Minha vida nas mãos Dele....

15 Sonho confuso, realidade bagunçada.


Notas iniciais
=D esse também deu trabalho.... espero que gostem!

Estava no chão da sala aparada pelos braços fortes Dele, apavorada demais pra falar, confusa demais pra pensar, com medo demais pra reagir.

–Hei hei- Me apertava em seu colo tão calmo que nem parecia que tinha levado 3 tiros à queima roupa. — Está tudo bem agora minha pequena. — toquei seu peito de olhos fechado procurando algum ferimento. — Vê, estou bem, nenhuma dessas armas humanas podem me ferir. — me abraçava sutilmente esperando eu me acalmar.- Que barulho irritante é esse?? — Perguntou em meio a um rosnado. Sirenes, aquele barulho eram de sirenes.

– Com licença, tem alguém ferido aqui? — a porta de entrada estava escancarada e havia um policial entrando cuidadosamente.

– Não. Algo errado senhor? — Khali parecia desconfortável.

– Alguns vizinhos disseram que viram o homem que se matou lá fora sair daqui. Pode me contar o que aconteceu?- O policial tinha um tom preocupado.

– Claro, só me dê um minuto para acalmá-la?

– Se achar que é preciso posso pedir a um paramédico para trazer-lhe um calmante. Ela está claramente em estado de choque.

– Por favor, seria de grande ajuda.

Ouvia passos e vozes ao longe, havia tomado o comprimido que o moço de azul trouxe. Khaliadranosh me carregava pro quarto enquanto policiais aguardavam por uma explicação. Hendrique havia atirado na própria cabeça ao se afastar da minha casa e eu sabia que o dono daqueles falsos olhos castanhos sorria satisfeito com isso. Foi ele. Ele o matou, usou algum tipo de hipnose apenas para não me assustar.

Me colocou na cama e vi quando uma camisa de mangas longas se "materializou" cobrindo seu tórax.

–Descanse minha Anne, pode deixar que resolvo as coisas lá embaixo. Só preciso saber como são chamados aqueles caras com roupas iguais...

– Policiais- murmurei. Ele franziu o cenho confuso. — São a versão moderna de guardas ... ou soldados... eles mantém a ordem... ou pelo menos tentam. — deu um beijo demorado em minha testa.

– Volto assim que puder!

– Khaliadranosh?- chamei-o. — Você vai precisar de documentos... — me olhava com a sobrancelha erguida. — Pode pegar minha bolsa ali no canto? — Trouxe-me ainda com cara de quem tentava entender algo. Abri minha carteira, peguei meus documento e mostrei a ele. — Isso são documentos, servem pra te identificar. Você não existe até ter um de cada. — Olhou atentamente cada um deles, pensou por um tempo e sorriu.

– Você é bem esperta pro seu tamanho não é mesmo? — me deu um beijo demorado de agradecimento.- Agora durma.

Ouvia uma voz distante me chamando, era uma voz calma, me transmitia uma paz.

–Quem esta ai?- abri os olhos e me vi em um campo florido, havia uma pequena cachoeira perto, o céu era um azul tão bonito, quase sem nuvens e as poucas que tinha, eram completamente alvas.

– Você corre perigo criança. — A voz ecoava — Não deixe que ele corrompa você!

– Do que está falando? Quem está ai?? — meu coração estava apertado.

– Pergunte-o sobre Lanellus!

A paisagem mudou, era noite, estava numa clareira no meio da floresta, minha visão estava turva, porém conseguia ver uma mulher de longos cabelos negros, sua pele parecia emitir um brilho azul. Ouvi o bater de asas. "Khali". Sussurrei ao vê-lo pousar atrás da moça. Usava a mesma armadura, só que ali a armadura estava completa. ate suas asas eram protegidas pelo traje pesado.

– Estás atrasado amor meu. — Meu coração estava apertado. Ele estava abraçado à ela. Olhavam juntos uma lua incrivelmente cheia.

– Tive um problema com Teutatis.- Respondeu beijando o ombro dela. " O que é isso?? Pare, por favor!! Eu... eu não quero mais ver!" Implorava, mas nada acontecia.

– Meu irmão realmente não tem apreço por ti! — Ela ria, meus deuses, como era linda!

–Não importa-me o que aquele asno pensa .- Virou-a e deu-lhe um beijo — Importa-me apenas o que tu pensas, deseja e sente! Melinyë¹

–Amo- te mais!

Novamente o cenário mudou, estava numa espécie de templo iluminado por algumas velas e tochas, as paredes eram negras e tinha cortinas vermelhas tecidas no que parecia ser seda . Andei pelo lugar, estava chorando, meu coração estava apertado, não queria ter visto aquela cena. Senti-me, pela primeira vez na vida, feia, comparava-me aquela mulher que estava nos braços dele. Ele me parecia tão... Feliz.

Pisei em algum liquido, era morno, viscoso. Olhei pra meus pés. "Sangue?" , conclui em voz alta. Notei que estava diante de uma estátua enorme. Lembrava muito Khaliadranosh , mas era bem rústica notei que aos pés dela havia uma espécie de altar. Analisava a cada detalhe quando ouvi algo que parecia uma respiração. Caminhei seguindo o som, quanto mais perto mais sangue. Abri meus olhos e levei a mão na boca. Khali estava ajoelhado ao lado daquela moça, ela não emanava mais aquela luz azul, tinha um enorme ferimento no peito. Ele tremia, de seus olhos jorravam lagrimas, de suas mãos gotejavam o sangue daquela moça, ele olhava pra cima como se rezasse.

–Vê criança. É isso que acontece com os que se aproximam desse monstro.

Acordei sobressaltada. Meu peito doía e minha marca queimava. Caminhei ao banheiro, lavei meu rosto. O escuro no quarto indicava que já era noite.

– Que merda foi essa? — perguntei ao meu reflexo. Escovava os dentes quando ouvi algo anormal. Risadas... Três risadas diferentes. Forcei meu cérebro a funcionar. Eu conhecia aquelas risadas. -Mas que... — Eram Khali, Dylan e Tanaka!

Notas finais
Melinyë¹ - Eu te amo.