Notas iniciais
Cá está a continuação u.u eu tinha mais coisas para escrever.. mas deixarei para os próximos capítulos e-e boa leitura.

As duas garotas finalmente saíram de Valfenda, estavam em uma floresta onde havia dois cavalos a sua espera, ambos de coloração branca, muito bem cuidados.

–Deve ser cortesia do senhor Elrond. – Kelsey correu já montando em um cavalo.

–Tsc... Eu daria tudo por uma vassoura. –Miranda grunhiu mais para si mesma, a ruiva não gostava muito de cavalos. Andou até o cavalo o olhando com desconfiança e o montou.

–Vamos, temos que achar essa cobra.

Miranda deu um comando e o cavalo saiu correndo em disparada, Kelsey parecia estar surpresa e bateu seus pés levemente em seu cavalo para que corresse e acompanhasse Miranda.

Por dois dias inteiros as duas garotas procuravam qualquer coisa que indicasse o caminho da cobra, não deixando de observar os belos lugares por onde passavam ser caçador tinha lá suas vantagens. Sempre estavam atentas ao mapa para que tivessem certeza de que não se perderiam o que aconteceu duas ou três vezes. Se continuasse assim, chegariam a Rohan de noite e isso seria um tanto perigoso.

–Miranda, será que não nos perdemos... De novo?

–Não, veja parece que estamos perto. – Miranda apontou para frente e ao longe era possível ver uma cidade, Kelsey deu um suspiro de alivio.

–Por que acha que o senhor Elrond nos mandou começar por lá?

–Não sei, iremos descobrir ao chegar.

Cavalgaram por mais uma hora e meia, mas finalmente chegaram à cidade. Pararam um pouco longe da cidade ainda. Miranda desceu do cavalo parecendo desconfiada de algo.

–Miranda, algum problema? – Kelsey descera do cavalo também seguindo sua colega.

–Tem algo estranho aqui... Kelsey vá para a cidade e procure por algum rastro.

–Espera e você?- O olhar da morena era pura preocupação, Miranda aproximou-se colocando a mão no ombro da garota.

–Vou procurar rastros por fora.

A morena não queria se afastar, mas concordou talvez aquilo agilizasse a sua caçada naquela cidade. Voltou a montar em seu cavalo indo rapidamente para a entrada da cidade. Miranda deixou seu cavalo onde estava para sua sorte haviam conseguido chegar antes da noite. A ruiva andava olhando o chão procurando por algum rastro ou pista de que a cobra estivera por ali. Kelsey entrou na cidade, fora recebida por olhares tristes e distantes das pessoas, isso fazia com que ficasse com frio na espinha.

–Por Merlin... – Desceu de seu cavalo o amarrando em algum lugar, os olhares logo mudaram para as casas ou qualquer outra coisa que estivessem fazendo antes de chegar ali.

Miranda andava e andava, sua desconfiança estava certa, conseguiu achar um pequeno rastro ali, sentia isso dentro de si. A pequena ajoelhou-se no chão passando sua mão pela grama amassada, olhava mais a frente tentando ver aonde o rastro terminaria.

Kelsey andava pela cidade, as pessoas a olhavam disfarçadamente, a morena se perguntava o que estaria acontecendo ali. Foi então que ouviu um barulho vindo das escadarias de onde seria o palácio ou algo parecido. Um homem com vestimentas negras fora jogado escada a baixo.

–Eu servi somente ao senhor meu rei – Ele gritava, pelo jeito devia ter feito algo grave.

–Seus feitiços me deixariam rastejando! – Um homem com barba e coroa em sua cabeça descia as escadas com a espada em suas mãos, ele seria o rei sem duvida. Quando o homem ergueu a espada Kelsey ficou sem reação.

–NÃO MEU REI! – Gritou alguém segurando o homem impedindo de que fizesse algo horrível. – Já houve muita morte por causa dele. – Era um homem alto, barba curta e cabelo castanho, o que estava caído na escada se levantou correndo e empurrando aos que estavam próximos.

–SAIAM DO MEU CAMINHO.

Miranda estava próximo ao portão quando inesperadamente o homem veio e pegou o seu cavalo, a ruiva nada o fez, na verdade se sentiu até mais aliviada por pensar que não andaria mais de cavalo. O homem dês vestes negras corria mais rápido do que o vento, afastando-se na cidade.

–Salve o rei. – Disse um dos guardas se ajoelhando, o povo fez o mesmo como o homem de cabelos castanhos. Kelsey ficou afastada, ao topo da escada podia enxergar um homem realmente pequeno, era um anão. Outro alto, cabelo loiro longo, orelhas pontudas e com um arco, um elfo. E ainda um homem velho, com barba longa assim como seus cabelos, usava vestes brancas e um cajado, pode ouvir o seu nome o que a fez ficar sem reação novamente.

–Mal chego a uma cidade e a diversão acaba? – Comentava Miranda parada no portão observando tudo de longe, talvez não fosse melhor aparecer, não enquanto o rei estivesse lá.

–Espera... Só pode ser brincadeira... – Sussurrou olhando a sua volta, a temperatura a sua volta estava esfriando, aquilo não era comum, pois ainda estava de tarde, sentindo pelo pior tentou chamar atenção de sua colega. A morena demorou um pouco para poder olhar para trás, estava tão assustada que não sentia as pequenas pedras que eram jogadas em suas costas. Disfarçadamente, correndo e se escondendo pelas sombras tentava chegar ao portão.

–Kelsey, temos que sair dessa cidade agora! Não é seguro! – Miranda sussurrava com certa força e pressão em sua voz, parecia assustada, desesperada.

–O que houve Miranda? Achou algum rastro? – A morena ficava ao lado de Miranda ainda olhando para aquela multidão ajoelhada.

–Pior... Não está sentindo o frio?

–Não vai me dizer que... Isso é impossível, como? Por quê? Quando?

–Não sei, onde está o seu cavalo?

–Vish... Ali dentro...

–Fala serio, deixe comigo apenas fique aqui e se prepare. – Miranda deu as costas a Kelsey, com toda a certeza ela tinha algo em mente.

–Me preparar para o que? Miranda, Miranda!

A ruiva ignorava a pergunta, pelas sombras andava calmamente, com cuidado e silenciosa, como um predador se preparando para o ataque. Seu olho focado no cavalo branco tinha enjôo só de pensar que teria que voltar a andar em um desses, sua alegria durara pouco.

O rei olhava para os lados, procurava alguém, o homem velho de vestes brancas aproximou-se do mesmo o levando consigo para algum lugar que Miranda nem Kelsey conseguiam ver. Era á hora de agir. A pequena ruiva com muito esforço conseguiu chegar perto do cavalo branco, desamarrou as cordas, aproveitava que todos estavam distraídos... Pelo menos era o que pensava. O elfo ao longe percebeu o movimento estranho nas sombras.

–EI! VOCÊ PARE! – gritou levando rapidamente sua mão em suas costas, pegará uma flecha e com muita destreza e calma mirava lançando em direção a Miranda.

–O que foi? O que houve elfo? – O anão perguntava olhando em todas as direções parecendo confuso, estava com uma espécie de machado em sua mão, preparado para um ataque. Miranda com muita agilidade abaixou-se desviando da flecha.

–Que comece a diversão. – Montava rapidamente no cavalo, saindo das sombras o elfo mais uma fez mirava na direção da pequena ruiva, Kelsey ao longe ergueu sua varinha usando o feitiço “confundos”, fazendo o mesmo acertar o chão.

–Está perdendo o jeito elfo.

–Não fui eu... Estava na mira, algo me fez errar, venha vamos atrás de quem quer que seja. – O Elfo juntamente com o anão correram escadaria abaixo, o pequeno homem precisou de uma ajuda para subir no cavalo o que deu mais tempo para Miranda se aproximar do portão, Kelsey estava pronta e quando o cavalo passou tratou de pular e se agarrar a Miranda. Corria como o vento, o cavalo estava correndo rápido demais.

–Miranda, c-c-calma, nós vamos acabar caindo se formos tão rápido.

–Prefere o que? Que eles nos peguem? — Rapidamente adentraram uma floresta, Miranda desviava de alguns galhos de arvores enquanto o cavalo pulava troncos e raízes que estavam no chão. O Elfo e o anão pararam em frente à floresta.

–Correm como se suas vidas dependessem disso.

–Seriam espiões?

–Vamos descobrir, segure-se! — O dera um comando para o cavalo que imediatamente correu seguindo a trilha que as garotas haviam deixado em sua fuga.

Miranda parou o cavalo, pareciam ter chegado ao centro floresta, olhava em todas as direções, sentia que o ar a sua volta ficava ainda mais tenso e frio. Kelsey continuava em cima do cavalo.

–Seriam... — A morena engoliu a saliva, estava tremendo, o suor pingava em seu rosto, não entendia o que estava acontecendo. — Dementadores?

–Sim e talvez... Outra pessoa.

Miranda aproximou-se de Kelsey, olhava a morena com preocupação.

–Quero que volte a cidade.

–O QUE? Nem morta! Eu não vou deixar você aqui.

–Isto não é um pedido, eu sei o que estou fazendo minha cara, se eu estiver em perigo lançarei um sinal no céu e se isso acontecer é melhor trazer ajuda ou... Proteger a cidade.

–Não Miranda eu não... — Kelsey não conseguiu terminar de falar, antes que percebesse, a ruiva ergueu sua varinha lançando um leve feitiço fazendo o cavalo correr rapidamente sem dar nenhuma chance para que a morena pudesse pular.

–Só espero não precisar de ajuda.., Lumus. — Com a varinha ainda em sua mão, a pequena garota andava a passos silenciosos, a calmaria do lugar deixava-a ainda mais tensa. A brisa gelada só fazia com que ficasse ainda mais em guarda.

–Ora ora ora... Você é um colírio para os olhos. — Miranda ouviu a voz vinda dentre as arvores, o pior era que conhecia a voz fazendo-a relembrar algo terrível que acontecerá a um ano atrás.

–Parece que o filhinho do papai saiu de Azkabam, como vai Bartolomeu Crouch... Junior? — A ruiva finalmente localizou o homem. Ele estava encostado em uma arvore grande com raízes que fortes tomando quase todo o chão do lugar.

–Isso foi uma cortesia que ganhei de meu mestre depois da ultima missão... Pelo que vejo não mudou muito Miranda, continua baixa, ruiva e rebelde... O braço melhorou? — Bartolomeu dera um sorriso apontando para o braço de Miranda que o apertou com força, seus olhos eram puro ódio e raiva

–Não se preocupe, logo terá que se preocupar com o SEU braço. – O homem ria da reação de Miranda, era claro que acontecera algo entre os dois para que se conhecessem. Bartolomeu começou a rir se parar das palavras da garota a sua frente parecia que havia ouvido uma boa piada.

–Você me faz rir tanto Miranda... – De repente a feição do homem mudou, ergueu sua varinha contra a pequena garota que fez o mesmo. Ambos pareciam estar tensos. – Sua pirralha! Deveria estar do lado do Lorde das trevas, deveria servi-lo!

–Eu não sirvo a ninguém seu idiota!

–Será que terei que machucá-la de novo? Acho que só assim vai aprender a se colocar em seu lugar.

–SECTUMSEMPRA! — O feitiço é lançado inesperadamente na direção do homem que o defendeu por pouco, ele agora estava com raiva e ao mesmo tempo espantado.

–Que raios de feitiço é esse?

Não houve tempo para que falasse mais nada, sem parar a ruiva lançava feitiços que o homem apenas defendia, em nenhum momento contra atacou a jovem a sua frente.

–REVIDE! COVARDE!REVIDE! — Miranda gritava, o cabelo aos poucos se soltava à medida que lançava mais feitiços, a raiva em seu olhar e sua voz faziam com que ficasse descontrolada. Estava com o rosto vermelho e levemente suado, o que um dia foi um belo rabo de cavalo, estava agora solto e totalmente bagunçado. Bartolomeu não conseguiria se defender por muito tempo.

–SEU DESGRAÇADO! SECTUMSEMPRA! – dessa vez acertou o alvo com força fazendo o cair imediatamente, ele sangrava no ombro, Miranda se aproximava quando ouviu um barulho ao longe.

–Foi mal ruivinha, mas deixemos isso pra outra hora... Até que dessa vez foi divertido.

–O que... AH! – O homem lançara um feitiço contra Miranda que bateu com as costas contra a árvore com força, ele sorria satisfeito e... Desaparecia do lugar em algo parecido como uma nuvem negra

–COVARDE- Gritava em meio a urros de dor tentando se levantar, teria que sair dali correndo, estava em perigo, não teve outra escolha a não ser levantar a varinha e lançar um raio vermelho como sinalizador.

Não ouve resposta, Miranda estava sozinha e ainda por cima machucada. Levantou-se com certo esforço, alguém se aproximava e é claro que ela não ficara ali para descobrir, correu o Maximo que podia mesmo ferida. A escuridão era grande naquela floresta, não poderia usar a Lumus, senão a encontrariam. Ao olhar pelo chão poderia ver um rastro recente, sem saber estava correndo... Para a sua caça. Sua descoberta foi frustrada... Quando ouviu uma voz.

–Pare, solte o que está segurando. – O elfo estava parado com a flecha apontada para as costas da pequena ruiva que erguia as mãos e soltava a sua varinha no chão, havia sido pega num momento de distração e isso era raro acontecer.

–Tsc...

–Aragorn... Achei.

Dentre a escuridão, um homem montado em um cavalo marrom, ele tinha barba rala, cabelos castanhos, era o mesmo que havia impedido o tal rei de matar o homem de vestimentas negras.

–Então essa é a garota que fugiu, despistando os soldados de Rohan, diga-me pequena garota, o que é você

–Eu sou uma bruxa.

–Eu falei serio... Espere... Está ferida.. – O cavaleiro disse aproximando-se da ruiva olhando em seu braço, a manga de seu sobre tudo verde estava rasgado e manchado de sangue.

–Aquele desgraçado... – Miranda grunhiu apoiando-se no homem para não cair no chão, ela não percebeu, mas havia perdido muito sangue, foi por isso que conseguiram achá-la.

–Sua amiga que nos avisou que estava em perigo.

A ruiva não conseguia responder mais, estava tonta, sua visão toda embaçada, sentia o seu corpo adormecer, se não fosse por Aragorn já teria caído ao chão.

–Legolas, vá à frente... Avise a Gandalf que precisamos de um médico.

Notas finais
"*Sectumsempra: Um feitiço que faz com que a vítima pareça que foi esfaqueada, faz com que saia sangue" Como Bartolomeu e os Dementadores chegaram a terra media? O que foi aquilo que viram na cidade de Rohan? Que segredos Miranda esconde? confiram no próximo capitulo.