Minhas escolhas

7 Capítulo 07: Primeiro ato de bondade


Notas iniciais
Agora um capítulo um pouco maior pra vocês, espero que gostem!

CERCA DE DUAS SEMANAS DEPOIS.
— Finalmente um momento de paz. — Blásio se joga na poltrona no salão comunal.
— Cuidado ainda podem nos ouvir. — Pansy foi até as escadas que levavam aos dormitórios checando e assentindo que a barra estava limpa.
— Quem diria que fingir ser mal fosse tão cansativo. — O moreno relaxou mais na poltrona me olhando de canto de olhos.
— Isso sim e verdade, o que nos leva a questão de porque estamos fingindo mesmo. — O olhos escuros da garota se voltaram para mim, eu sabia que não podia evitar o assunto por mais tempo.
— Sejam sinceros, querem mesmo torturas os primeiranista e os Grifinórios? — Olhei para cada um deles, e me lembrei do momento que toda essa loucura começou.

FlashBack On

"O feriado de pascoa tinha se provado ser o pior da minha vida, assim que o Lorde das Trevas chegou estávamos com as mãos abanando e por sorte apenas formos torturados, consegui fazer com que minha mão ficasse ilesa, o que sobrou para meu pai que não pareceu nenhum pouco feliz com isso, mas não deu tempo do castigo dele comigo, já que eu teria que retornar a Hogwarts. Outra coisa que estava se provando ser a pior era a escola, todos tinham medo estampado nos olhos, os irmão Carrow era o terror da escola, sempre aplicando punições mediante a maldição Cruciatus, meu padrinho consegui livras algumas punições, mas grande parte da Sonserina ajudava nas punições, isso chegava me enjoar, estávamos torturando colegas de escola, por causa de status de sangue, ou por puro prazer.
Eu tinha encontrado Blásio e Pansy no café, já faziam uns dias que tínhamos retornado e naquele dia tínhamos aula de poções, no caminha vi três primeiranista da Grifinória prestes a receber uma punição por tramar nos corredores, por Merlin, eram apenas crianças, o que elas podiam estar tramando, com isso não pude evitar de me aproximar, eu sabia que Aleto e Amico gostavam de terceirizar seus trabalhos, mesmo na tortura, e foi exatamente que fizeram quando me pediram, eu senti minha mão suar enquanto olhava para as crianças, quando fiquei de costa para os outros pisquei para eles que me olharam confusos.
Eles tem que entender que precisam fingir, se não quem se encrencaria seria eu.
— Finjam. — Sussurrei apenas para os três.
— Vamos lá Draco. — Goyle incentivou atrás de mim.
— Sim, mostre para eles que não podem fazer o que querem. — Crabbe concordou e aquilo fez meu sangue esquentar.
São apenas crianças e com isso me concentrei, eu tinha que ser convincente
— Crucius. — De primeira vi o olhar deles confusos.
Mas ai a garota soltou um grito e caiu, por um momento todos gelaram, mas o dois outros imitaram ela, claro que ela tinha que ser a mais esperta, assim que viram que abaixei minha varinha saíram com a ajuda de alguns veterano da Grifinória que me olharam com raiva.
— Muito bom Malfoy. — Aleto me cumprimentou seguindo o corredor contrario ao meu.
Quando ia caminhar dei de cara com Blásio e Pansy.
— E serio isso? — Ele tinha um olhar serio.
— Nos não somos idiotas, sabemos o que fez. — Pansy tinha um olhar confuso.
— E o que fiz? — Dei de ombros seguindo para a aula.
O resto do dia foi normal, até virar um corredor e dar de cara com ninguém menos que a Weasley fêmea e dois Grifinórios, senti meu coração errar uma batida, as lutas nos corredores eram recorrentes, aonde eles tentavam se "vingar" por conta das torturas, isso terminava com alguém na enfermaria com a memoria alterada.
— E Draco né? — Olhei para os cabelos castanhos saindo de traz da ruiva e reconheci a primeiranista de mais cedo.
— Sim. — Eu não entendia o que estava acontecendo quando vi ela se aproximar.
Eu não podia lutar pra valer com eles, afinal tudo que fiz mais cedo era exatamente pra evitar pessoas sendo machucadas desnecessariamente.
— Pra você. — Olhei para as mão pequenas da garota e tinha uma pequena carta da cor lilás.
Meu instinto foi abaixar na altura dela e pegar a carta com cuidado ainda confuso.
— O que é isso? — Fiquei encarando o papel na minha mão.
— Eles nos contaram o que você fez. — A ruiva se manifestou me fazendo olhar por cima dos olhos da garotinha.
— Não sei do que está falando. — Respondi seco.
— Claro que não, mas mesmo assim ela levou o dia inteiro pra fazer. — Voltei meus olhas para a garotinha que tinha os olhos de expectativa.
Abri a carta que era apenas uma folha e vi que tinha um desenho de mim, vestido de verde e cabelos loiros de forma bem infantil, e embaixo a seguinte frase: "Melhor Soserino do mundo, obrigada!"
Senti uma emoção estranha quando olhei para a menininha na minha frente que de repente me abraçou, abracei devagar e olhei para os demais que tentava esconder um sorriso.
— Ei não conte meu segredo pra ninguém da minha casa certo? — Falei para a garotinha quando me soltou.
— Pode deixar. — Ela sorriu.
— Qual o seu nome? — Eu sabia que era bobagem, mas era a primeira vez que tinha feito algo de bom para alguém.
— Melani. — Ouvimos um barulho o que fez com que todos se dispersassem.
A ruiva pegou a pequena e levou com ela, não antes dela acenar pra mim sorrindo e sumir.
Quando olhei para trás vi Blásio e Pansy me olhando de forma suspeita.
— Admiradora secreta? — Pansy sorriu como se já soubesse de tudo.
— Eu não sei do que está falando. — Guardei a carta no meu bolso interno da veste.
— Claro que não. — O moreno me olhou com um sorriso que a muito eu não via.
Depois daquele dia um acordo mudo se formou entre nos, que sempre estávamos por perto para as punições, e agora ao que parecia todos sabiam que nos não faríamos nada, o que melhorou bastante na atuação."

FlashBack Off


— E claro que não, mas você nunca se mostrou aversão sobre essa possibilidade. — Pansy se sentou ao meu lado.
— Ela esta certa, não que estejamos reclamando, mas queremos saber que isso e real e não uma forma de descobrir quem esta do lado Daquele-que-não-deve-ser-nomeado. — Blásio parecia incerto do que falar.
— Eu não faria isso com vocês. — Eu me sentia meio mal por saber que eles pensavam isso de mim.
— Nos sabemos, e por isso estamos te seguindo, só queremos saber o porque. — Senti a mão de Pansy na minha.
— Eu sou uma Veela. — Soltei de uma vez, o que fez com que ela levanta-se soltando minha mão.
— Isso e serio? — Sua voz era baixa.
Assenti com a cabeça esperando a pergunta mais importante que viria.
— E a Granger né? — Olhei assustado para Blásio que sorriu.
— Como? — Se eles perceberam talvez mais pessoas pudessem ter percebido.
— Somos seus melhores amigos e estudamos Veelas no ano passado. — Ele deu de ombros.
— E fora que ela e a única que conseguiu fazer você perder o sono. — Pansy debochou.
— Não brinquem com isso. — Eu estava com medo.
— Relaxa, seu segredo esta a salvo com a gente, mas ela não sabe não é? — Pansy voltou para o sofá.
— Claro que não. — Olhei para a lareira.
— Pensei que Veelas tivessem um ano sabe pra completar a ligação com sua companheira. — Podia sentir os olhos do Blásio em mim.
— Poção inibidora. — Expliquei simplesmente.
A conversa foi cortada com mais alunos entrando no salão e por um momento senti o peso daquele segredo tão bem guardado ser tirado levemente de mim, sabendo que agora eu tinha amigos que sabia e me apoiavam, eles não precisava dizer isso, era assim que éramos, Sonserinos leais aos nosso.

Notas finais
Me contem o que acharam desse lado mole do nosso loirinho??? Que imaginaria não e mesmo rsrsrs
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.