Notas iniciais
Oi, leitores lindos! Aqui é a Miyukiki. Postando mais cedo porque tenho curso e Stifani só vai voltar tarde pra casa. Mas acho que vocês não vão achar ruim não é mesmo? Kkkkk Muito obrigada, beijos das autoras que amam vocês Miyukiki e Chibi Lord

Ao meu toque eu te ensinarei a me aceitar.

Irei demonstrar a você o quanto de ti eu desejo.

Te quero com tanta força que posso a vir te ferir.

Mas ainda assim, ainda assim, você não me renega.

Me aceita e não me teme.

É isso o amor?

É aprender a relevar aquilo que te machuca pelo bem do outro?

Então eu já sei te amar!

Pois por ti sou capaz de aguentar a mais sufocante das dores.

Apenas não a de te perder.

Isso não!

~Chibi Lord

Sebastian deveria estar distraído com a sua leitura. Ele lia um romance histórico, cheio de aventura, ação, investigações criminais e, é claro um amor conturbado e incontroverso. Sebastian, na verdade, era um homem bastante romântico. E mesmo diante de todos os elementos que ali estavam para tornar aquela tarde perfeita: O saboroso chá, o livro com aquele cheirinho de novo e o sol tímido que lhe aqueciam, mesmo assim, Sebastian não se sentia feliz.

Segurava o livro aberto nas mãos, o rosto meio oculto, e lançava de tempos em tempos olhares furtivos à dupla no gramado.

Alois tinha estado com Ciel a manhã inteira para estudarem e agora, depois do almoço, ao longo da tarde, resolveram brincar com Sky no jardim já que fazia tempo que o sol não saía e eles queriam aproveitar este raro dia ameno.

Sebastian, a princípio, não viu mal algum na ideia. Pediu um chá e se sentou na mesa que tinha no jardim. Leria seu livro, que acabara de chegar, bebendo chá ao som de risadas alegres de crianças. Não haveria nada mais agradável para se fazer.

Bom, pelo menos foi isso que o moreno pensara.

Sua respiração era desregular, seu peito subia e descia. Alois, agora, passara dos limites. Sebastian se controlara muitíssimo bem antes, não fizera nada vergonhoso quando Alois derrubou Ciel no chão e nem quando, abraçado ao seu sobrinho, beijou sua bochecha.

Mas depois que o menino loiro pegara Sebastian no flagra olhando para eles com uma expressão assassina o garoto estava disposto a fazer o mais velho perder a calma.

Agora ele fazia cócegas em seu menino no chão. O seu pequeno rindo e balançando os braços e as pernas. Alois o olhava desafiador, ria em certos momentos e demorava as mãos demais em Ciel como se apreciasse o toque.

E Sebastian queria gritar.

Queria pegar aquele moleque atrevido pelo braço e o atirar portão afora. Queria proibir seu sobrinho de vê-lo. Queria trocar sua criança de escola. Por Deus, queria esconder Ciel dentro de seu roupeiro para ninguém nunca mais o poder ver!

Sebastian estava passando mal, o gosto do chá lhe era horrível, o cheiro do livro era repulsivo, a leitura estafante e Alois a visita mais abominável que ele era obrigado a aceitar.

– Eu vou lavar as mãos. — Ciel disse rindo — se sujaram quando caímos. Volto logo.

Sebastian sorriu para seu sobrinho quando este entrou na casa. Ele estava fantasiando formas de como ocultar seu pequeno de olhares e mãos indesejáveis quando percebeu Alois se aproximar e se sentar à pequena mesa do jardim.

Sebastian limpou a garganta e ergueu o livro à frente do rosto ignorando completamente o abusado amigo de Ciel. Alois ficou olhando para o mais velho, que insistia em fazer de conta que ele não estava ali, e depois de alguns momentos ele riu.

Sebastian baixou o livro e olhou para Alois como se ele houvesse feito o som mais desagradável deste mundo.

– O que está achando tão engraçado? — Sebastian perguntou impaciente .

– Nada... — Alois pegou um biscoito no prato de porcelana sobre a mesa e o pôs na boca, respondendo de boca cheia. — É que eu nunca vi algo assim.

– Do que está falando? — O homem sentia vontade de aproveitar a ausência de Ciel para realmente pegar o loirinho inconveniente e o atirar porta afora.

Alois terminou de mastigar, engoliu e sorriu de Forma zombeteira para o empresário.

– Você morre de ciúmes de Ciel. Eu nunca vi isso. Dá a impressão de que você detesta que eu toque.

O loiro pegou sua xícara de chá que estava sobre a mesa e tomou um gole. Sebastian olhava para ele sem saber ao certo o que dizer.

– Sabe... — Alois sussurrou olhando o mais velho seriamente — Ciel é seu sobrinho e não seu namorado... mas você passa outra impressão.

O queixo de Sebastian desabou e antes que ele pudesse ter qualquer reação Ciel surgiu na porta.

– Alois, sua mãe já chegou. Ela pediu para você se apressar.

– Já vooooou! — Alois se levantou e caminhou rápido até o amigo.

Sebastian o seguiu com o olhar. O garoto passou o braço em torno da cintura de Ciel e olhou para o homem sorrindo amplamente.

– Até logo, TIO Sebastian... — ele riu e saiu levando Ciel.

– Alois, hoje você está mais estranho do que de costume! Não me aperte!- Sebastian ainda ouviu ao longe a voz de seu sobrinho e a risada de Alois como resposta.

O interior se Sebastian se revirava.

Não era mais apenas pelo ciúme excessivo mas pelos sentimentos conflitantes que lutavam dentro de si. Ele andava dando mostras em público de seu amor?

Ele não podia! Isso era extremamente condenável e ele poderia perder a guarda de seu amado Ciel se as pessoas começassem a notar.

Por outro lado ele tinha uma vontade imensa de gritar para o mundo "Ele é meu! Eu o amo! Ninguém mais pode tocá-lo! Ninguém mais pode tê-lo!".

Era sufocante. Eles jamais poderiam assumir esse relacionamento. Seria a morte, a condenação perante toda a sociedade, e a execração pública.

Ele sabia disso e se conformava com isso a maior parte do tempo.

Mas quando via Ciel ser tocado por outros garotos ou meninas... Quando ouvia alguém dizer "Ele é um menino tão lindo... vai te dar trabalho quando ficar moço”. “Sua casa vai ficar cheia de garotas apaixonadas"...

Ele sabia que isso era apenas um modo bem normal de pais elogiarem os filhos que estão crescendo. Mas então ele se lembrava de Vincent e de como Ciel era parecido com ele. De como, realmente, as garotas enchiam a casa para vê-lo e de como ele sempre tinha uma namorada diferente até achar aquela que o conquistou.

E com Ciel? Como seria? Sebastian era cerca de vinte anos mais velho. Ele o molestara, seduzira, ele se impusera ao menino. Que certeza Sebastian tinha de que Ciel o escolhera por amor e não por ter sido induzido a isso por seus atos pecaminosos?

E se Ciel conhecesse outro ou outra, descobrisse novos sentimentos e partisse? Ele escolheria ficar com o próprio tio e ter de esconder isso de todos por toda a sua vida? Não seria cruel e injusto exigir isso dele?

Mas Sebastian conseguiria deixar o jovem livre para escolher? Ele sabia a resposta a essa pergunta e isso o enchia de desprezo por si mesmo.

– Tio Sebastian, está tudo bem? — a voz preocupada de Ciel tirou o homem de seus pensamentos. Ele nem percebera o menino se aproximar.

–Está sim.

– Alois te disse alguma coisa que te chateou? Hoje ele estava bem esquisito... grudento...

– Não... — ele mentiu — eu só estou distraído com coisas dos negócios...

– Entendi... — Ciel respondeu um tanto incerto. Ele conhecia Sebastian e sabia que ele estava mentindo. — Eu vou tomar um banho. Está esfriando de novo e estou com a roupa suja de terra.

Enquanto se banhava Ciel pensava no que poderia estar incomodando Sebastian. Se Alois houvesse feito alguma coisa para chatear seu tio teria de se ver com ele amanhã.

A água quente escorria pela pele branquinha deixando -a rosada e macia então Ciel começou a se perguntar se não poderia ser ciúme a razão de tudo. Hoje Alois o abraçara e até beijara na frente dele.

Ciel acabou dando um pequeno sorriso.

Saber que seu amado tio sentia por ele o mesmo ciúme que ele também sentia era de certa forma acalentador. Mas mesmo assim ele não desejava que Sebastian ficasse triste por aquilo e decidiu que seria bom eles conversarem.

Terminou o banho, desceu as escadas e dirigiu-se para a cozinha. A Sra. Coburgo pediu para ele chamar Sebastian para o jantar. Ciel subiu até o quarto do tio e viu que a porta estava trancada. Deu pequenas batidas e chamou.

– Tio Sebastian? O jantar está pronto.

– Eu não quero jantar. Estou sem fome. — foi a resposta. Ciel franziu o cenho. Porque isso agora?

– Por favor, tio. Abra a porta e vamos jantar.

– Pode ir, Ciel... eu comerei mais tarde. Vou dormir um pouco.

Ciel voltou para junto da velha governanta e a avisou que o tio não queria jantar. Comeu a refeição em silêncio, tristonho por querer entender o que havia acontecido para Sebastian se comportar desta forma. Ao terminar, ajudou a mulher com a louça e então disse.

– Vitória, por favor, pode fazer um prato para o tio Sebastian? Eu vou levar para ele. Pode descansar depois disso.

Ciel bateu novamente à porta do quarto de Sebastian. Trazia nas mãos uma bandeja com o prato de comida quentinha.

– Tio Sebastian? Está acordado? Eu lhe trouxe o jantar.

– Eu não quero, Ciel... quero ficar sozinho...

Ciel então se irritou com aquilo tudo. Por que às vezes seu tio era infantil assim?!

– Sebastian Michaelis Phantomhive, abra essa porta agora mesmo! Precisamos conversar! — ele disse em voz alta e clara, quase como uma ordem, mas na realidade seu coração receava que o homem mais velho apenas o ignorasse. Suspirou aliviado ao ouvir o som da porta sendo destrancada.

Ciel entrou e fechou a porta atrás se si, observando seu tio ir até a grande cama e sentar-se nela dando-lhe as costas. Suspirou e colocou a bandeja com a refeição sobre o grande gaveteiro e em seguida se aproximou de Sebastian. Ele estava de cabeça baixa, os cabelos ocultando o belo rosto. Sem saber bem o que fazer o pequeno se aproximou e acariciou os cabelos muito negros do tio.

– Ei... fala comigo... foi o Alois? Foi algo que eu fiz? — a voz saia num sussurro, cheio de amor e preocupação — não me deixe sem saber...

Os braços de Sebastian se lançaram para a frente e ele envolveu Ciel pela cintura com eles. Sebastian afundou o rosto na barriga lisa de Ciel e suspirou.

– Eu preciso ter cuidado... Alois me disse que eu olho você como um namorado.

Ciel corou imediatamente ao ouvir aquilo. Desconfiava que Alois tivesse dito algo para provocar o tio, seu amigo gostava de provocar, mas não imaginara que fosse algo como isso.

– Se desconfiarem... se notarem... eu perderei você... nunca deixarão sequer que eu o visite... — a voz do mais velho estava cheia de angústia.

Ciel abraçou Sebastian. Ele mesmo tinha plena consciência de que a relação deles deveria ser um segredo. Que a descoberta de que eles se amavam daquela forma apenas traria ódio e incompreensão. Sem dizer que seu tio seria incriminado e ele próprio levado para longe e entregue à guarda de estranhos.

Seu amor deveria ser oculto dos olhos de todos, guardado como jóia preciosa que tememos que seja roubada ou maculada pela maldade do mundo.

– Alois gosta de dizer coisas para perturbar. Não acho que ele esteja realmente desconfiado, mas se ele quer provocar e percebe uma brecha ele vai utilizar. Ele já nos meteu em várias encrencas por causa desta mania. Se ele realmente desconfiasse disso ele viria me perguntar. Não temos segredos um do outro... bem... pelo menos ele não tem segredos para mim... — Ciel murmurou, triste.

Ele sentia uma imensa vontade de contar para Alois sobre seu amor e de como era maravilhoso. Mas num assunto como esse ele temia que seu amigo não reagisse bem. Ainda assim Ciel ansiava contar e havia até decidido que o faria. Mas agora ele repensaria esta decisão.

– Eu queria contar para o mundo... que você é meu. Queria impedir outros de te tocarem... — Sebastian sussurrou cheirando as roupas de Ciel, saboreando aquele cheiro que ele amava tanto.

Ciel sorriu e um calor doce subiu as suas faces. O enchia de alegria ver seu tio dizer aquilo.

– Você não pode me guardar numa caixinha e me esconder de todos. — Ciel disse rindo.

– Quer apostar? — Sebastian riu e isso aliviou o clima que havia no quarto.

–Você não ousaria... ou ousaria? — Ciel perguntou com voz divertida. Sebastian olhou para ele com um sorriso de canto.

– Na verdade... acho que é o que eu vou fazer... — ele se levantou bruscamente e Ciel tentou correr mas foi agarrado e erguido do chão. Sebastian começou a morder e beijar o pescoço de seu sobrinho que esperneava levemente.

– Está fazendo cócegas! — Ciel riu tentando afasta-lo — Me põe no chão!

– Não! — Sebastian mordiscava o queixo do menino — eu decidi que preciso te castigar.

– Castigar?! Por quê? ! — Ciel perguntou incrédulo.

– Por que você deixou aquele loirinho irritante te abraçar e nem bateu nele quando ele te beijou. — Sebastian disse num tom de voz acusatório.

– Ele é meu melhor amigo. — Ciel respondeu fazendo bico — Ele me abraça desde que tínhamos sete anos de idade!

– Oh? Então eu devo te dar um castigo proporcional a todos estes anos de abraços e beijos que ele te deu e... espera! E você? Já abraçou ele? Já beijou ele?! — Sebastian falou com um tom de voz um tanto elevado e Ciel desviou o olhar envergonhado.

– Quando éramos pequenos, sim... — ele sussurrou corado. — Mas não havia qualquer malícia!! — ele se apressou a dizer ao ver Sebastian fazer uma careta e franzir o cenho.

– Eu vou jogar aquele moleque na rua quando ele vier aqui de novo!

– Não está falando sério, está?! — Ciel perguntou assustado. — Se fizer isso com ele não falo mais com você!

– Ah! Agora vai ficar do lado dele?! — Sebastian apertou Ciel em seus braços e se voltou para a cama.

– Me solta! — Ciel agora esperneava de verdade — Por que está fazendo isso? Sebastian jogou Ciel sobre a cama e num instante se deitou sobre ele. Seu corpo bem maior e seu peso imobilizando o menor. As mãos seguraram os pequenos pulsos e Sebastian calou seu sobrinho com um beijo profundo. Ciel tentou lutar a principio mas a língua habilidosa de seu tio invadiu sua boca e depois de alguns minutos o menino correspondia avidamente.

Quando as bocas se separaram Sebastian sussurrou.

– Você é um garoto mau... precisa ser castigado....- ele ergueu a camisa de Ciel e beijou a pele rosada. Traçou o contorno de um dos mamilos com a ponta da língua. — Eu serei cruel com você.

Ciel umedeceu os lábios com a pequena língua e sussurrou de volta.

– Me castigue, tio... eu me comportei mal...

Sebastian sorriu. Era delicioso, arrebatador, ver seu anjo entrar assim em seu jogo de sedução. Quem estava seduzindo quem?

Sebastian se ergueu de leve e tirou sua camisa e em seguida a de Ciel. Voltou a beijá-lo, as mãos percorrendo a pele macia, acetinada, alcançando a calça do pequeno e a abaixando juntamente com a roupa íntima. Sebastian olhou o corpo delicado, que começava a se desenvolver, e sorriu satisfeito. Ciel estava excitado.

– Você é tão lindo... — Sebastian sussurrou — poderia passar a noite te olhando... mas eu não devo esquecer que você ainda precisa ser punido.

O mais velho beijou de leve o peito do mais jovem. Acariciando cada mamilo delicadamente. Desceu até a barriga deixando uma trilha de beijos, cada um deles fazendo o garoto sentir sua pele se arrepiar.

Cada beijo era como de fogo, torturante. Ciel gemia com os olhos fechados. Quando a língua de Sebastian penetrou seu umbigo o menor arqueou o corpo e quase gritou, mordendo os lábios para conter o som indecente que seu prazer o faria emitir.

– Eu queria te ouvir... — Sebastian riu sedutoramente. Ciel apenas arfou em resposta.

– Ciel, hoje eu farei algo novo... está bem? Se não gostar me diga e eu paro. Entendeu?

– En... entendi... o que é? — Ciel perguntou curioso.

– Você vai ver... — Sebastian desceu um pouco mais e tomou Ciel em sua boca. O menino gemeu alto quando a boca quente e macia se fechou sobre seu membro. A sucção e os movimentos da língua o enlouquecendo.

O mais velho prosseguiu nesta doce tortura até notar que Ciel estava pronto.

Sebastian sentia seu próprio membro pulsar ansioso, desperto, implorando atenção mas ao invés de sua mão descer em direção a ele, os dedos se dirigiram à sua própria boca.

Ele abandonou Ciel por alguns momentos e sua língua agora percorria dois de seus dígitos, cobrindo-os com generosa dose de saliva.

Ciel o observou, curioso. A visão de seu tio lambendo e sugando os próprios dedos enquanto olhava para ele era incrivelmente sexy. Ciel desceu sua pequena mão até seu membro, ansioso por tocar-se diante daquela visão maravilhosa, mas Sebastian a segurou impedindo-o.

– Não, meu amor... Você está sendo castigado, lembra-se? Só eu posso te tocar. — Sebastian sorriu.

Segurou as coxas roliças e as separou e, com a mão, procurou o ponto sensível entre elas. Com a ponta de seu dedo médio, cheio de saliva, começou a acariciar a entrada de Ciel levemente e em pequeninos movimentos circulares. O menino arfou e arregalou os olhos, chocado.

– Tio...!

– Shhh... calma... não farei nada que não queira... — Sebastian começou a mordiscar o interior das coxas de Ciel, uma mão procurando o membro rosado enquanto a outra prosseguia a massagem suave, relaxando aquela parte tão íntima.

Ciel fechou os olhos, e jogou a cabeça para trás, era indescritível, ele nem ao menos conseguia se controlar. A cada vai-e-vem em seu membro, cada beijo em suas coxas, mais e mais o prazer o dominava. Ele gemia esquecido de que havia mais gente na casa que poderia ouvi — lo. E cada som que deixava seus lábios apenas servia pra fazer Sebastian se sentir mais devasso e ansioso, lutando para se conter, lutando contra o desejo de apressar tudo. De pular essas etapas importantes de preparo e de se satisfazer.

– Eu vou colocar... vai incomodar... relaxe, está bem? Ou vai doer... — e antes que o menino respondesse o dedo de Sebastian foi deslizando devagar para dentro.

As mãos de Ciel foram para os lençóis. Se fecharam sobre o tecido com força e a boquinha rosada se abriu enquanto ele arfava, os olhos bicolores totalmente abertos.

– Tio...! T-tio... I-isso... ah! Aah! É tão estranho!

– Ciel... ah... relaxe... Já vai melhorar... eu prometo... — Sebastian arfou... sentia Ciel apertar-se em volta de seu dedo. Tão quente e macio! Tão delicioso! Sua outra mão desceu até seu próprio membro, negligenciado, e principiou a tocá-lo. Afundou o nariz na maciez daquelas coxas, de olhos fechados.

Fantasiando se enterrar no interior deliciosamente quente e pulsante de seu menino.

– P-por favor, aah... tira. — Ciel se remexeu em desconforto. Era uma sensação muito estranha ter algo dentro de si. — É esquisito...!

– Aguente só mais um pouco... eu farei ficar bom... aguente um pouquinho mais... — Sebastian sussurrou forçando o dedo um pouco mais. Ciel gemeu alto e as suas pernas tremiam. Sebastian poderia ter se compadecido e o deixado mas ele estava tomado pelo desejo. A fera em si semidesperta, não pararia agora.

– Este é o seu castigo... — e a sua boca voltou a cobrir o membro rosado. Sebastian sugava carinhosamente, tentando distrair Ciel do desconforto que ele próprio sabia como era. Ganhando tempo enquanto ele buscava algo...

E então ele o encontrou. Seu dedo pressionou o pequeno ponto dentro de Ciel e o menino quase gritou. O ponto que fazia toda a dor e desconforto valer a pena!

– Sinta, meu anjo... meu amor... — e Sebastian o acariciou ali. Ciel levou a mão à própria boca mordendo as costas desta para não gritar com seu prazer. Sebastian aumentou a velocidade de sua própria felação enquanto prosseguia acariciando seu sobrinho.

A língua acariciando o membro jovem. Com um grito Ciel se desfez, jorrando sua semente no rosto de seu tio. Arfando, gemendo, Sebastian também atingiu seu clímax. E no andar de baixo, do outro lado da casa, uma idosa governanta se remexia em sua cama pensando se ouvira mesmo algo ou se fora um sonho. Momentos mais tarde, Sebastian estava deitado em sua cama, seu jovem e amado sobrinho deitado sobre seu peito. A respiração ainda irregular.

– Eu... eu tinha mandado você parar... Você disse que pararia. Seu... seu mentiroso...! — Ciel sussurrava cansado.

– Me perdoe... — Sebastian respondeu ao mesmo tempo feliz e envergonhado — eu não pude me controlar... e eu sabia que podia fazer ficar bom.. Você me perdoa? — afagou os cabelos suados de Ciel.

– Eu... Vou pensar... — Ciel sussurrou de olhos fechados.

– Se você não quiser, eu nunca mais farei isso, Ciel... — Sebastian falou sério. — Eu realmente peço desculpas. Não devia ter feito desse jeito.

Ciel levantou o rosto para seu amado tio e sussurrou.

– Não foi de todo ruim... — Seu rosto adquiriu aquela linda coloração rosada — no final foi... bom. Mas me prometa que vai parar se eu lhe pedir numa próxima vez... Por favor.

– Eu prometo, meu Ciel... — beijou -lhe o topo da cabeça — só haverá próxima vez se você quiser, está bem?

– Se for assim então tudo bem... — Ciel respondeu sorrindo e em seguida voltando a deitar a cabeça no peito largo.

– Posso dormir aqui? Não tenho forças para me levantar...

– E nem eu tenho para te levar pra lá... Pode. Mas teremos de acordar cedo para você voltar para o seu quarto antes que a Sra. Coburgo se levante. — Sebastian riu aconchegando Ciel em seu peito.

O menino riu, havia algo de emocionante neste jogo perigoso. Concordou e se acomodou ao lado do homem que tanto amava.

Pouco depois ambos dormiam, as mãos entrelaçadas.

Notas finais
Oi, aqui é a Miyukiki! Que semana corrida, com volta as aulas e muito trabalho também. Gostaram do capítulo? Espero que sim. Voltam algumas angústias que ficaram quase esquecidas durante estes meses doces de amor e descoberta. Estar feliz e amar é maravilhoso mas ter de esconder isso do mundo quando você tem vontade de gritar que está feliz é difícil e até doloroso... Enfim veremos como as coisas vão ficar. Lembro com carinho de uma leitora ( Mad-hagi ) que disse que odiava a ideia de Alois hetero. Bem... ele pode até ser hetero mas realmente ama proteger, tocar, beijar e abraçar Ciel de forma muuuuito comprometedora kkkk para desespero do tio Sebastian. Interprete como quiser, entendeu? Kkkk Tio Sebastian precisa muita força de vontade com um sobrinho tão deliciosamente lindo e doce quanto Ciel. Aí é que mora o perigo... esquecer-se das limitações do pequeno e exagerar, mas ele se esforça. Muito, muito obrigada a todos os reviews, favoritos e recomendações ( Lusa 349, beijos para você, obrigada!) Lemos todos eles ( e vocês já sabem que a cada capítulo postado ficamos atualizando só pra ler ). Vocês nos deixam muito felizes!! Mais uma vez pedimos desculpas pelo atraso em responder. ( sério, peço desculpas de joelhos... me faz sentir mesmo mal ). Mas esperamos em breve deixar tudo em ordem. Estamos correndo com os próximos caps pois, perigosamente, estamos alcançando aqueles em que estamos trabalhando atualmente e não queremos deixar de atualizar semanalmente. Todo tempo livre estamos focando em escrever portanto tenham um pouquinho de paciência. E muito obrigada por todo o apoio. Com todo o amor deste mundo. Miyukiki