Notas iniciais
Bom, minhas desculpas pela demora. Quem leu o aviso que eu tinha postado, mas deletei agora, sabe mais ou menos por que eu demorei. Nas notas finais, eu falo mais.
Ótima leitura a todos, meu amores!

Sua pele, seu cheiro, suas manhas, seu jeito, seu corpo... Naquele momento, ela era minha. Como queria ter aquilo tudo pra sempre. Nossos toques eram simples e calmantes... Tudo estava perfeito; ninguém poderia nos derrotar ali. Unidas estávamos.

Deitei-me anestesiada na cama. Ela postou-se de quatro, em cima de mim. Beijou meu pescoço, louca por mim, mas querendo ser gentil e delicada. Suas mãos bobas pelo meu corpo. Já estávamos seminuas. Olhei em seus olhos e vi um pedido...

Abri-lhe o fecho do sutiã na frente; seus peitos perfeitos e grandes penderam, roçando os meus, por baixo do sutiã. Mas, logo, eu também já tinha meus seios nus. Ela beijava todo meu corpo, me fazendo gemer um pouco. Puxei-a e beijei-a, furiosamente. Enrosquei minhas pernas, fazendo com que meus pés se cruzassem nas costas de Nana. Ela teve que deixar-se deitar em mim. Agora, nossos corpos estavam colados. Faltava-nos apenas uma coisa.

Ela desenroscou-se com muita delicadeza. Da mesma forma, tirou minha calcinha. Então, abriu minhas pernas; seus olhos brilhavam. Senti um frio muito gostoso na barriga, enquanto esperava que ela terminasse de me torturar apenas olhando. Não demorou, e ela abaixou-se.

Mordi meu lábio inferior, quando senti que ela me tocava... Mas ela não usava os dedos naquele momento. Ela estava sentindo meu gosto; aquilo era bom demais. Não consegui conter alguns gemidos, mas fiz o possível para que não fossem altos. Eu mordia meus lábios, cheia de prazer e excitação. Meus olhos estavam bem fechados, mas precisei abri-los. Tive a visão da cabeça de Nana entre minhas pernas. Ela tinha movimentos gentis; vi que seus olhos estavam fechados. Por algum tipo de impulso, pousei uma mão no topo de sua cabeça, com leveza. Apesar de perceber esse movimento, ela continuou seu trabalho. Segundos depois, eu já não me aguentava. Mesmo mordendo o lábio, saiam gemidos baixos da minha boca. Com a mão livre, agarrei o lençol e fiquei apertando-o; meu corpo começava a elevar-se um pouco na cama. Tamanha era a excitação, eu quase rebolava em seus lábios. Então, cheguei ao meu momento, e Nana lambeu-me uma última vez antes de postar-se de joelhos na cama mais uma vez. Olhamo-nos; ofegávamos muito.

Meu corpo estava explodindo de felicidade e, no meu estômago, as borboletas agitavam-se mais que nunca. Minhas pálpebras estavam pesando um pouco, mas eu fiquei de joelhos na cama, também. Olhei nos olhos brilhantes e claros de Nana. Então, falei:

“Meu Deus, você é demais!”

E beijei-a, com ferocidade. Colei nossos corpos. Agarrei sua nuca com um dos braços; minha língua zanzando por sua boca. Minha outra mão massageava um de seus seios. Sentia sua excitação; como devia estar molhada...

Sua calcinha já havia sido descartada, então, furtivamente, tirei minha mão de sua nuca e passei-a por cima de seu sexo. Ela ofegou. Suas pernas estavam afastadas. Massageei-a. Ela vibrava de tesão. Logo, não conseguiu mais acompanhar o ritmo do nosso beijo. Teve que apoiar sua boca em meu ombro para conter seus gemidos.

Ela movia-se levemente sobre meus dedos, mas estava um pouco enrijecida; seu corpo estava apoiado no meu. Uma de minhas mãos ainda massageava um de seus seios. Ela já estava muito molhada e ofegante, quando deu um último gemido, o mais tocante de todos, e alcançou seu clímax.

Abracei-a, virando-a para deitá-la com a cabeça apoiada no meu travesseiro. Deixei-me descer pelo seu corpo estrutural. Encostei minha cabeça entre seu ombro e seu peito e fiquei ali. Ela envolveu-me com seus braços, delicadamente. Cochilamos, então, durante algumas horas.

Já era de noite, quando mamãe veio-me avisar que o jantar ficaria pronto em meia hora, acordando-me. Não podia faltar àquela refeição e colocar mais coisas na cabeça dela, então, eu jantei com minha família.

Depois disso, voltei ao meu quarto. Meu dia estava sendo estranhamente maravilhoso... Eu não sabia o que estava acontecendo, mas tudo estava muito bem. Pobre de mim; aquilo não duraria muito tempo.

Até tarde da noite, não fiz muitas coisas. Apesar de tudo ter saído muito bem naquele dia, eu não conversei sobre o que deveria com Nana. Nós estávamos evitando os assuntos dos quais precisávamos tratar e sabíamos disso. Mas inventamos todo tipo de obstáculo. Assistimos qualquer porcaria na televisão para não “termos tempo” de falar qualquer coisa que fosse, a não ser “Eu te amo!”.

Porém, certa hora da noite que todos já estavam dormindo, escutei um barulho no andar de baixo. Resolvi verificar, apesar do medo que sentia. Nana foi comigo – sempre verificando se ninguém estava saindo dos quartos. Mas nada nos atrapalhou, até chegarmos ao andar de baixo, na cozinha... E eu me deparei com uma das piores cenas que já presenciei:

Louis estava ali, sufocando o pescoço de Martin com um braço e tampando-lhe a boca com outro. Ofeguei, e tive que apoiar-me a mesa para não cair. Meu irmãozinho estava mobilizado por ele... Louis... Será que Garden também estava por ali? Um terror muito grande tomou-me de súbito. Minhas pernas começaram a tremer. E Louis deve ter notado isso, pois sussurrou:

“Que foi, moreninha?” riu, ironicamente “Está com medo de que eu seque seu irmãozinho aqui, é?”

Eu não consegui falar. O máximo que saía de minha boca eram ruídos sem sentido.

Olhei para o lado. Os olhos de Nana estavam arregalados... Havia vários motivos pra isso, além dos mesmos que os meus: Martin agora a via, e sabia que ela estava andando e falando. Eu sabia que o dia estava correndo bem demais para ser verdade...

“Solte-o, por favor...” Nana sibilou.

“Se você não quer nos deixar ter os nossos, roubaremos os seus!” Louis cochichou de volta.

“Meu irmão... Por favor...” eu chorava descontroladamente, mas falava baixo, também.

“Faça com que a loira venha comigo e nós o deixaremos com você...”

“Nunca!” garanti.

“Ah, é?” ele caçoou “O que você acha que vai ser do seu irmãozinho a partir de agora?”

“Solte-o, seu...” Nana começou.

“Seu o quê?” ele desafiou “Dê um passo à frente e eu transformo ou seco o garoto!”

Olhei para Martin – coisa que estava com medo de fazer antes. A parte de seu rosto à mostra tinha um pouco de sague. De seus olhos, caíam muitas lágrimas... Eu não conseguia me conter.

“Por favor...” eu ia implorando.

Faça-me um favor você, menina! Faz logo com que essa malcriada venha!” Louis parecia estar perdendo sua paciência.

Então, sem me olhar, Nana deu vários passos... Parou em frente ao Louis e garantiu:

“Eu vou.”

Durante alguns segundos, fiquei sem ar. Olhei em volta, esperando que o socorro chegasse de alguma forma, mas não chegou.

Louis foi afrouxando o aperto em Martin.

“Vai mesmo? Numa boa? Sem frescuras?” o vampiro desdenhava.

“Vamos logo, seu filho duma puta!” ela sibilou, cheia de raiva.

“Se você insiste...”

“Espere, eu tenho algumas condições!” Nana interrompeu-o.

“Tem o quê?”

“Condições! Você está surdo? Agora, escute, não podemos falar alto. Primeira condição: Liberte o garoto, tire o veneno dele e limpe sua memória. Segunda condição: Nunca mais retorne a este lugar.” Ela disse, tentando aparentar calma, mas eu sabia que ela estava aterrorizada.

“Tudo bem, tudo bem, eu aceito suas condições.” Louis concordou.

Ao ser solto do tão forte aperto, Martin ofegou muito e até cuspiu sangue no chão. Ele estava horrível. Corri ao seu encontro, dando-lhe colo. Apesar de paralisada, pelo meu irmão eu podia qualquer coisa.

Olhei para cima e vi Nana encarando aquele vampiro nojento.

“Vamos, pode fazer sua parte.” Ela quase ordenou.

Louis abaixou-se e posicionou o pescoço de Martin, onde pude ver duas marcas: círculos pequenos e perfeitos. Nana percebera que Martin fora mordido, apesar da escuridão e dos braços de Louis envolvendo-o.

Ao ter dentes penetrando-o novamente, Martin mexeu-se muito. Com muita rapidez, Nana empurrou-me um pouquinho para o lado, tampando a boca de meu irmão. Logo, Louis levantou-se. Nana assentiu, mostrando que o trabalho fora bem feito.

“Miss...” Martin murmurou “Desculpe-me...”

Minhas lágrimas continuavam a cair sem dó.

“Shh” pedi “Não gaste sua pouca força com palavras desnecessárias.”

“Preciso que a assustadinha se afaste para eu apagar a memória do irmãozinho idiota.” Louis lembrou.

“Não d-deixe, Miss... E-eu não q-quero ser incompreensível c-com você... de n-novo...”

O esforço que Martin fazia para pronunciar essas palavras era impressionante. Mas eu não queria que ele ficasse exposto a tudo isso... Seria perigoso demais.

“Desculpe-me...” sussurrei “É o melhor para você...” e me afastei, soluçando.

Não consegui olhar enquanto Louis fazia o trabalho, monitorado por Nana, que tampava a boca de meu irmão, mais uma vez. Não que ele tivesse que ser mordido, mas a força entre as mentes era muito bruta.

“Vamos.” Falou Louis, ao fim do processo.

Martin jazia, desacordado, ao chão.

“Não!” falei, automaticamente.

Os dois vampiros voltaram-se para mim.

“Como assim? Você não opina em nada agora, moreninha!” Louis, arrogante.

“O quê? Você não pode ir, Nana!” chorei.

Apesar de ser avisada antes sobre o que ia acontecer, a notícia foi extremamente chocante, quando eu realmente a recebi.

“Você não decide mais nada.” Nana falou, sem emoção na voz – mas eu pude notar um brilho anormal em seus olhos, quando ela se virou para sair com Louis.

Assisti os dois caminharem até a porta que dava para o jardim dos fundos. Então, corri e segurei o braço de Nana, dizendo insanidades:

“Eu vou...”, mas não tive tempo de terminar.

Recebi uma pancada na cabeça que me fez cair a um metro de distância da porta. Nana me batera, deixando-me desacordada por alguns instantes. Quando eu acordei, o breu ainda estava no céu, porém eu sabia que a luz nunca mais voltaria – ou demoraria a reaparecer...

Nana se fora, mais uma vez... Só que dessa, para nunca mais voltar...

Notas finais
Eu sei que eu demorei demais mesmo para postar esse capítulo, mas como prometido: aqui estou! Bom, quero explicar que, além da escola tomar a maior parte do meu tempo, eu fiquei quase um mês sem internet e postei aquele aviso da casa do meu tio mesmo. Eu estou tentando fazer capítulos cada vez melhores pra vocês, esse é um dos motivos pela minha demora, também.
E, além de tudo isso, como sempre, não tenho previsão certa para o próximo capítulo, porque eu ainda estou finalizando e dando continuidade. Reviso bastante antes de postar. Mas eu espero poder postar na próxima semana, ou até mesmo nessa :3
Espero que tenham apreciado a leitura e que tenham se surpreendido também, porque foi o que eu quis causar em vocês, dessa vez: surpresa!
Bem, é isso!! Um beijo a todos!! Até a próxima. E um meio-spoiler: ACHO que estamos chegando aos últimos dez capítulos da fic, então: NECESSITO DE COMENTÁRIOS PARA CONTINUAR A POSTAR, senão, como vou saber que estou fazendo a coisa certa?
Bye C: