Minhas escolhas

1 Capítulo 1: O inicio do fim


Notas iniciais
E minha primeira fics desse gênero espero que gostem, por favor comentem suas impressões e opiniões vou ficar muito feliz em ler e responder cada um.

Ao ver ela entrar na sala meu coração se quebrou, eu não a queria ali, não quando eu nem ao menos podia ir ao encontro dela, nem defende-la, não quando eu estava sendo mais uma vez julgado, olhei para Kingsley que a recebia, claro que Potter e Weasley estavam com ela, pelo menos eles estava lá aptos para intervir caso necessários, não que isso melhorasse minha situação, afinal, aquilo era meu dever, e mesmo lutando contra a vontade de tê-la perto de mim e mantê-la segura, meu coração ficou inquieto quando ela se sentou a dois metros de mim olhando para Kingsley que agora estava em sua grande e ridícula cadeira.

— Senhorita Hermione Jean Granger, está aqui por vontade própria? — A voz de Kingsley ressoou no grande cômodo de pedra.

Claro que eu já tinha estado ali outras vezes, no julgamento do meu pai, da minha mãe e no meu próprio, mas nenhuma das experiencias me preparou para estar aqui dessa forma, olhei para os outros que estava ali auxiliando o Ministro e vi olhares de ódio para mim e de pena para ela, claro que eles não queria nem ouvia a história, estava loucos para em condenar, foi assim da primeira vez, e assim como hoje, ela interveio evitando que tanto eu como minha mãe fossemos condenados, mas essa era uma oportunidade de ouro que mais uma vez poderiam me mandar para Azkaban.

— Sim Senhor. — Sua voz firme não deixava dúvidas sobre sua intenção e com isso encarou o Ministro que assentiu vendo sua determinação.

Eu não podia negar que ao vê-la ali pronta para me defender mexia comigo, mas, esse era meu dever, eu tinha jurado a mim mesmo depois de desistir de ficar longe dela que nunca mais a faria mal, e lá estava eu levando-a para um poço aonde no fundo tinha um alçapão mais fundo ainda.

— Gostaríamos que você narre tudo desde o início, lembrando que após seu testemunho analisaremos suas memorias, de acordo? — Era visível o quanto essa frase havia sido usada naquela sala.

Por mais uma vez eu quis me desligar de tudo, eu não queria ver aqui, não queria ouvir aquilo, não queria ser eu, não queria estar ali.

— Sim Senhor. — A raiva saiu por um momento do controle e senti meu corpo reagir automático quando forçou as correntes e rosnou em protesto da distância que eu tinha dela.

E com isso o volume das vozes aumentou, todos ali estavam convencidos que eu a tinha de alguma forma enfeitiçado, claro que isso era um absurdo, ela era talentosa demais pra que eu pudesse fazer isso, e mesmo que com toda a sorte do mundo magico e trouxa ao meu lado eu não teria essa capacidade de fazer isso com ela, não depois de tudo que eu fiz, não depois de todas as escolhas que eu tive que fazer.

— Pois bem, pode começar Senhorita. — Claro que alguém animado para me ver ser condenado falou do meio da multidão.

Eu não podia julgar ninguém ali por querer minha cabeça, eu merecia isso, eu merecia coisa pior, tudo que eu fiz, mesmo nunca tendo matado ninguém com minhas mão ou varinha, eu ainda tinha sido conivente com muita coisa, tinha imagens que nunca sairiam da minha mente, nem em uma milhão de anos eu poderia merecer o que estava acontecendo, ela tinha uma determinação inabalável, e sua teimosia Grifinória era visível até para quem ela não estava olhando, eu sabia que nunca chegaria ao pés de poder merecer tal coisa, mas meu coração se enchia de alegria por saber que tudo isso era por mim, era por nos.

Seus olhos castanhos se fixaram em mim, e eu tentei lhe dar tudo, tudo que eu tinha, tudo que eu sabia que ela merecia, eu tinha que fazer sempre o meu melhor quando se tratava dela, eu precisava que ela soubesse mesmo sem palavras que eu estaria sempre ali pra ela, sempre presente, que a partir do momento que me permitir ter ela, nunca mais iria dar um passo pra trás, ela me teria sempre cem por cento, nunca mais eu iria deixar nada nem ninguém me tirar do meu lugar ao seu lado.