Mini Creepy Doctor
26 Os motivos dela
Ela estava assustada.
Graças aquele maluco do Chapéu de Palha e sua tripulação igualmente doente da cabeça tudo havia ido por agua abaixo.
Afinal de contas, quem em sã consciência ataque um Tenryuubito e mantem a família do mesmo como refém?
Ela sabia no momento que ouviu as sirenes que todos eles estavam ferrados.
No fim tudo deu relativamente certo, mas ela ficou sabendo que o bando do Chapéu de Palha havia sido completamente derrotado — bem feito para eles e que isso sirva de exemplo para aqueles outros idiotas.
Mas ela foi surpreendida ao ver o Chapéu de Palha na transição da execução de Ace do Punho do Fogo, Comandante da 2ª Divisão do Yonkou Barba Branca — e todos os demais estavam em choque com o que estava acontecendo, aquilo parecia um sonho ou talvez um pesadelo, mas todos eles viram Ace e Barba Branca serem mortos.
E se aquilo já tinha sido muito Trafalgar Law, o Cirurgião da Morte, conhecido por sua crueldade e frieza — e que dizem as más línguas não podia ser tocado por ordens de Dom-quixote Doflamingo — foi para lá, no meio da guerra, salvar ninguém menos que Luffy do Chapéu de Palha.
Aqueles dois mal se conheciam, não tinham nada em comum — porque se arriscar tanto por alguém que você sequer conhece?
Não fazia sentido, mas para ela era claro que Luffy estava vivo graças aquelas pessoas, ele estava vivo graças a Trafalgar.·.
Em sua ignorância ela achou que tudo tivesse acabado, que ela continuaria navegando, aumentaria suas forças e influencia e então se aproximaria da Yonkou Big Mom — desde que criança era queria aquele império de doces para ela.
Mas o espaço deixado por Barba Branca causou um tumulto no mundo.
E quando ela percebeu ela estava frente a frente com Barba Negra.
Ela sabia que ele queria mais do que seu poder, era visível no rosto e nos olhos dele. Ela estava no mar, em meio a bandidos e piratas há bastante tempo — ela conhecia os sinais, ela percebia as intenções.
E por isso ela lutou com todas as forças, mesmo sabendo que não havia chances de ganhar contra um ex-Shichibukai com duas akumas no mi. Ela sabia dos riscos quando era entrou na Grand Line, mas mesmo assim ela não estava preparada para presenciar sua tripulação ser aniquilada — naquele momento, totalmente sem esperanças e já esperando o pior ela entendeu o que o Chapéu de Palha havia sentido, o desespero ao se perceber impotente perante o inimigo.
Aquela foi a primeira e única vez que ela se viu grata com a chegada da Marinha.
Porém sua gratidão não durou mais que alguns minutos.
"Por mim, eu matava você e qualquer um que sobreviveu. Mas eu tenho ordens para leva-la viva, tem gente muito importante a sua procura mocinha."
Ela não escondeu o seu ódio para com o Almirante, ela não hesitou em tentar morde-lo ou chuta-lo nas bolas enquanto ele a arrastava para o navio e ela também não escondeu as lágrimas quando ele mandou matar os seus tripulantes que lutaram bravamente ao lado dela.
Eles a limparam e a vestiram com as melhores roupas — ela não podia se apresentar imunda e mal vestida foi o que lhe disseram.
E lá estava ela de frente com as cinco estrelas anciãs, o homens que ditavam as regras, que mandavam nas mais altas patentes da Marinha.
Após aquela reunião, ela fugiu.
E foi assim que ela passou os últimos dois anos, se escondendo e fugindo constantemente.
Porém quando ela viu no jornal a volta dos Chapéus de Palha e alguns meses depois a aliança entre eles e Trafalgar Law, ela soube que tinha que agir. Porém aqueles malucos foram e derrubaram ninguém menos que Doflamingo e o mundo começou a ruir por causa disso e ela novamente teve de se esconder.
Se aproximar dos dois se tornou algo perigoso, eles tinham ninguém menos que Kaido no encalço deles, porém eles tinham ao mesmo tempo um suposta proteção de BigMom. Literalmente estar ao lado deles significava ficar em um sanduiche onde uma banda tinham um monstro pronto para esmagar e na outra um monstro pronto para te comer.
Mas a vida as vezes é graciosa e oferece chances e foi em uma dessas chances que ela se aproximou de Trafalgar, ainda em choque por ter sido jogado longe por Luffy. Infelizmente ela não conseguiu fazer o que ela queria, mas ela havia obtido sucesso em fazê-lo voltar a uma idade na qual ela tinha certeza que o que ele sabia iria vir a tona querendo ele ou não.
Como ela sabia?
Bem os velhotes haviam dito para ela.
"Existem três poderes nesse mundo que nos é muito valioso." O velho da espada disse.
"Quase tivemos um deles em nossas mãos, porém... Donquixote Doflamingo conseguiu por as mãos em dois desses poderes e os mantem sob total vigia e controle."
Ela cerrou os olhos e chegou a cogitar a hipótese de tapar os ouvidos — Por que estavam contando isso a ela?
O homem alto, forte e loiro falou algo que deixou tudo claro para ela.
"Três akumas no mi extremamente poderosas, mas não tão uteis como a sua."
Então era ela que eles queriam... Desgraçados.
"Doflamingo possui a Chiyu Chiyu no Mi e a Ope Ope no Mi. Cura e Imortalidade entende o enorme poder que ele tem em mãos. O porquê dele não ser tão derrotado, mesmo não participando diretamente de combates? Por mais que os homens deles caiam em batalha, eles logo são curados e voltam a lutar."
"O que eu tenho a ver com isso?"
"Ambas possuem limitações. A cura é temporária e a Imortalidade só pode ser dada a uma pessoa. Mas você pode manter não só a si mesma como também várias pessoas jovens enquanto você viver."
Eles falaram e falaram, mas tudo o que ela ouviu foi que se dependesse deles ela ficaria ali, presa e eternamente impedindo o velhice e morte deles. Tudo em troca de conforto e tranquilidade de acordo com eles.
Porém, sempre havia um, porém, havia os outros dois.
De acordo com velhos somente se manter jovem não lhe salva de morte matada e nem de doenças, mas a cura instantânea sim. E Doflamingo possuía isso.
Quanto ao outro poder, bem esse tinha que ser eliminado ou trancafiado em um local seguro e inacessível. De acordo com os velhos a imortalidade tinha que ser concedida pelo usuário, ou seja, se ele ou ela não quisesse nada feito. E mesmo que fizesse se um deles fosse imortal logo teria vantagem sob os outros e isso acabaria com o equilíbrio. Por isso Doflamingo não podia ter essa poder em sua posse.
"Por que estão me contando isso? Que diferença faz eu saber isso ou não."
"Porque não somos vilões, estamos somente tentando preservar a ordem e Doflamingo pode desestabilizar essa ordem quando bem entender, e se ele souber dos seus poderes ele vira atrás de você. Garanto-lhe mocinha que você não vai querer alguém como ele ditando sua vida." O velho com a mancha na testa disse.
"Então é para minha proteção? Quanta consideração agradeço, mas eu sei me virar."
"Pessoas mais fortes que você tentaram e não conseguiram você não sabe com quem está lidando!" Disse o velho da barba longa.
"Se ele é um problema tão grande porque não se livram dele então!"
"Não podemos." Disse o loiro.
"Doflamingo pode não possuir mais o titulo de Tenryuubito, mas ele ainda possui todos os poderes e privilégios de um. Ataca-lo significa desestabilizar um ordem que lutamos para manter, ele se tornou nosso pilar, que equilibra tudo não podemos derruba-lo sem sentir as consequências, porém podemos minar os poderes dele. Por isso você vai ficar aqui conosco, você é o nosso Ás."
Ela passou a resto da reunião somente ouvindo, mas não escutando.
E na primeira chance ela fugiu, mas não sozinha, aquele mesmo Almirante, Akainu a deixou fugir — era evidente que o alto poder do mundo queria um comer a cabeça do outro.
Ela não perguntou o motivo dele não tê-la impedido, nem mesmo de não tê-la matado, ela fingiu que não o viu e ele fez o mesmo por ela.
Justiça Absoluta, dizem sobre ele.
Ela não tinha duvidas que ele um dia viria atrás dela para exercer tal justiça, mas antes ela tinha a fazer.
Uma coisa que aqueles velhos tinham dito haviam mesmo impactado ela, a imortalidade parecia mesmo ser uma merda, pois dependia e muito da vontade do usuário, porém as possibilidades daquele poder iam além da imortalidade e esses sim eram uma ameaça real.
Eles não contaram para ela quem tinham o poder, mas não demorou muito para o barulho que Monkey D. Luffy e Trafalgar Law fizeram trazerem a atenção dela para eles e assim faze-la perceber quem era o usuário da Ope Ope.
Trafalgar Law, cuja más línguas diziam ser intocável. Se você toca-se em um fio de cabelo de Law seje você homem ou mulher diziam que você terminada morto, mutilado e seus pedaços pendurados por fios ficariam a mostra na cidade.
Fio, Ito Ito, Doflamingo.
E se isso era verdade então Monkey D Luffy possuía todo aquele poder, aquele rapaz maluco tinha nas mãos deles a cura e a imortalidade.
Mundo irônico.
Mas isso tinha um lado bom, com a queda de Doflamingo as pessoas ficaram nervosas e muito tagarelas, com tempo, charme e bebida ela descobriu algumas coisas bem interessantes.
O ultimo usuário da Ope Ope tinha ligação com Kaido.
Doflamingo tinha planos com Kaido.
Trafalgar era o menino dos olhos de Doflamingo.
Trafalgar foi visto em negociações junto de Doflamingo.
Trafalgar e Monkey D Luffy sabiam de muito mais dos podres do mundo do que pareciam saber.
Monkey D Luffy estava montando um exercito.
Monkey D Luffy já tinha problemas com BigMom, porém conseguiu seu apoio devido a um contrato.
E o mais importante a frase 'tudo o que a pessoa quiser' era isso que haviam dito para ela, tudo o que quiser pode é possível para o usuário da Ope Ope. Não há limites além do próprio usuário.
Trafalgar podia ser um grande salvador, um Deus benevolente, ou o destruidor de tudo.
E ele era a ligação comum, de mais fácil acesso, e mais vulnerável que existia entre ela e os Yonkos.
Ela não iria passar a vida fugindo e se escondendo, temendo pelo dia que Akainu aparecesse para mata-la. Ela também se recusava a aceitar ser uma marionete do governo.
Ela teria seu trono, seu império de doces.
E se Doflamingo controlava todos os monstros do mundo e também controlava Trafalgar, este devia saber de algo.
Monkey D. Luffy devia saber disso por isso se aliou a Trafalgar.
Ela estava decidida, ela não deixaria o governo mata-lo ou trancafia-lo, não sem antes saber o que ele sabia.
Fale com o autor