Minha Última Fantasia... Até Recomeçar
15 Capítulo 14 - Fênix
Ao ouvir sobre mexer em memórias Marry arregalou os olhos, não acreditava no que tinha ouvido. Ela ia esquecer de tudo se dependesse daquele cientista, da sua família, da sua missão e pior... Do homem que amava. A raiva consumiu as veias dela e começou a se debater tentando chutar Chess – já que suas mãos estavam amarradas— ela gritava e esperneava. E uma dor atravessou sua perna, uma agulha havia entrado ali o que ela cogitou ser sedativo já que novamente estava sendo tragada para a escuridão.
Já que ela estava fora de si, quero contar a vocês o que estava acontecendo ali. Chess havia colocado ela dentro do tanque vazio, seu trabalho havia terminado ali, há poucas semanas não acreditava que Mark, o Soldier promissor, era na verdade um espião traidor sedento por vingança, porém não esperava que fosse uma mulher, não mesmo. Ficou ali parado vendo os médicos e cientistas plugarem fios na cabeça da jovem e no peito da mesma, não que ela estivesse sem roupa, uma médica fez questão de deixá-la vestida e fez apenas alguns cortes na vestimenta para prender os fios. Assim que todos os fios foram encaixados os monitores ganharam vida com aquele irritante bip bip ecoava pelo laboratório.
De alguma forma que Chess não entendia, aquele tanque tinha algo que a mantinha de pé, não duvidava da tecnologia da Shinra. A máscara – que mais parecia de nebulizador – foi a última coisa que fora posto nela, só assim fecharam o tanque e todos eles voltaram para seus postos. Aos poucos dava para ver uma fumaça esverdeada adentrando no tanque redondo.
Os olhos do ruivo se arregalaram então aquilo era a tal “mãe”, não parecia ser algo perigoso, para um leigo, porém se você soubesse o que realmente aquilo fazia... Já teria corrido para longe daquele lugar.
Não demorou muito para que o gás sumisse e desse lugar a uma água esverdeada, tudo aquilo era uma mistura de Lifestream com Jenova. Um tipo de sirene ressoava no laboratório o que fez Chess pular em alerta.
Etapa número 1 concluída, etapa número 2 começando, mudança de memória.
Era o que uma voz feminina dizia. Nos painéis ondas se mexiam, vou explicar, aquelas ondas era as ondas cerebrais da Moonlight, aos poucos iam aumentando conforme os cientistas acrescentavam memórias que por ela nunca foram vividas. Não apagaram as memórias da moça, até porque eles não tinham esse poder, só podiam implantar e não remover. Ora como então eles conseguem as memórias?! Você deve estar se perguntando... Para eles é fácil visualizar com seus cabos e recriá-las em computador, mas apagar algo definitivamente na cabeça de uma pessoa é um ato completamente impossível. As memórias de Marry foram apenas jogadas para um outro nível de seu cérebro, seu inconsciente.
Aos poucos os cabelos castanhos desapareciam e se tornavam brancos, essa era a única mudança visível até agora, o processo estava já no final, tanto os médicos, cientistas e Chess estavam curiosos, não sabiam se dariam certo ou não. Os olhos da menina se abriam revelando serem verdes e fendados, assim como os de Sephiroth, uma comoção calorosa entre eles surgiu, uns gritaram por ter dado certo, uns estavam em choque e outros sorriam.
A visão que Marry tinha era como seu sonho, estava em um tanque, seu corpo não tinha controle, mexia sozinho, mas conseguia ver tudo o que se passava a sua volta. Ela queria gritar, na verdade ela gritava dentro de sua mente chamando por Cloud, mas de sua boca não saia nenhum som.
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