Notas iniciais
Olá pessoas lindaaas!!!!!!!!!! Estou de volta!!

Olhava pro meu celular, nervosa. “Qual é Anjo, me retorna!!” Estava furiosa. Minha entrevista foi um fiasco. O tal do Lugh me fez milhões de perguntas mas no fim, minha falta de experiência me impediu de conquistar o emprego.Não entendo isso, como posso ganhar experiência se não me dão uma chance! Sabia que meu atraso e o fato de ter dormido ouvindo musica foram pontos bem negativos, mas, ainda assim eles bem que podiam usar um desculpa melhor.

Tinha encontrado uma cafeteria no meio do parque central, era tão fofa e o café era tão bom que estava começando a me sentir mais calma. Meu anjo não me atendia, sei que ele é um homem ocupado, mas queria ouvir alguém me dizer que tudo ficaria bem no final. Olhava as pessoas no parque, famílias, casais até os pombos pareciam ter alguém em quem se apoiar, menos eu. Pedi um café pra viajem e alguns minutos depois a moça trouxe a conta e minha bebida no copo descartável. Deixei o dinheiro na mesa e levantei com pressa. Não queria ficar ali me sentindo patética. Levava o café em uma mão e com a outra tentava achar a porcaria do meu isqueiro na bolsa quando esbarrei num muro.

– Ai! Quente, quente!!! – “Muro fala?” pensei enquanto olhava pra frente, pela primeira vez desde que levantei da minha mesa. Era o muro mais lindo que já tinha visto, deveria ter cerca de 1,95m , ombros largos, braços fortes escondidos por uma camisa branca de manga com estampa, pernas proporcionais ao resto do corpo, seu rosto era tão perfeito, apesar da cara de dor e raiva, era lindo, cabelos não muito compridos e nem muito curto, uma barba por fazer deixava-o com ar sexy, aparentava estar na casa dos 30. Tentava afastar a camisa do abdômen pra evitar o contato com o liquido quente que tinha caído do copo que eu levava. “Ops” pensei quando olhou pra mim. Ele estava furioso. – Não vai se desculpar?

–S-sinto .... – aquela voz.

–Você de novo? – levantou uma sobrancelha. – Vai sair correndo como da ultima vez?

– D-desculpa mesmo, por hoje e por aquele dia no restaurante! – eu realmente queria me enfiar num buraco e nunca mais sair de lá! – Eu estava d-distraida...

– Notei.- respondeu seco pegando um guardanapo numa mesa qualquer e estendeu pra mim. – Você arruinou minha camisa! Juro que se você sair correndo dessa vez, eu vou te seguir!

– N-não vou correr dessa vez. – olhei confusa pro papel em minha mão.

– Pelo menos me ajude a amenizar o estrago. – corei na hora, seu olhar tinha uma sombra de diversão. Ajudei-o a secar um pouco a roupa, vez ou outra, podia sentir seus músculos definidos da barriga. – Qual o seu nome?

– Anne. – respondi ainda sem graça por ser forçada a tocar um completo estranho. Precisava fazer alguma coisa pra me desculpar. – Por favor, poderia me esperar aqui? – ele me olhou confuso e acenou positivamente.

Lembrei que tinha visto uma loja de roupas numa rua perto do parque e corri pra lá. Descrevi pra vendedora o porte físico dele depois de alguns minutos tinha encontrado uma camisa que parecia que iria servir. Corri de volta pra cafeteria e ele estava lá com uma cara de tédio.

– Aqui. – Estendi o pacote com a roupa nova pra ele. – Eu sinto muito mesmo pela sua camisa. – Franziu o cenho olhando o embrulho e o pegou.

– Você tem bom gosto pelo menos. – estendeu a camisa e deu uma risada de lado, aquele sorriso fez meu coração disparar. Eu não pude me conter, e sorri vitoriosa. – Me espera aqui?

– Sim.

Ele levantou e seguiu pra área interna da cafeteria, sentei-me na mesa dele. Depois de alguns minutos ele voltou.

– Serviu?

– Sim. – sentou na cadeira na minha frente. – Ficou um pouco apertado, mas pelo menos não tem nenhuma mancha de café.

– Bom é isso. Não vou tomar mais seu tempo. – fiz menção de m levantar, mas ele me segurou firme pelo braço..

– Sente. — Seu toque, mesmo que por cima da manga longa da jaqueta que eu usava era quente. – Tome pelo menos um café comigo.

Não sei por qual motivo, algo no seu olhar era familiar. Por um momento senti o mundo congelar ali. Aquele estranho mesmo que por um milésimo de segundo, amenizou o vazio que sentia no peito. — " Aproveite essa mudança toda e abra esse seu coração! Você sempre rejeita qualquer um que se aproxime de você. Porra mulher, você é linda, solteira e completamente apaixonante. Quando chegar em Boston chega de ficar em casa estudando, você passou os últimos anos focada apenas nisso!! Haja como uma mulher na sua idade, saia, conheça pessoas, e apaixone-se!"– ouvi a voz de Kathy ecoando na minha cabeça. Sorri e sentei-me.

– Então Anne, me conte o que você costuma fazer quando não está esbarrando nos outros? – aquela coisa de ficar levantando a sobrancelha era sexy demais!

–Hum... Nada. – me olhou confuso. – Eu digo, nada em especifico. Acabei de me mudar pra cidade e não consigo achar um emprego ou nada divertido pra fazer.

– Sei...

– E você, o que faz quando não esta por ai fazendo cosplay de muro? – “Isso saiu mais estranho do que pareceu na minha cabeça!”. Antes que pudesse por um freio em minha língua maldita, ele estava gargalhando. Perdi-me no seu riso.

– É a primeira vez que escuto isso! – ele falava enquanto ria. Eu tive que rir também, eu estava completamente envergonhada. – Eu sou engenheiro civil.

– Combina com você essa ocupação. – tive que comentar. E então pude apreciar um pouco mais daquela risada gostosa.

– Sim! Você é realmente uma moça estranha. – respirou fundo tentando para de rir. – Fazia anos que não ria assim.

–De nada! – sorri abertamente. – A propósito, não sei seu nome.

– Pode me chamar de Khali.

Ficamos conversando por horas naquela cafeteria, e depois andamos um pouco pelo parque. Ele era incrivelmente estranho e um pouco bipolar.

– Vem te dou uma carona até em casa. – Me estendeu um capacete.

– Não. Já quebrei muitas regras por hoje. – me olhou confuso.- A primeira regra que quebrei foi “Não fale com estranhos.” – pisquei pra ele.- Minha mãe vai ficar irritada se aceitar carona também.

– Entendi- me sorriu e num movimento rápido pegou meu celular que estava no bolso da minha jaqueta. – Hey!! Isso é meu. – Ele levou o celular numa altura que não conseguiria alcançar, desbloqueou o aparelho, digitou alguma coisa e poucos segundos ouvi o toque de outro aparelho vindo do bolso da sua calça jeans.

– Pronto. Agora tenho seu numero. – Sorriu maliciosamente pra mim. – Da próxima vez que nos encontrarmos, por favor, não derrube nada em mim ok?

– OK! – me devolveu meu celular. – Se queria meu numero poderia ter simplesmente pedido! – Bati o pé.

– Eu sei, mas daí não poderia ver sua cara de brava!

– Folgado!

– Eu? – fingiu uma cara de magoado.

– Sim! Você!

Ele me fez companhia até que conseguisse pegar um taxi. Cheguei em casa radiante, passar a tarde com o “muro” ambulante foi simplesmente revigorante. Sentia-me nas nuvens. Ele não falava muito, mas ouvia atentamente cada frase que eu dizia e quando falava, sentia todas as células do meu corpo vibrar. Senti como se fossemos velhos amigos se reencontrando. Dava rodopios no meio da minha sala de estar, quando ouvi meu celular apitar. Era uma mensagem Dele.

Boa noite pequeno desastre caminhante.”

Notas finais
e ai curtiram??? comentem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!