Notas iniciais
Oeee de novo :3333 desculpem a demora mas cá está u-u não zoem a minha lingua das cobras .-.'

A jovem bruxa de cabelos negros estava a salvo por enquanto, na casa onde havia se refugiado estava Kili e Fili irmãos e Thorin escudo de carvalho, rei sob a montanha que muitos julgavam ter sido morto em batalha por Erebor, claro que para a bruxa não seria surpresa, pois não conhecia tal lenda.

–Por que estas aqui? – Thorin encostava-se na parede cruzando os braços, a morena estava sentada a mesa bebendo um chá que Fili havia feito um tanto amargo.

–Eu e minha... Colega fomos pegas de surpresa quando um feitiço deu errado... Não sei bem o que aconteceu de fato, estávamos em quatro, duas de minhas amigas estão desaparecidas, foram para outro mundo não sei... Eu e Miranda caímos perto de Valfenda. – A bruxa bebia mais um gole do amargo chá tentando não parecer ingrata aos anões.

–Não se preocupe, sei que está ruim, não sou bom cozinheiro. – Fili sentava- se outra cadeira com um sorriso no rosto tomava um gole do próprio chá e fazia uma careta desaprovando o gosto.

–E onde está sua outra amiga? – Kili entrou no meio da conversa depois de espiar pelas janelas.

–Em Rohan... Que dizer estavam à cidade estava sendo evacuada para tal abismo.

–Evacuada? Por quê? – Fili perguntou

–Por ordem do rei, ele estava sob encanto de um tal de Saruman que alegava que aquelas terras era dele, Gandalf o salvou, eu e Miranda chegamos no momento em que o traidor foi pego e banido, ele julgou que seria melhor para seu povo ir para Helm que lá estariam seguros.

–Saruman? Nunca gostei dele mesmo, mas isso não faz nenhum sentido... – Escudo de carvalho parecia atordoado com tais informações, havia se passado muito tempo realmente.

–Disse que o consideravam morto... Por quê?

–Há muito tempo teve uma batalha... Protegemos o que é nosso e realmente pensei que fosse meu fim, meus sobrinhos também, estávamos a um fio, mas os magos azuis sabiam que estávamos vivos, apenas dormindo profundamente... E deram um jeito de nos trazerem para cá... E durante sessenta anos dormimos.

–Sessenta anos?

–Somos anões das montanhas azuis, tudo o que queríamos era voltar para nosso lar, Erebor, mas os magos disseram que ainda tínhamos um propósito, por isso talvez tenhamos sobrevivido. – Kili comentou com um pequeno sorriso no rosto, havia algo que ficara pendente há muito tempo e talvez aquela fosse à hora para terminar.

–E quanto a tua amiga? Por que a deixou? – O anão mais velho perguntou friamente, Kelsey suspirou por mais que fosse vergonhoso tinha que contar.

–Eu tive medo, eu fui covarde de não querer ajudar... Mas então percebi que minha amiga estava certa... Ela pode ser surtada e ter quase me matado, mas não Deixa de ter razão, por isso quero encontrá-la.

Um barulho ecoou pelo cômodo, alguém estava ali, os anões se olharam, a bruxa Gryffindor olhou em direção a porta da frente não com medo, mas preocupação poderia ser um dos orc’s que estava a sua caça. Levantou-se com a varinha em mãos, os anões usavam o que poderia servir como arma, facas, um pedaço de pau e um machado de lenhador.

–Como um pedaço de madeira pequeno vai nos ajudar? –Thorin sussurrou seguindo na frente em seguida vinha Kelsey e os outros dois anões.

–Não subestime uma varinha senhor Thorin.

O barulho se repetia mais uma vez, parecia que alguém batia a porta delicadamente, talvez fosse os magos azuis ou um Orc. Thorin ficou de frente a porta, levou o dedo indicador até seus lábios indicando para os anões e Kelsey para ficarem quietos e se prepararem. O barulho mais uma vez foi ouvido, Escudo de carvalho com rapidez tirou a tranca da porta e abriu-a rapidamente, os anões jogaram as facas e a Gryffindor lançou um feitiço. Inúteis para se dizer, o tal suspeito queimou as facas e ricocheteou o feitiço quebrando um vaso que havia atrás da bruxa.

–É assim que recebe um amigo Thorin? – O suspeito parecia levemente ofendido com o ataque, levemente. Quando entrou todos o reconheceram, era Gandalf.

– Meu amigo, fiquei realmente espantado quando soube que estava vivo.

–Gandalf... Como é bom revê-lo – Thorin sorriu aproximando-se do mago abraçando-o com força, como se não se vissem há muito tempo e realmente fazia muito tempo.

–Gandalf? Que grande surpresa! — Kili olhou para seu irmão e ambos abraçaram o mago logo depois de Thorin.

–Senhorita Aislani, é um prazer vê-la aqui.

–Como? Sabia que eu viria?

–Foi um palpite certeiro, você precisava decidir o que quer e confesso que a senhorita Finriel é mais teimosa e irritada que um anão.

–Finriel? Ela...

–Nunca contou sobre esse sobrenome? É porque é algo que deve ficar em segredo, ninguém que não seja de total confiança deve saber sobre isso, em breve irá saber, agora... Vocês devem ir para Helm ajudar o rei de Rohan.

–Temos escolha? –Perguntou escudo de carvalho encarando Gandalf.

–Não. – Ele sorriu, virou-se para seus sobrinhos, seus olhares já diziam que concordavam.

–E você bruxa? – desviou seu olhar para Kelsey.

–Virá conosco?

–Eu irei até o fim como a Gryffindor que sou minha amiga e esse povo precisam de mim.

–Ótimo Ótimo! Vocês partirão agora mesmo! Devem chegar lá por volta da noite.

–Mas e você Gandalf? Para onde vai? – Kelsey perguntou.

–Em breve vai saber Kelsey, vão agora que os Orc’s estão longe, em seus pôneis tem armas que podem usar. – O mago havia trazido pôneis para os anões, afastou-se deles e montou em seu cavalo.

–Meus amigos... Até breve. – O cavalo branco corria para o norte, em minutos não era mais possível se ver o mago. Os anões arrumaram suas coisas e montaram nos pôneis, para espanto da morena seu cavalo negro que havia pegado para fugir da cidade estava ali, de certa maneira pegou apreço pelo animal, montou e os quatro cavalgaram para a direção de Helm.

Os aldeões se distanciavam do Bazilisco, os guardas empunhavam suas espadas, Legolas mirava mais uma vez sua flecha, Gimli com seu machado em mãos sendo segurado por Aragorn para que não atacasse precipitadamente.

A ruiva continuava a encarar a serpente, era uma batalha entre aqueles olhos amarelados frios contra os olhos safira cheios de ódio da pequena garota, conversavam em um idioma desconhecido, nem os altos elfos poderia identificar o dialeto já que eram raríssimos os que possuíam o conhecimento da língua das cobras.

–Devo dar a ordem senhor? – Um homem da guarda perguntou ao rei.

–Não... Apenas tire meu povo daqui, a menina sabe o que faz.

Aragorn observava em silencio, todos se silenciavam aos poucos, o jeito como se comunicavam assustava, era pura tensão naquele momento.

“-O que quer aqui? Está me caçando por quê? – A ruiva aproximava-se erguendo seus olhos para melhor fixar seu olhar ao do bazilisco.

“-Caçsssando? Não Criançsssssaa, sssseu predador não ssssou eu”

“-Não éss você? Então quem é? “

“-Isssssso Dessssconheçssoo, sssou o protetor da esssspada e do herdeirossss”

A menina afastou-se, o bazilisco permaneceu onde estava mexendo a cabeça de um lado para o outro. Aragorn aproximou-se devagar.

–O que é essa coisa?

–Pelo que ele disse-me... Um protetor da espada de Salazar e do herdeiro... Meu predador não é ele.

–Mas...

–ORC’S! – Gritou Legolas correndo para cima de uma pedra, dois guardas haviam sido atacados por Orc’s batedores, o elfo lançou uma flecha, não acertou assim como as outras duas. Miranda olhou para a cobra que entendeu o olhar, afastou-se dali pelo mesmo túnel da terra que havia vindo e fugiu. Aragorn correu Miranda em seguida, com as espadas em mãos.

Gimli caiu de cima de um cavalo atacando um Orc, os guardas do rei também vinham aos montes, era uma emboscada talvez planejada por Saruman. A Slytherin pulou de uma pedra ficando de frente a um Orc que berrava a plenos pulmões, a menina não se intimidou e soltou um forte grito enfiando a espada no coração do monstro horrendo, Gimli era surpreendido pela montaria estranha dos Orc’s, quando matou a besta caiu sobre si e com um golpe matou o Orc.

Legolas atirava com destreza e talento suas flechas acertando seus alvos agora, todos estavam ocupados demais para perceber que Aragorn estava em apuros, ficou preso em uma das bestas, quando a pequena bruxa de cabelos cor de fogo olhou já era tarde, ele havia caído.

–ARAGORN! – berrou aproximando-se do penhasco, o corpo da besta era se possível ver, mas o homem não, no fundo havia um rio, chegando à conclusão de que a correnteza o levou. O ataque foi parado a tempo, recuaram, mas não antes que Legolas acertasse mais uma flecha.

O rei virá que a menina olhava para o penhasco, Gimli olhava ao redor procurando seu amigo quando viu um Orc ensangüentado rindo.

–Diga-me o que houve que farei com que sua morte seja indolor. – O anão apontava seu machado para o monstro.

–Hahahaha ele caiu, ele está morto.

–Está mentindo! – O elfo aproximava-se também o olhando com certo ódio, o Orc continuava a rir quando seu coração falhou e assim veio a falecer. Legolas viu um colar na mão dele, pegou-o e analisou, era um presente que uma elfa havia dado para Aragorn. O rei notará que a menina não saia de lá, Legolas também notou e andou a pesados passos até chegar perto de Miranda.

–Não...

–Temos que ir... Deixem os mortos para trás... – O rei ordenou voltando a seu cavalo, os guardas que sobraram seguiram-no, o seu povo foi acompanhado por Eowyn, enquanto os guardas lutavam eles conseguiam chegar ao abismo de Helm

–Eu não vim a tempo... Quando percebi, ele já estava caindo... – Sussurrou a bruxa herdeira chocada.

–... Vamos Miranda, devemos ir... – O elfo colocou sua mão no ombro da menina, talvez para lhe passar conforto ou até mesmo que ele se sentisse culpado. Apressaram o passo para acompanhar os guardas, não demorou muito para chegarem ao destino, o rei estava um pouco mais tranqüilo ao ver que seu povo conseguiu. A bela moça de cabelos loiros desceu as escadas até ficar de frente com seu rei.

–Tão poucos de vocês retornaram.

–Nosso povo está a salvo, isso que importa – O homem afastou-se, a loira direcionou seus olhos para o anão.

–O senhor Aragorn... Onde ele está? – O anão desviou o olhar com pesar, seria difícil dizer isso para Eowin, pois parecia que ela havia desenvolvido um sentimento forte pelo cavaleiro.

–Ele... Caiu – Gimli passou pela moça que ficou parada olhando os poucos guardas entrarem na cidade, desviou seu olhar para o rei que quando a viu desviou o olhar.

O corpo de Aragorn flutuava pela correnteza, era levado até uma margem, estaria morto? Não apenas inconsciente. O homem sentiu algo em seus lábios, um beijo de uma bela mulher, ou melhor, dizendo, o beijo de sua amada elfa, um beijo que lhe devolveu os movimentos, um beijo de esperança, mesmo aquilo sendo uma ilusão, um sonho sentiu as emoções de sua amada há quem um dia com toda certeza voltaria. Um cavalo trotava calmamente até Aragorn e ajudava-o a montar. Cavalgavam devagar enquanto o homem se recuperava aos poucos. Em determinado momento do trajeto Aragorn se assusta com o que vê não muito longe de Helm,exércitos de Orc’s marchando para a guerra, no mínimo dez mil, rapidamente deu um comando para que o cavalo corresse mais rápido.

Finalmente chegou a Helm, parou o cavalo em frente às escadarias, Gimli não acreditava no que via.

–Seu... Você é um homem de muita sorte, bem vindo, bem vindo!- A anão o abraçou, Aragorn depois do abraço afastou-se e subiu, Legolas estava por perto e quando o viu foi a seu encontro. O elfo disse algo em élfico e olhou Aragorn cima a baixo.

–...Vocês está péssimo. –Aragorn riu, Legolas tirava algo de seu bolso e com cuidado colocava sobre as mãos de seu amigo, era o colar que sua amada elfa havia lhe dado. O homem abriu a mão olhando-a com carinha e ternura e guardou-a. Abriu as portas, com passos pesados que ecoavam pela sala parou em frente ao rei que olhava alguns mapas.

–Temos problemas meu rei, uma legião de dez mil Orc’s se aproxima.

–Dez mil?

–No mínimo... Eles só têm um propósito... A guerra.

–Então é guerra que eles terão! Este é o meu decreto, qualquer homem que for capaz de segurar uma espada lutara nessa batalha, mulheres e crianças ficaram protegidas em uma caverna.

Até então a jovem Miranda não havia dito nada, nem feito nada, quando viu Aragorn ficou paralisada, pois o viu cair do penhasco, pensou que Merlin poderia estar protegendo-o.

–Com todo o respeito senhor, apenas a caverna não será suficiente para protegê-las. – A ruiva tomou a palavra com uma expressão irônica no rosto.

–E tem alguma sugestão senhorita Snape?

–Posso usar alguns feitiços de proteção, mas com uma condição.

–E qual seria?

–Irei participar da guerra como guerreira, não quero ficar trancada numa caverna enquanto vocês se sacrificam, eu não sou seu povo por isso não se importe com isso, Gandalf me mandou para ajudar a proteger e a lutar também.

–... Para proteger meu povo faço qualquer coisa, pois bem, lute, mas não serei responsável pela sua morte.

–Eu sei.

Todos se retiraram da sala menos o rei, alguns guardas foram à busca de meninos, homens e idosos que pudessem lutar, Miranda sentava-se sobre as escadas olhando sua espada, Legolas sentava-se ao seu lado.

–Preocupada?

–Um pouco... Kelsey está por ai... Myle e Luna estão em algum outro mun... Lugar... Espero que estejam bem.

–Você é curiosa Miranda, tem aparência de um elfo, tem certeza que não é uma?

–Tenho... Isso está começando a ficar chato, a todo momento tem alguém falando isso.

–Perdoe-me... Essa é uma bela espada.

–Porém não me orgulho do titulo que tenho que levar para tê-la.

A noite estava para vir, os que haviam sido convocados para a batalha estavam no arsenal colocando as vestimentas com o símbolo de Rohan, afiavam espadas e preparavam os arcos. Aragorn Gimli Miranda e Legolas olhavam os homens, a maioria com olhares assustados, com medo.

–Olhem para eles, passaram por muitos infernos- Aragorn sussurrava para que somente o que estavam com eles escutassem.

–Ou muito poucos... Olhem como estão assustados. – Legolas olhava em volta, parecendo perder a fé, chegou perto de Aragorn dizendo algo em élfico, novamente Miranda parecia ter entendido o que havia falado, pareciam às palavras de Kelsey, Aragorn respondia com o mesmo dialeto, porém o elfo lançou mais uma onde de falta de fé.

–ENTÃO DEVE MORRER COMO ELES! . –Então o homem afastou-se, Legolas o seguiria se o anão não tivesse impedido.

–Deixe-o ir em paz.

–Legolas, se tens medo o que faz aqui? – Miranda o olhou e afastou-se também,

A noite vinha rapidamente e a guerra também se aproximava, Aragorn terminava de arrumar-se, Legolas aproximava-se estendendo uma adaga para ele.

–Me perdoe, me precipitei. – O homem sorriu tocando o ombro do elfo que fez o mesmo, Gimli surgiu de um pequeno corredor.

–Será que isso tem jeito? — Parou a frente dos dois, Miranda chegou na hora que ele soltou a grande camisa que caia até o chão.

–... Está um pouco apertado em cima. – Aragorn expressou ironia com seu olhar, Legolas sorriu e Miranda virou-se pedindo para se esquecer daquela cena. Um silêncio tomou a sala quando ouviram um toque de trombeta, temeram o som pensando que seriam os Orc’s.

–Espere... Isso não é dos Orc’s- Legolas foi o primeiro a correr para fora do arsenal, os outros o seguiram. Os olhos de todos brilharam, a esperança havia aumentado, um exercito de elfos aproximava-se, o rei também se fez presente no local observando seus novos aliados, um elfo se destacou do meio de todos.

–Há muito tempo, houve uma aliança entre homens e elfos.

–MIRANDAAAAAAAA!

A ruiva virou-se ao ouvir a voz conhecida, os elfos abriram caminho para que ela corresse. Era Kelsey montava em um cavalo negro juntamente com outros três pôneis com anões em cima.

–Kelsey!

–Miranda olha você estava certa. – A morena Gryffindor descia do cavalo indo de encontro com sua colega.

–Eu avisei não foi?

–E que tal um pedido de desculpas por quase ter me matado?

–Não força minha amiga... Quem são esses? – Miranda olhou fixamente para os três anões, dois mais novos e um mais velho.

–Os dois ali são Kili e Fili e o outro... Thorin. – Os dois anões aproximavam-se da ruiva.

–Prazer cara senhorita... Seu cabelo é tão diferente, não é como um ruivo normal é mais... Vermelho sangue.

–Magia que deu errado... Longa historia.

–ELE? – Gritou Legolas parecendo ter visto um fantasma e de fato vira, conhecia escudo de carvalho há muito tempo atrás.

–Legolas? Ora, saiu debaixo das asas do papai fadinha? – O elfo ignorou, todos estavam contentes porque ajuda havia chegado. Miranda olhou para Thorin e logo virou-se para Kelsey.

–Vamos minha amiga... A guerra está para começar – O tempo começava a nublar e logo choveria, aquilo significava que a chuva lavaria todo o sangue tanto de aliados quanto dos inimigos, a guerra pelo abismo começou.

Notas finais
Proximo capitulo a guerra :333