
- Ele não falou isso — Chat falou observando-a
- Tem razão, minhas criações estavam tão ruins que nem puderam ser chamadas de rascunhos — Mari respondeu com frustração — Ele chamou de teste de traços.
- Amor, me desculpa, mas acho que está estressada e por isso está exagerando um pouco — Chat falou se aproximando
Mari simplesmente pegou o lixo, pegou os rascunhos amassados e jogou na escrivaninha.
- Tudo bem, veja os desenhos — Mari falou se encostando na cadeira
Ele se aproximou da escrivaninha disposto a dar todo apoio as criações da namorada. Abriu os desenhos sobre a mesa e observou os rascunhos, mesmo sem entender de criação de modelos, conseguiu entender a frustração da namorada.
- Não estão ruins — foi tudo que o jovem herói conseguiu dizer
- Por favor. Consigo ver no seu rosto que não gostou — Mari argumentou
- Os desenhos não estão ruins — Chat afirmou — Mas parece que tá faltando algo
- Como assim? — Mari questionou intrigada
- Não parece com as suas criações — Chat falou olhando um desenho — Esse parece um que qualquer pessoa pudesse fazer
- Eu estou fazendo o possível, usando as referências e tecidos pra criar algo que ele vá aprovar — Mari justificou
- Acho que ele quer ver os seus desenhos — Adrien argumentou — Não os desenhos que qualquer estilista poderia entregar.
Mari olhou os desenhos amassados sob a escrivaninha, realmente os desenhos não pareciam em nada com o estilo dela, não eram modelos ruins, mas em todos faltava o toque Dupain Cheng.
- Fiquei tão focada em receber a aprovação do senhor Agreste que acabei limitando o desenvolvimento dos desenhos — Mari admitiu olhando as folhas — Eu não me vejo usando nenhum deles. Não me identifico com esses traços.
- Tá faltando um pouco de você nesses modelos — Chat falou e Mari o olhou
Mari se levantou da cadeira enquanto o Chat apoiava o quadril na escrivaninha.
- Você me ajudou no negócio, me ajuda a manter Paris segura e agora está me ajudando no estágio — Mari falou o abraçando pelos ombros enquanto ele a envolvia pela cintura
- Estou apenas fazendo o meu trabalho, Princesa — Chat falou e deu um selinho — Cuidando de você da melhor maneira que eu conseguir.
- Obrigada por tudo, gatinho — Mari falou o fazendo sorrir
- O que o seu gatinho ganha como recompensa? — Chat questionou aproximando seus rostos
Mari sorriu levemente e o beijou, o que havia iniciado com um selinho demorado, rapidamente se tornou um beijo sedento, Mari passou uma das mãos no cabelo atrás da cabeça do herói, permitindo que seus dedos deslizarem pelos fios loiros.
As mãos enluvadas do hero deslizaram da cintura para a lateral do quadril da aspirante a estilista, a puxando mais para si durante o beijo. Até que o ar foi se tornando necessário, Chat subiu uma das mãos ao cabelo azulado da nuca da namorada e segurou firme, sem machuca-la.
Esse simplesmente gesto fez com que a Mari arfasse e afastasse os lábios alguns centímetros. Chat começou a distribuir os beijos pelo rosto da namorada, quando estava começando a descer em direção ao pescoço eles ouviram o som do alerta de akumatizado do celular da Mari.
- Ele não tinha outra hora pra akumatizar alguém? — Chat reclamou e quanto soltava a namorada
- Temos trabalho a fazer — Mari falou desligando o alerta e a Tikki se aproximou da portadora
- Tikki, transformar — Mari falou, se transformando logo em seguida — Vamos
Chat se afastou da escrivaninha e eles foram em direção a clarabóia. Quando ele passou pela cama, percebeu a rosa que havia dado a Mari em um arranjo estreito de vidro.
- A propósito, bonita rosa — Chat comentou ao sair do quarto
- É sim — Ladybug respondeu e o olhou por cima do ombro — Ganhei de um grande amigo
- É sério, My Lady? — Chat questionou e a Ladybug sorriu divertida
Ela arremessou o ioiô indo em direção as ruas de Paris.
- Tá, eu merecia essa — Chat murmurou e saltou em seguida indo em direção ao akumatizado.
Não demorou para que encontrassem o akumatizado próximo ao posto policial. Os policiais estavam a postos prestes a abrir fogo.
- Como ousam apontar isso para mim? — o Akumatizado gritou — Eu sou dediquei anos servindo a esse país, eu sou capitão, ordeno que abaixem as armas ou irão se arrepender.
- Com você ameaçando eles, vai ser difícil — Chat provocou do telhado de uma casa
- Vamos fazer assim, você larga essa estrela gigante e podemos conversar — Ladybug falou
- Os insetos de Paris — o akumatizado praticamente rosnou olhando os heróis
- Ei, eu sou um felino — Chat se defendeu e olhou a Ladybug — Sem querer ofender, meu amor.
- Conversamos sobre isso depois — Ladybug cortou o assunto preparando o ioiô
- Vocês são chamados de heróis porque usam essas fantasias — o akumatizado proferiu as palavras com raiva — Mas não entendem o que faz um verdadeiro herói.
- Então porque você não vem aqui e explica pra gente? — Chat provocou — Ou a sua idade não deixa?
- Vou ensinar a vocês — o akumatizado falou
O akumatizado levantou o braço com a estrela na altura do ombro e o abaixou com força. Um círculo de energia se formou em torno da estrela, como se formasse um escudo.
- Vou ensinar a todos — o akumatizado falou e começou a correr na direção oposto dos heróis.
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