Notas iniciais
Gente, não sei quando vou poder postar de novo. Mas eu vou me esforçar para ser logo. Obrigada às lindas que comentaram e favoritaram: Luciana Porto; Caroless Fernandes; Darthvader27!!
Obrigada!! Vocês me incentivam a escrever! Beijo.

Eu fiquei em choque. Ao ouvir a doce melodia da voz de Nana, estremeci a olhei para cima – eu estava sentada na grama umedecida.

“Puxa vida!” Nana exclamou “Você sumiu! Como assim Holanda? Você não disse que nunca mais queria voltar a este lugar?” ela parecia diferente.

Eu não conseguia falar. Estava quase desmaiando. Ela abaixou-se e apoiou um joelho na grama. Usava um vestido curto, preto e com uma barra rodada.

“Sei que é chocante. Também foi para mim... Mas sei que você consegue se acostumar! Vamos lá! Diga algo.” Ela insistia.

“N-Nana” lágrimas escorreram pela minha face e fiquei muito trêmula... Mal conseguia me mexer.

“Legal. Isso foi um começo, mas ainda precisa falar algo mais concreto!”

“Você está viva!” afirmei.

“Na verdade, não...” ela olhou para cima pensando um pouco “Eu estou morta mesmo, mas...”

“Você não pode estar morta! Você está aqui e falando comigo!” eu estava ficando louca. Achei que fosse uma visão — ou sei lá — pela falta de ver gente... Mas não era. Nana estava ali, ajoelhada na minha frente.

“Escute, Miss, agora sou uma morta-viva! Mas isso não importa! O que importa é que estamos juntas, não? E estamos bem também!” ela sorriu e eu vi... Vi dentes afiadíssimos no lugar dos caninos normais.

Arregalei meus olhos ainda mais do que já estavam arregalados e me inclinei para trás, apoiando minhas mãos na grama.

“Eu não acredito! Essa reação foi a do motorista!” Nana disse, deixando-me ainda pior.

“Que motorista?” pigarreei.

“Esquece... Mas, venha. Vamos para a sua nova casa... Mas ninguém pode me ver, tudo bem?” Nana falou.

“T-tudo...” foi o que saiu da minha boca.

Ela estava diferente... Muito diferente. Ela não estava carregando nenhuma mala ou bolsinha e me ajudou com as minhas coisas, mas eu ainda não conseguia entender como ela estava ali.

“Miss, como você está nervosa! O que foi?” Nana quis saber.

“Nana, você estava morta... O carro te atropelou, esqueceu?”

“Não. Mas o que isso tem a ver? Eu estou aqui e pronto. Podemos ser boas amigas de novo!” Nana retrucou.

“Isso é novo para mim... Afinal, pessoas não ressuscitam todo dia!” falei, um pouco mais acostumada com a ideia de Nana realmente estar ali.

“Eu não ressuscitei... Já disse que não estou viva. Apenas fui acordada...” Ela cantava com sua doce voz.

“Acordada? E por quem?” perguntei.

“Por uns amigos que não conhecia muito bem antes de morrer.” Foi o que Nana disse.

Franzi o cenho.

“Qualquer dia, eu a levo para conhecê-los.” Ela ressaltou.

“Hm... Bom, o que faremos..?” eu quis saber.

“Em relação a quê?” ela perguntou.

“A você.” Respondi “Quero dizer, eu não posso chegar em casa e dizer: ‘Ei, mãe e pai, encontrei a Nana perdida aqui na floresta. Ela pode passar umas noites aqui?’” ironizei.

“Certo. Entendo.” Ela falou “Mas a sua casa é o único lugar que eu tenho para ficar.” Nana olhou-me, com as sobrancelhas contraídas em preocupação.

Eu pensei em perguntar: “Por onde você andou esse tempo todo?”, mas resolvi deixar a pergunta para mais tarde.

“Tudo bem. Nós daremos um jeito.” Sorri “Nós sempre damos um jeito.”

“É” Nana concordou, sorrindo de volta.

Já estávamos andando há um bom tempo e devíamos ter andado o que eu andei em um dia e meio, pois nosso passo não era tão lento. Peguei a terceira garrafinha de água – do dia – da mochila e comecei a tomar.

“Quer um pouco?” perguntei.

“Não, obrigada.” Nana respondeu.

“Como você não sente sede? Eu estou morrendo aqui, garota!” brinquei, mas sobre ela não estar com sede, eu falava sério... Qual é? Mais de quatro horas e meia andando sem muitos intervalos e com um passo meio acelerado e, não sentir sede?

“Tenho coisa melhor para matar minha sede.” Nana, olhar fixo no caminho à nossa frente e um sorrisinho nos lábios.

Tinha medo de ter entendido o que ela dizia... Talvez eu estivesse louca. Desde o dia que Nana morreu. Provavelmente estava mesmo. Acho que minha hipótese era ridícula demais para ser verdade. Aquilo era algo impossível... Pelo menos, eu sempre achei que fosse. E ainda mais com... Nana?! Não podia ser. Ela era muito pura... Inocente demais. Mesmo com tantos convites de garotos, ela recusara quase todos e, os que aceitou – ela me contou depois – ela não gostou nenhum pouco! E por que uma garota tão pura seria submetida a isso? Por quê? Além de ser impossível, existem milhares de pessoas que prefeririam estar no lugar dela... E o que eu veio à minha cabeça era uma coisa sem cabimento...

Afinal, não existem criaturas que tomam sangue humano, não é? Pelo menos, eu achei que não. Mas estava enganada.

Notas finais
Gostaram? Escrevam nos comentários se gostaram ou não... Por favor galera! Beijo :)