Meia noite. Todos os caras do “My Chem” – incluindo Bob que, mesmo não fazendo mais parte da banda, eu ainda considerava um de meus melhores amigos – e suas famílias estavam aqui em casa. Mikey e Bob faziam uma competição de quem bebia mais, Alicia perguntava algumas coisas sobre a Bandit à Lyn-Z – ela e Michael já estavam programando terem um bebê também – Ray e Frank conversavam sobre uns modelos novos de guitarras enquanto bebiam, e Christa (nota: nunca sei se é Christa ou Krista) e Jamia riam com as gêmeas dos Iero. Claro, ele a trouxe. Como eu não imaginei isso? Eu convidei “Frank e família” e é claro que ele não entendeu que eu quis dizer “Frank e, no máximo, suas filhas”... Ainda chegou bem feliz, abraçado nela.

Acho que ainda não comentei o que eu estava fazendo, certo? Bom, eu estava sentado em um canto, tentando não chorar e fazendo a minha melhor cara de nojo que, se observasse bem, perceberia que era a minha melhor cara de “tirem ela daqui”. Frank parecia nem se importar, continuava com seu assunto chato, junto de Ray.

Resolvi que seria melhor eu sair dali. Claro que não sair da casa, pois Lyn-Z não deixaria. Soltei a garrafa de bebida que eu nem havia provado, me levantei – ainda com minha melhor cara de repugnância – e subi as escadas até meu quarto. Percebi que Lyn-Z me seguia com os olhos, e parecia um pouco preocupada por eu estar deixando minha própria festa assim.

Quando cheguei ao quarto, me joguei na cama. Chorei. Que se foda o meu aniversário, que se fodam os convidados, que se foda a comida e as bebidas. Que se fodam todos. Eu só quero ele.

Uma hora havia se passado e eu continuava lá, lembrando dos momentos que passamos juntos. Antes de termos filhos, antes de Lyn-Z e Jamia, antes de tudo...