Notas iniciais
Ufa! Quase que não conseguia postar hoje! Mas ta ai! ps: gente, muito obrigada mesmo pelo carinho e pelos elogios nas reviews!!! Serio mesmo, não sei nem como agradecer todo esse apoio que vocês estão me dando!

Cheguei no ultimo degrau ainda não acreditando no que tava ouvindo. "Como as coisas chegaram à esse ponto?!" perguntei a mim mesma, tinha visão clara da cozinha. Uma garrafa de Whisky, três copos, três homens sentados de forma despojada comendo o que havia sobrado da minha lasanha. Meu som estava ligado, tocava em uma altura confortável um dos meus álbuns de Saving Abel.

Meu anjo foi o primeiro a notar minha presença.

– Princesa!!! Finalmente acordou! -Tanaka veio em minha direção... estava cambaleante. "WTF!!!Quantos anos eu dormir?"- Melhorou?

–Acho que sim... — O abracei. — Você está bêbado Anjo?

–Completamente!- Me olhava rindo que nem um retardado.- Mas ainda preciso brigar com você por namorar um homem mais velho!- Dylan e khaliadranosh gargalhavam . — E pior, eu não pude nem tentar fazer o papel de sogro chato! O cara é mo legal!- eu tive que rir.

Entramos na cozinha, agora sim tive noção do caos que estava. Dylan me olhava, mas antes de conseguir falar caia na risada. Na mesa tinham 2 garrafas vazia de Whisky e uma de vodca.

– Estamos comemorando o que mesmo?- perguntei olhando cartas de baralho posicionadas de uma forma peculiar.- Truco? "Cês " tão jogando truco?

– Aham — Dylan finalmente conseguiu respirar e falar algo.- Então projeto de ser humano, sua vizinha ligou pro Yashiro contando do filho duma puta mais cedo, ele me ligou, viemos correndo pra cá. Dai encontramos o "K" falando com a policia. — Oh sim.... eu queria ter visto como ele resolveu as coisas mais cedo. E que nível de intimidade é esse? . — Você tinha que ter visto a cara do Yashiro quando viu que tava tudo resolvido quando ele chegou.- ele riu de novo acompanhado por Khaliadranosh.

–A cara!- Meu anjo falava com uma voz chorosa — Ela ta crescendo tão rápido. Fiquei com ciumes de ver outra pessoa cuidando dela. Ja é ruim aceitar esse pivete na cola dela desde o jardim de infância! Agora ela me arranja um empresário bonitão!!- "Oi? Empresário? Serio Anne... quantos anos você dormiu?" — E o que sobra pro Tio anjo aqui? Hein? Hein?

– Sobra toda a parte ruim de ter uma mulher em sua dependência meu amigo! — Khali respondeu com aquele sorrisinho sacana dele.

– É néh? — Tanaka fez uma cara engraçada. — Me fudi!

Aquilo foi demais pra mim, ri tanto que minha barriga doeu. Passamos o resto daquela segunda-feira bebendo, jogando truco e rindo. Por volta das 3 da manhã, Tanaka foi pra casa de táxi, e Dylan foi dormir no quarto de hospedes, completamente bêbado. Não quis beber muito por isso ainda estava sóbria, arrumando a zona que ficou na minha cozinha. Khali estava no banho. Eu sorria satisfeita, tive medo do que poderia acontecer quando esses 3 se encontrassem. Todos são bem temperamentais. E khali tem super-poderes, ou algo assim. Mas o resultado foi maravilhoso, viraram amigos. Ver a cara do meu "namorado" quando teve que passar por baixo da mesa ao perder no truco foi impagável.

" Importa-me apenas o que tu pensas, deseja e sente! Melinyë¹" Aquela frase ecoou na minha cabeça. Acendi um cigarro. "O que era aquele sonho? De quem era aquela voz ??" Perguntava-me enquanto ia em direção ao jardim. A lua estava distante, lembrei da que vi no sonho, aquilo sim era uma lua de tirar o fôlego. Sentei-me a beira da piscina deixando mus pés dentro da água fria.

–No que tanto pensa minha pequena?- quase cai dentro da água.

–Tive um sonho estranho.- Ele sentou ao me lado, ascendendo um cigarro. — Desde quando você fuma?

–Desde hoje mais cedo.- olhei-o franzindo o cenho — Precisava manter a calma pra não machucar aqueles dois, dai lembrei que via você fumando quando estava emocionalmente alterada. Descobri que gosto. — falou dando de ombros.- Sim, conte-me sobre esse sonho.

abri a boca algumas vezes pra falar, mas não saia nada...

–Foi só um sonho ruim, Khaliadranosh. Deixa pra lá.- murmurei. Ele me olhou mostrando os olhos vermelhos.

– Lembra-se da ultima vez que tentou mentir pra mim? — Sua voz estava carregada de raiva contida. Passava a mão na minha coxa imitando os movimentos daquela noite, hora suave, hora firme. Tremi.

–S-sim

–Ótimo. Vou te dar mais uma chance. — tirou a mão da minha coxa.- O que você sonhou?

–Q-quem é Lanellus? — perguntei olhando em seus olhos.

Sua expressão era de puro espanto, ficou um tempo apenas me encarando, como se estivesse vendo um fantasma.Pude ver seu corpo tremer, serrou os punhos, fechou os olhos. Respirava com dificuldade. Por um momento seus olhos ficaram confusos, distantes e enfim furiosos.

–Onde ouviu esse nome?

– Eu sonhei. Uma voz dizia pra que me afastasse de você. — senti como se estivesse perto de um tornado em formação, as luzes da minha casa piscavam freneticamente, ele respirava forte , sua pele começava a voltar a cor original e a nevoa negra estava de volta.

– O que mais? — ele se controlava para não gritar.

– e-eu vi você com uma morena linda. Conversavam sob a luz do luar.- estava com medo. aos poucos voltava a sua forma original, sua garras agora estavam cravadas na palma de sua mão. Fechou os olhos. Abriu-os de repente encarando-me.

– O que mais Anne? — ele rosnou cada palavra. Meu cabelo esvoaçava e a força da ventania que se formava ao nosso redor derrubou o conjunto de mesa e cadeiras que tinha no jardim.

–P-por favor, está me assustando! — eu comecei a me afastar dele apavorada. Ele me olhava, sabia que queria a continuação. — E-eu fiquei confusa em relação ao f-fim do sonho, por favor, pare com isso.- Ele levantou-se e veio ate mim. Asas abertas, semblante de puro ódio. Agarrou-me com brutalidade em segundos estava a quilômetros do chão. A cidade estava tão longe que so via pontos de luz. Gritei com toda a força que tinha nos pulmões! Ele parou de subir e parecia procurar alguma coisa, quando enfim achou, voou pra lá, onde quer que seja "lá".

–Aqui está bom. — Colocou-me no chão. — Assim não corremos o risco de sermos ouvidos! — ele me olhava ameaçadoramente. Olhei em volta, estávamos numa montanha, via a cidade bem longe. Eu já chorava horrores. Por um momento achei que ele fosse me jogar de lá de cima! — Conte-me o final do sonho Anne. — falou pausadamente. Eu tentava achar uma forma de falar, mas lembrar do sonho doía em mim, era como se pudesse sentir toda sua dor, seu medo, raiva. Eu entendia todos aqueles sentimentos!! Eu me vi no lugar dele, mas ao invés de uma linda garota morta, via a minha mãe! E falar sobre aquilo me doía tanto quanto falar da morte dela! — EU PRECISO SABER O QUE VOCÊ VIU!!! — Me segurou pelos ombros enquanto gritava comigo.No olhos dele tinham um sentimento que até então nunca havia visto antes. Dor!

–E-ela estava m-morta. V-você chorava e suas mãos estavam sujas de s-sangue...- sussurrei. Largou-me, virou-se bruscamente passando as mãos pelo cabelo. Ele soltou um urro, como aquele urro estivesse preso a muito tempo, tinha dor, medo, raiva e insanidade. Ele caiu de joelhos.

– Ela, Lanellus, foi a única mulher que eu amei.- Ele estava chorando? — Ela morreu por minha culpa, fui arrogante, eu.... — ele não conseguia terminar. Não pude me conter. Caminhei até ele e toquei sei ombro.- Eu a matei. O sangue dela está em minhas mãos.

– É isso que não ficou claro, no "sonho" , você sofria demais com a morte dela, como poderia tê-la matado?- Eu precisava entender, queria saber se ele havia matado ela com as próprias mãos ou se culpava pelo que aconteceu.

– Cometi um erro- ele falava baixo e parecia reviver tudo. — Ela era a filha mais nova de Dagda,Deus Maior da Magia, e irmã mais nova de Teutatis, Deus Menor da Guerra. Teutatis me odiava, não aceitou quando ascendi à Deus Menor após vencer dois de seus exércitos sozinho pra proteger minha tribo que havia sido vitima de uma doença terrível, muitos morreram, poucos guerreiros sobraram, então mesmo ferido e doente, não hesitei em matar cada um daqueles covardes!! Iane,como era chamada pelos humanos, era uma ninfa, nos conhecemos por acaso, quando meu primeiro templo foi erguido. E logo a tinha como consorte. Seu irmão foi à loucura. — Riu nasalado.- Com o passar dos séculos, eu ficava mais conhecido, e por conseqüência, mais forte. Naquela maldita noite, tudo estava uma bagunça, estávamos a beira de uma grande guerra, todos os deuses estavam ocupados com alguma coisa. E eu como representante do Caos, estava mais fudido ainda! Fui invocado por uma tribo que ficava muito afastada da onde "morávamos". Sempre fui muito conhecido por ser um tanto quanto instável e muito pavio curto. Houve uma vez que dizimei uma tribo inteira por ter me sacrificado uma virgem feia! Quando voltei pra casa encontrei-a ferida, ainda estava viva, tentei salva-la , mas ao ferir uma ninfa com prata, ela morre. Não importa o quanto você implore a Danann. — Ele olhava pro nada como se estivesse vendo uma reprise. — Antes de morrer disse que estava esperando um filho meu.- Suas mãos estavam cerradas e sangue começava a escorrer mostrando que suas garras estavam ferindo-o. — O que me restava de sanidade morreu junto com ela! Não houve tempo pra que ela me dissesse quem foi o desgraçado que havia feito isso. Tinha que ser um de nós. Só tinham acesso a aquela parte do templo os que eram Deuses ou seus consortes. Quando Dagda descobriu, enfureceu-se, e me selou na Last Umbra. E destruiu qualquer coisa que lembrasse minha existência.

–Isso é....- tentei falar horrorizada com tudo que acabara de ouvir.

–Injusto? — acenei positivamente. Ele tocou meu rosto com cuidado. — Sim, mas se levar em consideração minha fama, o fato de usar prata em todas as minhas armas e armaduras e estar coberto com o sangue dela, minha defesa ficou praticamente impossível.

Meu coração estava tão apertado, era tudo tão complicado. Abracei-o. Precisava achar uma forma de ajudá-lo!

Notas finais
=/ pois é pessoas....... as coisas estão começando a se encaixar! Comentem!!!!