Minhas Palavras
7 Capítulo 7 - Fim
Notas iniciais
O fim.
O fim nunca é bonito. Somos nós quem o torna belo.
Nada foi poesia. Nada é poesia.
Mas nós temos o poder de tornar tudo nela.
Quando tudo não tiver mais sentido, lembre-se dela. Quando você esquecer o que é amar, quando se esquecer o que é odiar, o que é ter raiva, o que é felicidade ou tristeza, o que é sentir, lembre-se dela. Lembre-se dela mesmo quando se esquecer por que respira. Lembre-se dela quando passar a noite acordado pensando no significado de continuar vivo quando nada mais parece importar, quando tudo parece uma repetição contínua de vazio, de perdição. Lembre-se dela quando vir o mundo e não sentir mais que pertence a ele. Quando não sentir mais que pertence a si mesmo.
Quando ninguém no mundo te fazer notar que você ainda é você, apesar de todas as dores, dos vazios.
Lembre-se que o nada nunca foi nada. Ele é a ausência de tudo.
A poesia me salvou. As palavras me salvam a cada instante. Por isso as amo.
Não por que me são, mas porque me fazem ser.
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