Miracle
25 Capítulo 25 - Bad Conclusions, Bad Feelings
Notas iniciais
Tenham uma boa leitura.
Miracle
Capítulo 25 – Bad Conclusions, Bad Feelings
Mai olhava para a janela do escritório para o céu pós-chuva com uma expressão preocupada. Há mais ou menos uma hora, pouco depois da chuva parar, escutou sem querer uma conversa entre Izaya e Namie e o assunto a deixou realmente receosa. O informante falava sobre brigas entre líderes de gangues ou algo do tipo e depois disse que, no final das contas, era ele o causador de todo o mal. Também notou que ouvir aquelas palavras deixou Namie visivelmente perturbada. E depois do tempo ter se estabilizado melhor e as nuvens se dissipado, Izaya saiu em direção a Ikebukuro dizendo que tinha que se encontrar com alguém.
Há um bom tempo, Mai já havia entendido os planos e movimentos do rapaz com quem morava e a quem ele estava aplicando tudo isso. Mesmo Anri, Mikado e Masaomi sendo seus amigos, ela não podia interferir. Não havia como, e até preferia se manter longe de toda a confusão. Porém estava preocupada, preocupada com Izaya. Tinha medo de que alguém daquele perigoso meio onde ele tanto gostava de se “divertir” se voltasse contra ele e o ferisse.
Deixou um suspiro escapar pelos seus lábios. Esse era outro fato que estava fora do alcance dela. Saiu de perto da janela e se sentou na cadeira da escrivaninha principal. Olhou para o computador, pensando em liga-lo, mas logo descartou a ideia. O informante havia falado que podia mexer em suas coisas, entretanto desconfiava que o computador fosse uma exceção.
Acabou por resolver a desenhar. Pegou uma folha da impressora e um lápis, organizando-os a sua frente enquanto pensava em algo que poderia desenhar. Rapidamente a figura de sua amiga Dullahan veio à cabeça. Fechou os olhos, tentando formar em sua mente a verdadeira forma do cavalo de Celty, com ela própria montada. Com sua habilidade, era até fácil. Feliz com a imagem mental que conseguiu, começou a desenhar.
Estava quase acabando, já finalizando o detalhe das sombras, quando sentiu uma estranha inquietação que a fez largar o lápis. Seus olhos imediatamente adquiriram brilho e seus instintos se afloraram.
Saika...
Sentia uma estranha inquietação vinda da Saika mãe, ela parecia irritada. Logo se lembrou de Izaya, ficando instantaneamente preocupada. Anri parecia muito irritada com o rapaz dias atrás devido ao que estava causando aos seus amigos. E se ficassem frente-a-frente, ela não teria dó em atacar.
Levantou-se da cadeira. Pretendia ir atrás do rapaz, mas ao passar ao lado do sofá para ir em direção à porta, sentiu suas pernas fraquejarem. Apoiou-se no encosto do estofado, ofegante. O que estava acontecendo? Passou a mão pelas próprias pernas; elas pareciam formigar.
Havia algo de muito errado, e temia saber o que era.
Izaya colocava a mão sobre o próprio olho que agora latejava, por culpa de um soco que Simon havia lhe dado. E, para melhorar a situação, o russo acabara de falar que ele, Orihara Izaya, tinha algum tipo de complexo com relação ao Shizuo. Ah, que piada!
– E, Izaya – Chamou em russo. –, ao invés de ficar por ai perturbando a vida alheia, concentre-se no que está perto de você. – Deu uma pausa. – Aproveite enquanto ainda há tempo, pois pode acabar compreendendo as coisas tarde demais, e se arrepender no final.
Izaya riu do concelho, sabendo a quem se referia.
– Você é mais transparente do que pensa, e não tão observador quanto acha.
– Sabe de uma coisa, Simon? Mesmo dizendo um monte de besteiras, quando você fala em russo, tudo parece muito sério. – Riu.
Suspirando decepcionado. O negro se levantou e foi embora. Logo em seguida, Izaya também se levantou, virando-se para a placa em que fora jogado.
– Love... – Leu. – Que ridículo.
Sentindo o corpo dolorido, o rapaz deu as costas para o Outdoor e pôs-se a caminhar de volta para seu escritório. Murmurando xingamentos por causa das costas que doíam, o informante abriu a porta de sua casa, encontrando Mai sentada atrás do sofá com a testa apoiada nos joelhos.
– O que está fazendo ai no chão? – Perguntou, erguendo uma das sobrancelhas.
A garota levantou a cabeça e arregalou os olhos ao ver o olho roxo de Izaya.
– O que houve com você? – Perguntou ligeiramente desesperada, levantando-se do chão com evidente dificuldade.
– Não se preocupe, não é nada grave. – Caminhou para a bancada em frente à estante de livros, sentando em um de seus bancos.
– Tem certeza? – Foi até ele.
– Por acaso está querendo cuidar de mim? ~ — Perguntou malicioso, fazendo a garota corar pro se lembrar da última vez que teve que cuidar de um de seus ferimentos. – Ei, onde está a Namie-san? – Olhou em volta, rapidamente se distraindo da provocação.
– Foi embora. – Andou para o outro lado da bancada, ficando de frente para o rapaz.
– Provavelmente ela ficou com medo de que eu comentasse algo sobre o telefonema que fez.
– Telefonema? – Perguntou, mas a única resposta que teve foi uma risada alta vinda de Izaya.
– Ah, meus humanos queridos, vocês vivem me surpreendendo! – Passou a mão sobre o tabuleiro em cima do móvel, derrubando todas as peças. – Como eu os amo! É por isso que eu consigo continuar com essa droga de trabalho! É tão divertido que me deixa doente.
– ... Eu não sei se você percebeu, mas os humanos não parecem gostar muito de você.
Izaya olhou para Mai de forma cruel.
– Então acho que nós dois estamos em uma situação muito semelhante, não? A pessoa que você mais ama, também não sente nada por você.
– E se um dia eu começar a te odiar?
– Eu duvido muito que um dia você chegasse a isso. Mas pouco meu importo com que você sente, eu te manteria aqui de qualquer forma.
– Não me admira que seja tão solitário. – Se afastou da bancada com uma expressão de irritação e seguiu para as escadas.
Mai fechou a porta de seu quarto e foi se sentar na cama. Droga, por que Izaya tinha de ser tão cruel? E por que ela tinha que ama-lo tanto? Tudo seria tão mais fácil se o informante fosse um pouco mais amável e menos cruel. As coisas, por si só, já eram difíceis, afinal.
Deitou-se na cama, lembrando-se do que aconteceu entre os dois mais cedo. Era tão bom ficar próximo do rapaz, sentir seu calor e, algumas vezes, uma sombra de carinho vinda do mesmo. Sentia-se protegida, como se nada de ruim fosse lhe acontecer, como se existisse um futuro à sua frente.
Infelizmente, quando o assunto era Izaya, não conseguia ficar com a mente tranquila por muito tempo. Se ele podia ser cruel com as palavras, será que também poderia aplicar isso aos atos?
Voltou a se levantar e foi até o armário para trocar de roupa. Tirou sua saia e depois as meias, tocando as próprias pernas. Elas ainda estavam estranhas, mas pelo menos voltou a conseguir andar. Aquilo que lhe aconteceu tinha sido assustador.
– Quer dizer que o Masaomi foi embora? – Mai perguntou para seu amigo Mikado, enquanto esperava a aula se iniciar. – E para onde ele foi?
– Eu não sei... – Respondeu com um pouco de desânimo. – Mas eu acho que ele vai ficar bem, a Karisawa-san disse que ele não estava sozinho quando foi embora.
A garota ia perguntar mais, porém ouviu o barulho da porta da sala se abrindo, revelando o professor do primeiro tempo. Contentando-se com apenas aquela informação, voltou para sua cadeira.
Durante o intervalo, percebendo que os dois amigos pareciam um pouco desanimados com a falta do loiro, preferiu deixar suas perguntas de lado e não tocar mais no assunto.
– Vocês querem fazer alguma coisa depois da aula? – Ryuugamine Mikado perguntou olhando para Anri.
– E-eu não sei... – Ela corou. – É uma boa ideia. Há algum lugar em especial que queira ir?
Os dois continuaram a conversar sem perceber que Mai havia se afastado para a porta de saída do terraço e adentrado no prédio. A garota desceu as escadas e começou a se esgueirar pelos corredores do colégio sem um destino muito certo, apenas queria matar o tempo. Andava olhando pelas janelas, quando notou uma garota parada em frente a uma delas. Seu cabelo era castanho e estava preso no alto dos dois lados da cabeça, parecia admirar o lado de fora.
Mai até pensou em parar e puxar assunto com a garota, ela parecia até ser legal, e fazer novos amigos nunca era ruim. Principalmente, visto que se sentia um pouco de fora quando estava na presença de Mikado e Anri. Entretanto, no estado em que se encontrava, tal tentativa era impensável e egoísta. De agora em diante, devia ao máximo evitar se apegar aos humanos.
Balançando a cabeça negativamente, se afastou da observadora garota e voltou para sua sala.
– O mundo não é tão cruel quanto parece... – A ouviu murmurar.
Bela frase, pensou.
Olhava para os milhares e variados tipos de livros que compunham a estante do escritório de Izaya. Atenta aos títulos, Mai tentava achar o livro sobre cidades que leu da ultima vez.
– Achei... – Tirou o objeto de sua procura do móvel, sentando-se no chão, com as costas apoiadas na madeira.
– Vai ficar sentada aí no chão de novo? – Izaya perguntou de sua mesa, sem tirar os olhos do chat.
– Vou. – Respondeu, voltando a ler de onde parou.
Rapidamente a menina se distraiu com aquele incrível livro, em sua opinião. Com ele, teve a oportunidade de aprender sobre vários lugares e admirar as belezas espalhadas pelo mundo. Até chegou a soltar uma risada, ao ler sobre uma cidade que tinha o mesmo nome de uma colega de classe de Masaomi, quando ele ainda frequentava a escola. Passou mais uma página, e viu uma imagem que fez seus olhos brilharem.
– Izaya! – Levantou rápido e foi até o rapaz com o livro aberto na página. – O que é isso? – Perguntou eufórica.
– Isso? É uma praia. – Respondeu simplesmente.
– Incrível, parece uma piscina gigante! – Voltou o livro para si. – Você já esteve em uma praia?
– Já, sim. – Com um suspiro fechou a janela do chat, já prevendo uma enxurrada de perguntas.
– E como é lá?
– É um lugar tomado por água salgada, onde se formam ondas, e rodeado por areia. Normalmente as pessoas vão à praia no verão, quando é mais quente, para se refrescarem. Lá elas se divertem com os amigos, comem varias coisas e nadam. – Percebendo pela expressão de Mai que sua descrição não foi suficiente, abriu uma página de vídeos e procurou um que mostrasse alguma praia do Japão. – Veja esse vídeo e tente não me fazer mais perguntas. – Levantou-se de sua cadeira e apontou para que ela se sentasse.
– Certo.
Enquanto a colegial assistia ao vídeo, Izaya pegou o livro que ela havia retirado da estante e voltou com ele para o lugar. Ao encaixa-lo na estante, começou a ler outros títulos, pensando em qual deles ela provavelmente iria gostar de ler. Estava indo pegar um que falava sobre estações do ano, quando se assustou com um gritinho animado da garota.
– Você é muito histérica, Mai-chan. – Reclamou, empurrando o livro de volta.
– A praia parece ser um lugar muito divertido! Quando você foi á uma? E como foi? – A empolgação da menina era tanta, que chegava a diverti-lo.
– Quando eu estava no colegial, minha turma teve uma excursão para a praia. – Se aproximou. – Lembro que no primeiro dia o Shinra quase se afogou de tanta empolgação e o Dotachiin teve que salva-lo. E também do Shizu-chan me perseguindo praia afora com um guarda-sol fechado. – Contou, fazendo Mai rir. – Provavelmente você também deverá ir à praia com a escola. Mas, quem sabe, um dia eu possa te levar.
– Serio? Só nós dois?
– Sim, só nós dois.
Mai corou um pouco, mas depois sorriu carinhosamente. Ela se levantou da cadeira, passando ao lado de Izaya que se apoiava na mesa ao seu lado, ficando de costas para o mesmo.
– Seria muito bom, poderíamos tirar varias fotos juntos e nos divertir muito. – Comentou, apesar do rapaz sentir que era mais um comentário para si mesma e não para ele. – Iríamos ficar o tempo todo juntos...
– Mai?
– Eu já vou deitar. – Avisou com um tom, na percepção do rapaz, ligeiramente embargado.
– Já é a terceira vez que é chamada até minha sala, Orihara-san. – Falou a diretora do colégio Raira para Mai. – Novamente, você se recusou a participar das atividades da aula de educação física sem dar nenhuma explicação. Pode não parecer, mas isso é realmente grave.
– Eu sinto muito.
– Eu sei que as atividades podem ser um pouco cansativas e exigirem um pouco mais de preparação, no entanto, isso não é motivo para se negar a fazê-las. Há algo te incomodando?
– Não... – Olhou para as próprias pernas.
Recentemente, Mai havia notado que estava tendo um pouco de dificuldade para realizar atividades físicas. Conseguia caminhar normalmente, mas quando o esforço se estendia por um longo tempo, suas pernas começavam a ficar dormentes. Ficar passeando por Ikebukuro, que era uma atividade que apreciava realizar, estava se tornando difícil.
– Eu sinto muito, Orihara-san, mas terei que mandar uma notificação para os seus responsáveis falando sobre o seu mau comportamento.
– Tudo bem. – Levantou-se da cadeira, pegando um papel amarelo que a diretora havia lhe estendido e se retirou da sala.
Mai saiu da sala cabisbaixa, não pela bronca, mas porque sentia uma pontada de desespero pelo que estava lhe acontecendo. Tudo estava indo depressa demais.
Como a educação física era no último horário naquele dia, levou sua pasta junto ao ser chamada, para que quando terminasse, já pudesse ir embora do Raira. Até pouco tempo, adorava vir para escola, mas agora não tinha vontade nenhuma de frequentar as aulas. Talvez isso estivesse acontecendo porque, primeiramente, só havia decido se matricular para achar alguém que pudesse ajudar. Entretanto, agora que a achou – e ela não é um estudante -, ir à escola perdeu o sentido.
É. Talvez devesse parar de ir ao Raira, já que era inútil. Os estudos até podiam ser algo indispensável para os humanos e seus futuros, mas ela não era humana e muito menos tinha um futuro. O único problema nisso tudo era a reação de Izaya diante de sua decisão, levando em conta que ele se deu ao trabalho de matricula-la.
Quando chegou ao escritório, não achou o informante, viu apenas Namie organizando alguns livros no andar de cima. Cumprimentou a mulher e foi se sentar no sofá para assistir T.V.. Já muito depois do anoitecer e da secretaria ter ido embora, o rapaz voltou para casa.
– Onde você estava? – Perguntou por curiosidade.
– Trabalhando. – Tirou sua a jaqueta e jogou sobre a garota no sofá. – Já que meus planos não deram completamente certo, tenho que dar início a outros.
– Já tentou ocupar sua mente com coisas que atrapalhem menos a vida dos outros? – Indagou, retirando o casaco de cima da sua cabeça e seguindo o rapaz com os olhos.
– Tipo o que? – Foi se sentar em sua mesa. – Desenhar?
– Como você descobriu?!
– Não sei. – Tirou da gaveta o desenho que Mai fez de Celty. – Mas e acho que a Namie-san não faria uma coisa dessas.
– Me devolve! – Levantou do sofá e foi até a mesa.
– Claro que não. ~ Você o largou aqui em cima, presumi que era pra mim.
– ... – Deu um passo para trás, ligeiramente nervosa com a brincadeira sem propósito.
– Ah, não fique assim, Mai-chan. Você desenha bem. – Elogiou. – Caso não saiba, isso até que dá futuro. Muita gente paga caro por desenhos bem feitos.
– Futuro, você diz... – Murmurou.
– Você já teve vontade de ir para uma escola de artes?
– Escola de artes? – Olhou com intensidade.
– É onde você aprende sobre as artes e como representa-la em suas várias formas. E como a arte nunca faz sentido e você também não, acho que se daria bem. ~
– Muito engraçado. – Tomou de volta o desenho.
– Não faça essa cara, estou te elogiando. – Fingiu estar magoado. – Mas, falando sério, você deveria desenhar mais. É realmente bom encontrar algo que gostamos de fazer e somos bons. – Por um momento, Mai sentiu um pouco de seriedade vinda do outro.
– Você gostou mesmo? – Perguntou acanhada.
– Claro. ~
– Se você quiser... – Olhou para os próprios pés. – Eu posso fazer um desenho seu.
– Um desenho meu ao natural? Ah, Mai-chan, você quer que eu tire minhas roupas para você? Quanta ousadia. ~ Até me arrepio ao imaginar você analisando meu belo corpo. – Brincou, fazendo a outra ficar vermelha.
– Nã-não foi isso que eu quis dizer!
– Eu tenho uma ideia melhor. Ao invés de um desenho meu, faça um da praça principal de Ikebukuro durante o inverno, quando a neve já tiver começado a cair. Tenho certeza que dará um belo desenho.
– Pode ser... – Respondeu um pouco incrédula e impressionada, aquela era uma das poucas vezes em que Izaya a levava realmente á serio. – Certo! – Se animou com a ideia proposta. – Farei um belo desenho especialmente para você.
O informante riu de leve, voltando a se virar para o computador, enquanto a animada garota pegava sua pasta no sofá e corria para as escadas. Porém, antes mesmo de clicar na sala de chat, ouviu o barulho de algo caindo no chão. Virou-se novamente e viu Mai em pé no meio da escada; sua pasta estava caída em seus pés e ela olhava espantada para a própria mão, que parecia tremer.
– Mai?
– Não é nada! – Abruptamente se abaixou para pegar o objeto caído e retomou a corrida para seu quarto.
Aquela seria uma manhã calma em Ikebukuro, se não fosse pelo som de gritos enfurecidos e objetos pesados sendo arremessados.
– I-ZA-YA-KUN! – Grunhiu Shizuo, com uma placa de PARE em mãos. – Será que eu vou ter que atravessar essa placa pela sua garganta para fazê-lo entender que é para ficar fora da minha cidade?
– Quanta violência, Shizu-chan. ~ O que é estranho, já que você a odeia. – Izaya provocou.
– Se há uma coisa que eu odeio mais do que violência, essa coisa é você! – Segurou a placa como um taco de baseball e tentou acertar o informante, que simplesmente pulou para desviar.
– Opa! Essa for por pouco!
– Pulga maldita! – Olhou para os lados, como se estivesse procurando algo ou alguém, mas não achando, voltou a olhar para o seu motivo de ódio. – Chega! Vou usar minhas próprias mãos para te matar.
Depois de ameaça-lo, Shizuo pôs se a correr atrás de Izaya, dando inicio costumeira e característica perseguição. O informante corria dando risadas provocativas, enquanto o homem mais forte de Ikebukuro praguejava e mandava mais e mais ameaças.
Izaya estava correndo por entre as ruas, contornando prédios e lojas, quando passou em frente a um beco e viu de relance algo azul e preto, que lhe pareceu muito familiar. Retrocedeu alguns passos e olhou para dentro do beco.
– Mai? – Mal dava para dizer quem estava mais surpreso com quem.
– Izaya! – Ouviu a voz cavernosa de Shizuo, ele estava próximo.
– Não saia daí. – Ordenou, se afastando do local e usando suas habilidades em Parkour* para subir em uma escada de incêndio próxima e se esconder ali.
Não precisou ficar muito tempo ali escondido para ver Shizuo passando correndo, enquanto gritava seu nome, sem nota-lo ou notar Mai. Esperou um pouco e, achando seguro, desceu de volta para o beco. A garota estava no mesmo lugar, para não dizer na mesma posição, que a viu anteriormente: Sentada em cima de um pequeno caixote com as pernas dobradas e os braços descansando em cima. Ela tinha uma estranha expressão no rosto, algo semelhante à pânico e receio.
– O que está fazendo aqui? Devia estar na escola. – Se aproximou dela.
– Eu sei... É que... – Ela parecia não ter forças para continuar a frase.
– “É que” o que? – Repetiu impaciente.
– É que eu não consigo. – Respondeu, escondendo a boca atrás dos joelhos.
– Como não consegue? Por acaso se machucou? – Abaixou-se até ela, ato que a fez recuar.
– Eu não estou machucada.
– Então se levante. – Voltou a ficar de pé, mas a menina não fez o mesmo. Irritado, estendeu a mão à contra gosto para ela.
– Ahn? – Ela olhou para o rapaz de depois para sua mão. Percebendo que estava impaciente, levantou sua trêmula mão e segurou a dele.
Mai levou um susto ao sentir Izaya puxando-a do chão abruptamente pela mão. Infelizmente, quando disse que não conseguia ir para escola, não estava mentindo. A garota não tinha força nenhuma nas pernas, que fraquejaram ao serem colocados de pé. Mai perdeu totalmente o equilíbrio, tendo que se apoiar nos ombros de Izaya, que no susto, segurou-a pela cintura para pará-la. O rapaz podia sentir o corpo trêmulo e fraco da menina contra o seu.
– Eu disse que não conseguia. – Ela reforçou com a voz ferida.
– O que houve com você, Mai-chan? – Perguntou, mas não recebeu resposta. Soltou um suspiro e deu alguns passos para trás, até que suas costas encontrassem o muro, dando-lhe um pouco mais de apoio.
– Eu quero voltar para sua casa. – Pediu.
– É sua também, já que mora lá. – Corrigiu. – Mas se você não consegue se mover direito, como pretende chegar lá? – Provocou.
– ... Eu não vou nas suas costas. – Recusou corando.
– Não precisa ser nas costas. – Riu maliciosamente, virando-a para que ficasse de lado.
– O que vai... Ah! – Gritou ao sentir Izaya tirando-a do chão e a segurando em seus braços; um atrás dos joelhos e outro em volta das costas. – Me coloca no chão! – Exigiu.
– Pare de gritar, Mai-chan. Não estou gostando disso tanto quanto você.
Izaya se desencostou da parede e deu um passo à frente, fazendo a colegial se assustar e colocar os braços em volta do seu pescoço.
– E-eu vou cair... – Falou fracamente, enquanto o informante se distanciava do beco.
– Não vai, não. Estou te segurando firme.
Depois dessa resposta, Mai se calou, deixando que o rapaz a levasse de volta ao escritório. No início, ela estava se sentindo um pouco envergonhada e desconfortável com os olhares alheios, mas ao poucos começou a se divertir com o “passeio”, chegando até a soltar uma fraca risada.
– O que foi? – Izaya perguntou desconfiado.
– Nada, é que isso parece com uma cena de um mangá shoujo que eu li. Era uma cena de casamento.
– É mesmo? – Comentou com pouco interesse.
– Era uma cena muito bonita.
– Era só um mangá, completamente fora da realidade. – Cortou, dando fim à conversa.
Izaya chegou ao escritório e subiu as escadas com Mai ainda em seu colo, deixando-a em seu próprio quarto. Ao coloca-la na cama, ele até tentou tirar dela o motivo de tudo aquilo, mas foi um esforço inútil, ela se recusava a falar sobre. Desistindo de conseguir qualquer informação, simplesmente a largou no quarto e foi embora do escritório. Realmente tinha muito trabalho à fazer, e não podia se dar ao luxo de perder seu tempo com ela.
Já era noite, quando Izaya finalmente terminou seus serviços – algo que consistia em lidar com a Yakuza e extorquir empresários fraudulentos – e voltou para sua casa.
– Mai? – Chamou, olhando em volta do escuro recinto tomado pelo breu, que parecia do mesmo jeito que havia deixado quando saiu.
Seguindo a um ridículo instinto de preocupação, subiu para o segundo andar e foi até a porta do quarto da garota, não a achando lá dentro. Entrou no banheiro da suíte e também não a viu. Já estava ficando nervoso, quando se lembrou de seu próprio quarto. Recobrando a postura, foi até ele. Ao abrir a porta, pode rapidamente ver Mai sentada no meio de sua cama.
– Estava preocupado? – Perguntou com uma singela felicidade.
– Você não vale tanto.
– Que cruel...
Izaya deu de ombros e foi para frente de seu armário para trocar de roupa. Sem se importar com a presença de Mai, tirou sua camisa e calça, trocando-a por uma blusa de moletom cinza e shorts negros. Voltando para a cama, viu que a garota pressionava o travesseiro contra o próprio rosto. Cansado demais para fazer algum comentário, deitou-se na cama e se enfiou para debaixo das cobertas.
– Você já vai dormir? – Mai perguntou, apesar de mais parecer um pedido para que não o fizesse.
– Vou. – Deu as costas para ela.
– Mas... – Apertou o travesseiro que estava em seu colo. – Vamos conversar.
– Não. Vá dormir.
– Enquanto você estava trabalhando, eu fiquei lendo uns mangás que a Erika me emprestou. – Ignorou a ordem do outro. – Era um mangá que falava sobre casamento. Pareceu ser legal essa coisa de se casar. Eu não gostei muito do vestido, era grande e chamativo demais, mas aquela coisa que a noiva usava em cima da cabeça era bonita. – Riu de si mesma por não saber o nome do objeto a que se referira. – Você já pensou em se casar, Izaya?
– Não.
– Com ninguém? Não tem vontade de passar o resto da sua vida ao lado de alguém que realmente goste?
– Não, e agora vai dormir.
– Mas, Izaya... – Abraçou ainda mais o travesseiro. – Iria ser triste se você ficasse sozinho pelo resto da vida. Não tem ninguém? Nem mesmo uma garota com quem trabalha ou que você estudou junto? – Perguntou, sentindo-se levemente apreensiva.
– Isso é irritante. – Respondeu mal-humorado, ainda sem se virar. – Se você me ama como diz, é óbvio que não quer ouvir uma resposta. Perguntar algo não querendo saber a resposta é um ato ridículo.
– Eu só estava preocupada... – Disse com pesar. – Não gostaria que você se sentisse sozinho.
– É mesmo? – Indagou com ironia, enfim se virando. – Se é assim, por que não se usou como sugestão?
– Por que... – Ela abaixou o olhar e Izaya pode notar uma profunda tristeza tomando seus olhos azuis.
– Certo... – Com um suspiro, sentou-se na cama na direção de Mai.
A menina ainda olhava para baixo, quando sentiu algo leve caindo sobre sua cabeça, ombros e costas. Surpresa, levantou a cabeça e olhou para Izaya, no mesmo instante em que colocava a mão na própria cabeça.
– “A coisa que a noiva usa em cima da cabeça”, se chama véu. – Ele explicou, sorrindo de leve.
– Véu... – Repetiu. – Mas por que colocou isso em cima de mim?
– Você não disse que eu deveria arrumar uma noiva e me casar para não ficar sozinho? Pois bem, estou escolhendo uma agora.
– Ma-mas... – Sentiu seu rosto começar a esquentar.
– Não seja chata, Mai-chan. Aceite minha proposta e me deixe voltar a dormir.
– Espera... Ei, o que está fazendo?! – Exclamou quando o rapaz começou a se aproximar dela.
– Ora, não é óbvio? ~ – Riu. – Estou indo dar um beijo na minha noiva. Até coloquei um véu em você. ~
– E-espera... – Repetiu, colocando a mão no ombro do rapaz, para que não se aproximasse mais. – Desse jeito não.
– Que noiva exigente! – Fingiu indignação. – E como quer que seja?
Mai nada respondeu; com o rosto corado, se colocou sobre os joelhos e levou os lábios até a testa de Izaya.
– Assim. – Voltou para seu lugar, sem ter coragem de olhar nos olhos do outro.
– Mas não é assim que noivos se beijam.
– Eu sei, mas é que dá um pouco de vergonha. – Levantou a cabeça, sentindo seu coração palpitar ao ver o sorriso do rapaz; que pela primeira vez não possuía um ar malicioso ou zombeteiro. Era um sorriso terno.
– Você até que daria uma boa esposa, menos para cozinhar. – Riu, mas logo parou. – Agora não precisa mais ficar preocupada, certo? – Voltou a se deitar na cama, novamente de costas para Mai. Não demorou muitos segundos, para sentir um travesseiro sendo jogado em sua cabeça.
– A noiva tem que jogar o buquê. – Ela sorriu, quando Izaya se virou para olhar para ela.
– Lembrando que a noiva não recebe o buquê de volta. – Respondeu, jogando o travesseiro ao lado de sua cama.
Voltou para a mesma posição de costas para a garota, mas essa não parecia querer dar sossego á ele. Izaya sentiu um leve arrepio quando Mai se enfiou para debaixo das cobertas e o abraçou, afundando a cabeça em suas costas.
– Então vou deitar desse jeito.
– Faça como quiser. – Respondeu.
– Né, Izaya, é uma pena isso ser só uma brincadeirinha. Pois eu ia ficar muito feliz.
– ...
– Eu realmente amo você.
Era de manhã, quando Izaya acordou com uma estranha sensação agradável; sentia-se aquecido e confortável.
– Ohayoo. – Mai o cumprimentou ao seu lado em um tom baixo.
Esfregou os olhos, ainda embebedado pelo sono.
– Você dormiu bastante, sabia? – Ela sorriu. – Já passam das nove.
– Nove? – Olhou as horas em seu celular. – Droga, tenho que atender um cliente às dez. – Jogou sua coberta para o lado e seguiu para o banheiro.
Rapidamente fez suas higienes e trocou de roupa. Quando voltou para a cama para pegar seu celular, jogou um olhar desconfiado para Mai.
– Não vai à aula? – Perguntou, fazendo a garota olha-lo sem expressão e negar com a cabeça. – Não está se sentindo bem? – Tentou tirar algo dela, tentar saber o motivo de estar agindo tão estranho, mas a menina não deu espaços para isso.
– Eu vou ficar bem.
Murmurando, Izaya saiu do quarto e foi se preparar para mais um dia de trabalho. As horas foram se passando, junto com o horário do almoço, já havia atendido vários clientes, e a garota continuava trancada no quarto.
Mai estava agindo de forma muito estranha, mais do que o normal, concluiu. Nunca a via se alimentar ou beber algo. E desconfiava que também não estava dormindo direito todas as noites – naquela mesma, achando que ele estava dormindo, a garota se sentou na cama e ficou lendo mangás, até quase o amanhecer. E agora tinha isso! Ela não estava conseguindo se movimentar? O que era aquilo?
Droga! Por que ela não explicava nada para ele?! Estava sempre dizendo que o amava e que queria ficar sempre com ele. Se é assim, deveria parar de ficar escondendo as coisas. O pior de tudo é que não havia maneiras de tirar isso dela. Teria que conseguir isso por alguém. Ela conhecia muitas pessoas em Ikebukuro, mas pouco acreditava que iria revelar seus segredos para qualquer um. Não... Para ter alguma resposta, deveria achar alguém que fosse bom observador e estivesse familiarizado com coisas que não era desse mundo. Alguém que ela conhecia e havia convivido.
Sorriu satisfeito e se virou para seu computador. Precisar encontrar alguém.
Shinra ora olhava para sua lista de comprar, ora olhava para as prateleiras da loja de conveniência. Colocou em sua cesta o último item da lista e se dirigiu para o caixa, pagou rapidamente e saiu.
– Oláááá, Shinra! ~
O médico clandestino sobressaltou no lugar e olhou em volta, achando seu histérico amigo em pé do outro lado da rua, acenando para ele espalhafatosamente.
– Orihara-kun, quanto tempo. – Cumprimentou, depois que atravessou a rua para encontra-lo.
– Muito mesmo, não? Eu vejo mais a Celty do que você.
– Mas o que o traz aqui? – Olhou para os lados, Izaya nunca se encontrava com alguém sem um bom motivo.
– Só queria conversar com meu querido amigo. ~ – Colocou a mão no ombro de Shinra, puxando-o para que o acompanhasse em uma caminhada. – O que comprou? A Celty que é a mulher da casa e é você quem faz compras? – Riu.
Izaya guiou o médico pelas ruas de Ikebukuro, jogando conversa fora; falando de seu trabalho, perguntando sobre o dele e o de Celty, contando de como Shizuo quase o acertou com um poste uns dias atrás e, até, falando ocasionalmente de Mai.
– Então... – Izaya continuou, parando em um ponto de ônibus coberto e sentando em seu banco de metal. – Soube que Celty parou de procurar a cabeça dela.
– Ah. – Percebendo o caminho que a conversa ia tomar, sentou-se ao lado do outro no ponto vazio.
– Mas, sabe, isso é um pouco perigoso. Dizem que as coisas sempre aparecem quando deixamos de procura-las. – Não recebendo resposta, continuou: – Mas acho que você não devia se preocupar. Tenho certeza de que mesmo com a cabeça, ela não iria te abandonar. ~
– ... – Shinra estreitou os olhos, observando os carros passando na rua logo à frente.
– Você não parece satisfeito com essa possibilidade. – Observou. – Há algum motivo em especial, Shinra? – Sorriu como um felino.
O médico soltou um longo suspiro, sentando-se inclinado, com os braços apoiados nas pernas.
– Está planejando fazer algo com a Celty? – Perguntou cansado.
– Por mais incrível que pareça, não! ~ Tem minha palavra de informante. Queria apenas entender algumas coisas.
– Certo... – Soou um pouco insatisfeito. – Tem, sim, um outro motivo para eu não querer que a Celty ache a cabeça dela. – Adotou uma postura mais séria. – Eu tenho uma teoria acerca de seres que não pertencem a esse mundo. Eu acredito que eles não aparecem aqui por acaso. Muito pelo contrário, há sempre um motivo para a existência deles entre os humanos. Por exemplo, a Celty. Ela só está aqui, vivendo comigo e trabalhando como entregadora porque quer achar sua cabeça roubada. Mesmo que talvez esse não seja mais o seu desejo, tal fato está cravado dentro dela, como um inegável instinto.
– Entretanto, se apenas fosse isso, não teria motivos para se preocupar, certo? – Comentou.
– Isso... O problema é o que vai acontecer quando ela achar a cabeça. Se ela acha-la, não terá mais motivos para estar entre nós. E é justamente esse o grande problema. Caso a Celty entre em contato com sua cabeça, eu acredito que ela deixará de ser uma existência física e desaparecerá. Talvez seus verdadeiros instintos se aflorem e ela volte a ser a essência de seu mito e retorne para a Irlanda. Resumindo tudo isso, acredito que se a Celty realizar seu objetivo, ela desaparecerá do nosso mundo.
Depois que finalizou sua teoria, Shinra já estava se preparando para perguntar o motivo de tudo aquilo, mas não conseguiu realizar o ato, pois Izaya se levantou abruptamente do banco.
– Eu preciso ir, Shinra. – Seu tom era áspero.
– Ei, Orihara-kun, o que... – Izaya já havia se afastado, o médico podia sentir o rastro de raiva que seu amigo havia deixado. – ... Só agora você percebeu, Orihara-kun?
Seus passos eram duros, apertava os punhos e trincava os dentes. Izaya estava irritado, não, furioso.
Então era isso?!
Quando se encontrou com Mai pela primeira vez, ela disse que tinha uma missão muito importante para realizar. Por não estar interessado, nunca perguntou os detalhes, mas sabia que ela tinha que ajudar alguém e que ela só frequentava o Raira e vagava por Ikebukuro para achar alguém. Só que agora ela não estava mais andando pela cidade e não queria mais ir à escola. Isso só podia significar que ela havia conseguido realizar sua missão. E o que estava acontecendo com ela agora era o que Shinra havia lhe explicado. Ela estava deixando esse mundo. E se Mai não era humana, como disse, provavelmente todos aqueles estranhos sintomas significavam que ela estava perdendo as características que possuía para conviver entre os humanos. Não tinha a menor ideia do que ela era – e a garota se esforçava para manter isso em segredo –, mas com tudo o que o médico explicou, só podia concluir que sua existência estava se esvaindo.
Raiva.
Saber disso tudo, ter chegado a essa conclusão, nessa teoria tão surreal estava causando em Izaya uma terrível sensação. Um terrível sentimento de ódio o estava tomando.
Ela sabia que isso tudo ia acontecer. E, mesmo assim, continuava agindo daquela forma ridícula. Ela continuava brincando com ele. Mesmo sabendo que não ficaria com ele por muito tempo, Mai continuava a dizer e fazer todas aquelas coisas absurdas que perturbavam tanto seu interior! Ela estava se divertindo às suas custas, sem nem mesmo pensar nas consequências.
E era isso que o enfurecia tanto.
Como ela ousava brincar com Orihara Izaya?
Bruscamente Izaya abriu a porta do escritório, não vendo Mai no andar de baixo. Rangendo os dentes, se dirigiu para as escadas, mirando seu próprio quarto como destino. Com o que tinha e mente, somado ao seu estado de humor, era melhor que ela não estivesse lá.
Mas, infelizmente, Mai estava. E não tinha menor ideia do que a esperava.
Realmente não tinha.
Fim do capítulo 25.
Notas finais
Com relação ao final, não tenho nada a comentar, façam vocês suas teorias sobre o que vai acontecer no próximo capítulo. Hehe.
E, bem, uma parte dos mistérios sobre a Mai foi revelada. É isso que vai acontecer com ela, talvez não pelos motivos que a própria acredita ou o Izaya.
Não vou comentar muito mais, porque posso acabar dando spoiler sobre o final da fic, que está bem próximo. Todavia, saibam que ainda há algumas coisas muito importantes para acontecer.
Eu estou realmente empolgada com o final, que é quando revelo o que a Mai é.
Mas me contem, o que acharam da cena dos dois na cama? Ficou forçada? Estranha?
Uma coisinha á parte, para quem gosta de fics originais, eu estou começando uma:
https://www.fanfiction.com.br/historia/216812/Edificio_Montgomery_Foster
Estou escrevendo ela bem aos poucos (só tem o prólogo), mas quando Miracle e as outras coisinhas que estou planejando para ela terminarem, vou digita-la efetivamente.
Caso alguém ai goste mesmo de frequentar a sessão de originais, conheço uma autora que escreve maravilhosamente bem.
Novamente, lamento não poder responder ao reviews. Mesmo eu podendo entrar todos os dias, meu tempo é realmente reduzido. Fora que vou viajar quarta logo depois do almoço.
Perdoem-me. Dói muito não poder responder meus leitores, principalmente vocês que dão tanto apoio.
E, com relação ao desenho da Mai, no próximo capítulo eu mando o link. É que eu desenhei mais, então queria scannear tudo de uma vez e mostrar.
Hehe, mandem muuuuitos reviews e recomendações! Deixa a autora feliz!
Até o próximo capítulo!
(sinto que estou me esquecendo de falar algo)
(Bem vinda leitora nova!)
Fale com o autor