Minions - 1945
1 Prólogo
Notas iniciais
Era uma fria manhã, como todas as outras típicas manhãs alemãs: O céu coberto por nuvens cinzentas, o tímido sol se escondendo e uma brisa fria e leve.
- Hoje vai ser um belo dia! – Hitler apreciava sorridente toda Berlim da janela de seu quarto aconchegante. O füher havia despertado de seu sono ditatorial a poucos minutos.
- Füher! – exclamou uma fina voz. A porta fora aberta e uma pequena criatura amarelada, vestida com um macacão azul adentrou o cômodo; o grande líder encarou o pequeno ser amarelo.
- Bom dia, Herr Minion! – Saudou simpático. O pequeno minion trazia consigo uma salva recheada de iguarias matinais.
- O que seria de mim sem vocês... – Completou Hitler, apanhando a bandeja e sentando-se em sua cama. O servo fez a tradicional reverência e retirou-se. Os olhos do grande líder brilhavam ao encarar todos aqueles deliciosos quitutes, preparados especialmente para ele. Hitler sentia orgulho, pois todos os legumes, frutas e verduras provinham de sua saudosa terra. Tudo era plantado ali mesmo, em belíssimas e bem cuidadas plantações. Os queijos e derivados do leite vinham de robustas vacas bem alimentadas, todas tradicionalmente alemãs.
Quando o füher abocanhou o primeiro pedaço de um delicioso bolo de chocolate, sua garganta secou de imediato e um horrível gosto amargo infectou sua boca. O homem disparou a cuspir tudo o que comera no chão e apanhou uma taça com suco para beber. Do mesmo modo, ele regurgitou novamente. O suco tinha um gosto salgado e ácido; Com os olhos recheados de lágrimas, o grande líder colocou-se em pé e caminhou até o banheiro, para lavar a boca. Quando adentrou o ambiente, havia um lobo bebendo água do vaso sanitário. A criatura vestia-se com as roupas do füher e tinha um bigode semelhante. Hitler exclamou um gemido – demasiado feminino – e retirou-se imediatamente, fechando a porta as suas costas. Seu coração palpitava em desespero e pânico. Em sua boca perpetuava o gosto amargo das terras alemãs. Que diabo aconteceu aqui?! Pensava.
- MINIONS! – rugiu o homem, batendo com o pé no assoalho. Em alguns segundos, três pequenos servos adentraram o quarto, em fila; Estavam todos sujos de terra e grama.
- O que me serviram no café da manhã?! Por que ele era feito de terra?! – vociferou. O primeiro minion deu uma pequena cotovelada em seu parceiro para que ele se explicasse, mas o mesmo não o fez. O terceiro Minion apontou para um aviso na parede.
“Alemanhã: Onde a terra é deleitosa e a grama é suave”
- Nein! Nein! Nein! – o líder se debatia furioso. Os minions tremiam amedrontados – não é porque minha terra é boa para o plantio que eu irei comê-la! Aquilo não deve ser interpretado literalmente! E por que raios tem um lobo no meu banheiro?!
- Hund! – brandiu um dos minions. Os olhos de Hitler viraram bolas de fogo raivosas.
- Aquilo não é um cachorro! – vociferou. Um dos servos apontou para um outro quadro na parede:
“O lobo líder da matilha”
O corpo de Hitler fumegou em ódio e sua mente pareceu explodir. Os minions se esconderam atrás de uma poltrona.
- NÃO INTERPRETEM NADA AO PÉ DA LETRA!!! EU NÃO SOU UM LOBO E NEM QUERO TER UM LOBO VESTIDO COMO EU NO BANHEIRO!!!
- Wolf! – exclamou um dos minions, gesticulando desesperadamente. Hitler ardia em ódio e o ignorou.
- Hund! – exclamou o outro.
- Lobo! – exclamou o terceiro. Hitler apenas ignorou e continuou gritando. Em alguns segundos, ele ouviu um estalo destrancando a porta. Sua espinha congelou. A porta rangeu lentamente. Os minions estavam amontoados no canto do cômodo. Em seus olhos redondos, refletia-se a imagem de um grandioso lobo selvagem vestido com as roupas de Hitler.
- Oh Scheiße! – colocou Hitler antes de se virar e ver a fera saltando em sua direção.
Fale com o autor