Notas iniciais
Eis o epílogo de Minha Redenção! Espero que gostem e deixemos toda a emoção para as notas finais. Chibi e eu fizemos as notas hoje. A capa do Capítulo fui eu que fiz, não deu tempo de pintar mas eu o farei e no final segue o link para os que desejarem ver a capa colorida dentro de alguns dias. Chega de falar ou já começarei a chorar! Bjos com amor. Miyukiki

Nunca existirá para nós o fim

Nunca irá ser colocado um ponto final em nossa história

O que vivemos, o que sentimos, o quanto amamos

Será lembrado

Estará guardado em todos

A cada coração apaixonado que palpita,

A cada suspiro que levita

A cada mão tremula que trepida

A cada amor que nasce

Nossa história será recontada.

Troca de olhares apaixonados

Beijos sôfregos compartilhados

Como um rumor, de boca em boca

Nossa história de amor eternizada

Como uma fábula, um conto de fadas

Um milagre

Estas e outras supostas mentiras da humanidade

Mas para sempre e sempre

Com a mesma entonação da minha salvação

Minha Redenção

Chibi Lord

Ciel desceu do carro e entrou no prédio que abrigava os escritórios da empresa de seu tio, ou melhor, da empresa deles. Estava feliz, pois as aulas no Royal Academy of Music haviam terminado e ele estaria livre pelo resto do dia.

Ao atingir a maioridade o garoto entrou em pleno uso de sua herança, que abrangia propriedades na cidade e no campo, ações e da posição de sócio da Phantonhive´s Building.

Aos 19 anos Ciel era um jovem de posses.

E, para total orgulho de seu tio, era também um jovem dedicado e interessado. Desde os 14 anos Ciel demonstrara querer conhecer os negócios da família para não ser apenas um herdeiro e sim um sucessor na empresa.

Sebastian percebeu que Vincent, apesar de ter evitado contato com ele após seus desentendimentos e se afastado, deixando a condução dos negócios da empresa ao irmão, havia criado Ciel para ser o perfeito sucessor.

Vincent incutira em seu filho desde tenra idade, responsabilidade, calma, maturidade e a idéia de que ele deveria assumir a empresa quando chegasse à idade apropriada.

“Vincent parecia saber que eu não teria filhos para me suceder” Sebastian pensou, sorrindo tristemente ao lembrar de como seu irmão era ativo na empresa antes da briga que os separou. “Eu serei eternamente grato pois meu irmão me deixou mais que um herdeiro...”

O jovem de longos cabelos cor de ardósia entrou no prédio e subiu até o andar onde ficavam seu próprio escritório e o do tio. Meirin, a secretária de ambos o saudou alegremente ao vê-lo entrar.

– Boa tarde, Sr. Phantonhive!

– Boa tarde, Meirin. Já disse que pode me tratar apenas por Ciel. Nada de formalidades. – o rapaz respondeu sorrindo – Você me conhece desde que eu tinha 12.

– Está bem, Sr. Ciel. – A mulher respondeu com um sorriso. Era verdade, ela lembrou-se de que ajudara seu chefe a preparar o quarto para receber o jovem sobrinho órfão. Lembrou-se também do menino tímido que possuía um sorriso encantador e que se tornara este rapaz belo e confiante.

– Eu vou falar com meu tio. Até logo.

Ciel seguiu em direção ao escritório do tio. Sentia-se ansioso pois na próxima semana viajariam juntos em férias. Duas semanas livres de compromissos, apenas os dois.

Entrementes, no escritório, Sebastian estava sentado em sua confortável cadeira. Ao seu lado John Brow. O funcionário estava na empresa há pouco mais de três meses. Possuía algum talento, era verdade, mas seu principal talento, segundo seu jovem sobrinho, era o de se insinuar para os patrões.

John havia tentado se aproximar do mais jovem dos Phantomhives sem nenhum sucesso, coisa que irritara profundamente Sebastian. Mas ao notar que não obteria nada deste procurou dirigir suas atenções ao Phantonhive mais velho. Quanto a isto Sebastian não se importava justamente porque o homem não obteria nada também.

Porém isso incluíra o funcionário na lista negra de Ciel.

– Sr. Phantomhive, o novo projeto vai ser encaminhado amanhã.

– Muito bem, John, creio que conseguiremos a aprovação antes de minha viagem de férias. Isso seria excelente. – Sebastian se espreguiçou.

– Por quanto tempo o Sr. ficará ausente?

– Apenas por duas semanas. – Sebastian respondeu refletindo o quanto esse período de tempo era curto quando se tratava de estar a sós com seu amado sobrinho.

– O Sr. vai fazer falta aqui. — o jovem sussurrou com um sorriso malicioso, se inclinando suavemente para o seu chefe.

Sebastian disfarçou e pensou que realmente o jovem começava a se tornar desagradável. E agradeceu mentalmente que Ciel ainda não havia chegado.

Nisto a porta se abre, o garoto de olhos bicolores entra e seu sorriso morre imediatamente ao ver o modo como John estava inclinado sobre seu tio. Sebastian paralizou-se de horror, o coração acelerando até martelar o seu peito.

– Boa tarde, tio Sebastian. Boa tarde, John. – o tom dele era frio.

– Ah! Boa tarde, Sr. Ciel! – John respondeu rápido se endireitando.

– É Sr. Phantomhive, John. Muito obrigado. – Ciel respondeu se aproximando e passando a mão nos cabelos longos para se acalmar. – A respeito de que vocês estavam conversando?

– Sobre o encaminhamento do novo projeto... – Sebastian murmurou incerto analisando a expressão de seu amado. Seu sobrinho sabia manter uma expressão calma mesmo estando à beira de um ataque de fúria e um Ciel furioso não era algo que alguém poderia desejar.

– Compreendo. Bom trabalho, John. Aliás, eu preciso dos levantamentos sobre o primeiro semestre amanhã cedo. – Ciel respondeu sorrindo e o tio notou o que havia por trás daquele sorriso encantador.

– O q-quê? Mas... eles eram para sexta feira... eu teria mais três dias...

– Infelizmente vamos precisar disto amanhã cedo. Mas eu o dispenso de outros compromissos por hoje. Sendo assim terá tempo de deixar tudo ok se começar agora mesmo. Eu sei que posso confiar em você.

– S-sim, obrigado pela confiança, Sr C... Sr. Phantomhive. Eu os verei pela manhã.

E saiu preocupado em cumprir o prazo e feliz pelo elogio, sem notar que seu jovem chefe na verdade estava lhe dando uma punição. A porta se fechou deixando tio e sobrinho a sós.

Sebastian olhou para Ciel e aguardou alguma bronca ou reclamação mas achou infinitamente pior o que se seguiu.

– Vou para o meu escritório. Boa tarde, tio Sebastian. – e o jovem deu-lhe as costas e seguiu a passos firmes para a porta.

O homem se levantou num pulo e alcançou o mais jovem quando a mão deste tocava a maçaneta. Sebastian chocou as palmas das mãos na porta impedindo que seu sobrinho a abrisse, aprisionando-o no círculo dos seus braços.

– Ciel, espere!

O jovem se voltou para ele com olhos furiosos.

– Esperar o quê? Para encontrar aquele... desgraçado sentado no seu colo da próxima vez?

– Não seja ridículo! – Sebastian ralhou.

– A questão é que ninguém pode se aproximar de mim ou me tocar sem que você fique louco de ciúmes, mas você aceita passivamente que outros venham dar em cima de você! E eu devo fingir que sou cego? Não, obrigado!

E ele se voltou mais uma vez para a porta. Sebastian percebeu que as coisas estavam ruins e que algo precisava ser feito. Num gesto rápido ele virou seu menino de volta para si e possessivamente o calou com uma boca faminta antes que o jovem tivesse tempo de dizer qualquer coisa.

Uma mão segurava firmemente a nuca de Ciel enquanto o outro braço envolveu o mais jovem pela cintura. O jovem apoiou as mão no peito do tio numa tentativa de se desvencilhar mas a resistência o abandonou quando a língua de Sebastian abriu os lábios macios e adentrou acariciando a sua própria.

Ciel nem sequer percebeu que estava correspondendo avidamente ao beijo. O tio o puxou até a mesa, sem parar de beijá-lo e o sentou sobre ela, ficando entre as pernas fortes do sobrinho.

O jovem o abraçou com elas e seus braços envolveram o pescoço do tio. A verdade é que eles estiveram ambos ansiosos por aquele beijo por todo o dia. Longos minutos depois o ardor foi diminuindo e os lábios se separaram após vários selinhos carinhosos ao final.

– Não fique bravo comigo... – Sebastian sussurrou – você sabe que eu nunca vou querer outro além de você... você é tudo para mim...

– Eu sei... – Ciel respondeu passando a língua sobre os lábios ainda úmidos e levemente inchados pela paixão dos beijos – Mas eu puxei a você no ciúme, então a culpa é toda sua... – ele riu ao final.

– Eu sou culpado... – Sebastian riu – disto e disto aqui...

E ele uniu as bocas novamente enquanto as mãos famintas exploravam as coxas roliças de seu sobrinho.

***

O enorme husky choramingou enquanto seu dono o acariciava e abraçava.

– Sky, desculpe... mas estaremos de volta em duas semanas... a sra. Coburgo vai cuidar de você. E você também tem o Michel! – o jovem de olhos bicolores sussurrou sorrindo.

O cão fungou e olhou para a figura esguia e cinzenta que se esfregava em suas pernas.

Michel era um belo gato de pelo acinzentado e imensos olhos azuis. Fora o presente que Ciel dera a seu tio dois anos atrás no aniversário deste.

Sebastian olhara admirado o belo filhote com um laço azul no pescoço nos braços de seu amado sobrinho-namorado.

– Ciel... o que é isso?

– É seu presente de aniversário, tio Sebastian! – o jovem respondeu com um enorme sorriso.

– Ele é lindo! – Sebastian pegou o gatinho nas mãos, encantado com o fato do pequeno ser como uma versão felina de Ciel com o pelo de um cor tão semelhante e os imensos olhos azuis. – Ele já tem um nome?

– Bem, Sky tem este nome por causa do meu então que tal o chamarmos de Michel por causa do seu?

– Você gosta desse nome, pequenino? – Sebastian perguntou sorrindo e o gatinho deu um imenso bocejo.

Inicialmente Sky se mostrou muito ciumento e desgostoso de perder seu posto como o único pet da família mas aos poucos tudo se ajeitara e hoje cão e gato eram inseparáveis.

– Venha se despedir de mim, Michel! – Ciel disse gesticulando ao gatinho que veio se deitar preguiçosamente nos braços do jovem.

– Ciel, vamos nos atrasar. – Sebastian disse entrando na sala e acariciando a cabeça de Sky – Se você deixar, o Michel não vai sair daí até amanhã.

– Eu sei... – o garoto riu e com um pequeno beijo, depositou Michel no chão.

– Cuidem-se e alimentem-se bem. – a idosa senhora se despediu deles com um enorme sorriso. — Até breve e divirtam-se.

Tio e sobrinho partiram para o aeroporto ansiosos pelas tão aguardadas férias.

Desde que Ciel chegara à maioridade eles tiravam algumas semanas, duas vezes ao ano para viajarem ao exterior e conhecer lugares novos e divertidos. Essas viagens eram únicas e muito aguardadas não apenas por ser uma pausa nas agitadas agendas de trabalho e estudos mas por uma razão muito mais especial.

Nessas viagens, indo para lugares em que ninguém os conhecia, eles podiam se comportar como sempre desejavam.

Namorados.

Passeavam de mãos dadas livremente, trocavam beijos, batiam fotos abraçados, jantavam à luz de velas, acariciando-se os dedos sobre a mesa sem receio. Recebiam olhares e cumprimentos normais, eram apenas mais um par de turistas apaixonados dentre tantos outros que haviam.

Faziam tudo e experimentavam todos os prazeres simples mas sublimes que lhes eram negados no dia a dia.

– Eu nunca imaginei que eu um dia seria tão feliz... – Sebastian sussurrou aninhando Ciel em seus braços, na grande cama da suíte do hotel em que estavam hospedados na bela Florença. A luz da lua entrava pela janela e ambos observavam a noite estrelada.

– É como um sonho... eu não quero que termine... – Ciel sussurrou, abraçando seu tio, ambos ainda cansados por terem feito amor há pouco.

Sebastian acariciou os cabelos macios de seu amado.

– Nunca terminará. – ele depositou um beijo nos fios suavemente perfumados, ah... aquela fragrância deliciosa. – Estaremos sempre juntos, hoje, amanhã e além... nesta e em outras vidas. Por toda a eternidade. Não é essa a nossa promessa?

– Sim. – Ciel sorriu depositando beijos carinhosos no pescoço de Sebastian – A nossa promessa. E eu sempre cumpro minhas promessas...

– Nós a cumpriremos juntos. É o nosso destino... sempre foi... e nada poderia me fazer mais feliz. Eu te amo tanto, Ciel...

– Eu o amo, tio Sebastian... mais que a minha própria vida...

E lábios encontraram lábios, repleto de amor, paixão, felicidade. A recompensa depois de tantos infortúnios e tristezas.

Sebastian não mais se julgava um monstro ou alguém indigno de amor. Todas as respostas a suas dúvidas e medos, toda a justiça e compensação por seus dias de dor e solidão estava agora em seus braços.

Sob a forma de um anjo sublime. E este o amava e a ele se entregava com uma imensidão de sentimentos igualmente intensa. Era a remissão de todos os seus pecados.

Duas vidas de tal forma entrelaçadas que era como se sempre tivessem sido uma só. E reflexões tomaram a mente de Sebastian...

“Houve tempos em que, ao olhar para o meu reflexo diante de um espelho, eu podia vislumbrar a imagem de um homem destruído. Pela culpa, pelo medo, pela inveja e pelo desprezo. Sim, eu via refletida a imagem de um monstro.”

“Eu era um. Eu me cerificava, todo dia de manhã ao me arrumar para um novo dia de trabalho, que eu era um. Repetia em minha cabeça, ao me olhar no reflexo do espelho de meu banheiro, que eu era um. ‘Você é um monstro. E você não merece ser amado, não merece a felicidade. Você merece o que tem. O nada, você merece ser nada.’”

“Hoje, ao me olhar diante de um espelho, tudo que vejo é aquilo no qual você me transformou, Ciel. Hoje o que vejo refletido é o resultado de um homem salvo.”

“Hoje... ao me olhar, eu vejo você... Vejo meu amor por você. Vejo o quanto toda a sua doçura me mudou... mudou minha vida e o que nela eu tinha de pior.”

“Você é o melhor de mim. Hoje, refletido naquele espelho, eu vejo seus olhos que me olham com tanto amor e admiração. Eu vejo a necessidade que você tem de mim. Hoje, eu vejo um homem apaixonado eternamente.”

“Hoje eu vejo o que sou. Não o que eu acreditei um dia ser. Hoje eu vejo o que você me mostrou, o que você me fez enxergar que eu era. Hoje eu sou seu. Nada mais, melhor do que eu era. Somente seu. Seu eternamente.”

“Hoje eu sou seu protetor, mas também sou seu protegido, sou seu amante, seu namorado, seu amor. Hoje eu não sinto inveja, nem medo, nem culpa. Hoje o que sinto é felicidade, cumplicidade, amizade e redenção.”

“Um anjo salvou um monstro. E esse se tornou um homem completo. Feliz, sublime. Hoje eu sou o produto de todas as mudanças que você fez e representou em minha vida.”

“Hoje eu sou Sebastian Michaelis Phantomhive, um homem feliz e apaixonado. Não um monstro. Apenas seu. Seu tio Sebastian.”

“Ciel...” — Sebastian pensou antes de sua mente se perder na doçura das sensações deliciosas do amor e do corpo amado — “Você é meu amor, minha vida...”

“Minha Redenção”

FIM

Notas finais
Bem… Então, é difícil de se colocar em palavras certos sentimentos, mesmo quando você é do tipo de pessoa que sempre lidou melhor com as letras do que as palavras, eu sempre fui aquele tipo de pessoa que simplesmente não conseguia se desculpar com palavras, mas com as letras, ah eu já me safei de muitas. Eu sempre escrevi, sempre tive isso dentro de mim, me lembro de aos 8 ou 9 anos me levantar de madrugada e me sentar na mesa da cozinha e escrever o que eu achava que era um poema, me lembro de ficar fascinada pela tinta da caneta ir diminuindo conforme minhas mãos se moviam apressadas sobre o papel. Essa foi uma das minhas primeiras experiências com a escrita. Eu nunca ganhei na escola concursos de desenho ou de beleza, exatamente, eu sou aquela nerd gordinha e esquisita no fundo da sala que sempre ganha a melhor nota em redação, que sempre sorri quando o tema é livre. Eu sempre fui apaixonada pelas letras. E eu entendo porque costuma se dizer que nessa vida se deve ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro, nunca nem cuidei de uma mudinha e não tenho filhos, mas se ambos me trouxerem um terço da emoção que sinto ao escrever estou louca para viver a estas duas experiências. Eu queria falar um pouco sobre como me sinto em relação a escrita para que entendessem o quanto para mim está história é importante. Ao ponto de fazer meus olhos marejarem. Eu nunca me senti capaz para escrever algo tão grande e tão intenso, mas eu devaneio bastante e certo dia um de meus devaneios foi parar na janelinha da Miyukiki lá no Facebook. Nossa relação é de almas irmãs. E assim nascia minha redenção. Uma sementinha plantada na nossa co autora, que durante muito e quando eu digo muito é bastante mesmo, mais ou menos um ano, me perturbou sobre essa história. “E a história do tio?” perguntava ela e eu lisa que sou me desdobrava, certa vez até fiz um rascunho, mas como meio até de me defender pela minha preguiça fui toda chateada contar a Miyukiki que tinha perdido tal rascunho, era provavelmente a cena do beijo no escritório, embora bem inferior ao modo como ela foi postada. E Miyukiki me disse “Eu tenho” e eu fiquei como assim? Porque tu tem isso? E ela respondeu uma das coisas mais lindas que alguém já me disse: Eu sempre salvo o que você escreve. É ou não a coisa mais fofa? Eu pensei poxa ela lá tão longe de mim, pra quem não sabe eu sou do RS e a Miyukiki é de SP, ela lá tão longe acredita tanto em mim e eu aqui com preguiça, com receio, vou escrever, mas ela não só merece estar a par da situação como vai ter que meter a mão na massa, fui categórica só escrevo se tu escrever comigo. E quando finalmente decidimos isso eu estava de férias e escrevemos 10 capítulos em dois ou três capítulos. Depois, bom depois disso a fic se mostrou um filho, uma criança, dependente de nós e exigente. Foram quase dez meses escrevendo, corrigindo, batendo a cabeça, pesquisando, vivendo minha redenção e talvez por nós envolvemos tanto na história que tenhamos pecado em alguns momentos, como em não responder os comentários, acreditem, nós temos uma vida e o momento que tínhamos juntas, isso é no computador, priorizamos a história, sempre priorizamos a história. Passamos por tantas coisas junto dessa história. Mas, Minha redenção sempre esteve acima. Minha mãe foi internada e uma das primeiras pessoas que eu avisei ainda na sala de espera foi a Miyukiki, pedindo para ela segurar as pontas, cuidar de tudo, eu não sabia quando poderia voltar a dar atenção a história, e justo em um momento que a situação já estava crítica para mim, eu estava bloqueada com o lemon, eu tava me cagando, eu me coloquei tanta pressão que fiquei quase três meses sem escrever nada. Claro que já tínhamos muito material e fomos adiantando o final da história, sim o esqueleto de como terminaria minha redenção já estava pronto antes do casal ter tido sua primeira noite, foi isso que nós salvou. Miyukiki foi internada no hospital e ela sempre muito calma, aliás eu sou quem arranca os cabelos e ela é quem me estapeia pedindo por paciência. Pois bem, ela calmamente me chamou no chat e disse: Vou para o hospital, mas antes farei a janta e te mandarei o arquivo do capítulo de amanhã corrigido. E foi. Tipo no outro dia de manhã ela estava internada no hospital e dizendo graças a Deus que eu te mandei o capítulo ontem, porque agora estou aqui. Eu contei tudo isso para que entendam que amamos os comentários, todos eles e se não respondemos é porque sempre priorizamos dar o melhor de nós escrevendo. Peço também desculpas se alguma vez fui rude com algum leitor, aqui, no facebook ou no nyah, mas é que vocês sabem como são mães, não sabem? Defendendo sua cria com unhas e dentes. Então algumas vezes nos nós exaltemos e peço perdão por isso. Mas é que estávamos tão envolvidas na história tão cegas de vontade de mostrar a vocês os sentimentos por detrás das palavras, nossas ideias que ficávamos quase loucas quando alguém não entendia o que queríamos dizer. Nosso objetivo com essa história sempre foi: Tirar a fujoshi da sua zona de conforto. Fazer ela enxergar que fora do mundo colorido do yaoi, assuntos como pedofilia, estupro e incesto não são bonitinhos, não são para serem banalizados em histórias rasas, são assuntos sérios. Ao longo da fic nos levantamos a bandeira da libertação de estereótipos do Yaoi, tudo aquilo clichê nos descartamos, os dogmas nos adotamos como verdades. Um uke que sabe o que quer e vai atrás. Um seme que foge do seu desejo sexual. Um seme se tornando uke. Um Alois hétero (tá essa foi pra zoar mesmo huehu) enfim nossa proposta sempre foi trazer a fic para a realidade. E entre duas pessoas que se amam, não uke ou seme, não tem amor simples assim. Nós tínhamos nossas ideias formadas, nossos objetivos, nossa vontade de mostrar que sabíamos contar uma história legal. Mas sabem o que a gente não tinha? Ideia de tudo que alcançaríamos, o carinho, tão intenso por parte de vocês, tantos favoritos, comentários, recomendações. Estávamos em uma página yaoi no facebook ou de fanfic e líamos um comentário “Ei você lê minha redenção?” nós então nos tornamos mães orgulhosas, até um pouco demais, mas quem nunca pecou um pouco por estar feliz por algo que se dedicou tanto a fazer e vê que estão gostando, parabenizando você por isso? Que atire a primeira pedra. Ganhamos também ensaios de cosplayers, tio Sebastian e Ciel lindos em um vídeo só para nós. Um presente guardado eternamente em meu coração, assim como cada comentário, cada elogiou, cada menção a essa história. E recentemente um amv da nossa amada Nanna, lindo e meigo. Muito obrigada eu não tenho nem palavras para descrever o quanto eu sou agradecida e apesar de eu ter escrito bastante eu ainda sim não consegui me expressar como realmente queria. Foi uma longa jornada, cheia de alegrias, lágrimas, sofrimentos quando achamos que estávamos fazendo algo de muito errado, e gratidão, muita gratidão, esforço e trabalho em equipe. Eu Stifani e minha co autora Lumi aqui e vocês aí, nós ajudando a contarmos esta história, foi sim uma longa jornada mas eu estou feliz por ter a trilhado com todos vocês. E claro, de coração partido, chorando igual a um bebê e, me perdoam se escrevi muito e fui muito melosa ou se pareceu que eu dei muito valor a algo banal mas é que eu sou assim, eu dou valor a pequenas coisas que me arrancam sorrisos espontâneos e era isso que eu tinha ao ler um comentário ou a escrever uma cena feliz. Então estou finalizando Minha redenção com meu coração em pedaços, mas sabendo que está foi sem dúvida uma das melhores experiência da minha vida. E querem saber? Talvez eu não precise plantar uma árvore ou ter um filho. Porque essa história foi um sementinha plantada que germinou e se tornou o nosso amado filho. Nossa cria. Obrigada do fundo do meu coração por todo o carinho. Quero dedicar essa historia a quem sempre me incentivou, quem sempre acreditou que eu conseguia. Quero dedicar a você Luciana. “Os conhecidos dizem que a cada dia enlouqueço mais, os leitores que a minha escrita se abrilhanta. E eu vivo nessa constante, tentando não decepcionar a ambos.” Bjinhos até Chibi Lord Oi, aqui é a Miyukiki. As notas finais da Chibi Lord foram tão lindas que eu nem sei o que mais acrescentar, faço minhas as palavras dela, mas vou tentar explicar os meus sentimentos. Eu estou muito feliz e emocionada por termos conseguido levar este projeto até o fim. Foi um caminho difícil mas foi também um caminho lindo que eu nunca vou esquecer por toda a minha vida. Enfrentamos problemas inclusive de saúde, tempo etc... eu tenho o orgulho de dizer que conseguimos manter as atualizações semanalmente como nos propusemos desde o início. Colocamos nossos corações nesta história, todo o nosso amor por este casal que significa tanto para nós e a maior recompensa que recebemos foi o carinho de cada um dos nossos leitores. Suas palavras, elogios, favoritos e recomendações enchiam nossos corações e nossas almas de uma forma difícil de descrever. O meu muito obrigado, abraços e beijos a todos vocês e dizer isso de todo o meu coração. Eu jamais sonhei que uma fic minha fosse tão amada e popular. E mais que isso, uma fic escrita com minha alma gêmea, Chibi Lord. Eu sempre fui uma fã ardorosa dela e por causa dela eu comecei minhas primeiras fics. Imagine como é escrever ao lado de uma de suas autoras favoritas!! Como ela disse, um dia ela me contou que tinha uma história na cabeça sobre Sebastian e Ciel sendo tio e sobrinho e eu me apaixonei imediatamente por esse tema. Por cerca de um ano eu enchi o saco dela porque eu simplesmente não conseguia esquecer este plot. Lembro que um dia conversamos a respeito no chat e ela me disse que sentia que a história era muito pesada e que provavelmente se tornaria uma tragédia. Eu já via a história como algo onde os heróis chegariam no fundo do poço mas se reergueriam de forma sublime depois disso. Relatei minhas impressões, conversamos por mais de uma hora e minha alma gêmea se empolgou com a idéia. Eu já me sentia felicíssima porque eu teria a história que tanto amava e quando ela me convidou para escrever com ela eu nem soube como reagir. Foi a melhor coisa que já me aconteceu. Eu quero dizer que cada palavra, cada frase e sentimento desta história significou e significa muito para nós. Eu e ela rimos, choramos e sofremos muito com Ciel e Sebastian. Fomos sádicas muitas vezes mas porque as coisas precisaram acontecer daquela forma. E nós também nos unimos de uma forma muito especial. Não somente eu e ela mas nós com vocês também. Portanto, esta não será uma despedida. Não diremos adeus como se tudo tivesse terminado porque não terminou. Temos outras histórias, já escritas e também por escrever. Vou terminar uma Sebasciel que ficou em hiato quando Mren começou e fazer outras e Chibi Lord também tem projetos. Quero pedir a vocês que não se esqueçam de nós e nem dos nossos amados Ciel e Sebastian. Estamos aqui e eles também. Quem sabe Chibi Lord e eu não voltemos a escrever juntas um dia? ( olha a indireta, amore kkkk) Então, por favor, procurem nossos trabalhos, mantenham contato. Iremos por todos os reviews em dia ( vai demorar pq muitos, muitos ficaram em aberto porque priorizamos a história e a periodicidade ). Para os que quiserem ver as artes de Minha Redenção que postarei futuramente deixo o link: http://www.pixiv.net/member.php?id=6198669 Beijos e o meu muito obrigado! P.S. Uma curiosidade: Minha Redenção começou em fevereiro, mês do meu aniversário e termina agora em dezembro, mês de aniversário da Chibi Lord. Isso foi uma coincidência tão fofa que eu quis contar pra vocês kkk
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!