(Mini Fic) Destinos Cruzados
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Violetta acordou. E se vestiu. Tomou uma ducha rápida e colocou um vestido branco, calçou sandálias e passou uma colônia no vão dos seios. Olhou-se no espelho. Sua cicatriz já estava bem suave escondida na franja que ela usava lateralmente. Passou a escova nos cabelos e sentiu o galo ainda estava dolorido. Pegou seu kit de maquiagem e passou só lápis preto e batom suave.
O dia passou rapidamente. Sabia que Leon havia saído para trabalhar então colocou um biquíni e passou o dia na piscina.
A noitinha o viu chegar. Ele a cumprimentou friamente e foi para o quarto. Na hora do jantar seu lugar estava vazio. Então Violetta comeu sozinha com um sentimento de perda. Ela na verdade, inexplicavelmente sentia a falta dele.
Violetta deitou-se cedo e logo adormeceu.
Viu-se num carro ao lado de alguém que tinha o rosto embaçado, sabia que ele estava lhe sorrindo. Uma luz ofuscou- lhe os olhos e ela sabia que se tratava de um carro que invadia a pista em direção a eles, viu o carro se aproximando...o carro ia bater.
Violetta gritou. Sentou-se confusa e olhou para o quarto escuro e percebeu que era um pesadelo. Seus olhos se encheram de lágrimas.
Imediatamente a porta se abriu e ela viu Leon em pé só com a calça do pijama, seus cabelos estavam despenteados ele a olhava com preocupação. O viu se aproximar e se sentar ao lado dela. Seu olhar era intenso.
— Você está bem?
Violetta o abraçou e disse abafado com o rosto no peito dele.
— Eu tive um pesadelo. Eu vi o nosso acidente.
Leon estremeceu e levantou o queixo dela e enxugou lhe as lágrimas. Ela o olhou demoradamente. Passou os olhos no rosto dele, sem perder qualquer detalhe. A mão dela parecia ter vida própria e se viu passando a mão pelo cabelo dele. Sentiu-lhe a resistência, ele ficou tenso, parecia que ele estava travando uma batalha interior.
Com um gemido a puxou para si. Seus lábios se uniram num beijo impetuoso. Ela experimentou essa sensação nova de ser consumida pela paixão. Será que sempre foi assim com eles? Ela colocou uma das mãos no peito de Leon e viu que seu coração batia descompassado como o dela.
Há quanto tempo o conhecia? Entretanto, ali estava ele, virando seu mundo de cabeça para baixo, mostrando-lhe outro lado da vida, do qual ela nunca imaginou.
A boca dele desceu para o pescoço dela e ela lhe sussurrou o nome.
Leon na hora retesou o corpo e tirando as mãos a afastou de si. Ele a olhava estranhamente. E suas palavras lhe foram mais estranhas.
— Desculpe Violetta, mas eu não posso me envolver com você.
Ela o encarou. Por um instante suspeitou que ele a advertia contra alguma coisa. Mas o quê? Ela própria? Dele mesmo?
E antes que ela pudesse impedir, ele já saía apressadamente do quarto. Ela ficou inerte olhando a porta com os olhos vidrados.
Então se viu envolvida por pensamentos sombrios: Afinal eles não se conheciam antes do acidente? Por que ele não podia agora se envolver? Será que ele havia terminado com ela na noite do acidente e por isso ele a tratava friamente? Será que ele se sentia responsável pelo acidente? Lembrou-se que lhe disseram. Um motorista bêbado que bateu neles. Então essa possibilidade estava descartada. Então por que ele a trouxe? Piedade então?
Não conseguia entender Leon. Sabia que ele era um homem sozinho. Por que ele se fechava em si mesmo?
Olhou o relógio que marcava sete horas da manhã. Era muito cedo para se levantar.
Ficou na cama até nove horas evitando se encontrar com Leon. Quando teve a certeza que ele havia saído para trabalhar se levantou. Encheu a banheira e ficou lá imersa na água e em pensamentos. Resolveu conversar com ele depois do jantar. Tinha muitas coisas que a incomodavam e precisava saber.
O dia demorou-se a passar. Violetta não via a hora de ver Leon, tinha tantas coisas para lhe perguntar.
Quando deu quase o horário dele chegar ela se dirigiu para o quarto e colocou um vestido preto, fez uma maquiagem leve e penteou os cabelos de forma que caíssem harmoniosamente no seu rosto.
Foi até a cozinha e viu Olga.
— Onde está Leon?
— Menina deixe Leon em paz. Ele não vai jantar. E me disse que não quer ser incomodado. Vou servir o jantar daqui à uma hora. Por que não vai à saleta e assiste um pouco de televisão ou vai até a biblioteca e procure um livro que te agrade.
Violetta não se intimidou com suas palavras e resoluta saiu da cozinha e se dirigiu ao quarto de Leon. Ele agia de uma maneira tão estranha com ela. Onde ele se encaixava na história dela? Por que ele fugiu da paixão que os arrebatou?
No corredor percebeu a luz acesa em baixo de uma porta. Deve ser esse o quarto dele!
Ela abriu a porta e o viu. Ele estava estirado sobre a colcha, sem camisa, porém ainda com a calça do terno e meias, Leon estava quase cochilando quando pressentiu a presença de alguém mais no quarto.
Atônito, Leon balançou a cabeça quando a viu e sentou-se.
Violetta passou os olhos rapidamente pelo seu quarto. E viu que era um quarto bem masculino, a decoração era bem simples. Carpete cinza, a cama coberta por uma colcha preta e branca e cortinas brancas.
—Violetta o que você quer comigo? Eu estou com dor de cabeça. Não poderíamos deixar para amanhã o que você tem o que me dizer.
Violetta viu-lhe a expressão cansada.
Hesitante avançou para a cama dele e sentou-se ao seu lado.
— Leon como você pode ser tão insensível! Você sabe que eu só tenho você. È horrível acordar sem conhecer a si mesma. Foi assim que você me encontrou. Sem passado, sem futuro... Você fez parte de meu passado e tem feito parte do meu presente e eu gostaria muito que você fizesse parte do meu futuro também. O pouco que te conheço, já me fez desejar-te conhecer mais. —Ela o olhou triste. —Gostaria pelo menos ser sua amiga!
Os lábios de Leon se comprimiram e o maxilar se contraiu em reação à declaração dela. Leon a olhou com amargura. Uma amargura tão grande que Violetta ficou sem entender. Ele teve uma reação totalmente contrária ao que ela esperava.
A plaquetinha no peito dele brilhava pelo reflexo da luz e chamou-lhe a atenção. Ela levou as mãos para ela para lê-la e ele imediatamente segurou-lhe as mãos.
Seu olhar era frio.
— Já disse tudo o que você queria dizer?
Ela por um momento ficou sem fala e seu coração foi tomado pela dor da rejeição, o olhou com os olhos úmidos.
— Já. —Disse abaixando a cabeça.
— Então me deixe Violetta. Por favor. Eu estou com alguns problemas, e preciso descansar. Agora e não posso falar com você. Eu aceito sua amizade e vou fazer o possível para sermos amigos. Mas por enquanto me deixe ficar sozinho.
Violetta o olhou tentando entende-lo por um momento e sem argumentar qualquer coisa, saiu do quarto. Meu Deus será que um dia ia compreendê-lo? Por que essa amargura?
Afastou os pensamentos tristes e foi até a cozinha e pediu para Olga servi o jantar lá mesmo. Olga lhe fez companhia. Ela se sentiu melhor, pois Olga era muito animada e elas falaram sobre diversos assuntos, entre eles a dificuldade de estar com amnésia. O mistério do cérebro. Olga lhe contou sobre sua infância, como conheceu André. Violetta era todo ouvido.
Notas finais
Bjs e até o Prox cap e eu vou postar a fic agora só de 5 em 5 dias ok?
Pq eu tenho varias outras para atualizar. Mais comentem o que acharam e logo logo Leonetta ficara juntos bjs....
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