Minhas escolhas
4 Capítulo 04: Encontro na mansão Malfoy (Parte 02)
Notas iniciais
— Que foi que você fez com ele? – perguntou Lúcio a Greyback. – Como foi que ele ficou nesse estado?
— Não fomos nós.
— Está me parecendo mais uma Azaração Ferreteante – Ao que parece Lúcio não tinha a cabeça só para enfeites.
— Tem alguma coisa ali – sussurrou –, poderia ser a cicatriz, distendida... Draco, venha aqui, olhe direito! Que acha?
Eu tive que me aproximar mais uma vez, e dessa vez Potter olhou para mim, ele parecia entender que eu não o queria entregar.
— Não sei – Respondi saindo de perto e voltando para a lareira junto de minha mãe.
— É melhor termos certeza, Lúcio – Minha mãe podia parecer frágil, mas tinha sobrevivido até aquele momento com sua astucia e visões e claro com sua capacidade de se manter calma e fria, como estava fazendo naquele exato momento vendo o que eu estava tentando fazer. – Absoluta certeza de que é Potter, antes de chamarmos o Lorde das Trevas... Dizem que isto é dele – comentou ela, olhando bem a varinha de ameixeira-brava –, mas não parece a que Olivaras descreveu... Se nos enganarmos, se chamarmos o Lorde das Trevas inutilmente... lembra o que ele fez com Rowle e Dolohov?
— E a sangue ruim aqui? – Senti meu corpo se tencionar pronto a lutar com a outra criatura que agora forçava ela para a luz, tirando o holofote de Potter, não tínhamos o que fazer nenhuma desculpa para não a reconhecer, porque ela não tinha feito o mesmo com ela, porque ela pensou só no estupido Potter.
— Esperem – Minha mãe falou como se para mim, e com isso senti meu corpo se travar mais uma vez, o que eu faria, tinha que tirar ela dali, de qualquer forma, ela tinha que sair daquela sala rápido, eu podia sentir uma sirene na minha cabeça em vermelho demonstrando o perigo da situação. – Sim... sim, ela esteve na Madame Malkin com Potter! Vi a foto dela no Profeta! Olhe, Draco, não é a garota Granger?
— Eu... talvez... é. — Eu não queria entrega-la, eu não podia fazer isso, esse só podia ser o pior dia da minha vida, bom pelo menos até aquele momento e claro.
— Então, esse é o garoto Weasley! – gritou Lúcio, indo até o cabeça de cenoura que parecia mais alto, magro e desajeitado que antes, se isso era possível. – São eles, os amigos de Potter... Draco, olhe para ele, não é o filho do Arthur Weasley, como é mesmo o nome dele...?
— É – Eu sentia o suor se formando pelo meu corpo e eu virei as costa olhando de lado para minha mãe, eu tinha que sair daquela sala, um plano se formava na minha mente – Poderia ser.
E quando tudo já estava ruim o suficiente a porta da sala se abriu, e quando o diabo não vem manda o secretario, eu tinha ouvido essa expressão uma vez de alguns trouxas, e ela cabia perfeitamente naquela situação.
— Que é isso? Que aconteceu, Çiça? — Belatriz Lestrange entrou na sala, tia Bella, ela que agora tinha um olhar brilhante encarando de Hermione para Potter de forma frenética.
— Mas, com certeza – Sua voz era calma, o que era mais assustador que seu tom louco. –, essa é a garota sangue ruim, não é? É a Granger?
— É, sim, é a Granger! – Eu só queria que Lúcio calasse a maldita boca uma única vez, mas lá estava ele quase pulando na frente da minha tia, como uma criança em dia de natal. — E, ao lado dela, pensamos que seja o Potter! Potter e seus amigos, enfim, capturados!
Eu estava tentando achar uma saída da sala, eu precisava colocar meu plano em ação rápido quando cometi o primeiro deslize.
— Draco, leve esse lixo para fora – Olhei para os sequestradores caídos no chão me amaldiçoando por me distrair naquele momento. – Se não tiver peito para acabar com eles, deixe-os no pátio para mim.
— Não se atreva a falar com Draco assim – Minha mãe veio em minha defesa, mas claro que naquele momento tia Bella já estava fora de realidade.
— Cale-se! A situação é mais grave do que você seria capaz de imaginar, Ciça! Temos um problema muito sério!
Ela agora olhava os prisioneiros com uma espada em punho, e eu senti meu corpo pronto para pular na frente dela caso fosse necessário, claro que eu não podia fazer aquilo, mas será que se eu estivesse na sala eu seria capaz de ficar parado apenas olhando.
— Se, de fato, for Potter, ele não deve ser ferido – Ela parecia cada vez mais louca. – O Lorde das Trevas quer liquidar Potter pessoalmente... mas se ele descobrir... preciso... preciso saber...
Ela tornou a se dirigir à irmã:
— Os prisioneiros devem ser levados para o porão, enquanto reflito sobre o que fazer!
— A casa é minha, Bela, você não dá ordens na minha...
— Obedeça! Você não faz ideia do perigo que estamos correndo! – Pela primeira vez eu a via o mais perto de assustada que já tinha visto, e claro descontrolada quando um raio de fogo saiu de sua varinha furando o tapete antes perfeito.
— Leve os prisioneiros para o porão, Greyback. — Minha mãe fez um sinal leve para mim de cabeça e eu aproveitei fazendo os quatro inconscientes levitarem e comecei a sair da sala quando ouvi aquela frase que fez meu coração acelerar.
— Espere – A voz de Belatriz era ríspida e assassina e isso fez meu sangue gelar. – Todos, menos a sangue ruim.
Continua...
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