Notas iniciais
Olá! Olhem como eu somos pessoas que cumprem prazos, tenho até orgulho de nós u.u Bem... Eis que a safadeza se inicia. Aproveitem. Boa leitura.

Sebastian acordou com as batidas na porta, olhou brevemente para o relógio era um pouco mais de meia noite. Colocou uma camisa, dizendo um "já vai" e abriu a porta. Ali estava a senhora já idosa que havia contratado para cuidar da casa, aflita.

–Ah... algo errado, Senhora Coburgo? -Sebastian perguntou.

Vitória Coburgo havia trabalhado com as melhores famílias do país. E agora era a governanta dos Phantomhives.

–Senhor Phantomhive, desculpe lhe acordar, mas eu ia me retirar para dormir, então fui antes ver como o menino estava, já que ele reclamou um pouco de dor de cabeça durante o jantar.

–Ah, sim. — Sebastian se lembrava deste acontecido, também não era de se duvidar que o pequeno tivesse alguma reação, depois de passar a tarde toda brincando no jardim com as roupas molhadas por ter dado banho em Sky. O Cachorro, aos três meses de idade, já era enorme e molhara Ciel todo.

– Diga logo. -Sebastian já dizia fechando a porta do seu quarto e indo em direção ao quarto de Ciel. A mulher o seguindo a passos rápidos.

–Ele está ardendo em febre, senhor. Fiquei tão preocupada. Fui à cozinha pegar um termômetro. E então fui lhe chamar.

Sebastian estendeu a mão e a mulher entendeu que era para entregar o termômetro a ele.

–A senhora fez o certo. Pode ir se deitar agora... — Sebastian disse já à porta do quarto de seu sobrinho.

–Mas, senhor... — a mulher ia dizer que sabia muito mais do que ele como abaixar a temperatura corporal de uma criança. Mas Sebastian a cortou.

– Obrigado, sra. Coburgo, boa noite.

E Sebastian entrou no quarto de Ciel. A preocupação evidente em seus olhos e um pouco irritado com a mulher por ter entrado no quarto de seu menino enquanto o mesmo já dormia e mais por ela o ter tocado. Teria uma conversa séria com a governanta. Mas não agora. Agora só tinha a agradecer.

Foi até a cama e viu Ciel com a respiração acelerada, tremendo levemente, o rosto todo corado. Sebastian sentiu seu interior se revirar de pânico. Tocou a testa de seu menino e ela ardia.

– Ciel... está me ouvindo? O que foi? O que está sentindo? — a voz de Sebastian tremia.

– Tio... — Ciel sussurrou — minha cabeça dói... estou com frio... — e em seguida tossiu com força. Sebastian se sentou na cama e pôs o termômetro sob o braço de Ciel, sua mão afastando os cabelos da testa do pequeno.

– Você quer ir ao hospital? Eu te carrego até o carro... podemos chegar lá em vinte minutos. — Sebastian sussurrou com o coração acelerado. O que ele devia fazer? Nunca cuidara de crianças antes e Ciel não era apenas uma criança. Ciel era agora a sua alegria, o seu refúgio e vê-lo ali sofrendo fazia Sebastian se sentir perdido e com medo.

– Não... eu não quero me levantar... — o menino balbuciou fracamente — Estou... Estou com sede...

O termômetro apitou e Sebastian observou o marcador: 38.8 . A febre era alta.

– Eu vou buscar água pra você, Ciel... eu volto bem rápido... prometo. — Ele se levantou devagar da cama para não perturbar seu pequeno anjo e correu escada abaixo procurando por água e pela sra. Coburgo.

– Sra. Coburgo!! — Sebastian gritou ao entrar na cozinha assustando a velha governanta. — Ciel está com muita febre! Ligue agora mesmo para o dr. Tanaka! Diga — lhe para vir aqui imediatamente!

– M — mas, Sr. Phantomhive — a idosa murmurou — a essa hora? Não seria melhor levar o menino ao hospital?

– Não! — Sebastian respondeu ríspido — Ele não quer se levantar. Ele está com dor e não vou forçá — lo a correr no meio da noite, se expondo a esse frio. Mande — o vir aqui imediatamente. Diga-lhe que é uma emergência e que eu pagarei o dobro!

– Mas... — Ela ia retrucar, mas o olhar de Sebastian a fez se calar. Ela nunca vira seu amável patrão tão nervoso. — ligarei imediatamente, Sr. Phantomhive.

– Bom. — Sebastian respondeu e em seguida encheu um jarro com água, pegou um copo e subiu apressado em direção ao quarto de Ciel.

Serviu um copo e colocou a mão sob Ciel, erguendo -o um pouco para que pudesse beber... Ciel sorveu a água em pequenos goles, gemendo como se sentisse dor e suspirou exausto.

– Obrigado... tio Sebastian... — ele respondeu baixinho.

Sebastian acariciou seu rosto, a pele queimava ao toque e Sebastian fez o que ele não fazia a anos. Ele rezou... para que Deus, que já lhe tirara Vincent, não tomasse agora seu pequeno Ciel.

***

–Fique calmo, Sr. Phantomhive... é apenas uma gripe bem forte. A garganta dele está inflamada, é normal ter febre.... — o médico idoso e de traços orientais disse sorrindo — ele já está medicado e a febre deve baixar...

– Obrigado, dr. Tanaka... — Sebastian soltou um suspiro de alívio — eu fiquei muito nervoso... Desculpe por incomodá — lo neste horário...

– Está tudo bem. O sr. é um tio muito dedicado, hohoho... — o homem riu — ele deve tomar os remédios a cada 8 horas, ter refeições leves e beber bastante líquido. A febre ainda poderá durar por alguns dias visto que ainda está no início. Administre o antitérmico que receitei e fique tranquilo. Não há risco algum se ele for bem tratado.

– Meu corpo todo dói... — Ciel sussurrou da cama. Ele segurava a mão de Sebastian que a apertou levemente para reconfortá — lo.

–Eu sei, Ciel... mas vai melhorar... tenha um pouco de paciência... a partir de amanhã você vai notar que aos poucos isso vai melhorar. Mas você deve repousar, entendeu? E comer, mesmo que não tenha apetite. – o médico respondeu-lhe com carinho.

– Está bem... — Ciel respondeu fechando os olhos... — estou tão cansado...

O Doutor foi embora e a senhora Coburgo enfim foi se deitar. Sebastian permaneceu ao lado de Ciel, sentado em uma cadeira segurando a mão do menino. Observou durante inúmeros minutos o rosto retorcido em desconforto dele. Acabou por adormecer, o rosto apoiado na cama perto da cintura da criança e a mão segurando firmemente a do menino.

– Hmm... — Ciel gemeu baixinho e Sebastian acordou. Preocupado colocou a mão na testa de Ciel verificando que a temperatura, estava muito mais baixa, apesar dele ainda estar quente. O remédio, enfim, havia dado resultado. Ciel suava e Sebastian lembrou que o doutor Tanaka tinha lhe dito que não podia deixar o menino com as roupas molhadas, sempre que ele suasse muito era pra trocar. Tirou a coberta de cima dele e sua respiração se acelerou. Por infortúnio do destino Ciel dormia só com uma grande camisa, as coxas brancas e gorduchas, fazendo Sebastian arfar. Tentou se concentrar em sua missão, praticamente se deitou por cima do menino retirando com alguma dificuldade a peça de roupa. A pele lisinha... Tão macia, Sebastian mordeu os lábios. Afinal o que estava acontecendo consigo? Aquelas reações estranhas estavam cada dia mais fortes e agora ali, em um momento tão delicado, em que Ciel estava doente, ele simplesmente estava tão alterado! Alterado ao ponto de não resistir, tocando de leve o indicador no mamilo eriçado, sentindo como a pele estava quente e macia. Se reprimiu e quis bater em si mesmo, vestindo rapidamente o menino com outra camisa. Onde estava com a cabeça? Porque tinha que fazer aquelas coisas? Por quê? As maçãs do rosto do menino vermelhinhas, a boquinha pequena e rosada entreaberta, em busca de ar, Sebastian estava perdendo o controle. Aquelas feições angélicas de repente lhe pareciam o próprio retrato da luxúria.

–Anh... — mais um pequeno e manhoso gemido. O mais velho suspirou, a mão direita percorrendo vagarosamente o caminho até o meio das próprias pernas, apertando o membro teso por cima da calça. Sebastian não podia estar mais chocado consigo mesmo. Por certo que já tinha reparado que perto de seu sobrinho sua reações eram complicadas de se definir. Mas ali, completamente duro pelo simples fato de ver o menino febril... isso era uma vergonhosa novidade. Com pressa tirou a mão da própria intimidade, queria se afastar, queria fugir dali e se esconder. Ele oferecia perigo ao menino ficando ali.

– Dói... — Ciel disse baixinho e Sebastian voltou a sua atenção ao menino, deixando de lado sua fuga.

– Onde dói, bebê? — perguntou, mesmo que soubesse que o menor não responderia. Ciel suspirou longamente o peito levantando levemente. A criança lambeu os lábios ressecados e Sebastian fechou os olhos, sabendo naquele instante que estava por ser acorrentado em um novo inferno. Afinal, era o que ele era... um monstro, não é? Pensou que talvez pudesse fugir daquilo, do que ele era. Mas há aqueles que nunca conseguem largar seus vícios. Respirou com dificuldade as mãos trêmulas, tocou a bochecha de Ciel, os dedos deslizando e acariciando os lábios do menino adormecido, os olhos ainda fechados o protegiam, não queria ver o que estava prestes a fazer. Debruçou-se sobre o corpo de Ciel, tocando levemente a boca do menino com a sua.

Beijou Ciel, selando carinhosamente os lábios de sua amada criança.

Notas finais
E ai gostaram? Eu aposto que sim suas safadas huehuehu. Acho que merecemos comentários, então, por favor. Bjinhos até Chibi Lord ~ Miyukiki