Notas iniciais
Aqui vai a fic o/ Nossa... Essa daqui faz uma viagem móóó doidona, desde em que o Black conhece a White até a vida adulta e os principais acontecimentos. Se ficar longa pakaceti, sorry.
Obs: Capa não é minha e foi o Van Baka que escreveu!
Van: Os créditos são meus u.u zuera
Obs 2: Fic totalmente narrada por Black

Eu estava em casa... eram umas dez da manhã com um tempo bem ensolarado e feliz, como o futuro acontecimento: minha amiga de infância White iria se casar com N.

Chega a ser engraçado, haha... eu que queria estar casando com a White, mas é o meu pior inimigo. O que eu acho mais irônico é que eu ajudei eles a ficarem juntos... eu devo ser um idiota, hahaha, um grande idiota.

Então, eu senti que precisava falar com ela. Sai de casa e corri até a casa de White, foram 20 minutos correndo e então entrei na sua casa sem bater. Chamei:

- White!

- Hum? O que foi Black? — Falou White com roupas normais e seu típico visual, mas para mim te deixava linda. Sua pele branquinha, seu cabelo moreno no rabo-de-cavalo e seus grandes e lindos olhos cor-de-céu... — Não me diga que veio dizer para eu não casar com o N outra vez?! — Ela pareceu brava. Eu sorri; sim, eu falei várias e várias vezes para ela se casar com outro e não ele.

- Na verdade, vim te dizer uma coisa mais importante. — White ficou confusa. Nos últimos meses nossas conversas se resumiam em: discussões, a relação dela com N e o casamento. — Eu... eu v-vim te dizer q-que... — Eu suspirei.

- Veio dizer o quê? Para eu fugir com você? — Ela zombou dessa possibilidade. Eu até falaria isso, mas não sou louco ou algo do tipo.

- Não, vim falar sobre o N. Sabe, ainda me lembro de cada dia como se fosse ontem. Me lembro de você feliz quando conheceu ele, mais de quando me conheceu. — Ela parecia confusa, abaixei a cabeça e continuei a dizer. — Me lembro de dizer a mim que amava ele, naquela hora senti meu coração se despedaçar. Eu queria tanto dizer que você estava louca ou algo do tipo... mas eu te ajudei a ficar com ele. Sabe por que White? — Ela negou com a cabeça. Sabia onde aquilo ia chegar. Eu... eu tinha que dizer isso a ela antes que ela jurasse ficar com outro homem. — Porque eu te amava, ainda amo na verdade. Mas se você o prefere, vá em frente e seja feliz. — Lágrimas desciam do meu rosto. Eu as limpei com o braço e me virei dizendo. — Era só isso que eu queria falar... aliás, esqueça tudo que eu falei quando se casar com o N ok? — Então, ouvi ela me chamar mas abri a porta e corri para minha casa.

Quando cheguei, quase derrubei a porta e me joguei no sofá. Minha vida acabou. Então, as memórias voltavam...

Eu ainda me lembro quando te conheci White... naquela tarde de verão no parquinho...

Eu tinha ido brincar no parquinho, estava com quatro anos, e carregava um avião de brinquedo. Estava com uma blusa azul, calças pretas e tênis.
Cheguei no parque umas duas da tarde e vi várias criancinhas brincando, porém reparei uma garota sentada no balanço sozinha segurando um ursinho azul. Era você White, e então fui até você perguntando:

- Por que você está sozinha? — Eu falei com um sorriso. Você me olhou e disse tristemente:

- Ninguém quer brincar comigo...

- Quem disse? Vem, eu vou brincar com você! — Eu falei estendendo-te a mão. Você sorriu, assim então nos conhecemos.

... ah, aquele dia foi mágico. Sabe, engraçado que no mesmo dia eu quebrei meu avião em pedaços; mas não importa, eu era seu amigo não era? Depois disso, começamos a ir sempre na casa do outro pra brincar. Então, quando entrei no segundo ano com meus oito anos você veio parar na minha classe como novata...

Dia primeiro de fevereiro. Primeiro dia de aula e eu estava inquieto como de costume. Então, a professora entrou na classe com uma garotinha, que no caso, era você White.

- Hoje temos uma aluna nova crianças. Dêem uma boa recep- eEu cortei a minha professora levantando da cadeira e falando.

- White, oi! — Eu falei bem alto, fazendo White ficar com vergonha por todos nos olharem de forma estranha. Então, a White se apresentou.

- O-Olá, s-sou White H-Hilda. — Ela gaguejou um pouco com vergonha dos demais. A professora notou e disse:

- Bem, como já conhece o Black pode sentar ao lado dele. Certo? — A nossa professora, Júniper, deu um lindo sorriso e White caminhou até sentar na cadeira ao lado sorrindo timidamente pra mim.

... aquele simples sorriso fez meu dia mais feliz. Ah, oito anos é a idade em que os homens começam a ser influenciados. Não é? Bem, eu também fui e aos meus 9 anos os sentimentos por ti se afloraram... então eu percebi que, aos dez anos, eu estava apaixonado por você. Nossa, foi um choque porque antes uma criança com menos de 13 anos ficar apaixonada era algo imperdoável pra um garoto. Outra coisa também, eu comecei evitá-la porque amizade entre garoto e garota era vista como algo estranho...

- Não, não e não! — Eu resmungava com a cara no travesseiro. Já eram umas três da tarde e eu menti pra White que eu estava doente para não ser visto por outros garotos com ela. Ah, como eu era idiota. — Não devo estar apaixonado, eu só... só estou um pouco cansado. É isso! — Falei pra mim mesmo me virando e fitando o teto. Então, por pura sacanagem, White começou a ficar na minha cabeça... — AAAAH! PARA DE PENSAR NELA, SEU BESTA! — Eu dei um berro no meu quarto e um tapa na minha cara. Fechei os olhos e tentei me acalmar. Era oficial: estava apaixonado pela minha melhor amiga.

... sabe, o problema não era eu ter me apaixonado por uma garota. O problema eram:
1. Me apaixonei pela minha melhor amiga.
2. Que também é minha amiga de infância.
3. E o pior de tudo: TODOS os garotos gostavam dela.

Concorrência pesada, não é? Hmpft... então, me lembro de você me convidar pro seu aniversário e eu fizer aquela palhaçada com você...

Já era de noite, aniversário de doze anos da White, então ela ia virar uma "mocinha". Eu e ela estavamos em cima de uma árvore rindo enquanto eu tentava comer três diferentes doces de uma vez só.

- Black, você vai passar mal! — Ela me avisou preocupada. Ríamos muito e os garotos que estavam embaixo de nós, me olhava com ódio. É, o que achei engraçado que quando tinhamos menos de 9 anos eu era o "popular" e ela a "certinha", mas depois virei o "nerd engraçado" e ela a "belezura do colégio que todos adoram".

- Não se preocupe, isso não é na... argh! — Então, eu senti uma dor no estômago. Também, comi tanto que só faltava explodir! White me deu uma repreensão, mas disse:

- É por isso que eu te... — Ela falou alguma coisa, mas eu não consegui escutar.

- Disse algo? — Perguntei confuso.

- Nada demais...

... o que me deixa bravo é que até hoje não sei o que ela falou naquele dia. Depois dos seus doze anos meu amor por você foi crescendo a cada dia, mas então eu perdi você para a a concorrência chamada: N. Na verdade, seu nome é Natural, mas o chamam de N. Ele chegou quando estávamos no nono ano que era quando completamos 14 anos e você me disse na sua casa...

Estávamos no quarto da White, todo pintado de rosa e branco. Eu e ela sentados na cama quando ela disse:

- Black... você gosta de alguém? — Ela perguntou. Não pareci ater malícia ou algo assim na voz.

Por pura ironia do destino, eu estava mascando chiclete e ser pego de surpresa com a pergunta fez eu engolir o doce e quase engasguei. Eu disse trêmulo:

- C-Claro que não!

- Ah... -Ela parecia triste. Bem, eu menti na parte de gostar porque de quem eu gostava, melhor, amava era justo você. — Sabe, eu estou apaixonada...

Entrei em pânico por dentro. White... apaixonada... POR QUÊ?! Droga... Então ela continuou:

- Sabe aquele garoto novo... o N? — Por alguma razão, eu e ele nunca nos damos bem e sempre discutíamos.

- Você gosta... daquela coisa? — Uma gota escorreu da minha cabeça. Justo meu pior inimigo? Droga, destino você me ferra assim.

- Não o chame de coisa! — Então, eu e ela tivemos a primeira discussão depois de 10 anos. Tudo por culpa de um repolho ambulante. Depois disso, eu pedi desculpas e fui para casa. Quando cheguei, não jantei e fui direto dormir com meu coração estraçalhado. Chorei. Chorei a noite toda, sei que pode parecer meio coisa de mulher, mas eu senti que minha vida tinha acabado.

... ah, White por que raios você se apaixonou por ele?

Então, me lembro que aos 15 anos você me pediu ajuda para conquistar N. Claro, eu sem saber o que dizer e para não magoá-la e me lembro dela dizer: "Eu sei que vocês dois se odeiam, mas... faça isso por mim. Por favor!" e então você fez aquela carinha. Fiquei com tanto ódio de N, queria dizer que era mentira mas eu te ajudei e disse:

"White, eu posso odiar N. Mas se você o ama, bem, eu vou te ajudar. Eu gosto muito de você e farei de tudo para te deixar feliz!"

O pior é que você não entendeu a parte do "Gostar", achou que era só amizade. Mas não era. Então, naquele natal quando tínhamos 17 anos vocês finalmente começaram a namorar graças a minha ajuda...

Natal. White ia ter um excelente motivo para beijar N, e por quê? Quem sabe do visco, aquela planta pros casais se beijaram no natal, deve entender o porquê. N veio até a casa de White para comemorar, eu não fui para planejar meu "plano maquiavélico" e então, meia-noite quando vocês dois iam saindo da casa para ver os focos de artifício subi numa cadeira e botei um visco sobre a cabeça de vocês dois.

- B-Bl-Black! — White parecia ter um infarte. Ela nunca esperaria que eu iria ajudá-la nisso em pleno natal.

- Vamos, é o visco e tem que se beijarem não é? — Forcei a barrar. N sorriu de canto para White e a garota olhava pro rosto do cabelo de alface timidamente. Sério, TODOS da minha família e da de White me olhavam incrédulos já que sabiam do meu amor por ela. Então, eles se beijaram.

Aquela sensação foi pior que ter quarenta facas cravadas no corpo, ser esmagado por um meteoro e incinerado dentro de um vulcão. A dor de ter um amor não correspondido, e a sua paixão, namorar outro.

Os dois não perceberam, mas quando desci da cadeira eu chorei. Entrei para dentro deprimido, mas com uma sensação de missão comprida, enquanto minha mãe me olhava com pena.

... você deve estar pensando que sou retardado agora né? Mas você não entenderia, ela não seria feliz comigo. Por quê? Vamos ver... N era rico e filho de um dos maiores produtores de eletrônicos do mundo, ele era muito mais inteligente e promissor que eu e bem mais galanteador. O que eu era? Um camponês humilde que trabalhava meio-período como funcionário numa biblioteca.

Vocês namoraram por longos e, para mim, intermináveis 5 anos. Agora todos temos 24 anos e vocês vão se casar... quando der cinco e quarenta da tarde, vai começar a cerimônia.

Olhei o relógio. Cinco minutinhos para começar o casamento, e eu aqui na minha casa sem presenciar o casamento da minha melhor amiga. Mas eu não iria conseguir ver aquilo, era uma tortura insuportável para mim.

Eu voltei a chorar. Lágrimas desciam de meu rosto enquanto eu segurava uma foto em que eu e você tínhamos só onze anos e eu tinha o braço enfaixado por eu tê-lo quebrado quando você ia cair dentro daquele foço e te empurrei, caindo no teu lugar. Fiz tanto por ti, me sacrifiquei tanto por ti para só ter sua amizade... bem, agora nem mais amizade já que agora você deve pensar "Ele só é meu amigo por me amar..." e me odeia agora.

Seis e quarenta e cinco... White deve já ter se casado com o N e agora estão aproveitando a festa sem mim em suas vidas como casados. Então, subi ao meu quarto e tirei minha camisa... estava um calor dos infernos, quarenta graus, e botei um shorts e fiquei descalço. Eu ia caminhar até a cozinha quando a campainha tocou.

Quem era? Não deve ser algum amigo, todos deviam estar na festa comemorando. Será que é o Jonas, o filho do vizinho, pedindo para eu pegar a bola dele no quintal?

Fui até a porta num suspiro e abri ela sem hesitar. Eu fiquei em choque. Na minha frente estava a... noiva.

- W-White?! — Ela parecia cansada e estava suada. Seu longo vestido de noiva foi rasgado e estava descalça como eu. Ela veio correndo até aqui ou algo assim?

- Black... e-eu... — Ela ficou quieta. Eu abri caminho para ela entrar e a mesma prosseguiu sem dizer nada. Fechei a porta e cruzei os braços.

- Não devia estar na festa do seu casamento? — Falei erguendo uma sobrancelha.

- Por que você não foi ao casamento? — Ela me olhou triste. — Me responda que eu iria dizer o porque de eu ter vindo aqui.

- Eu já disse, eu... eu te amo muito, e ver você se casando com outro não iria suportar. — Eu falei sem olhar pro rosto dela.

- Então... você me ama mesmo? — Ela falou aquilo num tom diferente.

- Sim, mas esqueça isso. Você é do Natural, eu cavei minha própria tumba. — Eu falei triste e então me virei para subir ao quarto. White segurou meu braço.

- Espera! Eu... eu não estou na festa porque... — Ela então deixou uma lágrima escorrer. — Eu desisti do casamento.

... Hã? Procede isso? Ela... a White não se casou?

- M-Mas por quê? O N era o cara mais perfeito pra você! — Eu parecia até desesperado.

- Eu não quero alguém perfeito. Eu quero alguém que eu ame de verdade. — Eu fiquei mais confuso. Será que... — Black, eu demorei 20 anos pra perceber isso então... e-eu te amo, me desculpe por demorar tanto pra perce- Eu botei o dedo indicador nos lábios dela como um sinal de silêncio e com a minha mãe esquerda enlacei sua cintura e a colei ao meu corpo. White corou, e eu também.

- Você... me ama mesmo? — Perguntei feliz. Eu tinha um sorriso no rosto e as marcas de lágrimas no meu rosto pareciam sumir aos poucos.

White tinha lágrimas escorrendo dos olhos e então levou suas mãos aos meus cabelos bagunçados e me puxou colando nossos lábios. Era uma sensação boa, melhor que eu imaginava... separamos por falta de ar.

- Preciso te responder? — Ela sorriu para mim.

E então, o dia que considerei ser o pior da minha vida se tornou o mais perfeito deles.

- Eu te amo, White Hilda.

- Também te amo, Black Hilbert.

Então, ficamos um pouco mais ali com nossos corpos colados...

Um amor que demorou 20 anos para ser completado. Um amor que superou o tempo, as amizades e um casamento... é, dois amigos de infância que agora estão juntos.

Fim

Notas finais
Caralho, terminamo porra!
Van: Cacete, ainda to com dor na coluna de tanto escrever.
Agora que notei... MILAGRE FIZEMOS UMA ONE-SHOT DE AGENCY COM FINAL FELIZ!
Van: Peraí... eta porra é mesmo! '-'
Fomos influenciado pelos finais felizes, nãããão!
Van: Para de drama, Hiruma Baka ¬¬
Aff, você q n sabe brincar u.u
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!