Minhas escolhas
5 Capítulo 05: Encontro na mansão Malfoy (Parte 03)
Notas iniciais
Eu me apressei saindo do alcance deles, chamando um dos elfos mandando ele levar os quatro para fora, que ela pense que sou um fraco, eu tinha poucos segundo para agir.
— Dobby. — Ele era minha única esperança, eu tinha que fazer aquilo, mesmo que isso me deixasse exposto.
— Jovem Malfoy, o que Dobby esta fazendo aqui? — O elfo ainda tinha um olhar inocente como ele se lembrava, ele nunca tinha maltratado o elfo, mas sabia que sua omissão era tão ruim quanto uma agressão.
— Você ainda quer salvar Harry Potter? — Ele ouviu um grito feminino e sabia o que estava acontecendo, mesmo aquela distancia ele sabia exatamente que sua tia Louca estava torturando Hermione Granger, sua companheira, e mesmo com a poção inibidora ele sentia a criatura pronta para matar.
— Harry Potter e meu amigo e claro que Dobby quer salvar ele. — Voltei para o pequeno elfo.
— Então ouça com atenção. — Mas um grito e minha mente tinha que se focar na missão atual, eu tinha que tirar ela dali e salva-la e mesmo que eu tenha que ficar para garantir que ela não se machuque e eu morra eu não ligava. — Eles estão sendo levados para o porão, vá até lá e ajude Potter e o Weasley a saírem, eles tem que salvar a Granger. — E com isso mais um grito foi ouvido.
— Dobby vai salvar seus amigos. — E lá se foi o elfo aparatando, eu tinha se ser forte agora se não arrombaria aquelas portas e mataria cada um ali.
Eu voltei correndo para a sala, me recompondo antes de entrar e tive que me segurar, lá estava ela, com o braço ensanguentado, corpo retorcido caída no chão frio, Belatriz em pé acima dela olhando com um olhar assassino.
— Como foi que você entrou no meu cofre? – Agora sim ela estava totalmente fora de controle gritando como uma lunática e eu estava me segurando para não arrancar a cabeça dela fora. – Aquele duende nojento, no porão, a ajudou?
— Só o conhecemos esta noite! – Soluçou Hermione. – Nunca estivemos em seu cofre... essa não é a espada verdadeira! É uma cópia, é só uma cópia!
— Uma cópia? Ah, com certeza!
— Mas é muito fácil descobrir! – Eu já disse isso antes, mas Lúcio deveria aprender a manter a maldita boca fechada. – Draco, vá buscar o duende, ele poderá nos dizer se a espada é ou não verdadeira!
Mas eu sabia que aquele era meu momento, eu corri escada abaixo para o porão.
— Afastem-se. Se enfileirem na parede do fundo. Não tentem nada, ou mato vocês! — Eu falei mais alto entrando enquanto eles me obedeciam, droga Dobby não tinha ainda conseguido entrar no porão, claro alguém tinha colocado um maldito feitiço para isso também.
Entrei me sentindo fraco pelo que presenciei ali em cima e agarrei rapidamente o duente pelo braço e o arrastei pela porta, enquanto passava desfiz o feitiço para elfos.
— Dobby agora. — Sussurrei baixo para que ninguém ouvisse.
E fui para cima o mais rápido que conseguia com o duente a reboque, meu corpo estava pesado, e eu sabia que a criatura dentro de mim estava levando a melhor, quando cheguei ao andar joguei o duente em direção a Belatriz que estava lançando mais uma maldição contra Hermione, só mais alguns minutos, eu tenho que aguentar, eu não podia simplesmente reagir, não era só a vida dela em jogo, minha mãe também estava, e eu era um comensal com marca, estar comigo a fazia ficar ao alcance da mão do Lorde das Trevas, eu não podia arriscar ela, não daquela forma.
— Que foi isso? – Eu fiz cara de desentendido após ouvir um poc de aparatação vindo do porão. – Vocês ouviram? Que barulho foi esse no porão?
Minha mãe fez um sinal com a cabeça e eu ia descer.
— Draco... não, chame o Rabicho! Mande-o descer e verificar!
Sai da sala agora para encontrar aquele rato que por sorte, sendo quem era, estava ouvindo atrás da porta, ele desceu desconfiado e eu me senti mais tranquilo, Potter e o cabeça de cenoura podia com ele, certo?!?!?!
Depois de um tempo sem respostar Lúcio se aproximou da escada e senti meu sangue gelar.
— Que foi, Rabicho?
— Nada! — Ouvi uma imitação de Rabicho e fiquei olhando, mas ao que parece apenas meus ouvidos de Veela captaram a sutil diferença e vi Lúcio se afastar voltando para o centro de toda aquela tragédia.
Belatriz agora estava parada olhando de Hermione para o duente.
— Então, é a espada verdadeira? — Sua voz estava histérica pela demora da criatura, que encarava a espada por um tempo.
— Não. — Respondeu ele com calma. — É falsa.
Senti meu peito falhar, e claro que não era falsa, minha tia não era burra a esse ponto, mas parece que até o duente tinha sido convencido a ajudar aquele dia.
— Você tem certeza? Certeza absoluta? — Uma pequena fagulha de esperança apareceu em seu rosto.
— Tenho.
— Ótimo. — De forma quase casual ela balançou sua varinha fazendo mais um corto na criatura pequena que caiu com um grito ao seus pés e ganhou um chute por isso. — E agora, vamos chamar o Lorde das Trevas.
Eu senti minha marca esquentar, e eu sabia, ele viria, ele iria responde o chamado, meu coração parecia em conflito, o que eu faria caso ele chegasse ali e resolvesse mata-la, eu não ia poder me omitir mais, eu teria que reagir, eles tinham que ir embora, e tinham que ir agora.
— E acho que podemos dar um fim a sangue ruim. Greyback, leve-a se quiser. — Eu senti meu peito de encher de raiva, mas parei quando ouvi um grito.
Continua...
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