Notas iniciais
Oi gente, voltei com uma história nova. É a primeira que escrevo fora do Universo dos Vingadores. Tá sendo uma grande aventura escreve essa fic, afinal é território desconhecido pra mim.

Bom, espero que gostem!

Boa Leitura!

POV Marinette

— Marinette a gente vai se atrasar pro filme — Alya gritava da sala — De novo

— Já tô descendo — gritei de volta terminando de amarrar o cabelo — Como eu tô, Tikki?

— Está linda, Marinette — minha kwami respondeu sorrindo e peguei a bolsinha

— Vamos Tikki — falei e ela entrou na bolsinha, desci a escada o mais rápido que pode — Tô pronta.

— Finalmente, o Nino já comprou os ingressos — Alya falou se levantando do sofá — Vamos antes que a gente se atrase

Ela falou e fomos em direção a padaria dos meus pais. No andar e baixo.

— Estamos indo — falei me aproximando deles e deu um beijo em casa um — Nos vemos mais tarde.

— Tá bem. Se cuidem — minha mãe falou enquanto estavam os perto da porta e quase esbarrei no Gustavo o ajudante do papai na padaria

— Esteja em casa às 19h, queremos um tempo com a aniversariante do dia — meu pai falou e eu sorri

— Cuidarei pra que ela chegue no horário, porque se depender dela, já sabem — Alya falou abrindo a porta da padaria

— Ei — falei repreendendo ela quando passamos pela porta

— Desculpa amiga, mas é verdade — Ela disse simplesmente e seguimos para o cinema que ficava algumas ruas de distância.

Depois de quinze minutos de caminhada estávamos na frente do cinema e quando passei pela porta vi algo que não esperava

— SURPRESA — meus amigos de turma gritaram

— O que estão fazendo aqui? — perguntei em um misto de alegria e surpresa

— Como você deixou bem claro que não queria festa, Alya sugeriu que passássemos uma tarde diferente com você — Nino respondeu — Então vamos andando, porque o nosso filme começa em cinco minutos.

Entramos e assistimos ao filme de comédia, quando a sessão terminou fomos ao parque perto da minha casa tomar sorvete, confesso que fiquei um pouco triste ao ver que Adrien não estava ali, mas o que adiantaria se ele estivesse, iria ficar nervosa, começar a gaguejar e passar a maior vergonha, como fiz nos últimos quatro anos que o conheci.

Suspirei com esse pensamento, olhei o relógio e vi que era 17h40min, não posso deixar transparecer essa pequena pontada de tristeza, meus amigos fizeram o melhor pra ser um dia divertido. Fiz um esforço e coloquei meu melhor sorriso e vi o quanto eles pareciam se divertir com algo que o Kim disse.

— Amiga? — Alya me chamou e eu a olhei — O Adrien pediu que entregasse isso a você.

Ela pegou uma caixinha preta da bolsa.

— Ele disse que não poderia vim por causa de um trabalho que teria que fazer hoje — Alya falou quando peguei a caixa

Abri a caixa e vi um colar com um pingente com a letra M.

— Que lindo — falei olhando

— Agradece a ele depois — Alya falou e eu a olhei — Só tenta não tropeçar nas...

Antes que ela concluir a frase, ouvimos uma explosão poucas ruas de distância.

— A gente tem que ir embora, agora — falei me levantando e todos fizeram o mesmo

Começamos a correr, mas fui diminuindo o passo para ficar pra trás. Quando estava algum passos de distância, desviei o caminho e me escondi em um beco, Tikki saiu da bolsa e voou ficando próxima ao meu rosto.

— O Hawk Moth sempre tem que atrapalhar meus passeios — falei guardo o presente do Adrien e olhei pra Tikki — Pronta?

— Basta duas palavras — Tikki falou com um olhar confiante

— Tikki, transformar — falei e logo estava com o traje da Ladybug

Peguei meu Ioiô e lancei para subir no telhado mais próximo e correr pelos telhados até onde o akumarizado estava. Não demorou muito até encontrar o Gigantitã. Parei no telhado e observei-o para tentar localizar onde estaria o akuma.

— Parece que alguém esqueceu de fechar o cercadinho — ouvi sua voz antes dele parar ao meu lado — A propósito, boa tarde, My Lady

— Boa tarde, gatinho — respondi olhando-o — Preparado pra por um bebê pra dormir?

— Desde que seja ao seu lado, My Lady — Ele falou girando o bastão e fomos em direção ao Gigantitã — Qual o plano?

— O akuma deve tá na pulseira, vou distrai-lo e você usa o Cataclimo na pulseira — falei e paramos próximos ao akumarizado — Entendeu?

— Perfeitamente — Chat Noir respondeu e foi pra outro telhado esperar sua deixa

— Talismã — falei jogando meu Ioiô pra cima e ganhei um chocalho que era praticamente metade do meu tamanho — O que eu vou fazer com isso?

Olhei em volta e soube o que fazer, pulei do telhado indo pro chão, esse movimento fez com que o barulho do chocalho chamasse a atenção do akumarizado

— Oi bebê, olha o que a Ladybug trouxe pra você — falei e ele sorriu vindo na minha direção — Pega.

Quando ele esticou o braço pra pegar, o Chat Noir saltou do telhado em direção a mão do bebê. Ainda no ar ele acionou o cataclismo, encostou na pulseira e aterrissou ao meu lado a pulseira quebrou liberando o akuma. Capturei a borboleta negra, a purifiquei e libertei. Peguei o chocalho e usei o Miraculous Ladybug para reparar os estragos causados pelo akumatizado

— Zerou — falamos ao mesmo tempo e fizemos o toque, meu brinco deu o primeiro sinal informando que tinha 4 minutos antes de me transformar

— Mamã? — ouvimos o menino falar olhando em volta e parecia que iria chorar

— Calma, tá tudo bem — falei pegando ele no colo — Vamos te levar a sua mãe.

— Calhu — o menino falou — Que calhu!

— Chat, me empresta? — falei indicando o soninho do uniforme dele, ele tirou me entregando em seguida e dei pro menino que começou a agitar fazendo barulho — Temos que entrega-lo a mãe

Falei e saímos do meio da rua

— Como vamos encontrar a mãe dele, Bugboo? — ele perguntou usando o apelido sem graça que ele me deu

— Quando estava vindo vi algumas ruas danificadas pela passagem dele, a mãe deve estar em uma dessas ruas — respondi ignorando o apelido

— Sempre esperta, My Lady — ele comentou e ouvimos o segundo aviso do meu brinco, tenho 3 minutos e o primeiro do dele.

Não demorou muito até que uma mulher veio correndo em nossa direção com um chocalho em mãos

— Graças a Deus — a mulher falou com alívio ao pegar o filho nos braços e nos olhou — Obrigada!

— Não precisa agradecer — Chat falou normalmente

— Posso? — falei indicando o chocalho e a mulher me entregou.

Agitei fazendo barulho, isso chamou atenção do menino e se empolgou com o brinquedo e soltou o sininho da roupa da Chat Noir. Assim que caiu, entreguei o chocalho. A senhora se despediu e saiu, me abaixei para pegar o sininho e coloquei no uniforme dele novamente.

— Você leva jeito com crianças, Bugboo — Chat Noir falou me olhando com o sorriso de lado

Ouvimos o terceiro aviso dos meus brincos e o segundo do anel dele.

— Preciso ir, até a próxima gatinho — falei preparando pra sair, mas ele segurou meu pulso.

— Espera... o que acha da gente sair? Tomar um sorvete — Chat Noir falou um pouco nervoso

— Acho melhor não, sei que tem sentimentos por mim e... — suspirei olhando o chão — Sabe que sou apaixonada por outra pessoa, não seria justo fazer isso com você. Me desculpa.

Sai antes que ele dissesse mais alguma coisa, Chat é meu parceiro, meu aliado e meu amigo, não posso criar ilusões ou expectativa de sair com ele. Meu coração já tem dono e o nome dele é Adrien Agreste.

Consegui chegar na rua perto de casa segundos antes da transformação se desfazer, Tikki pousou em minhas mãos cansada.

— Assim que chegar vou pegar algumas coisa pra você comer — falei colocando-a na minha bolsa

Já eram 18h30, quando entrei em casa.

— Chegou cedo, querida — minha mãe falou me olhando

— Um akumatizado apareceu e decidimos que era melhor voltarmos para casa, por segurança — respondi a meia verdade — Cadê o papai?

— Na cozinha — minha mãe respondeu e voltou a organizar a padaria.

Fui até a cozinha, vi meu pai se apoiando na bancada, com olhos fechados e respirando fundo.

— O senhor tá bem? — perguntei me aproximando, ele abriu os olhos e sorriu pra mim

— Claro, minha filha — Ele respondeu normalmente — Só tô um pouco cansado. Vai se arrumar pro jantar

— Tá bem, papa — falei simplesmente e sai indo pra casa.

Fiquei preocupada com o meu pai, mas se ele disse estar bem, devo acreditar. Peguei no pote de biscoitos alguns cookies e coloquei na bolsa para Tikki comer. Fui para o quarto, tomei banho e me arrumei para jantar. Quando desci, vi a mesa posta minha mãe havia feito uma lasanha de carne, quando terminamos meu pai se levantou e foi a geladeira e tirou um bolo pequeno, suficiente pra gente, em cima haviam suas velas indicando a minha idade 18 anos. Como o tempo passou depressa, principalmente depois que ganhei o Miraculous do Mestre Fu e me tornei a Ladybug. Daqui a um mês completo quatro anos como a heroína de Paris ao lado do Chat Noir, preciso lembrar de fazer algo para comemorar com ele, afinal são 4 anos de amizade com aquele gato de rua.

— Faz um pedido, minha filha — minha mãe incentivou tirando dos meus pensamentos

Fechei os olhos e pensei. "Que eu me sinta totalmente realizada e feliz" assoprei as velas, meus pais aplaudiram em comemoração, cortei o bolo em quatro fatias.

— Porque quatro? — meu pai perguntou sem entender

— Porque como é meu aniversário posso comer mais bolo que vocês — disse servindo a eles que riram com a minha resposta

Depois que comemos uma fatia cada, disse que iria fazer a lição e levei o último pedaço de bolo pro quarto. Assim que entrei, tranquei a porta do sótão onde fica meu quarto.

— Tikki? — a chamei e ela logo apareceu — Trouxe pra você.

— Obrigada, Marinette — ela falou enquanto colocava o prato na escrivaninha e voou na minha direção dando um beijo na minha bochecha — Feliz aniversário!

— Obrigada, Tikki — respondi sorrindo

Ela foi comer o bolo e finalizei a lição de história, Tikki acabou dormindo na escrivaninha perto do prato, a peguei com cuidado e a coloquei no quartinho de boneca que montei pra ela. Toquei de roupa, vesti meu pijama e deitei-me na cama, mas lembrei de como meu pai estava, alguma coisa tava acontecendo e ele não quis me contar. Como não consegui dormir, me levantei peguei um casaco e fui até a varanda, me aproximei das barras de proteção e observei as estrelas, a noite estava linda estrelada. Pensei no Adrien, será que ele estaria dormindo agora? Ou estaria acordado observando as estrelas assim como eu? Suspirei queria ser menos desastrada, ter a coragem que tenho como Ladybug pra falar com ele e me declarar, mas não consigo, simplesmente travo e falo alguma besteira, me afastei das barras e me sentei no banco de madeira com três lugares da varanda.

— Ouvi dizer que uma princesa que eu conheço, está fazendo aniversário hoje — olhei para o telhado e vi o Chat Noir

Desde que o dia que o Glaciator atacou e conversamos na varanda ele vinha me visitar, eu só tinha que ter cuidado para não revelar nada que entregasse que sou a Ladybug.

— Chat? — falei sorrindo e me levantei enquanto ele saltava para a varanda

— Feliz aniversário, Princesa — Ele falou me abraçando

— Obrigada — falei e desfizemos o abraço

— Trouxe um presente pra você — Ele falou abrindo um bolso do uniforme e tirou de lá uma pulseira com o pingente de pata de gato — Pra nunca esquecer que sempre pode contar com a amizade do gato mais meawtastico de Paris

Ri do trocadilho que ele fez, mas era verdade, sempre posso contar com ele tanto como Marinette quanto como Ladybug, com certeza essa gato conquistou um espaço entre meus melhores amigos.

— Obrigada, Chat — falei e ele colocou a pulseira no meu pulso — É linda.

— Eu tenho bom gosto — falou todo convencido me fazendo rir

— Você não existe — falei enquanto me sentava e ele sentou ao meu lado

Começamos a conversar normalmente até que ouvimos o barulho de algo caindo na cozinha da minha casa, olhei na direção da passagem do meu quarto.

— Fica aqui, eu já volto — falei e me levantei, mas ele segurou meu pulso

— E se alguém entrou na sua casa? Pode ser perigoso pra você descer — Ele alertou ficando de pé.

— Fica no meu quarto, qualquer coisa eu te chamo — falei e ele concordou

Entramos e chegamos perto da porta do meu quarto, destranquei e a abri descendo em seguida sendo observada pelos olhos atentos do gatinho. Quando cheguei a cozinha vi meu pai caído no chão e minha mãe tentando ajuda-lo.

— O que aconteceu? — perguntei preocupada e tentando ajuda-la

— Ele teve dores que foram piorando com o passar do dia, ele disse que ia esperar pra comemorar seu aniversário e iria ao médico, mas as dores pioraram — conseguimos apenas vira-lo — Já chamei a ambulância, querido. Vai ficar tudo bem.

— Temos que coloca-lo no sofá — falei consegui controlar as lágrimas, nós tentamos e não conseguimos o meu pai era muito pesado — Vou chamar ajuda.

Corri para o quarto e assim que eu entrei o Chat viu que eu chorava.

— O que aconteceu? — ele se aproximou preocupado

— É o meu pai... Ele... por favor me ajuda — implorei, ele assentiu e descemos a escada

— Me ajuda a coloca-lo no sofá — falei quando nos aproximamos

— Chat Noir? — minha mãe perguntou surpresa

— Estava por perto — Ele mentiu para não gerar muitas perguntas

Nos três conseguimos levanta-lo e coloca-lo no sofá, meu pai estava consciente, mas de olhos fechados parecia que o simples fato de respirar causava dor. Chat ficou em pé próximo ao balcão da cozinha, eu e a minha mãe sentamos ao lado dele. Admiro a força da minha mãe, mesmo estando preocupada tentava transmitir tranquilidade, enquanto eu tentava controlar as lágrimas. Em poucos minutos a ambulância chegou, Chat ajudou os paramédicos a colocarem meu pai na ambulância, minha mãe entrou e quando fui fazer o mesmo um dos paramédicos me impediu

— Sinto muito, mas apenas uma pessoa pode acompanha-lo — Ele falou sério.

— Por favor, deixa eu ir é o meu pai — falei sem consegui controlar os soluços

— Filha, por favor — minha mãe falou, mas não queria ouvir

— Mas, mamãe eu... — fui interrompida pelo Chat

— Vai, senhora Dupain-Cheng, eu cuido dela — Chat falou e minha mãe assentiu, os paramédicos fecharam as portas da ambulância

Tentei me aproximar para abrir e entrar, mas o Chat me segurou pela cintura me impedindo.

— Me solta — gritei chorando tentando afastar as mãos dele, mas quando consegui já era tarde, a ambulância já estava longe e me virei na direção dele — Porque fez isso?

— Não tinha outro jeito — Ele respondeu calmo e se aproximou de mim — É melhor entrar.

— Não encosta em mim — falei dando um tapa na mão dele, comecei a empurra-lo e socar o seu peito, Chat permaneceu parado tentando segurar meus pulsos — Seu gato estúpido, idiota, não devia ter feito isso, eu deveria ter ido, eu tinha que estar com ele, eu tinha...

Ele conseguiu segurar meus pulsos e me puxou me prendendo em um abraço apertado, tentei me soltar até que cedi e chorei abraçada ao Chat Noir. Não conseguia controlar os soluços, nem as lágrimas, o abracei pelo pescoço e o senti se mover, ele me segurou firme pela cintura.

— Segure-se — Ele sussurrou e usou o bastão para nos levar até a varanda, assim que ele aterrissou me pegou no colo, me levou pro quarto, me colocou na cama e me cobriu — Eu já volto.

Percebi que ele desceu, ouvi a porta da entrada sendo trancada e logo ele estava a volta, sentou atrás de mim.

— Não gosto de te ver assim, Princesa — Chat falou e tentei limpar as lágrimas — Vamos torcer pra que ele fique bem.

— E se ele não ficar? — perguntei com a voz embargada

— Eu tá aqui por você — ele sussurrou a resposta, alisando meu cabelo

Fechei os olhos e tentei deixar que a presença dele me acalmasse, não sei dizer quanto tempo se passou até que adormeci

Notas finais
E ai? Quero saber a opinião de vocês. Amaram? Adoraram? Odiaram? Detestaram?

Estou ansiosa!

Beijos e até o próximo capitulo.