Notas iniciais
Olá pessoal, como estão todos? Eu espero sinceramente que bem! Então... É o lemon, né? Finalmente depois de 27 capítulos enfim temos o tão esperado lemon. Quero agradecer a todos os comentários do capítulo anterior. Sério mesmo, achei que vocês tinham desistido da fic. Quero que saibam que mesmo que não repondamos os comentários nós os lemos e amamos a todos eles e sim, temos a intenção de responder. O fato é que estamos na reta final da história (onde estamos escrevendo) então mais do que nunca estamos empenhadas na história, e claro sem tempo para mais nada. Então por favor tenham paciência pois responderemos sim a todos os comentários. Agora quero falar sobre o capítulo. O lemon em si foi escrito em doses homeopáticas, não me perguntem quem foi que escreveu mais, eu não saberia responder. Mas acho que ficou bom. Espero comentários com suas previsões do que acharam. O poema foi escrito por mim em um comentário a uma fic da Miyukiki. O nome da fic é Seja Apenas Meu. E é uma das melhores histórias de kuroshitsuji que eu já li, vale a pena darem uma olhada. Eu pedi para a minha co autora autorização para utilizar o poema na fic, pois nesse capítulo o do lemon esse poema combina perfeitamente. Bom era só isso. Obrigada a atenção. Chibi Lord

Deixe que seus dentes pontiagudos perfurem minha tez,

deixe que as unhas finas e afiadas me rasguem

sujando os lençóis de linho com a cor carmim de meu sangue,

deixe em meu corpo mais do que somente as marcas

que evidenciam que lhe servi,

deixe em minha alma sua presença,

marque meu coração com um ferro em brasa,

me destrua,

me aniquile,

me remonte e me torne aquilo que tanto desejas.

Me faça seu, seja meu, pela eternidade de meus dias.

Seja apenas meu...

Chibi lord

– Tio Sebastian... eu estou pronto.

– Pronto? — eu olhei para ele sem compreender o que ele queria dizer — para o quê?

Ele me olhou espantado e seu rosto se tingiu de vermelho. Ele olhou para o próprio colo, sua mãozinha apertou a minha enquanto a outra se agarrou à barra da longa camisa que ele usava.

– Estou pronto... para ser seu... – ele sussurrou baixinho. Logo em seguida ele volveu os lindos olhos para mim e murmurou inseguro — Para fazermos amor.

Eu congelei. Minha boca se abriu mas nenhum som a deixou. Eu não devo ter ouvido direito. Talvez alguma alucinação movida por meus desejos febris! Eu estava chegando a esse ponto?

Fiquei olhando estático para ele, como um idiota, sem dizer nada, Meus olhos arregalados, o coração acelerado. Ele me olhava de uma forma tão doce.

– Eu... eu não devo, Ciel. – eu me ouvi dizer, contrariando o meu verdadeiro desejo. Uma pequenina parte de mim gritava que eu não podia fazer isso com o meu sobrinho, que era pouco mais que um menino. Mas outra parte de mim vibrou em ondas de antecipação. Meu corpo traiu a minha fala, o coração acelerando.

– Você não me quer então? – ele sussurrou tristonho, abaixando o rosto.

– Não! Eu o quero! – respondi num ímpeto — eu o quero demais! Eu sonho com isto... eu anseio por você... – minhas mãos tomaram as dele e eu as beijei. Cada um dos pequenos dedos.

– Então... – ele disse apertando minhas mãos levemente — eu quero ser seu...

– Mas você ainda não está pronto, Ciel. Eu vou machucar você... E eu não quero isso.

– Eu não sou de vidro, tio Sebastian. – Ele me sorriu de uma forma tão calorosa e doce. A pequena parte de mim que gritava “não” quase sendo esquecida diante daquela imagem.

Mas ele era tão jovem. Meu Deus, eu tomaria uma criança! Meu menino, meu sobrinho!

Lembrava-me claramente de minha própria primeira vez. Eu tinha 17, talvez 18 anos. Ansiava por Vincent, ainda que sem coragem alguma de deixar que ele soubesse. Estava decidido a tentar esquecê-lo e com este fim busquei outros rapazes.

Vincent possuía um amigo inseparável, quase um irmão para ele.

E foi com ele que eu perdi a minha virgindade.

Ele não fora bruto, não, longe disso. Ele me tratara com carinho e com doçura. Ele realmente gostava de mim e fizera de tudo para que minha experiência com ele fosse boa.

Mas mesmo assim, apesar de todo o seu esforço, fora ruim e não era algo de que eu gostava de me lembrar.

Apenas servira para eu entender que eu não era capaz de amar outras pessoas. Ainda saí com ele mais algumas vezes mas não suportei e acabei com tudo. Vincent nunca soube.

Olhei para Ciel, pequeno, delgado e delicado. Eu era bem maior e meu corpo era bem mais desenvolvido que o dele à época em que eu tive minha primeira experiência sexual. E mesmo assim eu me lembrava de como fora difícil e doloroso.

Eu não queria machucar o meu Ciel.

– Olhe, não agora. Você precisa ser mais velho. Talvez algum dia. – eu afirmei sem nenhuma convicção.

Mesmo que eu dissesse não, meu interior já estava fervendo com o desejo. Meu corpo desperto só por sentir a fragrância suave daquela pele. Meus olhos procurando as formas macias sob a camisa solta.

– Tio Sebastian, eu estou pronto. Eu quero, eu anseio, mais do que apenas beijos... mais do que carícias... eu quero que nos tornemos um. — ele sorriu timidamente e mesmo sob a iluminação bruxuleante do fogo eu podia ver seu rosto adoravelmente corado — eu quero sentir seu peso sobre mim.

– E você, por um acaso, não pensou que talvez fosse eu a querer ficar por baixo? — Eu barganhei, tentando remediar a situação. Sim, talvez abrindo mão do topo eu pudesse dar um fim satisfatório àquela vontade do meu pequeno e não o machucar.

Ele pensou um pouco e respondeu suavemente, as mãozinhas procurando o meu rosto.

– Um dia talvez... eu acho que gostaria, sim, de conhecer esta sensação. Mas por hora não é o que quero. E não foi para isso que fui ensinado, não é mesmo? Você me ensinou a receber e é isto que eu quero hoje... te receber em mim. — as bochechas dele pareciam queimar, a voz suave e doce preenchendo o silêncio do quarto.

– Ciel... Eu, eu acho que não devemos... não ainda... Eu acho que você realmente ainda não está preparado. — gaguejei em meio a uma extrema vergonha do garoto. Era verdade, eu realmente fizera de tudo para condicioná-lo a receber. Eu me senti envergonhado ao me dar conta do que exatamente eu fizera a ele.

– E tudo o que eu já disse e fiz? Tudo isso não prova que eu estou pronto? — ele esticou os pezinhos, ficando na pontinha destes, para que sua fala pudesse, mesmo que trêmula, alcançar meus ouvidos.

E ele sussurrou.

– Eu estou pronto. Confie em mim e eu te quero, te quero tanto que chega a doer...

Eu reconheci essa fala. Era exatamente como eu também me sentia... e reconheci também o dom de manipular que Ciel desenvolvera. Apertei as mãos em punhos e tomei a decisão.

– Assim que começarmos, não haverá volta. Tem mesmo certeza disso?

– Eu te amo. — o pequeno falou olhando seriamente nos meus olhos — E sei que você também me ama. Eu não irei desistir e muito menos me arrepender.

Eu senti meu peito acelerar àquelas palavras cheias de amor de meu pequeno. Abaixei-me e beijei carinhosamente os lábios tão macios e desejados dando a entender a Ciel que eu me rendera.

– Sim, eu te amo. – respondi antes de envolver Ciel num abraço e possuir-lhe a boca com fervor. Senti a pequena boca se abrir para mim e minha língua a adentrou. Ciel já sabia beijar muito bem! Nossas salivas se misturavam enquanto as nossas línguas acariciavam-se, aquele sabor tirando a razão do homem adulto que sou.

Divino. Simplesmente.

As mãos pequenas subindo para meus cabelos, acariciando. Apenas Ciel podia fazer eu me sentir assim.

Apenas minha criança, meu amor...

Eu o apertei em meus braços e só então notei que Ciel tremia levemente. O menino estaria com um pouco de medo? Interrompi o beijo e segurei o queixo do garoto.

– Espere um pouco — Sebastian sussurrou — é rápido, está bem ?

– Eu... está bem... — Ciel murmurou, o rosto avermelhado.

Eu possuía uma pequena adega portátil no quarto. Beijei a testa do meu sobrinho e fui até ela. Havia ali uma pequena garrafa de um vinho suave. Talvez eu fosse apenas um louco mas eu achei que isso ajudaria Ciel a relaxar. Ou talvez fosse eu quem precisava de um gole para isso.

Peguei a garrafa e servi duas taças. Na de Ciel apenas uma dose pequenina. Nada mais que um dedo. Sentei-me novamente ao lado dele na cama e entreguei-a a ele e observei ele prová-la devagar enquanto eu bebia a minha própria em um único gole.

– O gosto é bom... – ele respondeu lambendo os lábios, e eu acompanhei o movimento daquela língua — não é doce, mas é agradável...

– Eu nem deveria estar oferecendo algo assim a você... – Eu não pude deixar de rir, passando a mão pelos meus cabelos negros – Eu sou mesmo um péssimo tio...

Ciel sorriu-me e levantou-se, postando-se em frente a mim, a luz da lareira fazendo reflexos avermelhados em sua pele e roupas. Ele pegou as minhas mãos e as trouxe até os botões de sua camisa e sussurrou com voz rouca.

– Então... acrescente mais um, à sua lista de delitos...

Eu engoli em seco. Quando foi que meu pequeno menino se tornara assim tão decidido? Tão sensual?

Minhas mãos começaram a desabotoar lentamente. A camisa se abrindo e revelando aquela pele branca, macia, suave como veludo. Ao terminar eu vi Ciel por os braços para trás e deixar a roupa deslizar para o Chão. Diante de mim estava meu sobrinho, belo, nu, delgado, o corpo jovem, virginal, intocado.

Simplesmente o mais lindo ser que meus olhos já contemplaram. E este anjo se oferecia a mim como a mais linda dádiva.

– Eu posso? – Eu ouvi o menino sussurrar e erguer as pequenas mãos para os botões de minha camisa.

– Você deve... – Sorri. Eu estava deliciado ao sentir os pequenos dedos desfazendo lentamente os botões. Minhas vestes se abrindo e revelando o meu tórax.

Ciel entreabriu os lábios e deslizou a mão sobre a minha pele, seus dedos tocando e explorando enquanto despia minha camisa. Os toques tímidos eram como fogo sobre a minha carne.

Ele me olhou e em seus olhos eu pude ver claramente.

Ele ansiava ser envolvido pelos meus braços e esquecer que lá fora havia um mundo que nos condenaria por aquele amor tão pecaminoso.

Ele segurou as minhas mãos e me puxou para que eu me levantasse e seus dedos agora afrouxavam a minha calça escura. Eu a abaixei, deixando-a cair e em seguida a chutei para um canto.

Não era a primeira vez que ficávamos nus um diante do outro. Já havíamos tomado banho juntos em outras ocasiões, mas nesta noite, a noite em que nos entregaríamos um ao outro, era como se o fosse.

Ciel observava, à luz bruxuleante, o meu corpo adulto e completamente desenvolvido, maduro e forte. Ele traçou cada linha dos músculos levemente definidos, com as pontas dos dedos.

– Sua pele é macia. – ele sussurrou — É quente e tem essa fragrância que sempre me conforta.

– Você se sente apreensivo? – perguntei acariciando seu rosto.

– Sinto-me um pouco apreensivo, sim. Mas não o temo e nem me arrependo. Eu o amo e decidi pertencer-lhe e a mais ninguém.

“Ah... eu sou merecedor deste anjo? Cada palavra, cada gesto... a sua entrega a mim me faz também o seu eterno prisioneiro. Não pertencerás a outro e nem eu tampouco.”

Me permiti observar a curva suave dos ombros de meu sobrinho, a barriga lisa, as coxas fartas, a adolescência trazendo pequeninas mudanças à musculatura de meu pequeno. No entanto Ciel ainda era delicado, parecendo mais jovem do que era, sua pele era aveludada, lisa e extremamente macia como um bebê, um pêssego doce que eu queria devorar.

Inclinei-me e o envolvi, meus lábios procurando a curva do pescoço dele, beijando, mordiscando fracamente. Meu nariz roçando de leve. Aspirei longamente, sorvendo a fragrância do menino. O cheiro tão bom e gostoso dele, fazendo o meu corpo despertar cada vez mais. Minhas mãos apertando cada curva, me demorando, apreciando. Elas desceram famintas até as nádegas arredondadas, e eu as apertei. Um pequenino gemido escapou dos lábios de Ciel e eu os tomei enquanto o acariciava. Eu desejava sentir os gemidos de meu menino em minha boca, seu hálito quente se chocando ao meu.

Lentamente, eu o fiz se reclinar, deitei-o na cama ampla e macia. Acomodei-lhe a cabeça num travesseiro e então deitei-me sobre o meu pequeno, maravilhado com o calor dele, e Ciel fechou os olhos e gemeu, deliciado, sentindo o meu peso sobre si.

O pingente dourado, pesado, repousou no peito do menino e Ciel deixou que um riso tímido escapasse.

– Não acha que deveria retirar? – ele sugeriu. Parecia estar envergonhado por estar naquela situação na presença de uma jóia de sua mãe.

– Não. — Sebastian respondeu. — Eu nunca mais o irei retirar.

Ele sorriu-me e eu me senti tão feliz. Beijei delicadamente a clavícula dele, meus lábios correndo livres e sedentos por descobrir a maciez da pele alheia.

Fui descendo devagar, saboreando a textura suave em minha língua, até alcançar um dos mamilos rosadinhos. Circulei-o com a ponta do músculo molhado e sorri ao notar Ciel se arrepiar. Prossegui lambendo, sentindo o biquinho enrijecer aos meus toques. Minha boca faminta cobriu-o e sugou e recebi como prêmio um doce gemido. Eu queria mais, queria ouvir mais. Suguei e acariciei mais um pouco e rapidamente fui para o outro. Minha boca e língua sobre um, meus dedos acariciando e beliscando carinhosamente o outro. Ciel se arqueou e arfou, suas pernas abraçando meu corpo, suas mãos em meus cabelos, me puxando ainda mais para si.

A excitação de meu sobrinho elevando a minha própria de uma forma que era enlouquecedora.

Mas eu desejava que não fosse apenas eu a me sentir assim. Eu queria preparar Ciel, para que ele sentisse o que eu estava sentindo.

Ele ergueu os quadris e senti ele forçar seu membro, já duro, contra o meu ventre. Sorri e lambi meus lábios em antecipação. A simples ideia me fazia salivar.

Abandonei o pequeno mamilo, e fiz uma trilha de beijos quentes pelo ventre de meu sobrinho. Minha língua brincou em seu umbigo e ele gemeu mais uma vez. Prossegui descendo até visualizar o meu objetivo.

A ereção de Ciel estava diante dos meus olhos. Ela pulsou e eu lambi mais uma vez os meus lábios. Minha própria ereção pulsando, ansiosa por atenção.

Beijei-lhe a ponta e antes que Ciel tivesse tempo de emitir qualquer som eu a abocanhei. Senti ele se retesar e tremer. Sentia o sabor dele em minhas papilas e suguei deliciado. Minha cabeça subindo e descendo entre aquelas coxas fartas.

– Oh... t-tio... nnhn... aah... – as palavras dele, entrecortadas por gemidos, me faziam apressar o ritmo. Eu desejava ardentemente provar o prazer dele.

As mãozinhas dele em minha cabeça, me forçando ainda mais, seu membro invadindo minha boca, os quadris jovens se arremetendo para frente, os gemidos dele se misturando aos meus, abafados. Fechei meus olhos, quando as pernas dele tremeram e suas coxas se apertaram docemente contra mim. Um segundo depois o jorro quente e tão desejado preenchendo minha cavidade úmida.

O pequeno corpo relaxou e abandonou-se às sensações do clímax. A respiração dele estava acelerada e os belos fios escuros cobriam seus olhos fechados, úmidos de suor. Levantei a cabeça e lambi os resquícios que ainda estavam em minha boca enquanto admirava meu pequeno.

– Você é lindo, Ciel... eu poderia te olhar para sempre... – sussurrei encantado com aquela visão. Ele abriu os olhos de cores descombinantes e me fitou. Sussurrando com um pequeno sorriso.

– Então, pretende apenas olhar?

E ele riu baixinho, acariciando meu rosto. E eu ri também.

“Ciel, meu Ciel”

Eu beijei suas coxas, passando meu rosto no interior delas e sentindo aquela maciez. Mordiscando, provando. Gemidinhos indecentes me incendiando. Eu queria avançar mas ainda não. Ainda havia mais a fazer, a aproveitar e me deliciar.

– Eu vou te preparar agora, está bem?

– Está bem.

– Vou fazer algo especial. – sorri presunçoso – acho que você vai gostar.

– E o que é? – em sua voz havia ao mesmo tempo curiosidade e um pouco de receio.

– Você vai ver... – respondi cobrindo a virilha dele de beijos. Fui mordiscando, devagarzinho, toda a extensão daquelas coxas deliciosas. Minha mão procurou o membro dele, desfeito pelo orgasmo e principiei a masturbá-lo. Ele mordeu os lábios, silenciando os sons que eu tanto amava ouvir. Mas eu pude ver que ele gostava pois aos poucos, mais e mais, ele enrijecia em minha mãos. Após estimular mais um pouco eu o soltei e posicionei minhas mãos sob as nádegas cheinhas. Eu o ergui levemente e coloquei uma almofada sob seus quadris. Admirei aquela região íntima e rosada. Me aproximei e a beijei para espanto de meu sobrinho.

– T-tio?! O que está...?!

Ignorei o choque e a vergonha de meu pequeno eu continuei o meu trabalho. Minha língua acariciava o ponto sensível, minhas mãos mantinham as pernas dele bem afastadas. Ele gemeu, envergonhado e excitado e eu sorri amplamente. Tinha certeza de que ele iria gostar.

Eu beijava e acariciava, relaxando-o e depositando, com cuidado, bastante saliva para que ele não se sentisse tão desconfortável com minha próxima ação.

Ambos estávamos ofegantes. Eu levei meus dedos à boca, os suguei e lambi. Sensualmente olhando para o meu pequeno enquanto o fazia. Ele me observava atento, levou a mão pequena aos cabelos, retirando-os da testa úmida. Um gesto que eu achava extremamente sensual. Com os dígitos bem molhados eu me aproximei, ficando mais uma vez entre as pernas do meu anjo. Aquela visão tão bela, ainda inocente, que eu iria corromper.

Acariciei-o e me inclinei, beijando-lhe o ventre, lambendo a pele arrepiada. Os meus dedos buscaram e acariciaram a entrada de meu sobrinho. Ciel arfou e mordeu o lábio, seus olhos nos meus.

Com uma mão apoiada no joelho flexionado, a outra intrometida entre as nádegas pequenas de meu sobrinho, eu mordia o lábio, observando seu franzir de testa a cada milímetro que meu dígito penetrava.

Sabia que devia estar incomodando ou doendo mas oh... tão quente e maravilhoso. Continuei a inserir, muito lentamente, deixando o seu corpo acomodar aquele pequeno volume.

–T-tio... – ele gaguejou, as mãos fortemente agarradas ao lençol.

– Não adianta fazer manha... — me lancei em cima de seu corpo, começando a lamber seu mamilo, meu dígito adentrando devagar, sem se mexer, o corpinho tremendo e convulsionando. Lambi meus lábios quando o corpinho deu um solavanco. Eu havia encontrado aquele ponto, o ponto que fazia toda a dor valer a pena.

– Tio... ah...! — Ciel gemeu, sôfrego. Eu sabia bem o quanto aquela sensação era agoniante.

Deixei que meus dentes se cravassem de leve no mínimo mamilo, ouvindo aquele gemidinho extasiado e surpreso que me fez sorrir. A pele morna abaixo de mim se arrepiando, meus dedos preparando o pequeno canal apertado, resmungos doloridos sendo abafados.

Ciel era um anjo. E eu o demônio que o corrompia e ainda assim me sentia grato pela dádiva a mim concedida. Tão terno, tão belo e puro, arfando a cada movimento de meus dígitos dentro de si. Tão precioso e tão meu. Meu pequenino e precioso céu.

Toquei a pele macia, a coloração rosada, a textura delicada, os pelinhos arrepiados. Beijei-lhe bochecha e o pescoço, tentando ao máximo me controlar, era uma situação extremamente difícil de ser burlada, mas eu precisava!

–Perdoe-me, meu amor, mas irá doer de qualquer modo. — Sebastian falou.

– Estou preparado. — Ciel disse resoluto, a respiração entrecortada.

– Ciel... — Sebastian disse em tom de aviso, preocupado com a fragilidade do corpo quase infantil abaixo de si. Ciel podia ter já seus quatorze anos mas o seu corpo era pequenino, delicado e frágil...

– Eu estou pronto. Estou te esperando, te querendo!

– Ciel...

– Pare de falar meu nome... e me faça seu, meu amor.

Balancei a cabeça rindo baixinho e deixei por um momento de ter temores. Mas busquei no criado mudo um pequeno frasco. Continha lubrificante. Eu o apliquei em toda a minha extensão. Um cuidado a mais para tentar não ferir muito o meu jovem amado. Abracei Ciel envolvendo seu corpo com meus braços, beijando-lhe a boca, invandindo-a de novo com a minha língua, com pressa. Em contra partida minha mão guiou meu membro, agora bem escorregadio, a adentrar a pequena e virginal abertura.

Vagorosamente, abrindo caminho. Sentindo as barreiras uma por uma cederem. Ciel soluçou dolorido enquanto eu gemia extasiado.

Ah, Ciel era tão quente, apertado e macio!

Ele se apertava em torno de mim de uma forma tão deliciosa que eu jamais sonhara que pudesse ser assim tão divino.

Era agoniante, torturante e absurdamente quente, deliciosamente quente, abrasivo! Ofeguei de olhos fechados, entorpecido pela sensação sublime de estar rodeado, pressionado e imóvel. Ciel trêmulou os lábios, a face chorosa, os olhos espremidos.

Eu estava dentro. Estava dentro do meu menino.

– D-dói. – ele sussurrou com voz trêmula e eu desci meus lábios para a linha do maxilar fino.

–Eu sei, eu sei, meu amor. — beijei a bochecha corada tirando uma mecha macia de cabelo de sua testa. — Eu prometo que vai melhorar, prometo que vai ficar gostoso... — sussurrei baixo próximo ao ouvido, mordendo fraquinho o lóbulo e mexendo de maneira vagarosa meu quadril, afinal estar parado era sufocante.

– Anh. — um gemido baixo e dolorido e uma mão delicada espalmada em meu peito, os belos olhos bicolores fechados com força. — Dói...

A mão em meu peito foi agarrada pela minha e a levei, com os dedos entrelaçados, até a minha boca onde beijei, carinhoso, os dedinhos finos.

–Vai ficar bom. — eu disse concentrado em não me descontrolar, tentando manter até mesmo a minha respiração lenta. Deixei meus olhos se perderem na imensidão que era aquela obra de arte abaixo de mim.

–Você confia em mim? Não confia?

O rostinho retorcido em um retrato doloroso me encarou, os olhos avermelhados e cheios de lágrimas prontas para rolarem livres pela face delicada.

– Confio... — a voz chorosa soou e eu me permiti sorrir com uma imensa felicidade no peito.

Ciel se doava inteiramente a mim. Tentava corajosamente aguentar a dor dilacerante que certamente ele sentia. Afinal eu não era tão velho assim para não me lembrar da minha primeira vez. Eu sabia bem o quanto doía e ainda assim meu doce menino tentava se mostrar forte sobre aquilo.

Tão decidido como quando estava quando iniciamos o ato. Suspirando resignado, Ciel puxou meu rosto fazendo nossas bocas se encontrarem desesperadas. De minha parte eu precisava extravasar aquele calor absurdo que parecia me consumir por dentro e tenho certeza que, da parte do meu amor, ele queria se desprender da dor que o afligia. Deixei que minha língua invadisse a boca miúda, os dedos de uma mão pinçando um dos mamilos, a outra mão descendo pelo corpo frágil, apertando despudoradamente a pele clarinha e alcançando, sem rodeios, o membro dele, a ereção desfeita pela dor. Comecei uma lenta masturbação recebendo com prazer um gemido que morreu em minha boca.

– Tio... — as mãozinhas agarraram-se aos meus cabelos. — Anh... — a boca murmurando incoerências.

Tomei os gemidos tímidos como um aval, aumentando um pouquinho a velocidade de minhas estocadas, a cada movimento que meu quadril efetuava era como ser banhado por lava quente. Ciel circulava os braços trêmulos em meu pescoço, gemia contido próximo ao meu ouvido. Era mesmo dolorido eu sabia disso, temia por sua fragilidade corporal, mas ele bravamente resistia, por mim.

Era a maior prova de amor que eu já havia recebido nessa vida, aliás, não me lembro de ter recebido outra. Meu doce menino, sôfrego respirando, tão próximo, tão quente. Provavelmente eu iria enlouquecer de prazer. A visão era redentora.

Movimentei meu corpo lentamente dentro dele, por minutos que pareceram horas, de uma forma tímida e calma.

Era enlouquecedor, tão quente e apertado e eu queria me mover com pressa e força, mas precisava que meu menino se acostumasse com a brusca e dolorosa invasão.

E então, um pequenino gemido, baixo e em tom diferenciado me fez sorrir. Ciel agarrou meus ombros, me abraçando, forçando para que eu me colasse em seu corpo, as pernas pequenas abertas me recebendo e o rosto... Ah aquele rosto... Esculpido por anjos com aquela expressão sofrida e tentadora.

–Ahn, tio... — ele gemeu fraquinho. As unhas curtas se cravando na pele de meus braços. — Ah... — os gemidos cadenciados com os movimentos de meu corpo. — Ma-mais... por favor...

O beijei deixando que minha língua violasse sua boca como meu membro violava seu corpo. Desci meus lábios para o pescoço fino aumentando a velocidade de meu quadril, indo um pouco mais rápido. Um pouco mais forte. Amando cada pequeno estremecimento que seu corpo dava, deixando que minha besta interior ganhasse um pouco mais de terreno. Derretendo...

Ciel não era só meu amor, Ciel era meu pequeno e precioso paraíso.

–Ahn... — um gemido manhoso.

Os lábios rosados, até então espremidos, agora entreabertos. Os olhos reviraram, o corpo tremeu levemente. A dor cedia e se tornava prazer.

E um sorriso macabro surgiu em meu rosto. Tateei pela mão pequena, segurando-a entre meus dedos, deixando-a em cima da intimidade ereta e febril dele próprio, eu desejava o corromper por completo, desejava lhe arrancar qualquer vestígio por menor que fosse de inocência.

– Sim... você já está se acostumando... – voltei a movimentar-me lentamente – começa a ficar bom, não é?

– Aaanh...!

Eu não conseguia afastar meus olhos do rosto de Ciel. Era a cena mais linda e sexy que eu já vislumbrara.

– É aqui? — perguntei afundando meu membro procurando ir de encontro ao mesmo lugarzinho.

–Ah... ahn! — meu menino não conseguia vocalizar, nem ao menos focalizar, as vistas pareciam perdidas. Me arremeti novamente contra aquele ponto.

–Ah, tio! Aah...! – ele se contorceu, lambendo os lábios.

– É bom? Você gosta? — investi novamente, vendo o corpo tremular, a respiração se acelerar, a pele branca brilhar com o suor. Ciel, agora, já não era mais um anjo. Eu havia arrancado suas asas e não podia me sentir mais orgulhoso e satisfeito por tal ato.

– Se toque. — ordenei forçando sua mão contra a própria intimidade. Os olhos belos se fixaram em mim, uma faísca de luxúria nascendo ali.

– Se toque para mim, meu menino.

E meu pedido foi atendido, como uma ordem lindamente executada. A pequena mão se fechou em torno do membro rosado e duro e ele começou a se estimular para mim.

–Está gostoso, meu amor? — perguntei beijando o pescoço, Ciel não parecia tentado a responder, gemendo meu nome de forma adorável, movendo a mão com rapidez.

Me deixei observar a cena esplendorosa. Minha pequena e amada criança... Meu menino. Meu Ciel, meu céu, minha salvação. Perdido no prazer impuro, gemendo, arfando, se contorcendo abaixo de mim. Se tocando, lambendo e mordendo os lábios. O suor escorrendo, deixando a pele molhada, quente, pegajosa, deliciosa.

Eu já sentia as fisgadas no baixo ventre, eu não demoraria muito mais, Ciel também estava próximo, eu sabia, pelo modo como ele parecia perdido, em outra dimensão. Nossos corpos balançavam, o som promíscuo do sexo, o cheiro, tomava conta de todo o lugar. Eu estava indo rápido, forte e ele ainda murmurava pedindo por mais. Por mais de mim.

Aquele menino, meu pequeno amado. Minha rendição, seria minha perdição. Minha verdadeira ruína. Segurei o maxilar, apertando as bochechas fofas, introduzindo minha língua na boca dele, me arremetendo forte e duro dentro dele. O beijei, tirando-lhe o ar, a inocência.

Indecente, impuro, monstro, demônio. Sim, eu era tudo isso.

– Eu amo você, mais do que tudo! — sussurrei com os lábios colados nos dele, gozando, o enchendo com o meu desejo realizado. Continuei com mais algumas estocadas até o pequeno tremer por inteiro e vi o líquido perolado jorrar do membro delicado, sujando meu abdômen e formando uma poça ao se alojar em seu umbigo. Eu definitivamente estava no paraíso.

Momentos depois, estávamos abraçados na cama, suados, cansados. A respiração de Ciel voltando lentamente ao normal, os lindos olhos fechados. Ele estava exausto.

E eu?

Eu me sentia o mais feliz dos homens apesar de minha felicidade ser repleta de pecado. Olhei para meu sobrinho, os cílios longos e escuros emoldurando a beleza graciosa de suas feições.

– Ciel, como se sente? Está tudo bem?

Seus olhos se abriram e me procuraram e ele sorriu levemente, aconchegando a cabeça no meu peito.

– Eu estou bem, só terrivelmente cansado... — ele fez um pequena careta — e um pouco dolorido...

Minhas sombrancelhas se franziram em preocupação mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele falou.

– Eu estou tão feliz. Agora eu lhe pertenço por completo, e você também é meu completamente... nós agora somos um, tio Sebastian...

Eu o observei espantado por alguns segundos e então sorri. Meu menino estava certo mais uma vez.

Nós nos entregáramos um ao outro de forma completa e incondicional. Eu era dele e ele era meu. Meu peito antes frio e vazio, agora era repleto da presença dele, do carinho dele e de suas palavras cheias de amor e entrega. Essa felicidade sempre me parecera algo distante e irreal, algo que eu jamais iria ter. Mas agora ela estava ali, deitada no calor dos meus braços, sorrindo para mim e feliz por estar comigo, por ser amada por mim.

– Sim, eu também estou tão feliz. Somos um e seremos um para sempre. Eu não posso mais viver sem você. Ficará comigo para sempre?

– Ficarei. – Ciel respondeu e fechou os olhos. – Eu te amo... tio Sebastian...

E eu percebi que ele adormecera. Acariciei seu rosto levemente para não acordá-lo e também me acomodei para dormir. Como era bom dormir juntos, aquecendo-nos um ao outro.

Mas amanhã voltaríamos a dormir em separado, pois lá fora tínhamos de vestir máscaras para não sermos julgados. Mas em nossos raros momentos, nós as atirávamos longe, nos despíamos de todas as convenções e voávamos juntos para nosso Éden.

E para lá íamos, levados pelas asas, não de anjos mas do nosso amor.

Notas finais
Oi! Aqui é a Miyukiki. Já estou em casa, ainda em tratamento mas já bem melhor! Quero agradecer a todas as palavras de apoio que eu recebi neste período. Me emocionou ver o carinho de todos. Muito obrigada mesmo a todos. Falando agora do capítulo de hoje... vocês viram que poema belíssimo a Chibi Lord fez para mim? Como eu amo este poema. Chibi Lord é tão talentosa que me deu um poema em um review! Omg. Espero que gostem tanto quanto eu. Finalmente aconteceu! O momento tão intimo e de completa entrega de nossos queridos Ciel e Sebastian. Levamos muito tempo pra escrever este cap ( que se tornou o maior de toda a fic até agora ) justamente porque queríamos passar para vocês o sentimento deles. Ficamos quase 2 meses preso nele, hehe, mas tem motivo. Queríamos fazê-lo especial, então houve muita pressão de nós mesmas sobre nós mesmas. Ele foi escrito, depois decidimos mudar a ambientação e ele foi reescrito. Isto porque tudo era um único cap que nós acabamos quebrando em 3: O capítulo da escolha das fantasias, o da festa desastrosa e este que vocês leram hoje. Foi um total de 9.506 palavras. Com muito amor para nossos leitores. Espero que tenhamos conseguido corresponder as suas expectativas, por favor nos contém suas impressões. Como Chibi disse, estamos na reta final de Minha Redenção, mas não pensem que que o mais emocionante já passou. Ainda vai acontecer muita coisa e vocês nos conhecem... ( não sei se isso vai assustar os leitores kkkk) alías o ponto alto da história ainda vai acontecer. Muito obrigada a todos os reviews, favoritos, recomendações, mensagens no face e por todo o carinho. Desculpem pelo atraso em responder, saibam que lemos todos os comentários sem falta e vamos por as respostas em dia logo, logo. É que o pouco tempo que temos dedicamos a escrever, por isso pedimos sinceras desculpas. Um beijo e até semana que vem! Miyukiki