Minha noiva de mentirinha

2 Capitulo 2 - Ta bom, eu aceito


Notas iniciais
Aqui está mais um capitulo, eu ia postar ontem mais ficou muito tarde e acabei desistindo. Quero muito agradecer a Roberta Cullen e Soubrasileira04 que comentaram. Espero que gostem desse capitulo e nós vemos lá embaixo.

Capitulo 2
Ta bom, eu aceito

Por que você quer se casar comigo de qualquer maneira?

(Doce lar 2002)

POV.Bella

— Casar com você? — Ele só pode estar louco. — Eu não posso me casar com você! Eu nem te conheço! — Exclamo

—Aff. Você é muito dramática, — Ele suspira — Não é um casamento de verdade. Eu só preciso que você finja.

— Como assim? — Continuo sem entender porque ele iria querer uma coisa dessas.

Ele se senta e gesticula pra que eu me sente na cadeira a sua frente enquanto ele nós serve copos de água.

— Aqui beba isso e se acalme. — Ele me entrega o copo. Eu reviro os olhos e pego o copo, sem deixar de ficar irritada com ele me tratando como uma criança.

— Meus pais tem me pressionado para que eu me case há alguns anos. Eu não estou interessado em me uma esposa, mas a minha mãe não me escuta. — Edward passa as mãos no cabelo nervoso. — Então ela ameaçou arranjar um casamento pra mim, eu querendo ou não. — Ele suspira.

—Forçado a se casar? Mas isso é ridículo, ela não tem esse direito. — Eu estou indignada que mesmo no século 21 pessoas ainda tentam casar os filhos obrigados. — Imagino o quão difícil deve ser brigar com sua família desse jeito, e por eles não respeitarem suas vontades.

Edward abre a boca pra falar algo, mas então se cala. Em seus olhos posso ver raiva, mas muita tristeza também.

— Olha, eu entender porque você está chateado, sua mãe não devia te tratar assim. Mas não consigo entender o que isso tem haver comigo.

—Pra ela largar do meu pé, eu disse a ela que já tenho uma noiva. Eu disse que eu e minha noiva queríamos um longo noivado para que a minha noiva pudesse terminar a faculdade tranquila. E por um ano isso pareceu sossegar minha mãe. — Edward passa as mãos nos cabelos nervoso. — Mas agora ela está vindo pra cidade e quer conhecer minha noiva, que não existe, aliás. Eu inventei. — Edward se levanta e caminha pela sala de um lado para o outro com os punhos serrados

—E se ela descobrir que você mentiu... — Deixo a pergunta no ar...

—Eu vou ser forçado a um casamento com alguém que ela escolher.

—É uma situação difícil, mas eu ainda não entendo por que você precisa de mim. Por que justo eu? — Ele é famoso, tem um talento incrível, e lindo, com certeza teria várias candidatas dispostas a isso.Edward para na minha frente e me encara.

— Você vai ser a minha noiva. — Ele diz serio. — Você vai morar comigo por algumas semanas enquanto minha mãe estiver na cidade...

—Por que eu tenho que morar com você? Eu tenho minha casa.

— Ela vai te conhecer, e nos ver juntos... E ai ela vai voltar pra casa e cuidar da vida dela e não vai mais me encher o saco.

— Eu não posso ser sua noiva. E eu não vou, arranje outra pessoa. — Digo pondo um ponto final nessa loucura.

— Okay, já que você não vai me ajudar... — Ele sorri maliciosamente e me me mostra o broche quebrado. — Eu espero que pague completamente pelo que você quebrou, e já deixo avisado que as pedras no broche são diamantes.

—Eu ainda estou na faculdade, eu não tenho uma grande quantia de dinheiro. — Eu mal tenho dinheiro pra pagar o aluguel e me sustentar na faculdade. E com o salario do meu trabalho de meio período eu teria de trabalhar a vida toda pra paga-lo.

—Então eu vou contratar um contador e... — Edward pega seu celular.

— Não! — Eu o interrompo. E ele da um largo sorriso.

— Então o que você vai querer? A responsabilidade de uma divida enorme que você não pode pagar... Ou, algumas semanas usando roupas de marca, comendo nos melhores restaurantes, e indo nos melhores eventos sociais do ano? — Ele questiona com um sorriso de lado, que a minha vontade era arrancar no soco.

— Colocando desse jeito...- Apesar estrar brava com ele, por não me deixar alternativa, não vou negar que a segunda opção não é de todo ruim.

— Ótimo, fico feliz que pensamos da mesma forma.

—Peraí... Só tem uma coisa.. -O interrompo.

— O quê? — Ele pergunta curioso.

—Eu vou ter que provar que somos um casal certo? — Ele assente com a cabeça. — Eu vou ter que beijar você? — Ou transar com você? Eu coro com esse pensamento.

—Bom.. Imagino que sim. Mas só algumas vezes. Mas iremos evitar se pudermos. — Ele me tenta me tranquilizar. — Por favor, não me entenda mal. — Ele me olha fixamente nos meus olhos. — Eu não sou nenhum pervertido tentando te atacar. Eu preciso da sua ajuda, mas não vou me aproveitar de você. — Ele diz serio, ainda me encarando.

— Eu não estava pensando nada disso... — Eu não fico ainda mais vermelha, imaginando que ele deve ter adivinhado o que eu estava pensando.

— Eu prometo, nunca vou te pedir nada além de ficar de mãos dadas ou beijar em público. — Ele me da sua palavra.

— Obrigada... Isso é reconfortante. — Eu agradeço, mas no fundo sinto uma pequena pontada de tristeza.

— E então, Você aceita ser minha noiva para acalmar minha família? — Edward estende sua mão.

— Ta bom, eu aceito. — Eu coloco minha mão na sua, mesmo sentindo que no fundo vou me arrepender. Edward aperta firmemente nossas mãos e uma corrente elétrica passa por todo o meu corpo.

Nos saímos pelos fundos, nos esquivando dos jornalistas, e entramos em seu carro.

— Por favor, nos leve até o shopping da rua 18. — Edward pede ao seu motorista. E pressiona o botão fechando a janelinha que da mais privacidade aos passageiros.

—Shopping? Pra quê?- Eu pergunto confusa. Edward me olha analisando minhas roupas.

—Se você vai se passar por minha noiva precisa estar a altura.

— O que tem de errado com o que estou usando? — Esse é um dos meus melhores vestidos.

Ele estremece, mas não me responde, ele apenas me ignora e passa a mexer no seu celular. Eu suspiro irritada. Ficamos em silencio boa parte do caminho. Já começo a me arrepender da loucura em que eu me meti.

—Aliás... — Edward se vira pra mim. — Qual é o seu nome? — Ele pergunta casualmente.

—Isabella Swan, mas meus amigos me chamam de Bella... — Eu me apresento. — Eí, você não deveria ter me perguntado isso antes de me pedir pra casar com você?

Só me dando conta agora que ele nem sequer se deu ao trabalho de saber meu nome antes de me fazer essa proposta absurda. Meu celular vibra roubando minha intenção. Era Alice querendo saber pra onde eu fui.

— Você não pode falar pra ela a onde você está. — Edward diz de repente me assustando.

— Eí, você está lendo minhas mensagens? A onde está minha privacidade? — Eu questiono brava.

— Não me culpe, você estava com o celular praticamente na minha frente. — Ele se defende. — Pra isso dar certo, ninguém pode saber a verdade. Nem mesmo seus amigos.

—Eu tenho certeza de que Alice não contaria pra ninguém. — Eu defendo minha amiga. Meu celular vibra com outra mensagem de Alice:

"Bella, me conta tudo em detalhes. O que aconteceu? Mal posso esperar pra contar tudo em meu blog!"

— Tá.. Pode ser que ela conte pra alguém. — Eu vou matar a Alice, minha cara foi pro chão.

—Alguém? Tipo a internet inteira, talvez? — Edward está bravo.

Eu rapidamente respondo que estou bem e que vou ficar trancafiada em casa por algumas semanas. E guardo meu celular, antes que ela piore ainda mais a situação. O carro paro e o motorista abre a porta do carro pra mim, assim que eu desço, dou de cara com um shopping luxuoso, que com certeza só tem as lojas mais caras possíveis.

— Edward eu não tenho dinheiro pra fazer compras aqui. — Eu alerto.

— Talvez você não tenha, mas a minha noiva sim. — Ele responde com um sorriso travesso, e me arrasta pelo shopping me levando até uma das loja.

— Sejam bem-vindos! Como posso ajuda-los. — Uma das vendedoras vem nos atender.

— Essa moça precisa de um guarda-roupo completamente novo. Vestidos, camisas, sapatos, tudo precisa mudar. — Ele nem sequer me deixa responder.

— Sim, senhor. Devemos colocar na sua conta? — A atendente pergunta.

— Sim, por favor, obrigado. — Edward responde. Ele se acomoda em um dos sofás e pega seu celular. Eu o encaro atônita. — O quê? Vai escolher alguma coisa.

Eu relutante sigo a vendedora pela loja. Eu passeio pela loja e pego uma camisa lisa, uma calça jeans simples, e os itens mais baratos que consigo encontrar, e vou para o provador. Quando saiu do provador dou de cara com o Edward me esperando.

—Hãn? O que é isso?- Ele me olha confuso.

—São... Roupas? -Eu tenho afirmar, mas sai quase como uma pergunta.

— São péssimas, vá tirar. — Ele diz mandão.

— O quê? — Eu me seguro ao máximo pra não manda-lo tomar naquele lugar.

Edward vai até umas araras de roupas, pega vários itens e vai empilhando nos braços da pobre vendedora.

— Você nunca vai impressionar ninguém vestida assim. Tente essas no lugar. — Ele praticamente me empurra de volta ao provador e vira as costas.

— Por aqui senhora. — A vendedora me guia até as cabines e me ajuda colocar o estiloso vestido e sapatos de salto baixo.

Quando me olho no espelho não consigo conter a surpresa, o vestido flutua a minha volta, e a cor azul fica perfeita na minha pele, parece que o vestido foi feito pra mim. Ele realça completamente todo o meu corpo. Eu saiu do provador e procuro por Edward. O encontro sentado no sofá mexendo no celular

— Edward? E esse? — Eu pergunto um pouco envergonhada.

Ele tira o olhar do telefone e então congela...

— Esse é... — Ele olha pra mim, seu rosto fica corado, meu coração está acelerado, e então ele desvia o olhar engolindo seco. — Aceitável, agora vamos.

Eu não acredito que ele disse isso, foi ele que escolheu. Custava dizer que tava bonitinho pelo menos. Ele vai até o caixa, e compra tudo o que ele escolheu. E me leva pra fora da loja.

—Pra onde vamos agora? — Eu pergunto.

—Por que você não vem junto e descobre? — Ele estende a mão pra mim.

Meu rosto está quente de vergonha, mas eu pego sua mão e o deixo me levar pelo shopping.

— Humm. Pra onde estamos indo? precisamos de mais roupas ou...

— É uma surpresa. — Ele sorri pra mim enquanto diz isso, mas aí volta a não falar mais nada.

Eu não consigo deixar de ficar nervosa, imaginando pra onde vamos. Edward para abruptamente, e então eu olho em volta, estamos numa área externa, que mais parece um jardim de contos de fadas.

—É lindo. — É a unica coisa que consigo dizer.

Eu avisto um chafariz magnifico no meio do jardim, e vou em direção a ele, consequentemente puxando Edward junto que ainda está de mãos dadas comigo.

—Eí, me solta se você vai sair correndo. — Ele reclama, e eu apenas ignoro.

Quando chegamos ao chafariz gostas de água espirram no meu rosto, e eu não posso deixar de sorrir com a sensação. E então percebo que a água se mexe conforme a musica toca pelo jardim.

— É incrível, olha como se mexem de acordo com a musica. — Eu digo admirada.

— Eu achei mesmo que você iria gostar. — Edward da um sorriso de tirar o fôlego.

É impressão minha ou o dedão de Edward está acariciando minha mão levemente? É claro que não Bella, você está imaginando coisas. Eu desvio o meu olhar e vejo o brilho das moedas no fundo da piscina do chafariz.

—Eu acho que tenho moedas, peraí. — Eu solto minha mão dele, sem encara-lo e procuro moedas dentro da minha bolsinha.

— Moedas? — Ele pergunta confuso

Eu pego duas moedas da minha bolsa e mostro pra ele.

— Faz um pedido.

— Como assim?

— Você nunca fez isso antes? — Eu pergunto abismada. — Você faz um pedido e joga uma moeda por cima do ombro de costas pro chafariz. — Eu explico.

— E o pedido se torna realidade?

—Sim! Mas você não pode contar o seu pedido pra ninguém... Ou então ele não vai se realizar.

— Eu não preciso fazer pedidos pra conseguir o que eu quero.

— Edward! — Eu pego a moeda e coloco na mão dele — Vai logo! — Eu pressiono a moeda em sua mão, as pontas dos meus dedos roçam na sua pele, causando um arrepio.

Eu me viro pra que ele não veja o quão vermelha eu estou.

— Ok, ta bom. — Ele suspira e encara a moeda em sua mão.

— Oba, vamos fazer o pedido juntos. Fica de costas pra fonte, e aperte a moeda nas mãos bem forte. — Edward ainda está com a cara emburrada,mas segue minhas instruções. — Aí você fecha os olhos e pensa no seu pedido.

Eu desejo que a mãe de Edward acredite que eu sou a noiva dele e que tudo corra bem. Eu abro um dos olhos pra da uma espiadinha, e ele está fazendo exatamente o que eu disse, e eu não posso deixar de rir. Edward abre os olhos e me encara

— O que foi? — Ele pergunta mal humorado.

— Desculpa — Eu peço ainda sem deixar de sorrir . — Depois que você focar no seu pedido, jogue a moeda por cima do seu ombro no chafariz. Um... Dois... E três. — Jogamos juntos nossas moedas.

—E é só isso? — Ele pergunta

—É. — Eu respondo e me chego mais perto da fonte e observo as ondulações na água onde nossos pedidos caíram. Eu não consigo evitar de rir, me sentindo uma criança novamente. — E agora nossos pedidos se tornarão realidade!- Eu digo feliz, eu subo na borda do chafariz e vou andando como eu fazia quando criança.

— Eí, toma cuidado. — Edward me alerta.

— Ta tudo bem, eu fazia isso mui... — Meu pé escorrega.

Edward agarra meu braço e me puxa pra ele antes que eu caia dentro no chafariz. Eu caio em cima dele, e Edward me segura, meu rosto está pressionado em seu peito, e não posso deixar de notar o quanto seu corpo está quente.

—D-desculpa. — Eu me afasto rapidamente dele, com o rosto quente. — Hum... Obrigada por amortecer minha queda... de novo. — Eu agradeço meio sem jeito.

—Que seja. Se minha noiva se encharcasse no meio do shopping seria um escândalo. — Ele diz indiferente.

—Você tem razão. Me desculpa. — Eu não havia pensado nisso.

—Você é sempre desastrada assim? — Ele pergunta baixinho.

—Eí! — Eu não sou sempre tão desastrada, só de vez em quando, okay, sempre, mas eu não vou admitir pra ele.

— Eu não sei como você sobreviveu tanto tempo... — Ele vai me provocando o caminho todo de volta pro carro.

O carro para em frente a uma mansão magnifica, e quando o motorista abre a porta do carro e eu desço na calçada, não posso deixar de olhar cada detalhe.

— Você vai ficar aí de boca aberta ou vai entrar? — Edward me tira do transe.

Eu abro a boca pra xinga-lo, mas desisto. E apenas o sigo até a entrada da mansão.

— Meus pais raramente estão por aqui, já que trabalham no exterior. — Edward me explica. — Então somos apenas meu irmão e eu na maior parte do tempo. — Edward sorri e abre a porta. — Seja bem-vinda á sua nova casa.

O interior é tão lindo quanto o lado de fora. A casa é impecável e cheio de obras de artes e moveis modernos.

— Jasper! Você está aí? — Edward grita quando estamos na sala.

Eu escuto passos e então um garoto loiro e com um visual meio despojado surge na sala, deve ser o irmão dele, apesar de não se parecerem muito.

—Olá, quem é essa? — Ele pergunta apontando pra mim.

—Essa é minha noiva, Isabella. — Ele me apresenta vindo ao meu lado e pegando na minha mão

— Ahh, você sempre disse que tem uma noiva, mas como eu nunca a conheci... Eu estava começando a achar que ela não existia. -Diz Jasper, e eu tento sorrir escondendo meu nervoso.

— Como pode ver, ela é bem real. — Edward ri.

Jasper me analisa cuidadosamente, e eu encolho sobre o seu olhar. De jeito nenhum que isso vai dar certo, a onde é que eu tava com a cabeça?

—Bella, o quarto de hospedes é no segundo andar. Sinta-se em casa. — Edward me tira de meus pensamentos.

— Oh! hum.. Obrigada. — Eu agradeço meio perdida, sem saber o que dizer.

— Por que ela não vai ficar no seu quarto? — Jasper questiona.

Eu fico sem reação, mordo meus lábios sem saber o que responder.

—Que tipo de pergunta grosseira é essa? E por que você está tão interessado no que fazemos em nosso quarto? — Edward briga com o irmão.

—Hã. É que é estranho... — Jasper tenta se defender totalmente sem jeito, com uma cara envergonhada.

— Você que é estranho. Eu estou sendo cavalheiro e dando espaço pra ela, ta bom? —

— Não é da minha conta mesmo. — Jasper apenas dá de ombros.

—Tem razão não é.

Eu fico inquieta com a tensão do lugar... Será que eles são sempre assim? E então Edward boceja bem alto.

—Estou cansado, estou indo pra cama. — Edward anuncia.

— Você não vai mostrar onde fica o quarto pra ela? — Jasper pergunta

— Mostra você — Edward responde.

— O quê? Por que eu deveria fazer isso? A noiva é sua. — Eu preciso intervir antes que briguem de novo

— Está tudo bem, o Edward teve um dia muito cheio. — Digo pra Jasper, e me viro pro Edward — Pode ir descansar, eu vou ficar bem.

—E daí, eu tive um dia cheio, Isabella provavelmente também teve um dia cansativo.Não é desculpa, pra fazer outras pessoas fazerem coisas por você. — Diz Jasper emburrado.

—Se você se preocupa tanto faz você. — Edward diz simplesmente e saí da sala.

— Aquele filho da... — Jasper cerra os punhos. E então ele percebe minha presença, respira fundo e se recompõe. — Vamos, vamos acabar logo com isso.

Jasper me guia pela mansão, fazendo um tour pelos cômodos, até que estamos em um grande sala.

—Isso é um salão? — Eu pergunto admirada pelo tamanho.

—Originalmente, sim. Um menor, o principal é do outro lado da casa.

—Vocês tem dois salões? -Pergunto abismada.

— Sua família não é rica né? — Jasper pergunta com um sorriso nos lábios. Eu abro a boca mas não sei o que responder. — Desculpa, eu não queria ser grosseiro... É só que você não se parece... Com as garotas que Edward costumava sair.

Eu não fico surpresa, com certeza Edward só saia com garotas ricas e modelos deslumbrantes.

— Não, eu sou apenas uma estudante universitária normal. Me desculpe por não ser a mais refinada. — Me desculpo um pouco envergonhada.

— Não, não se desculpe. É... Revigorante. — Jasper se apressa a dizer com um sorriso, que eu não posso deixar de retribuir. Ele passa aos mãos no cabelo meio desconcertado. — Pra ser sincero, eu não me encaixo nessa turma de também. — Ele suspira e se encosta na parede. — Eu sei que cresci nessa casa, mas Edward e eu tivemos vidas muito diferentes.

— Como? — Eu pergunto querendo saber mais sobre eles.

— Edward sempre foi o prodígio, a estrela. Eu nunca acompanhei. — As palavras saem amargas, cheias de rancor. — Enquanto ele tinha professores particulares e viajava o mundo por causa da educação musical dele, eu apenas fui pro colégio local, e meus pais mal sabiam que eu existia... — Ele começa a desabafar, e então se interrompe. — Desculpa, você não precisava ouvir tudo isso...

—Está tudo bem, não tem problema. — Eu tento tranquiliza-lo. Ele encara o chão, e eu resolvo dar um espaço pra ele.

Eu caminho pelo salão e avisto um piano preto lindo, e vou até ele. Eu tento vontade de toca-lo, mas tento medo de deixar marcas de dedo na superficial lustrosa.

— É o piano do Edward. E com esse que ele pratica. — Jasper me tira dos meus pensamos, e noto sua presença atrás de mim.

Eu passo minhas mão de leve sobre as teclas.

— Você toca piano? — Eu me viro pra olhar Jasper, no seu rosto a uma expressão magoada.

— Eu costumava tocar... Há muito tempo atrás.

—Por que você parou? — Eu questiono.

— Qual o sentido de tocar se Edward sempre vai ser melhor do que eu? — Ele diz magoado, ele encara o piano tristemente.

—Sempre tem sentido em fazer algo que você ama. — Eu respondo, ele respira fundo e me encara. — Eu só acho que... Se você quer tocar piano, você deveria tocar piano. Você não tem que ser mundialmente famoso ou o melhor em alguma coisa pra apreciar. Especialmente com música. A paixão é muito importante quando se trata de musica. — Eu digo sinceramente. Jasper fica ao meu lado e encara o piano

— Eu costumava me perder quando tocava... As horas passavam e eu nem percebia. Eu era mais feliz quando eu estava fazendo musica. — Ele coloca as mãos sobre as teclas e faz como se estivesse tocando, mas sem sair som algum.

— Mais feliz do que você é agora? — Ele apenas encara as teclas sem me responder. — Sabe, música ajuda a expressar o que você está sentido. Ás vezes quando eu não tenho palavras para o que eu estou sentido, uma música fala por mim. Tem algumas memorias tristes que só a música pode explicar. E quando você esta com raiva, cantando alto uma musica agressiva, isso pode ajudar. — E de repente percebo que Jasper está me encarando um olhar suave e um sorriso leve em seu rosto. — Desculpa... eu estava divagando... Eu estou estudando a historia da música... Então música é algo que eu posso falar por horas.

— Percebi. — Jasper ri, e eu não posso deixar de acompanhar, é a primeira vez que eu ouço sua risada. E então sua cara se fecha novamente. — Você e Edward devem ter muita coisa em comum. — Ele suspira, coloca as mãos no bolso e vai até a porta. — Vamos, vou e mostrar seu quarto.

Eu o sigo sem entender o por que da mudança tão repentina de atitude, o que será que o deixou tão chateado? Vamos até o segundo andar em direção aos quartos, ele para em frente a uma das portas no corredor.

— Temos vários quartos de hospedes, mas esse é o melhor. Meu quarto é o primeiro no corredor — Jasper me indica o quarto

— Obrigada por me mostrar a casa e por me acompanhar até meu quarto. — Eu agradeço.

Ele dá de ombros e vai pro seu quarto.

— Boa noite pra voz também. — Eu murmuro, e entro no quarto fechando a porta.

Toalhas, pijamas, escova de dentes, tudo está sobre a cama. As roupas que compramos já estão penduradas e guardadas perfeitamente nos armários. Edward fez isso? Não, ele deve ter empregados. Eu me apronto pra dormir e me deito na cama encarando o quarto exuberante. Essa é mesmo a minha vida agora? Eu ainda não consigo acreditar no que está acontecendo.

Eu acordo em uma cama estranha, e demoro um pouco pra entender onde estou. Realmente tudo não foi um sonho. Tem vozes falando alto no andar de baixo, eu visto as minhas roupas novas, e desço na ponta dos pés até lá embaixo.

— Eu te falei, eu não vou passar por isso! — Da pra perceber a raiva e frustração na voz de Edward.

—Edward, me escuta. Eu sei que você não gosta, mas você não vai me fazer mudar de ideia. — Quem será a mulher com quem ele está discutindo?

Os dois discutem no meio da cozinha sem perceber a minha presença, Jasper está calmamente bebendo seu café, quando me vê.

— Bom dia, Isabella. — Jasper me cumprimenta.

Eu congelo quando Edward e a mulher se viram pra mim e me encaram.

— Ótimo você acordou. — Edward abre um sorriso. — Mãe, eu gostaria que você conhecesse a Isabella.

Mãe?? Ela definitivamente não era o tipo de mulher que eu estava esperando, ela tem uma aparência jovem, mas uma cara nada amigavel.

— Prazer em te conhecer... Srta. Cullen? — Estou completamente desconcertada.

—Tsc. Me chame de Esme. — Ela me corrige. Ela se aproxima de mim com o som de seus saltos ecoando pelo piso. — Então você é a noiva da qual ouvi tanto falar?

Notas finais
E aí o que acharam? Me falem o que acham do tamanho do capitulo também. O primeiro episodio pegou um ótimo número de visualizações, então se tudo der certo vamos ter dois episódios por semana, um no sábado e outro na quarta, as 16:45, provavelmente. Por favor continuem acompanhando a historia e deem seus feedbacks que são muito importantes pra mim. E até quarta feira, beijinhossss.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.