Minha versão - FABINE
7 Capítulo 7 Encontro no Hotel
Notas iniciais
Linda como estava, Giane só conseguia pensar em uma pessoa que iria adorar vê-la assim, seu namorado Fabinho, que a esta altura estava esperando por ela no Hotel.
Apressou-se em terminar tudo o mais rápido possível, e pediu que a secretária da Para Sempre lhe chamasse um táxi. Despediu-se de todos e foi embora.
Lá fora, o táxi a esperava, estacionado em frente à empresa. Apressou o passo, mas parou quando sentiu que alguém segurou seu braço, impedindo-a de continuar.
Virou instintivamente para verificar de quem se tratava.
– Ah, oi Caio! — cumprimentou-o nem um pouco animada.
Caio abriu um sorriso — Nossa, Giane! Você tá... linda!
– Valeu! — agradeceu sorrindo, e colocando seu cabelo de lado.
Caio mirou o táxi à sua frente — Tá indo pra casa? Eu te dou uma carona. — apontou pra sua moto.
– Não! Eu... Tô indo pra outro lugar. — deu uma resposta muito vaga, mas era melhor, Caio não precisava saber de nada, não era da conta dele, nem de ninguém.
Caio olhou pra baixo, como que criando coragem pra continuar. Por fim, levantou o olhar — Giane, a gente precisa conversar...
– Caio, a gente não tem mais nada pra conversar. Acabou, cara! Bota isso na cabeça.
– É por causa dele, né?! Por causa do Fabinho. — seu tom expressava um pouco de revolta.
Giane ainda hesitou um pouco antes de responder. Não queria machucá-lo, contudo a sua insistência pedia sinceridade — É... É sim. Eu e o Fabinho... A gente tá namorando.
Caio franziu a testa — Você só pode tá de brincadeira! Giane, você tem noção do que tá fazendo? Você tá namorando um bandido! Porque um cara que tem coragem de partir pra cima de uma mulher grávida...
Giane franziu a testa — Bandida é a Amora que tá inventando um monte de coisa pra incriminar o Fabinho! — disse Giane, interrompendo-o — Começou com o lance do incêndio da toca, agora ela vem com essa estória de aborto. Ah, faça-me o favor! Só acredita nessa víbora quem é cego e burro!
Caio balançou a cabeça em desdém — Giane, um dia você ainda vai se arrepender do que tá dizendo.
Giane suspirou — É... Já vi que tô perdendo meu tempo discutindo aqui com você. Quer saber de uma coisa?! Tô indo nessa, que é o melhor que eu faço. — virou, mas foi puxada pelo braço, outra vez, por Caio. — O que é, cara? Me solta!
– Você o ama? — perguntou ele ainda segurando seu braço, temendo a resposta.
Giane engoliu a seco — Isso não é da sua conta! Desencana cara! Larga do meu pé! Vai atrás da Camilinha... Ela sim é caidinha por você!
Ele soltou o braço dela e lhe lançando um olhar triste, disse: Não precisa mais responder. Essa sua reação já disse tudo.
Giane fez cara de interrogação. Será que tava tão na cara assim? Se perguntou em silêncio. Endireitou-se e ajeitando a bolsa no ombro, despediu-se — Tchau, Caio! A gente se esbarra por aí! — abriu a porta do táxi, e entrou sem olhar pra trás.
Caio ainda permaneceu por alguns segundos parado ali, triste, tentando digerir o fato de tê-la perdido para sempre. Giane o viu através do espelho retrovisor, e sentiu uma pontadinha de remorso, mas se deu conta de que às vezes é preciso ser dura para que se cortem os laços de uma vez. Lembrou do dia que eles terminaram. Ela disse pra ele que queria muito se apaixonar e mais do que isso, queria muito que seu coração disparasse quando o visse. Isso nunca havia acontecido em sua vida, até que... Fabinho apareceu.
Quando o taxista deu a partida, ele se virou para Giane a fim de lhe perguntar sobre o seu destino, arrancando-a de seus devaneios.
– Toca pra Alfredo Gurgel... — respondeu, e o táxi acelerou.
No hotel, Fabinho tinha acabado de tomar banho e estava terminando de vestir sua jaqueta quando ouviu alguém bater à porta.
– Já vai! — respondeu e se dirigiu até ela, abrindo-a.
Seus olhos brilharam quando viu que era Giane. Sem pudor a olhou de cima a baixo. Nunca em sua vida a vira tão maravilhosa como estava agora. Considerava-se o homem mais sortudo do mundo.
Engoliu a seco — Olha só, eu tava esperando a minha namorada, e ela é um pouco ciumenta, mas... Se você quiser entrar... — disse de forma sedutora, e abrindo um pouco mais a porta, lhe forneceu passagem.
Giane sorriu e revirou os olhinhos de forma sensual.
Diante disso, ele sorriu e segurando a sua mão lhe deu um solavanco, terminando por enlaçar a sua cintura. — Como você consegue? — falou rouco, agarrado a ela, suas bocas a poucos milímetros de distância. Um sentindo a respiração do outro. As pupilas de ambos percorrendo e estudando cada milímetro de seus rostos.
– Como eu consigo o quê? — perguntou ela, também rouca e com o rosto dele entre as mãos.
– Ficar ainda mais linda do que já é.
Ela sorriu, alternando o seu olhar entre os olhos brilhantes e a boca carnuda dele. E essa foi a deixa pra que ele segurasse a sua nuca com uma mão, em um convite explícito para um beijo, enquanto a outra mão segurava, com firmeza, sua cintura. Só que Fabinho sabia seduzir como ninguém, por isso, segurando seu queixo, começou a roçar o pescoço de Giane com seu nariz, aspirando seu perfume, que neste dia, em especial, estava delicioso. Giane ficou em chamas. Então, de repente, Fabinho se apossou com violência dos lábios de Giane, em um beijo sôfrego, suas línguas buscando espaço, se entrelaçando em suas bocas... Giane tratou de adentrar seus dedos nos cabelos dele, ainda molhados, pressionando sua nuca. E sem desgrudar dela nem por um segundo, Fabinho a empurrou contra a parede, pressionando seu corpo contra o dele.
– Num tava mais aguentando de saudades, sabia?! — desabafou Fabinho quando finalmente seus lábios se descolaram dos dela, com três beijinhos estalados.
Giane sorriu com ternura — Sabe que eu também não.
– Eu fico me perguntando aqui quando é que isso tudo vai acabar pra gente poder namorar em paz. — ele disse com o rosto enterrado no pescoço dela, suas mãos apertando a cintura dela.
– Não sei... A toda hora aparece alguma coisa pior do que a outra. — respondeu ela, massageando as costas dele, apertando-a de leve com as pontas dos dedos.
Ele levantou a cabeça e sorrindo de lado, segurou sua mão, conduzindo-a até a cama. Chegando nela, sentou e puxou Giane para seu colo. Ela ficou mais alta do que ele de naneira que tinha que levantar a cabeça para olhá-la — E aí? Alguma novidade sobre o falso aborto da Amora? Ainda tão me culpando por isso ou eu já posso voltar pra casa? — deu uma leve mordidinha no braço dela.
– A última coisa que eu soube foi que a Malu tava indo lá no Bento pra desmascarar a ordinária na frente dele. E parece que ela levou o tal cara que se disfarçou de médico. Agora... Quanto a você poder voltar pra casa, eu acho melhor você esperar um pouquinho mais, pois quanto maior distância você tiver daquela bandida, melhor.
– E você? A Amora é muito perigosa, e se ela quiser fazer alguma coisa contra você?
– Eu vou lá e parto ela em duas!
Fabinho riu divertido — Ah... É... Eu esqueci que tô namorando um moleque de rua.
Giane lhe deu um tapinha de leve, e falou sério — Pede desculpas!
– Só se... Você me der um beijo. — falou com voz sedutora.
– Eu não vou te dar beijo coisa nenhuma. — disse fingindo raiva, e se levantando, mas foi segurada por Fabinho que a fez desequilibrar-se caindo outra vez em seu colo.
– Ah, você não vai me dar... Então acho... Que vou ser obrigado a roubar. — sorriu e segurando seu rosto apossou-se mais uma vez de seus lábios, em um beijo intenso.
Em meio ao beijo, Giane lembrou-se de algo importante, então soltando-se com imensa dificuldade dos braços de Fabinho, levantou-se. — Espera Fabinho... Eu preciso avisar pro meu pai que eu tô aqui. — disse e pegando sua bolsa, procurou pelo celular.
Fabinho se levantou e a abraçando por trás, disse rente ao seu ouvido — Aproveita e diz pra ele que você vai dormir aqui — finalizou com uma leve mordidinha em sua orelha.
Giane sorriu inebriada com aquela carícia, mas ao olhar para o visor de seu celular, sua expressão mudou — Ai, droga! 12 chamadas não atendidas. Será que aconteceu alguma coisa? — perguntou, e sem esperar resposta, retornou a ligação — Oi, pai! Ligou pra mim? Eu tô aqui no hotel com o... Ai, pára Fabinho! — disse trincando os dentes, quando seu namorado afastou seu cabelo para mordiscar seu pescoço lhe provocando arrepios. — A MALU O QUÊ?!
Fabinho parou os carinho no mesmo instante que Giane gritou. Ficou preocupado. — O que houve com a Malu? Fala Giane!
Giane ignorou a pergunta de Fabinho, pedindo com a mão pra que ele ficasse quieto — Mas, ela tá bem?! ... E ela tem alguma idéia de quem foi? ... O quê?! ... Se ela tava indo falar com o Bento, só pode ter sido aquela bandida ... Não, pai, dessa vez ela caiu na própria armadilha, o Fabinho tem um álibi ... Tá, pai, eu vou ver como eu faço ... Beijo! — desligou, e virando para o namorado, começou a explicar — Empurraram a Malu de uma escada, ela caiu rolando, mas já tá bem. O Bento já levou ela pro hospital.
– Mas, quem foi que fez isso? A Amora? Eu vou matar aquela bandida!
– Não! — disse Giane segurando o namorado. — Você nã vai fazer coisa nenhuma! Até porque tão desconfiando de você, e até que isso seja esclarecido, você vai ficar aqui no hotel bem quietinho...
– Como é que é? Pera lá, agora tudo que acontecer vão botar culpa em mim?! — Fabinho estava revoltado.
– Calma, Fabinho! Você tem um álibi. Eu vou agora mesmo lá no hospital...
– Eu vou com você! — ele disse antes que ela continuasse a frase.
– Não! Cê tá louco?! O Bento pode aparecer por lá!
– E daí?! Eu não vou ficar me escondendo a vida toda por causa desse Zé florzinha. Eu vou.
Giane revirou os olhos — Fabinho, olha só, você é muito cabeça dura, cara!
Ele sorriu meio de lado, e enlaçando sua cintura, disse com voz sedutora — Mas, você gosta!
– Como é metido! Quem disse?! — provocou.
Mas, em vez de responder, Fabinho avançou para um beijo, só que Giane se inclinou pra trás, sorrindo de forma sensual. Ele sorriu também, e dessa vez foi ela quem avançou. E os dois se beijaram com avidez.
Alguns minutinhos depois, Giane e Fabinho chegaram ao hospital de mãos dadas. Perguntaram a recepcionista o quarto de Malu e seguiram pra lá. Giane abriu a porta, e para sua surpresa lá também estavam Irene e Plínio. Mas, Graças a Deus, nem sinal de Bento.
– Oi Malu! A gente veio te ver! — cumprimentou Giane enquanto seu namorado fechava a porta.
– Fabinho, Giane, que bom que vocês vieram! — disse Malu com um brilho nos olhos. Giane foi até ela e lhe deu um abraço, então as duas começaram a conversar.
– Fabinho, meu filho! — Irene disse já o abraçando com carinho. Fabinho a abraçou, mas fracamente. Não gostava quando ela o chamava de filho, afinal, na cabeça dele, o filho dela era o Bento — Como é que você tá? Fiquei tão preocupada quando a Margot me disse que você tinha ido pra um hotel na Alfredo Gurgel.
– É o único que eu posso pagar.
Ela sorriu fraco. Queria muito poder fazer alguma coisa por ele.
– Você pode ficar lá em casa se quiser...
– Não. Valeu! Eu tô bem lá.
Plínio que até então permanecia calado só observando a cena, resolveu se manifestar. Passou o braço ao redor dos ombros de Irene -Vamos indo, Irene, que a gente ainda tem que dar uma passadinha lá na Bárbara pra pegar os meninos. Eles devem estar doidos pra ver a irmã.
– Vamos sim, mas antes que tal o senhor fazer o que me prometeu...
Plínio franziu a testa pra esposa, para em seguida olhar para Fabinho. Suspirou — Fabinho, eu acho que ainda não agradeci por você ter encontrado a Irene naquele dia, então... — Estendeu a mão — Brigado!
Fabinho olhou pra mão dele estendida, mordendo a parte interior do lábio. Estranhou aquele gesto. Olhou pra Giane em busca de apoio. Ela sorriu pra ele com cumplicidade. Então ele apertou a mão de Plínio. — De nada. Mas, eu só fiz porque... Também fiquei preocupado.
Irene sorriu com os olhos marejados. Deu um beijo no rosto de Fabinho e os dois, depois de se despedirem, foram embora.
– E você, Fabinho, não vai me dar um abraço? — Fabinho sorriu sem graça e se aproximando do leito a abraçou forte. — Vocês ficaram tão bonitinhos juntos! Eu já desconfiava, sabia?!
– Você e todo mundo né?! Essa maloqueira não saía da minha cola!
– Mas, é muito convencido esse Fraldinha. Vê só se eu ia ficar na tua cola, garoto?! Você que não desgruda de mim! Não queria nem que eu viesse sozinha te visitar.
– Eu vim por causa da Malu, não por sua causa.
Malu assistia às provocações dos dois segurando o riso. Pois, Fabinho a cada frase fazia caras e bocas.
– Ah é... Então tá! Fica aí com a Malu que eu tenho mais o que fazer! — disse e saiu em direção à porta, mas Fabinho foi mais rápido e a puxou pelo braço — Volta aqui, maloqueira!
– O que é, ô praga! — disse Giane quando sentiu os braços de Fabinho ao refor de sua cintura.
Ele mordeu os lábios — Malu, você alguma vez já fez um pedido pra lua? — Perguntou sem olhar pra Malu, mas com os olhos fixos em Giane que arregalou os olhos, encantada. Ele se lembrou.
Em meio a uma risadinha, Malu respondeu: Não, por quê?
– Pois devia, vai por mim, ela costuma realizar os pedidos. — sorriu de forma sedutora para a namorada.
Malu continuou com cara de interrogaçao, enquanto Giane o olhou com cara de apaixonada.
– Mas, o que esse sujeitinho tá fazendo aqui, posso saber? — esbravejou Bento quando entrou no quarto. E foi logo partindo pra cima dele. Imediatamente, Giane se colocou na frente do namorado, impedindo Bento de chegar perto.
– Para com isso, Bento! Num vê que a gente tá num Hospital!!! — falou Giane de forma ríspida. — E eu vou logo avisando que se você quiser bater no meu namorado, vai ter que passar por cima de mim primeiro.
– E de mim. — completou Malu.
– Mas, é um covarde mesmo... Se escondendo atrás de mulher!
– Eu não tô me escondendo. Só não quero brigar com você. E se eu fosse você poupava o braço porque vai precisar dele quando descobrir a pilantra que tem dentro de casa. — disse Fabinho dando uma risada sarcástica, o que fez com que Bento partisse outra vez pra cima dele, mas Giane não arredou o pé.
– Chega Bento! Coisa mais chata! Acorda pra vid, cara! O que você ganha batendo no Fabinho?
– É... Você tem razão, o melhor que eu faço agora é ligar pra polícia pra que esse marginal pague por todos os crimes que ele cometeu.
Giane arregalou os olhos — Não faz isso, cara... Pelo amor de Deus!
– Escuta aqui, Bento, se você se atrever a fazer isso com o Fabinho, pode ficar certo de que nunca mais falo com você! — disse Malu, apertando os olhos, com raiva
Bento olhou pra Malu, fazendo careta. Ele não compreendia aquela defesa toda. — Malu, esse cara te empurrou... Ele é um bandido da pior espécie! O que deu em vocês duas? Por acaso, vocês sofreram uma espécie de lavagem cerebral?
– Não, Bento... O único cérebro lavado aqui é o seu, e com a água podre da Amora. — disse malu
Bento franziu a testa, olhando de um pra outro — É... Já vi que tô sobrando aqui. — virou, abriu a porta e fechou com força atrás de si.
Giane respirou aliviada e virando para o namorado, segurou seu rosto e começou a lhe tascar um montão de beijinhos., sendo correspondida por Fabinho que lhe apertou a cintura.
– Por que isso agora?! — perguntou Fabinho, estranhando a reação da namorada.
– Por que quando o Bento disse que ia ligar pra polícia, eu fiquei desesperada, e aí me dei conta do quanto você é importante pra mim.
Ele sorriu sabendo que para um "eu te amo" já era meio caminho andado. Então voltou a beijá-la, e segurando sua cintura a elevou, fazendo com que Giane dobrasse o joelho, suspendendo os pés.
Malu sorriu encantada com os dois. Eles se amavam muito, tava na cara.
E naquela noite ao voltarem pro hotel, os dois se amaram como nunca, e Giane começou a se acostumar com o fato de acordar com alguém do lado. É... Até porque... Com Fabinho nunca seria um sacrifício!
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