Minha vida nas mãos Dele....
26 Um novo caminho.
Notas iniciais
Ela estava em meus braços uma vez mais. "Merda!" eu tinha ido rápido demais, ela não conseguiria suportar tanta informação de uma vez. "Pensa Khaliadranosh, pensa!". Coloquei a minha Pequena "sentada" na cadeira que ela estava antes, ajeitei seus braços e recoloquei seus fones de ouvido. Não pude evitar beijar sua testa antes de sair da sala. Enquanto encostava a porta cuidadosamente, esbarrei em alguém.
–Então.... — Lugh me olhava animado. — É ela mesma!
–Sim.- não pude conter meu sorriso. Sabia da vontade dela de seguir os passos da mãe, então, eu precisaria apenas ter uma empresa e torcer pra que Ela me encontrasse. — Nossa conexão ainda é muito forte Lugh. Ela desmaiou quando me viu. — olhou-me desconfiado. – Na verdade quando a pressionei um pouco.- me corrigi — Não me olhe assim. Ainda há esperança. Fiz com que ela pensasse que foi só um sonho. Ela não saberá que eu estive aqui.
– Dannan o proibiu de procurá-la.
– Sim, e não desobedeci a essa regra, Anne chegou a mim por si só! Ela me encontrou. Só não consigo entender o porquê das memórias dela estarem voltando! Dannan me proibiu de procurá-la. Não disse que deveria fugir dela caso me encontrasse novamente.
–A marca talvez?
– Pode ser. Não entendi o motivo pelo qual Dannan não a apagou. — De fato, quando notei que ainda estava ligado à Anne pela Marca fiquei confuso. — O ponto é, preciso que Anne me conheça novamente. Ela não pode se lembrar de quem sou. Não sei o que pode acontecer caso ela se lembre de tudo.
– Khaliadranosh, você já pensou na possibilidade de deixá-la ir?
– Não.- fui sincero. — E você está encarregado de entrevista-la!
– E se ela não corresponder aos requisitos da vaga? — Me encarava travesso. Não tinha pensado nessa possibilidade.
– Faça seu trabalho! — Lugh era responsável pelo RH da nossa empresa e como tal, era o trabalho dele decidir quanto às contratações.
– Claro "chefe".
Caminhei de volta para minha sala. Esses últimos quatro anos foram confusos, apesar de estar recebendo muita ajuda do meu irmão, me sinto perdido nesse mundo novo. Tentei me adequar aos padrões sociais dessa era, mas não tem dado muito certo. Atualmente tenho uma longa ficha criminal e ainda estou sob "condicional" por ter matado um policial que resolveu que seria divertido me multar. "Preciso de você minha Pequena." – Pensei. Olhei para a cidade abaixo. Descobri que sou tão bom em construir coisas quanto em destruir. Consegui rapidamente um Diploma na área de engenharia civil e quando notei nossa empresa estava entre as maiores do país.
– Senhor Anosh? — A voz irritante da minha secretária soou no interfone tirando-me de meus devaneios. — Os relatórios que me pediu estão prontos, gostaria de revisá-los agora?
– Não. Apenas deixe-os em minha mesa, quero que você cancele meus compromissos por hoje. — Não queria correr o risco de esbarrar em Anne novamente. — O que está esperando?
– Nada não Sr.
A pior parte de vir para o escritório é ter que aturar a incompetente Srtª Swan e suas infinitas tentativas de me levar para sua cama. Se nesse momento não estivesse focado em manter-me na "Linha", já teria atirado-a da minha janela. Estava no elevador rumo ao estacionamento, quando recebi uma mensagem de texto. — “O currículo dela é perfeito. Mas infelizmente a falta de experiência a impede de ocupar a vaga disponível. Quer que tente encaixá-la em outro setor?”- Respondi a mensagem de Lugh com um simples não. Tê-la na empresa seria no mínimo complicado. Durante todo o trajeto pra casa pensava em como faria para conseguir “esbarrar” com a Pequena uma vez mais. Ao chegar na minha residência, fui direito ao banheiro. Precisava esfriar a cabeça, precisava relaxar, precisava encontrar um meio de não assustá-la!
Esquentei o almoço que já se encontrava pronto pela minha empregada, só os deuses sabiam o quanto sentia falta da comida que Anne fazia pra mim. Mesmo tendo visitado os melhores restaurantes ao redor do mundo, nenhum chegava aos pés dela. Desisti de ficar em casa. Toquei de roupa e de “aparência” peguei minha moto e sai sem rumo pela cidade. Existia um lugar onde poderia beber um bom café e relaxar. Estacionei minha moto, e segui caminhando em direção ao parque que ficava no centro da cidade, ali tinha uma pequena cafeteria e era pra lá que me dirigia. Conforme me aproximava, sentia minha Länken aquecer.
“Às vezes o improviso é a melhor opção!” pensei ao avistar aqueles cabelos vermelhos sangue dançando com a leve brisa.
Fale com o autor