Mini Creepy Doctor
37 Mini flashback gigante - Parte 3
"Eu posso ajuda-lo."
O rapaz só olhou para Trafalgar sem entender sobre o que o jovem capitão pirata estava falando.
"O seu caso, podia ter sido facilmente resolvido, era só tomar os hormônios certos e você teria caracteristicas mais masculinas."
"O que o faz pensar que quero mudar?"
"Nada. Só estou oferecendo uma oportunidade, ainda mais depois de você ter me ajudado tanto."
Já fazia quase uma semana desde que Law encontrará com a irmã do rapaz, nesse meio tempo o rapaz passou a ajuda-lo nas consultas que ele estava fazendo.
Os resultados em si haviam sido excelentes, porém, houve umas complicações.
Há dois dias, sua tripulação se questionava o motivo deles ainda estarem ali, porém há exatos dois dias atrás Law realizará um milagre — um que funcionou, o paciente estava vivo há dois dias.
O caso era simples e irreversível, problema no coração, não havia o que fazer o homem ainda estava em 40, muito para viver.
Law então teve uma ideia e contou com o apoio da esposa do homem — a ideia era simples, porém tudo podia facilmente dar errado.
Ele iria retirar o coração da mulher e coloca-lo no homem, como aquele órgão pertencia a ela, se ele continuasse a bater, mesmo fora do corpo, ela continuaria viva e o homem por sua vez teria um coração saudável em seu corpo.
Ele chamou aquela técnica de "mess", os dois ainda estavam em coma, porém estavam vivos, era cedo para comemorar, mas até o momento a operação podia ser considerada um sucesso.
Tal ato fez com que o rapaz viesse o ajuda-lo, curioso com o que mais ele podia fazer.
Mal sabia ele, que em três Donquixote Doflamingo chegaria ao conjunto de ilhas.
***
Culpe a falta de sorte, ou talvez o excesso, mas a primeira pessoa a se deparar com Doflamingo foi Penguim.
E ele não se orgulhava de sua reação, ele não atacou, ele não fugiu, ele simplesmente ficou parado em choque enquanto o Shichibukai, Rei de Dressrosa se aproximava com um sorriso enorme no rosto.
"Olha quem nós temos aqui, um dos amiguinhos de Law."
"Posso brincar com ele?" Do nada Penguim virou sua cabeça, dando de cara com um menino loiro e sorridente.
Quando e como aquele garoto havia aparecido ali.
"Não, não Dellinger. Nós estamos aqui para conversar e não brincar."
O garoto — Dellinger — apareceu desapontado, e voltou chutando o chão para perto de Doflamingo.
Penguim se lembrava brevemente dele, mas ainda tinha suas dúvidas sobre quem o menino fosse.
"Então, onde está meu garoto, Penguim?"
Doflamingo ficou esperando por um tempo, não fazendo nada além de sorrir, mas até mesmo a paciência dele tinha limites.
"Vamos rapaz, me diga logo onde ele está ou senão vou ter que começar a erguer essas casas para procura-lo."
"O que você quer com ele?"
Doflamingo sorriu ainda mais para a breve demonstração de coragem de Penguim.
"Eu só quero conversar, recomeçar as coisas, nós partirmos em termos não agradáveis e eu quero consertar isso."
Penguim estava desconfiado, mas não havia muito que ele podia fazer, ele então decidiu negociar com o demônio, era a melhor hipótese.
"Espera... ele não vai entender nada se você chegar tentando resolver as coisas."
"Hum?!"
"Você o machucou bastante, e para sua felicidade ou não, ele se esqueceu de quase tudo o que ocorreu entre vocês dois."
"Fufufufu, excelente."
"Por que não deixa as coisas assim?"
"O que está sugerindo rapaz?"
"Eu te digo onde ele está, e você conversa com ele como se nada tivesse acontecido."
"Por que resolveu me contar onde ele está assim tão facilmente? O que pretende?"
"Não adianta eu esconder, você iria me matar e encontra-lo do mesmo jeito. Se eu lhe disser, ao menos podemos deixar umas coisas claras entre nós, para o bem de todos nós."
"Sou todo ouvidos."
***
Sachi e Bepo não sabiam como reagir, Penguim voltará de uma compra no mercado e trouxera com ele Doflamingo.
O mais difícil, porém foi segurar Bepo.
"Então o que me diz?"
"Eu posso concordar com isso, porém não me agrada deixar Law ir."
"Você não está deixando, você conversa com ele e se ele resolver voltar, tudo bem nós aceitamos isso, se ele quiser sair pelo mundo você o deixa fazer isso. Vai ser melhor para você, seu novo Corazon será alguém forte, com experiência, muito mais que um simples boneco."
Bepo por sua vez não conseguia acreditar no que estava ouvindo, aqueles eram seus companheiros, vendendo a liberdade do seu amigo a troco de que?
Sachi, porém foi mais frio e lógico e percebeu rapidamente o Penguim queria fazer, Law não tinha mais medo de Doflamingo, e Doflamingo por algum razão bizarra estava aparentemente com saudades com Law — eles podiam trabalhar com aquilo.
Quando Doflamingo aceito, eles suspiraram aliviados e Bepo rosnou em fúria.
***
Law estava observando os efeitos de sua nova técnica, ainda havia muito a aperfeiçoar, mas a premissa era positiva, em cinco tentativas somente um sucesso, porém aquilo era algo complexo, e complexidade é algo que exige prática.
Ele não tinha dúvida que conseguiria remover mais órgãos e transplanta-los, quem sabe até mesmo tira-los e guarda-los em lugares seguros de forma que o dono dos mesmo não pudesse morrer, uma vez que nada vital estava dentro de seu corpo.
Foi quando ele estava tomando notas que Bepo e os outros chegaram, trazendo com eles Doflamingo.
"Você?!"
Doflamingo não fez nada, somente paralisou Law e se aproximou lhe dando um abraço.
"Você não faz ideia de como eu senti saudades."
Doflamingo acariciou o rosto de Law e ver em seus olhos toda aquela fúria era nostálgico, ele de fato sentia falta daquela vida toda — Law apesar de belo havia perdido certo brilho depois de tantos anos nas mãos dele, mas aquele Law era novo, todas aquelas emoções ali, frescas para ele saborear.
"Vocês não mentiram mesmo."
"Não tínhamos motivos para tal."
"Fufufufu..."
No canto do quarto, perto dos dois pacientes em coma estava o rapaz, olhando para tudo assustado — ele nunca havia visto alguém com tamanha presença.
Aquele homem de casaco de penas rosa era assustador, todo nele o fazia tremer de medo.
E o que mais o assustava era o fato do jovem pirata médico não possuir tal reação perante aquele homem.
"O que quer, Doflamingo?"
"Só quero conversar, vi que fez muitos progressos em sua estadia aqui..." Doflamingo disse pegando umas das anotações de Law e folheando-a rapidamente. "...transplantes huuum, essa é quinta ou sexta tentativa?"
"Quinta, até o momento tem sido um sucesso, mas ainda é cedo para tirar conclusões."
De algum forma o clima apesar de tenso era bem normal, Law sentado de um lado, Doflamingo de outro — e o assunto era medicina.
Era desconhecido para a maioria dos presentes, tirando Bepo, que Doflamingo possuía sim afeto genuíno por Law, o homem tinha um distúrbio isso era certo, era cruel e doente, porém Law não conseguiria ter ficado vivo por tanto tempo se Doflamingo não gostasse dele de fato.
Law não era descartável, não ainda.
E o interesse e prodígio do rapaz em medicina sempre foi algo fascinante para Doflamingo, alguém da plebe, um moleque sujo e imundo, inferior a ele, era dotado de tamanho intelecto era algo belo de ver.
Algo que Doflamingo sempre incentivou, pois inteligência era algo lindo para ele.
E foi devido a isso, que apesar dele desejar arrancar um beijo de Law, despi-lo de suas roupas e arrasta-lo pelas ruas pelos seus cabelos devido a toda sua imprudência, ele decidiu por sentar-se e conversar.
Por um breve momento ele viu ali não o jovem rapaz que ele tanto saboreou destruir, mas sim o belo garoto, cheio de ódio nos olhos que tanto lembrava ele mesmo.
O garoto que costumava a ler livros complexos para ele, que decorava livros acadêmicos só para ele.
O jovem rapaz de feições femininas não acreditava no que via, ele havia ouvido o nome — Doflamingo — e ver aquele homem sentado ali como se fosse a coisa mais comum e cotidiana no mundo era algo surreal.
Ele rezava que sua irmã não aparecesse.
E bem, Deus é um garoto com um lupa e eles são formigas a serem queimadas.
Sua irmã apareceu minutos depois, encrenqueira e mal humorada, já entrará arrumando briga.
"Eu falei para você ficar longe do meu irmão!"
Ela ignorou todos e foi direto para Law, ignorando completamente Doflamingo, que ergueu sua sobrancelha em dúvida.
"Ele só está me ajudando nas anotações dos sintomas... e com licença, mas eu estou no meio de uma conversa importante."
Ela se virou para ver Doflamingo olhando diretamente para Law, ignorando a presença dela.
"O que ela quer dizer com se afaste do irmão dela? Pode me esclarecer isso Law?"
Sem saber ela trouxe a tona um lado muito perigoso de Doflamingo, seu possessividade sobre tudo aquele que ele considera dele.
"Ela está falando de mim."
Talvez ele fosse louco, na visão de Sachi e Penguim ele com certeza era suicida, mas o rapaz se pronunciou, fazendo com que Doflamingo o visse como uma ameaça e não mais como um objeto do quarto.
"Está me trocando por aquilo, Law?"
"Ele não é aquilo, ele é meu assistente."
O rapaz corou, feliz de ter sido defendido por alguém além de sua irmã e por ter sido chamado de assistente, sua irmã abriu a boca levemente, em choque com o que havia ouvido, o pirata havia mesmo chamado o irmão dela de assistente e o defendido?
Doflamingo por sua vez ficou de pé e Law se viu obrigado a fazer o mesmo, a diferença em estatura e poder era visível, mas isso não parecia fazer Law recuar ou hesitar.
"Ele é meu assistente, está me ajudando na elaboração dos relatórios que você estava lendo agora a pouco. Nós não temos nada, nem pretendemos ter, eu preciso de pessoas úteis e inteligentes e ele se encaixa nesses dois quesitos... não jogue fora um talento não importa o quão bruto ou feio ele seja, não foi você que me disse isso?"
A ira de Doflamingo diminuiu um pouco, ainda mais depois de ouvir Law dizer que havia aplicado seus ensinamentos.
Ele sorriu e sentou-se novamente, chamando Law para fazer o mesmo.
Todos ali sabiam, que a vida deles estava por um fio.
~~~~ PRESENTE — Bonney, Sanji e Smoker ~~~~
"O que pretende, Vinsmoke?"
Bonney olhou em choque para o cozinheiro dos Chapéus de Palha, ela tinha ouvido corretamente? Vinsmoke? Os Vinsmokes que controlaram quase todo o North Blue?
"Estou falando de troca de informação, eu lhe digo o que sei, lhe devolvo seu marinheiro e você nos deixa ir."
"Por que faria isso? Eu prefiro prender os dois, pegar o bebe e questiona-los."
Sanji sorriu, acendendo um novo cigarro e se aproximando de Smoker para falar mais baixinho.
"Isso é o que você quer, mas sabe que não conseguirá nada assim. Bonney será levada para o QG e eu para minha família antes que possa perguntar algo. Eu estou lhe oferecendo muito mais que isso."
"Humpf...vamos conversar lá fora." Smoker disse já caminhando em direção à porta, mas não sem antes dar a ordem.
"Coloquem as algemas de Kairoseki nela, e fiquem de olho, não a deixem escapar sob-hipótese alguma!"
E assim Smoker e Sanji saíram da pequena pousada.
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