Notas iniciais
Ei pessoal, como estão? Eu não tenho muito o que dizer aqui, obrigada a quem está lendo. Espero que tenham um Feliz Natal! Boa Leitura!

POV Olivia


— Querida quer que eu entre com você? — perguntou meu tio Charlie
— Não precisa tio Charlie, eu só vou deixar essas rosas pra eles e me despedir. — falei já abrindo a porta do carro alugado e saindo — Já volto. — termino de falar cabisbaixa

Eu sempre achei que entra em um lugar como esse era mórbido, mais agora eu me sinto até bem, quer dizer estou perto deles e isso me deixa em paz. Paro em frente as lapides e me ajoelho.
— Oi papai, oi mamãe, como estão? Eu trouxe essas rosas brancas porque são as suas preferidas mamãe — falo deixando as rosas na frente de cada lapide — Eu juro que estou tentando seguir em frente, mais toda hora que eu fecho os olhos eu lembro de vocês me dando bom dia com um beijo estalado em cada bochecha, me lembro das brincadeiras, dos abraços, principalmente daquela manhã, daquele dia trágico, essas lembranças me deixam feliz mais ai a ficha cai e eu percebo que vocês não estão mais aqui e eu desmorono — falo chorando — Sei que vocês me criaram pra ser forte, mais não da, vocês não estão mais aqui e tudo por culpa daquele motorista bêbado, eu queria que tivéssemos mais tempo, queria poder dizer mais "eu te amo" pra vocês, queria poder abraçar vocês de novo, queria que vocês estivessem aqui, mais infelizmente vocês não estão. — paro de falar pra poder me acalmar, já um pouco mais calma continuo — Eu hoje estou indo morar com o tio Charlie em Forks, ele acha que não posso morar sozinha e vocês ate concordariam com ele, mais não se preocupem eu não vou abandona-los, eu vou voltar sempre que eu puder pra visita-los, vou tentar segui em frente e ser a garota forte que me criaram pra ser, mais talvez isso demore um pouco, porque a saudade é grande demais. — olho pra cada lapide depois fecho os olhos os imaginando na minha frente e continuo — Eu amo muito vocês, sei que não gostariam que eu desistisse, então prometo que não vou desistir da vida. — abro os olhos me levanto enxugando as lágrimas e digo de novo — Amo vocês!


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— Você esta bem? — pergunta tio Charlie
Já estávamos no avião a caminho de Seattle, depois desse ainda pegaríamos outro avião para Port Angeles e depois enfrentaríamos uma hora de carro até Forks.
— Não, mais vou ficar. — respondo olhando pra ele — E o senhor, como está? — perguntei já que eu perdi meus pais, em contra partida ele perdeu o irmão e a cunhada.
— Vou ficar bem também — respondeu — Porque não dorme um pouco, o voo é longo e você não dormiu nada esses últimos dias.
Não estava com a mínima vontade de dormir, mais resolvi fechar pelo menos os olhos um pouco para que ele não se preocupa-se tanto comigo.


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Quando o avião pousou em Port Angeles estava chovendo, eu sinceramente gostava da chuva e do frio, mais agora me faziam lembrar de alguns momentos com meus pais e eu não sabia se era bom ou ruim. Pegamos um táxi e fomos em direção a Forks. Ficamos em silencio a viagem toda, eu fiquei olhando pela a janela e era lindo, muito lindo, tudo era verde: as árvores, os troncos cobertos de musgo, os galhos pendurados formando uma cobertura, tudo muito lindo. Chegamos finalmente na casa de Charlie, era do mesmo jeito que eu lembrava, a última vez que estive aqui foi a mais ou menos um ano e meio que os meus pais me trouxeram pro aniversario do tio Charlie, éramos só ele, meus pais, eu e um pessoal de La Push, mais a filha dele e minha prima Bella não veio, ligou dizendo que não poderia vim e mandou um presente pelo correio, naquele dia eu vir o tio Charlie de um jeito que era a mistura de tristeza com resignação, e posso afirma que não gostei de ver ele assim. A casa era media com três quartos, em compensação só tinha um banheiro, eu e ele levamos as malas pra dentro em uma vigem só, eu tinha trazido duas malas grandes e uma mochila, ele me levou até o quarto onde eu ficaria, o quarto era familiar, era o quarto onde meus pais ficaram da ultima vez que estiveram aqui, o chão era de madeira, três das quatro paredes eram brancas e a parede atrás da cama era amarela com algumas flores desenhadas, o teto um pouco curvado, as cortinas eram brancas, a cama era de casal, tinha um criado mudo do lado da mesma, tinha uma escrivaninha vazia e uma poltrona perto da janela, tinha também um guarda-roupa pequeno, ele tinha mudado algumas coisas, tirado a cara de quarto de hospede e colocado a cara de quarto mais familiar, queria saber quando ele teve tempo pra fazer isso, possivelmente pediu pra alguém fazer, já que estava o tempo todo comigo em Boston, mais estava lindo.


— Espero que goste. — falou
— Eu gostei muito, obrigada por tudo tio. — agradeci por tudo que ele fez nesses últimos dias.
— Não foi nada — falou constrangido — Vou deixa-la sozinha para que possa ajeitar as coisas. — falou me deixando sozinha


Desfiz minhas malas e ajeitei algumas coisas como meu not, celular, livros. Quando terminei me sentei na cama e respirei fundo olhando ao redor, era bom estar sozinha e não ter que ficar dizendo que estou bem a cada dez minutos, e poder deixar algumas lágrimas escaparem sem me preocupar se estão me olhando ou não. Em Boston o tio Charlie ficou comigo o tempo todo, acho que ele estava com medo que eu fizesse alguma besteira afinal eu só me permitia chora nos poucos momentos que ficava sozinha.
No avião de Seattle a Port Angeles, tio Charlie avisou que eu teria que ir pra escola daqui a dois dias, a escola de Forks é pequena pelo que o meu tio falou tem cerca de trezentos e cinquenta e sete (agora cinquenta e oito) alunos, ser a aluna nova pode ser bem aterrorizante, ainda mais em um colégio em que todos tinham crescido juntos, eu seria a sobrinha do chefe de polícia que veio morar com ele, pelo menos eles não saberiam o motivo da minha vinda pra cá. O meu carro chegaria amanha, um Jeep preto.
Me levantei, peguei um calça moletom e uma blusa de manga comprida e fui ao banheiro, tomei um banho, me vestir, depois me olhei no espelho pra pentear os cabelos e suspirei, eu estava irreconhecível, olheiras arroxeadas nos olhos, estava muito pálida, mais que o normal, estava parecendo que estava doente, mais era aceitável, depois do acidente de carro que levou os meus pais de mim a duas semanas não durmo e nem como direito, isso foi um dos motivos que o tio Charlie não me deixava sozinha em Boston e um dos motivos fortes pra ele pegar a responsabilidade de cuidar de mim, enfim, suspirei e fui a sala desejar uma boa noite ao tio Charlie e voltei pro quarto, me deitei e fiquei olhando pro teto, foi quando começou a chover mais forte que eu comecei a chorar e assim se seguiu até altas horas da madrugada quando finalmente o cansaço me alcançou e eu conseguir dormi.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Tenham um Feliz Natal! Nos vemos no próximo. Tchau!