Minha versão - FABINE

4 Capítulo 4 Primeira vez-parte1


Fabinho se encontrava no céu mordiscando o queixo de Giane, ao mesmo tempo em que tentava a todo custo levantar sua blusa. Sentia as mãos daquela menina percorrendo suas costas, os dedos dela encravando sua pele, e isso o estava deixando louco. O sorriso dela lhe dizia tudo, numa mistura de desejo e medo... Medo? Sim, medo. Ela era incrível. Conseguia se entregar, como mulher, em um amor selvagem sem receio, mas na hora que as carícias se tornaram mais profundas, mais intensas, a menina que ela sempre foi, voltou. E foi nesse momento que Fabinho se deu conta de algo importante, ele era o primeiro homem que a tocava daquela maneira, o primeiro homem que a levava pra cama, e isso não significava qualquer coisa, não pra ele, e muito menos pra ela. Por isso, tinha que fazer alguma coisa, e mesmo contra vontade, contra vontade mesmo, se levantou, sentando-se na beira da cama, os cotovelos apoiados nos joelhos. Giane estranhou aquele repentino gesto, levantou-se também e foi se sentar ao seu lado.
– O que foi, cara? Aconteceu alguma coisa? — perguntou Giane de forma natural, tocando delicadamente no ombro dele. A voz saiu um pouco rouca, devido às carícias trocadas há poucos minutos.
Fabinho que até então olhava pra frente, pro nada, virou o rosto em sua direção e respondeu: — Aconteceu. Giane, eu sinto muito, mas eu não posso continuar com isso. — aquilo foi como um balde de água fria em seu coração. Ela o olhou com uma expressão triste, e se afastou instintivamente. Sentiu-se rejeitada. Ele ainda tentou tocar o seu rosto, mas ela desviou — Giane, tenta entender, essa é a sua primeira vez... Merece ser especial, única, com um cara especial, um cara que te mereça, não um cara como eu, ex bandido, ex marginal, ou seja lá do que mais aqueles idiotas me apelidaram...
Giane começava a entender, ele não estava rejeitando, ele estava preocupado com ela. Seus olhos brilharam com admiração, então ela se aproximou mais uma vez e dessa vez segurou o rosto dele com as duas mãos, forçando-o a encará-la. — Fabinho, olha só, quem tem que decidir isso não é você e nem ninguém... Sou eu! — ele baixou o olhar, olhando de lado, ainda não estava totalmente convencido daquilo. Ela sorriu com ternura — Tá certo! Você venceu. Eu vou te dizer porque te beijei naquele dia. — ele levantou o olhar, nunca tivera tanta curiosidade em uma coisa — Foi porque desde que eu tive aquela brilhante idéia de te levar pra casa, pra cuidar de você, eu venho tendo uma mistura de sensações e sentimentos diferente de tudo que eu já vivi. Se você pudesse entrar na minha cabeça, ia ver a bagunça que ela tá. É muito louco isso, cara, e totalmente novo pra mim. Cheguei a ficar com medo... Dá pra acreditar?! Por isso quis fugir, escapar mesmo, sabe?! — Fabinho continuava escutando tudo aquilo em silêncio, encantado. Ela continuou — Mas, aí quando eu te vi conversando com o tio Gilson, sei lá, tudo se encaixou, tudo pareceu tomar ordem dentro de mim... Daí eu decidi me entregar a você. — suspirou — Fabinho, eu não sei o que vai acontecer daqui pra frente, e que se dane! Eu não quero saber. Mas, eu tenho certeza de uma coisa... É você quem eu quero que esteja aqui, nesse momento... Na minha cama. Comigo. Você, e mais ninguém. Nem o Bento, nem muito menos o Caio... Você! — Ela o olhou fixamente nos olhos — Consegue me entender?- Ele sorriu, meio de lado, demonstrando que a compreendia perfeitamente. Então, sem mais pensar, ela se levantou, misteriosa, foi até à porta, sob o olhar atento dele, e a trancou, girando a chave. Depois voltou e segurou as mãos dele, forçando-o a se levantar, ficando um de frente para o outro.
Fabinho estreitou os olhos, desconfiado. O que ela estava tentando fazer? ( Uma dica desta autora boba: comecem a escutar Home, dá mais veracidade à cena que vem agora)
A resposta veio logo em seguida quando ela se aproximou dele e retirou, com mãos trêmulas, sua jaqueta, bem devagar.
– Fabinho, eu quero ser sua. — sussurrou ela em seu ouvido, seus lábios roçando sua orelha. Ele estremeceu, e se deu conta de que nunca em sua vida quis tanto uma mulher, como queria Giane. Por isso, segurou seu rosto, com carinho, e chegando mais perto a beijou. Um beijo delicado no começo, como se ambos quisessem experimentar o gosto dos lábios, um do outro. Contudo, isso durou pouco tempo, pois a chama da paixão que os consumia por dentro, extravasou, deixando-os atordoados.
Foi aí que, Fabinho enlaçou sua cintura, com violência, e aprofundou o beijo, empurrando-a com seu corpo pra cama. Giane não ofereceu nenhuma resistência, pelo contrário, beijava-o com sofreguidão, adentrando seus dedos entre os cabelos dele, puxando-os, levemente.
Quando eles subiram na cama, não deitaram de imediato. Em vez disso, ficaram de joelhos, sem parar um segundo de se beijar. Estavam felizes, tanto que por muitas vezes, sorriam em meio aos beijos. Aquele momento só tinha um defeito: roupa demais. Mas, isso não era problema para Fabinho que começou a puxar, de dentro da saia, a blusa de Giane. No começo, ela ofereceu resistência, rindo envergonhada, mas logo depois, levantou os braços para facilitar a investida. Ela estava com um sutiã preto de renda lindo. Fabinho não se conteve, olhando para o corpo dela tomado de desejo. Ela era linda, mais linda do que havia imaginado. Como podia ter perdido tanto tempo para tê-la em seus braços? Se achou um idiota de nunca ter reparado antes naquela mulher. Talvez tenha sido porque ela escondeu, durante muito tempo, seu corpo dentro daquelas roupas de "menino" que costumava usar antes. Lembrou-se da vez que a encontrara na festa de Carmita. Era a primeira vez que a via arrumada. Estava deslumbrantemente encantadora, mas continuava sendo aquele "moleque de rua", tanto que lhe deu um murro na cara. Tudo bem que ele havia provocado. Ele sempre a provocava. Sempre. Será por quê? Começava a se questionar, se já não era para esconder de si mesmo um certo sentimento louco.
Ah, se ele soubesse o que ia acontecer depois... Teria tomado ela do Caio naquela mesma noite, mesmo que a tivesse que carregar a força... Mas, não, em vez disso, provocava-a, tinha prazer nisso...
Seus pensamentos foram interrompidos quando sentiu as mãos dela segurando sua camisa, tentando retirá-la. Sorriu para ela, e se encarregou de ele mesmo fazer isso com rapidez. Ao vê-lo despido de sua camisa, Giane apoiou sua mão, delicadamente em seu peito, a fim de sentir a pulsação de seu coração.
– Ele nunca bateu assim antes. — fabinho murmurou como se lesse seus pensamentos, e com sua respiração entrecortada, baixou a alça do sutiã dela, pousando seus lábios, primeiramente em seu ombro, descendo até chegar a curva de seu seio. Depositando em todo percusso, beijinhos singelos. Ela sorriu com ternura, arqueando a cabeça para facilitar todas as investidas dele. Ela era simplesmente deliciosa, e mesmo sem nenhuma experiência, sabia seduzí-lo com maestria.
Então, finalmente, ele tomou, outra vez, os lábios dela entre os seus, e a fez deitar-se, com ele por cima dela.
Segurou sua coxa, acariciando-a e apertando-a. Precisava sentir cada parte daquele corpo. Agora era como se necessitasse disso. Ela cravava com força suas unhas nas costas nuas dele. E nunca uma sensação dolorida foi tão extraordinária. Parou de beijá-la por um instante, precisava olhá-la, decorá-la. Ela sorriu e franziu levemente a sobrancelha, queria saber o porque de ele ter parado.
Ele a olhou, apaixonado, e murmurou: — Você é linda, sabia?! — suspirou- E eu... nunca em minha vida me senti tão bem.
Ela sorriu, suas pupilas tornando-se órbitas frenéticas. Então, ele lhe afagou os cabelo, e começou a mordiscar se queixo, seu lábio inferior, seu rosto, e por fim, o lóbulo de sua orelha, deixando-a cada vez mais excitada. E quando ela arqueou o corpo em direção ao dele, ele sentiu que não poderia perder mais tempo, precisava dela, ah, como precisava dela. O que estava acontecendo com ele? Será que a maloqueira ganhara algo mais do que somente sua paixão? Será que ele estava amando pela primeira vez? Maldita lua que resolvera pregar uma peça nele. Agora tinha certeza... Seu pedido daquela noite havia se realizado, e estava ali, maravilhosa, debaixo dele, só esperando a concretização de tudo.
– Fabinho... — murmurou ela. Pronto, era só o que ele precisava ouvir para beijá-la com violência, recomeçando as carícias. Ela agarrou sua nuca com força, enquanto ele beijava todo o seu pescoço e colo, abocanhando sua pele macia. Segurou as mãos dela no alto de sua cabeça e começou a beijar seu ventre. Seu corpo, instintivamente, reagia com excitação, e ela voltou a cravar as unhas em suas costas. Aquilo era tortura, precisavam se livrar de tudo que os impedia de continuar, por isso, retiraram toda a roupa que os atrapalhava, e se entregaram sem reservas, naquele dia ensolarado. Longe de tudo e de todos, com seus corpos suados, já não se lembravam de nada, só da presença, um do outro. O mundo poderia acabar naquele momento e só restar eles dois, não se importavam, estavam felizes nos braços, um do outro. Imensamente felizes. Nem Amora, nem Bento, nem Caio, nem seu pai, nem ninguém poderia mais impedí-la de amar aquele homem. Sim, ela o amava, agora se dava conta do que era amar de verdade. Bento tornara-se a partir dali uma mera lembrança de uma paixonite idiota de criança. Já Fabinho... Fabinho era pro resto da vida!
Duas horas depois, Fabinho e Giane estavam abraçados debaixo dos lençóis, em posição de conchinha, quando Giane tentou abrir os olhos, com dificuldade, pois suas pupilas tentavam se adaptar à luz. Estava cansada. Muito cansada. Sentia dores por todo o corpo, claro, nada insuportável, pelo contrário, chegavam, até mesmo, a serem prazerosas. Deu um suspiro profundo, então Fabinho apertou sua cintura ainda mais com o braço que a envolvia, e gemeu em resposta. Giane pôde sentir o bafo quente dele em seu pescoço, isso lhe provocou um arrepio. Retirou o braço dele com delicadeza para não acordá-lo e se sentou na cama, espreguiçando-se. Lembrou que precisava vestir-se. Mas, onde danado estavam suas roupas? Percorreu com o olhar todo o quarto, nem sinal. A única camisa que visualizou foi a de Fabinho... Será que ele se importava se ela a vestisse? Acho que não, depois devolveria. Então, sem mais delongas, vestiu-a. Ficou como um vestido para ela. Sorriu pensando que talvez estivesse ridícula. Só que não. Levantou-se e foi até à porta pisando na ponta dos dedos para não acordar Fabinho que dormia profundamente, engano seu, Fabinho havia acordado logo que sentiu um vazio em seus braços, e com um único olho a observava, sem perder um só clique. Giane girou a maçaneta, mas se lembrou que a havia trancado. Droga! Onde estava a porcaria da chave? Ah, no criado mudo, do lado da cama, onde Fabinho se encontrava. Suspirou, e recomeçou a andar na ponta dos dedos, em direção ao criado-mudo, ( leitoras, coloquem home pra tocar de novo), pegou a chave e já ia voltando quando sentiu mãos firmes lhe segurarem a cintura, puxando-a com força, desequilibrando-a até que ela caísse por cima dele, que estava com um sorriso todo maroto pra ela. Giane soltou um gritinho agudo, tinha sido pega de surpresa. Ele a abraçou pela cintura, como que prendendo-a.
– Aonde a senhora pensa que vai? Posso saber? — perguntou ele com voz dengosa.
– Eu tava indo comer alguma coisa. O que você acha?! Preciso recuperar minhas forças. — resmungou, e ele percebeu que aquele jeitinho marrento dela era o que ele mais amava nela.
Ele soltou um risinho, e num rompante a virou, jogando-a na cama, de maneira que ele se posicionou em cima dela. Seus rostos a poucos centímetros.
– Eu também tô cheio de fome, mas... — sorriu malicioso- é de outra coisa.
– Fabinho, me solta, cara! Caramba, você é insaciável! Não sei se aguento não...
Ele sorriu mais uma vez, mordendo os lábios — Sabia que você fica ainda mais linda, bravinha... — ela fez careta, revirando os olhos com sensualidade- E... Vestida com minha camisa, é quase uma visão...
– Para Fabinho! Num exagera também, né?!
– É, você tem razão, visão mesmo é quando você não está vestida com ela. — deu outro sorriso malicioso, e ela arregalou os olhos. O que ele estava tentando dizer com àquilo? A resposta veio logo em seguida quando, com ferocidade, ele puxou a camisa dela pra cima. Foi tão rápido que ela nem viu, e só se deu conta do que acontecera quando sentiu outra vez sua pele nua tocando a dele.
– Pronto! Agora sim... Bem melhor! — disse com a voz rouca de desejo.
– Fabinho, olha só, é melhor não, o meu pai pode chegar aí a qualquer momento e... — não conseguiu terminar de falar porque Fabinho calou-a repentinamente com um beijo. No começo, ela ainda tentou resistir, mas quem resistiria por muito tempo àquele homem, ela não seria excessão. Não mesmo. Por isso, agarrou sua nuca e o puxou para si, correspondendo so beijo com paixão voraz. Se estivesse em pé, com certeza, a próxima parada seria uma parede...
Os dois se viraram de um lado pra outro, numa espécie de brincadeira, e sorriam, divertindo-se com isso...
Bem, o que aconteceu depois disso? Acho que vocês já devem imaginar... Sim, eles se amaram pela segunda vez, e foi ainda mais perfeito!

Continua...