Miracle

17 Capítulo 17- Their problem


Notas iniciais
Olá!!!
então, devo desculpas pela demora. Na verdade, é porque eu viajei, e como fiquei tão empolgada na hora de postar o capitulo anterior, acabei esquecendo de avisar.
Me desculpe mesmo.
Bom, vou deixar pra falar do capitulo nas notas finais.

Miracle


Capitulo 17- O Problema Deles


–Afinal de contas, eu não sou nem humana...


Era por isso que não tinha sobrenome, família, memórias ou senso comum. Sua existência era tão complexa, que se tivesse que explicar a alguém o que era, não conseguiria. Ela tinha todas as características de um ser humano; seu coração batia, sentia sono, dor, fome e tristeza, porém ainda havia coisas que nela eram diferentes. Como por exemplo, a forma como surgiu. Sua memoria mais antiga é exatamente o momento que trombou com Izaya na esquina. Sim, se tivesse que definir um momento, seria aquele. Naquele momento, as únicas coisas pessoais que sabia era seu nome, sua missão e habilidade. Possuía conhecimentos básicos e gerais sobre as coisas, o suficiente para se virar, mas o senso comum e cultural que se aprende com experiências, não tinha nenhum.

No entanto, não era esse o problema principal. O fato de não ser humana não a incomodava de forma alguma. O problema era que não devia se apaixonar, em hipótese alguma. Caso isso acontecesse, só iria dificultar as coisas no final. Sim, foi essa a conclusão que chegou depois de analisar bem a sua situação. Infelizmente ou não, acabou se apaixonando por Izaya, e a sua única alternativa seria evitar que esse sentimento se aprofundasse ainda mais, ou fosse correspondido. Iria doer, iria esmagar seu coração e deixa-la sem ar, mas iria se afastar de Izaya. Sim, seja lá o que o moreno estivesse fazendo ali que tivesse haver com Mai, quando voltassem para o escritório, iria se afastar do informante, mesmo que isso significasse deixar Atsuki leva-lo para longe.


Tentou limpar as lágrimas que insistiam em cair e desceu para o andar de baixo, sem se dar ao trabalho de ler a mensagem que o informante lhe mandara. Seus olhos ainda estavam avermelhados, mas era melhor do que estarem molhados. Foi para o pátio e se aproximou de Izaya com a cabeça baixa.


–O que faz aqui? – Perguntou baixo.


–Eu quem deveria perguntar isso. ~ Ainda está em horário de aula, o que faz fora da escola? Matando aula, Mai-chan?


–Eu me senti mal, então saí mais cedo.


–Ah, certo. Pelo menos não vou ter que esperar tanto. – Comentou, guardando o celular no bolso.


–Esperar o que? – Levantou um pouco a cabeça curiosa.


–Esperar por você, lógico. ~ Como sou um homem generosíssimo, resolvi lhe dar um gracejo e busca-la na escola. – Riu. –Até eu me espanto com o tamanho da minha gentileza.


Mai apertou os punhos, segurando suas emoções. Droga, por que ele sempre fazia isso? Mesmo inconscientemente, Izaya a acolhia em seus piores momentos.


–Então, vamos? – O rapaz chamou.


A garota apenas acenou com a cabeça e começou a caminhar ao lado do homem por quem era apaixonada.


Mesmo tentando esconder, durante o trajeto para o escritório, Izaya já havia percebido os olhos velhos de Mai e a postura desanimada, sabia muito bem o que aquilo tudo significava. Porém segurou a forte vontade de perguntar o que havia acontecido, segurou a vontade de perguntar várias coisas a ela.

Enquanto caminhavam, virou a cabeça para olhar a colegial, que por coincidência, também o olhava. Por alguns segundos, os dois pararam de andar e ficaram apenas se escarando. Mai com seus olhos azuis, puros e inocentes e Izaya com os seus olhos vermelhos, frios e maliciosos. Eram completamente opostos, mas apenas naquela troca de olhares sentiram um estranho sentimento de ligação. A menina foi a primeira a se desviar com o rosto corado e voltar a andar, logo, Izaya fez o mesmo, ainda pensando em como aquele momento fora estranho.


Os dois chegaram ao escritório e a garota, sem dizer nada, subiu rapidamente para seu quarto, enquanto Izaya sentou em seu sofá negro. Menos de dez minutos haviam se passado desde a chegada, quando o celular do rapaz tocou.


–Olá, Tsuki-chan, como está? ~ — Cumprimentou.


–Muito bem. ~ — Parecia muito animada do outro lado da linha. –Hoje tenho a noite de folga. O que acha de darmos uma voltinha?


–Claro, sair com você é sempre um prazer. ~ — Respondeu, ainda muito desconfiado com o tom da outra. Aquela animação não era normal, ela havia aprontado algo, ou estava aprontando.


Juntos, combinaram a data e o local. Depois de desligar, Izaya voltou a relaxar no sofá; pelos seus cálculos, se deixasse seu escritório daqui a meia hora, iria chegar no horário certo ao local de encontro. Ficou passando os canais da T.V aleatoriamente, até ouvir os passos de Mai descendo as escadas.


–Onde vai? – Perguntou quando ela se aproximou. –Será que vai se encontrar de novo com o Kyosuke-kun? Ahh, se continuar assim, vou ficar com ciúmes. ~


A garota nada respondeu, porém o informante havia lhe lembrado de algo importante. No dia em que havia sido atacada pelo Retalhador, momentos antes, estava com seu amigo, mas ao ver Izaya com a Atsuki, o havia deixado para trás sem dizer nada. Depois disso, não havia visto-o mais. Devia uma explicação ao garoto sobre todo o acontecimento e um pedido de desculpas. Infelizmente teria que deixar isso para amanhã na escola, pois não sabia nem o endereço ou telefone celular do colega.


–Só vou andar por aí um pouco. – Respondeu. –Tentarei não me meter em confusão. – Foi a última coisa que disse, antes de deixar o recinto.


Saiu do escritório e seguiu para Ikebukuro. Ficou andando pela cidade completamente sem rumo por mais de uma hora, apenas evitava se encontrar com pessoas conhecidas, em particular, Celty, que provavelmente iria querer uma explicação. Seus perdidos passos acabaram guiando-a até uma conhecida praça com brancos e uma bela fonte no centro. Pensou em se sentar perto do enfeite, porém viu uma figura conhecida, que a fez relutar. Bem perto de onde pretendia sentar, estava seu amigo Kyosuke. Realmente não queria se encontrar com ninguém, no entanto, devia desculpas ao seu amigo.


–Ky-Kyosuke... – Chamou, parando ao lado do garoto.


–Que bom que veio, Mai. – Levantou a cabeça, sorrindo.


Por alguns segundos estranhou tanto a frase quanto o comportamento do outro. Será que não estava surpreso? Ou será que os moradores daquela estranha cidade já estavam acostumados com o fato de que misteriosamente as pessoas em Ikebukuro pareciam sempre se encontrar? Porém, resolveu ignorar aquela inquietação. Queria logo acabar com aquilo tudo.


–Sabe, Kyosuke, eu vim aqui para me desculpar pelo que aconteceu naquele dia. – Começou, abaixando a cabeça. –Você foi realmente gentil me acompanhando pela cidade, porém eu acabei saindo correndo sem nenhuma explicação... – Então se seguiu uma explicação sobre os acontecimentos daquele terrível dia. Tentou deixar seus relatos o mais simples, curto e normal possível, ocultando nomes e outros fatores. Por fim, inclinou o tronco, tentando imitar o movimento que as pessoas dali faziam para se redimir, e pediu desculpas.


–Tudo bem. – O colega disse, fazendo Mai levantar a cabeça e olha-lo; vendo que também abaixava a cabeça e apertava os punhos que descansavam em cima de seus joelhos. –Izaya-san... É sempre ele. Por que gosta tanto desse cara? – Levantou a cabeça, um tanto repentinamente, assustando a que estava em pé á sua frente. –Eu não entendo... Por que logo ele?


–Kyosuke...


–Ele não vale a pena! Não te trata bem e ainda fica andando por ai com outra mulher. – Levantou-se, ficando cara-a-cara com Mai. –Ele não se importa com você. O Izaya-san vai acabar te magoando. Não, pior, vai usar seus sentimentos e depois descarta-los, como faz com todo mundo.


–Por favor, eu não quero... – Não queria falar sobre o assunto, era um tanto desconfortável.


–Não vale a pena. – Interrompeu-a. -O Izaya-san não vale a pena, Mai. Para de focar-se sempre nele e veja quem está ao seu lado. Eu estou ao seu lado e me preocupo com você.


Mai arregalou um pouco os olhos. Onde toda aquela conversa iria chegar?


–Se me der uma chance, prometo que não vai se arrepender. – Colocou as mãos nos ombros da garota. –Já tem um bom tempo que eu queria lhe dizer isso... –Repentinamente puxou-a para um abraço. –Mai, eu...


–Como é bom ser jovem. ~ — Os dois colegiais ouviram, fazendo-os se afastarem.


Mai virou um pouco a cabeça e arregalou os olhos com o que viu; A voz era de Mizawa Atsuki, que estava agarrada ao braço de Izaya. Não havia reconhecido a voz de primeira, pois a mulher usara um tom totalmente diferente de seu costumeiro. Parecia uma adolescente, tanto no tom quanto na forma como segurava o braço de sua companhia, fazendo-a lembrar-se de sua colega de classe, Mika Harima com o irmão de Namie. E Izaya... A expressão no rosto do rapaz a fazia querer chorar e implorar que não entendesse errado; o informante a olhava intensamente, demostrando raiva e irritação pelos seus rubros olhos.


–Não precisa me agradecer, Mai-chan. – Falou Atsuki. –Passei seu recado ao Kyosuke-kun sobre você querer encontra-lo. Espero que as coisas entre vocês melhorem e progridam, certo? – Piscou para os dois. –Não acha, Izaya?


–Ah, claro. ~ — Sua expressão mudou totalmente para um olhar malicioso e maldoso. –É muito bom saber que a Mai-chan arranjou alguém. Assim poderei passar o tempo que eu quiser com a Tsuki-chan sem me preocupar. Já que agora estamos realmente saindo juntos.


–Então não vamos atrapalha-los. ~ — Atsuki falou, puxando Izaya para se afastar dos adolescentes.


As palavras do informante, a forma como ele as proferiu e a situação em que se encontrava, fizeram um corte profundo no coração de Mai. Tentou com todas as forças fazer a si própria acreditar que tudo aquilo que estava lhe acontecendo era bom, que iria facilitar as coisas no final, mas mesmo assim a dor não sumia. Por fim, abaixou a cabeça, deixando a franja cair sobre seus olhos.


–Kyosuke. – Chamou. –Eu sinto muito, mas não posso retribuir seus sentimentos. –Seu tom era realmente sério. –Entenda. Mesmo que você tentasse, mesmo que eu até chegasse a partilhar os mesmo sentimentos, nunca poderia consuma-los... Nem os seus, nem os de ninguém.


–O que isso tudo quer dizer?


Mai levantou a cabeça, olhando para o outro duramente.


–De agora em diante, nunca mais fale comigo. Na verdade, é melhor se esquecer de mim. Faça esse favor a você mesmo e a mim.


Não chegou a ouvir os protestos do seu ex-amigo, pois se afastou antes que qualquer coisa fosse dita. Aquelas palavras foram duras, mas eram necessárias. Só assim o garoto conseguiria se afastar de Mai o suficiente para não se ferir ainda mais.

Caminhou pelas ruas até chegar ao escritório de Izaya. Antes de adentrar no prédio, parou na calçada e olhou para cima, mirando a grande vidraça que mostrava a mesa do informante.

As coisas entre ela e Izaya andavam bem complicadas. Provavelmente, a partir daquele momento, a convivência iria ficar ainda mais difícil. Para ser sincera, desde que conhecera o rapaz, a convivência com ele sempre fora complicada e turbulenta, claro que por variados motivos. Acreditava que o único momento calmo que teve com o moreno foi quando o mesmo a buscou na casa de Celty. Sim, aquele dia ficaria guardado em seu coração. O informante a havia tratado tão bem, havia se preocupado e demonstrado, até, um pouco de carinho. Aquele sentimento de proximidade, o fato de ter estado tão perto de Izaya, havia sido realmente bom e reconfortante. Queria muito ter outra chance de sentir aquilo novamente... No entanto, não seria possível.

Suspirou diante da triste perspectiva. Olhou para os lados e adentou no prédio. Já dentro do recinto, foi até o sofá e sentou-se. Não estava cansada, seu corpo estava bem; era a sua mente que a deixava exausta. Esticou-se até a mesa de centro e pegou o controle da T.V, passando os canais até achar algo que lhe agradasse.


Não sabia quanto tempo havia se passado, mas só foi se distrair do programa que assistia, ao ouvir o barulho da porta se abrindo. Olhou pelo canto do olho para a porta e viu que era Izaya chegando. Sentiu-se nervosa no mesmo instante, a presença do informante mexia com ela de uma forma que não sabia explicar.

O rapaz cruzou o cômodo, sem nem mesmo olhar para Mai, que ficou o tempo todo a observa-lo discretamente. Arregalou os olhos ao notar que o rapaz andava com ligeira dificuldade, quase mancando, e segurava a lateral do abdômen. Izaya terminou de subir as escadas e seguiu para o seu quarto, fechando a porta e trancando, deixando Mai no andar de baixo com um amargo gosto de preocupação na boca.



Com muita dificuldade, Izaya tirou sua blusa preta e, sem eguida, virou-se para o grande espelho de sua suíte, analisando os vários cortes e roxos espalhados pelo seu tronco. Estalou a língua, irritado. Aquilo tudo foi culpa do pequeno encontro que tivera com Mai e Kyosuke. Já desconfiava que Atsuki manipulara tudo, tanto o encontro entre os dois colegiais, quanto o dos quatro. No entanto, a forma como os dois adolescentes estavam – tão próximos, o deixou extremamente irritado. Não era suposto Mai ter sentimentos por ele? Então por que estava deixando Kyosuke se aproximar tanto?! Ela não devia deixar ninguém se aproximar daquele jeito, fora o ele próprio. Havia ficado tão irritado que soltou palavras venenosas para Mai, mesmo aquilo não sendo verdade. E, mesmo depois de ter se afastado com Atsuki, continuou a remoer aquilo em seu peito até se despedir da mulher. E estava tão distraído enquanto andava sozinho, que não percebeu uma placa de trânsito vindo em sua direção, resultando em parte daqueles ferimentos. O resto conseguiu durante a perseguição que normalmente tinha com Shizu-chan.

Tirou o resto de sua roupa e seguiu para o Box, evitando tomar banho de banheira, pois seus ferimentos iriam arder muito. Enfiou-se de baixo do jato d’agua e deixou a água cair sobre o seu corpo, relaxando os músculos aos poucos. Começou a se lavar, percebendo amargamente que teria que pedir a ajuda de Mai para cuidar de seus ferimentos, visto que não alcançava alguns que estavam em suas costas. Seria humilhante ter que pedir a ajuda dela depois da situação desagradável por qual passaram. No entanto, talvez conseguisse mudar o ângulo da situação de forma que ficasse mais favorável para o próprio. Sorriu maliciosamente, ao pensar na forma como faria isso.

Deixou uma última água levar o resto da espuma em seu corpo e saiu para o quarto. Secou-se e colocou apenas uma calça de moletom preta, deixando a toalha caída em volta do pescoço. Assim que terminou, seguiu até sua porta, surpreendendo-se ao ver Mai recostada sobre a grade que mostrava o andar de baixo.


–Você... – Começou, porém arregalou os olhos ao ver os ferimentos espalhados pelo tronco de Izaya. –O que houve? – Não queria, mas acabou deixando um pouco de desespero transparecer pelo seu tom de voz.


–Preocupada? ~ — Riu, fazendo a outra corar.


–É que... Quando você chegou, parecei estar sentindo muita dor... E sentir dor, sem ter alguém para ajudar, é realmente terrível. – Abaixou a cabeça.


–Hm~, então, se diz isso, deve estar disposta a me ajudar, certo?


–O que? – Não teve tempo de questionar mais nada, Izaya já havia ido até ela, arrastando-a para dentro do quarto e trancado a porta.


–Preciso passar uma pomada nos meus ferimentos. – Começou, abaixando-se e pegando de baixo da cama o mesmo Kit de primeiros socorros que usara em Mai. –E será você, Mai-chan, quem fará isso. –Sentou-se na cama, arrastando-se até o meio e abrindo um pouco as pernas, deixando um pequeno espaço entre elas, onde bateu a mão. –Rápido, meus ferimentos estão doendo. ~


–Se-sério? – Engoliu seco. Aquilo não fazia parte de seus planos. Havia subido apenas para se certificar se os ferimentos do outro não eram tão graves. Voltou a olhar para a porta e depois para o criado mudo onde estava a chave, pensando se era possível escapar daquela situação. No entanto, Izaya estava ferido e havia lhe feito um pedido. Mesmo constrangida, de certa forma, não conseguiria negar-lhe, considerando o estado do rapaz e seus próprios sentimentos.


–Apresse-se, Mai-chan. ~ — Chamou maliciosamente.


Com passos vacilantes, a garota se aproximou da cama. Ainda insegura, arrastou-se até o espaço entre as pernas de Izaya e sentou-se por cima das próprias. Aquela era, de fato, uma situação constrangedora, tudo o que ela menos precisava.


–O-o que eu preciso fazer? – Perguntou, evitando contato visual.


–Preciso que passe essa pomada em cima dos ferimentos e massageie. – Recomendou, entregando-a um tubo verde.


A garota pegou o tubo das mãos do outro e espremeu-o, deixando que um líquido verde claro e viscoso saísse em sua mão e, respirando bem fundo, levou-a até o peitoral de Izaya. No inicio ficou meio perdida, quase não chegando a tocar na pelo do outro para passar o medicamento, tomada pela vergonha. Até que sobressaltou no lugar, ao sentir o informante inclinando sobre seu corpo e chegando os lábios perto de seu ouvido.


–Não precisa ter vergonha, pode me tocar. – Sussurrou no ouvido da inocente garota, fazendo-a arrepiar.


Suas emoções estavam saindo de seu controle, e aquilo era tudo culpa de Izaya! Tinha quase certeza que seu rosto estava completamente corado, sentia as mãos tremendo, coração palpitando e respiração descompassada. Fora que sentia seu corpo esquentar, como se quisesse deixar-se relaxar e cair nos braços daquele homem. Era estranho, mas queria abraça-lo e que ele fizesse o mesmo com ela.


Não, não, não! Não devia sentir isso, mas seu coração parecia gritar por Izaya.



–Acabei... – Suspirou aliviada ao terminar de cobrir os ferimentos com a tal pomada. Já estava indo sair daquela constrangedora posição, quando sentiu as mãos do informante segurando-a para que não saísse do lugar, fazendo-a assustar. –O que está fazendo? – Suplicou num tom agudo.



Izaya não a respondeu, apenas se inclinou mais para que descansasse a cabeça no ombro de Mai, deixando suas respiração quente bater no pescoço da garota, ainda segurando-a. Tudo aquilo estava frustrando o informante. Não era verdade que Mai o amava? Então por que ela não fazia nada? Estava, praticamente, assediando-a, mas ela não reagia da maneira que desejava, mantendo-se apenas retraída. Por que ela não fazia nada? Por que não se declarava ou cedia às suas ações? Isso estava irritando-o, pois achava que pudesse estar errado sobre os sentimentos dela, e isso lhe causava uma estranha sensação de incomodo dentro de si.

Talvez fosse um movimento desesperado, mas afastou o rosto do ombro da garota e tirou umas das mãos que a segurava, levando-a até o rosto da mesma, fazendo Mai encara-lo.


–Qual o seu problema? – Perguntou, antes de começar a aproximar seus rostos.


–Você. – Sua resposta foi simples, curta e fria, assim como o movimento que fez para impedir o ato, colocando a mão na face de Izaya, impedindo-o que se aproximasse.


Nenhum dos dois disse mais nada, e Mai apenas se desvencilhou dos braços do outro e foi até o criado pegar a chave e deixar a pomada.


–Não vou poder cuidar dos seus ferimentos, peça a Namie que o ajude ou, quem sabe, a Atsuki. – Foi a última coisa que disse antes de ir até a porta e sair.


Fim do capitulo 17.



Notas finais
O que acharam?
Bom, vocês leitores que comentaram pela primeira ver... Sintam-se Stalkeados ~
Com relação ao capitulo, eu cheguei na parte que queria. Agora, a historia está caminhando para o clímax. Esse é, basicamente, o ponto em que eu queria chegar, para começar a caminhar para o final.
Não sei quantos capítulos ainda vão ter, mas ainda tem muitas coisinhas que devem acontecer.
Mas para que não se sintam tristes, tenho varias coisas preparadas para depois do final, huhu.
Ah, sim, eu não disse o que a Mai é... Isso ainda será revelado.
Ainn, eu queria muito agradecer os comentários. Fiquei muito feliz mesmo!