Minha joaninha mascarada

1 Meus sentimentos se estou desiludida


As palavras saiam emboladas, mas suficientementes claras para ele. Sua atenção foi o que mais doeu. Não sabia como dizer aquilo. Não para Adrien.

Minha vontade era imensa de chorar, mas fiz o que pude para terminar aquele conjunto de palavras que mais pareciam eternas.

Não permiti que me consolasse. Sorri garantindo que estava bem, e nao pide deixar de almejar um evento para que pidesse sair daquela simploria, mas tão acolhedora sala de artes. Mas nao ainda. Não podia me permitir ser tão fraca e insuficiente ao ponto de sair correndo de Adrien Agreste.

—Eu sinto muito, Marinette.– Ele colocou as mãos em meu ombro e seus lábios formaram uma linha fina.

Como se ele sofresse. Como se pudesse sentir o que eu sentia. Como se pudesse esperar por um recomeço e ansiar por uma chance.

Me senti uma idiota por em uma fração de segundo esperar por um sim.

—Nós ainda somos... amigos?– Ali estava ele batendo na tecla da amizade.

Não respondi e ele me abraçou. Um gesto tão errado de se amar, mas tao impossivel de nao sentir. Sorri entre lágrimas o intensificando e não o larguei. Ele pareceu compreender e me abraçou com mais força. Eu apenas precisava limpar as lágrimas antes que ele as visse e o soltar. Adrien acariciou meu cabelo enquanto eu me permitia chorar.

Ainda doía, mas meu lado iludido gostava daquele carinho único de Adrien por mim. Senti que ele queria dizer mais algo. Mas não o fez. Por ter consciência do quão pesado aquilo era. Ele me amava como sua melhor amiga e eu já era iludida demais e acabaria aceitando a "confissao" se as palavras fossem proferidas.

Seu olhar intenso estava sobre mim quando nos afastamos, me fazendo sentir ainda mais inútil e idiota. Um amor tão idiota.

—Não quero que nada mude entre a gente.–Ele me encarava. Eu sentia e odiava aquele olhar de pena.

Não pude evitar de escapar uma lágrima. Ele se desculpava mil vezes tentando vez ou outra limpar aquelas que escorriam e que eu não conseguia impedir. Me afastei um pouco sentindo o gosto amargo da derrota. Eu ainda quis que me beijasse.

—Chega de drama, eu tô bem.– Ele me encarou com tédio.

—Não, você não está.–

—Adrien, Isso ficou guardado em mim por tanto tempo que seria infeliz por ao menos não ter tentado botar pra fora.– ele me encarou com surpresa.

—Só vamos deixar isso pra lá.–

—Você tem certeza?–

—Sim, vai ser melhor assim. –

Ele se afastou dizendo que tinha aula de esgrima. Acenei e dei a volta parando no banheiro para limpar o rosto. Revirei os olhos ao ver Lila chegando.

—Me admira você desistir tão fácil do Adrien.– estalei a língua.

—E me admira você ainda correr atrás dele. Ele é meio inalcançável para najas.–Peguei minha mochila e sai do banheiro com o estojo nas mãos. Devolvi um lápis que peguei emprestado de Nathaniel e voltei na sala para pegar a garrafinha que tinha esquecido. Adrien ainda recolhia os materiais. Sorriu para mim em resposta ao aceno que dei parada na porta.

—Marinette, você está bem?–

—Me sinto aliviada, Tikki, obrigada pela preocupação.– acariciei sua cabeça levemente e voltei a olhar para a rua na hora de atravessar. Mas a aparição de um akumatizado fez com que eu bufasse e procurasse um lugar para me transformar.

...

—Cansativo.– Me joguei na cama abraçando o travesseiro em posição fetal.

—Shadom Moth está mais forte ainda e os Akumatizados estão sugando suas energias.– Tikki ofereceu um croassaint partido ao meio.

—E as minhas também. –

— Pelo menos estamos evoluindo. Alya tem me ajudado bastante

—Sua amiga é muito inteligente, Marinette, em poucos dias transformou seu quarto em um ambiente de guerra.

—Está mais para uma super investigação- Rimos.

—Você viu isso, Mari?-Tikki apontou para o vulto preto na minha janela. Revirei os olhos e bufei.

—Sim. Um gatinho muito intrometido- Identifiquei as orelhas de gato. Tikki se escondeu no mesmo instatante.

☆☆☆

—E ele abraçou você?–

—A minha amiga, Chat!–

—Não posso descartar a possibilidade de ser você! E que falta de desenvolvimento é esse? Quem é esse cara?

—Como eu disse, não posso revelar.– Toquei seu sino e ele fez biquinho. Ele deitou em meu sofá.

—SEM. ARRANHAR.–

—Vai com calma, princesa. Aposto que você ama minha marca registrada de Chat Noir. Mas agora me diz, quem é o cara que roubou seu coração?–

—Se eu realmente estivesse apaixonada, seriam todos menos você.–

—Assim você fere meus sentimentos.–Bufei e surtei quando ele pegou uma das revistas de Adrien.

—Não toca minhas revistas de moda!–

—Ainda esse cara? Pensei que já tivesse superado!– Ele falou bisbiliotando descaradamente as fotos. Arregalo os olhos ao ver ele sorrindo para os corações que desenhei em volta.

—Adrien Agreste o nome dele. Não conhece? – Puxei de suas mãos a revista impaciente. As páginas se embolaram em minhas mãos e acabei rasgando uma parte.

—Sou um gatinho muito mais elegante e Miaustático que ele, My princess.–

—Aham. Um gatinho abandonado por sua dona.–

—Abandonado? Ouch, essa doeu.– Ele sentou na cadeira giratória e rodou sem parar.

—Mas Adrien Agreste?‐

—Chat Noir!– Ele riu, mas parou de rodar segurando o bastão.

—O que está fazendo?– perguntei enquanto posicionava a manga da blusa na máquina.

—Uma mensagem da Ladybug. Ela quer me encontrar na torre.–

—Então vai encontrar a sua Lady e POR FAVOR, me deixa terminar essa coisa!– Ele revirou os olhos enquanto eu apontava para a blusa de Manon. Além de babá, agora costurava as roupas da pequena desde que sua mãe descobriu meu amor e talento por moda. Eu nao gostava de me gabar, mas estava tudo indo bem desde o "emprego". Eu evoluia cada vez mais e estava feliz por minha conquista.

—Olha que eu pego na birra se não me mostrar suas criações.- Revirei os olhos e corei violentamente. Chat Noir não deixaria de me implicar e eu torcia para que não visse o efeito que tinha sobre mim com essas simples palavras que me faziam lembrar de um episódio não tão longíquo. Ele se despediu com um beijo na minha cabeça e pulou pelos telhados de Paris enquanto eu me recordava.

...

—Chat, me devolve! – Minha vontade era de matar Chat por ter pegado mais uma de minhas criações. Eu nao me importava em mostrar meus desenhos, mas aquele era proibido. E como um gatinho malvado e curioso, era impossivel de se esconder alguma coisa.

Esconder as pressas fez com que ele semicerrasse o olhos com um sorriso ladino. Ele esperou, esperou que eu me distraisse para puxar o caderno debaixo de meus braços. No fundo eu sabia que a conversa sobre o meu futuro não passava de uma desculpa esfarrapada.

A cada risada meu ódio por Chat aumentava quadraticamente. Quando se cansou de olhar simplesmente largou, mas eu sabia se seria motivo de piada o resto da noite.

— Você me enganou.— Guardei o caderno na gaveta mais próxima e mordi os lábios criando forças para voltar e encarar o gato.

— Eu sabia que você não resistiria aos meus encantos, princesa.–Ele tocou meu queixo.

—Gatinho malvado.– Ele riu.

—À proposito, há quanto tempo você faz desenhos de mim?–Não sabia como meu olhar se parecia, mas sentia a intensidade que ele transmitia.

—Nao é para você.–

—Ah, qual é, Marin, admite que você tem uma queda por mim.–

—Você vai ver a queda que vai ser quando eu te jogar dessa sacada.— Peguei a régua da mesa para o bater. Ele se protegeu com os braços enquanto eu batia em sua cabeça.

Ficamos nessa onda de guerra. Eu com a régua e ele se protegendo com o bastão. Um desequilíbrio. Chat Noir tropeçou em seu cinto e me levou junto ao chão. Tipica cena clichê que eu odiava que acontecesse comigo. Estava tentando ser menos desastrada nos ultimos meses.

Como disse, tentando...

Senti queda ser amortecida por Chat Noir estar por baixo, mas não pude deixar de surtar por rapidamente nossos lábios terem se encostado. Tentei levantar mas isso fez com que eu caísse mais duas vezes por cima dele. Nos levantamos sem graça e pude notar o rubor por baixo da máscara negra.Ele me pediu desculpas, as aceitei prontamente.

—É... – Não tínhamos reação. Fechei os olhos com força tentando apagar o momento da mente, sobretudo após nos aproximarmos para dar outro beijo.

—Desculpa.-Ele proferiu.

—Está me pedindo desculpas por eu querer te beijar?– Tampei a boca com as mãos, eu só fazia besteira. Ele tirou minhas mãos da boca para me dar um beijo na bochecha. Estremeço, droga Chat.

Ele riu, mas depois ficou sério e me olhou tentando decifrar o que se passava em minha mente. Eu só pensava em Chat, beijo e eu, eu beijo e chat, por isso me aproximei comentendo o meu maior crime.

Opção 1:gritava e surtava por querer o beijar e o expulsava do quarto, opção 2: me rendia àquele beijo e me martirizava a noite inteira pela falta de vergonha na cara. Claramente a opção 2.

Ele estava com a respiração descompassada, eu tinha noção do perigo que estava correndo e só podia me culpar, mas não ligava. Eu realmente não ligava.

O inevitavel aconteceu e Chat me puxou pela cintura, encostou nossas testas e me beijou. Senti a pressão de seus lábios nos meus e por um breve momento paralisei por não crer no que acontecia. Deixei os pensamentos de lado retribuindo na mesma intensidade

Ele se afastou um pouco pela falta de ar, mas não ainda, precisava provar daqueles lábios ainda mais. Um pouco mais.

Ele pareceu surpreso, mas não convicto em se afastar, por isso acariciei seus cabelos em um cafuné e tratei de o trazer para mais perto.Ele dava leve selinhos em mim, mas em breves momentos aporfundava um pouco, me fazendo ter o desejo de mais.

Suas madeixas eram macias e eu podia sentir um leve aroma natural de seu perfume. Ah, como eu sonhava em passar meus dedos por entre aquelas fios.

Encostamos nossas testas no final do beijo pela falta de ar. Ele deu um leve beijo na ponta de meu nariz e brincou roçando a ponta deles. Sorri por um instante, mas no outro ele arregalou os olhos se afastando.

—Marin, eu... Me perdoa, eu não quis...–

—A culpa também foi minha.–Coloquei a mão por trás da cabeça sentindo o rubor em minhas bochechas. Ele não estava muito diferente.

—Isso não aconteceu, foi só um beijo afinal– ele riu, claramente nervoso.

—É, isso, um beijo, o que tem de mais?–

—Vamos só esquecer isso? Foi... um beijo de amigos, é...–

—É...– Rindo me virei para juntar os papéis, não antes de esclarecer que os desenhos não eram para ele. Este estava tão envergonhado que sequer duvidou de minha palavra. Nos despedimos com um abraço xoxo e sem graça.

—Tchau, Chat Noir!–

Me sentia envergonhada por lembrar e ainda querer mais um de seus beijos. Mas ele se afastou e buscou apenas a minha amizade. Meneei a cabeça com a ideia, Chat Noir era apenas um amigo. Ainda assim o gatinho não parava de me implicar, vez ou outra, e era justamente nesses momentos de implicância que eu perdia o fôlego.

Aquilo estava uma confusão: Chat Noir amava Ladybug e eu amava o Adrien. Não era saudável um relacionamento nessas circunstancias, apesar de ambos estarmos dividindo o mesmo barco da rejeição.

Eu já sabia que Chat noir amava Ladybug e particularmente tentava esquecer que todos aqueles olhares intensos eram para mim e me concentrar em algo que não fosse seu rosto, mas porque raios eu estava beijando Chat? Chat Noir podia ser galanteador, mas ainda era um amigo. Eu sabia que ele sofria pela rejeição e não me perdoaria machucar meu amigo mais uma vez se ele se apaixonasse por Marinette, sendo que o que eu nutria por ele era apenas um desejo de ser amada.

Murmurei meras palavras derrotada e só pude almejar que as coisas voltassem a ser como eram antes.

....

Um desastre, apenas... um desastre. Fitei Chat Noir. Ele firme de que Ladybug logo apareceria.

Meneei a cabeça, teria que ter um jeito de sair daquele cubo e me transformar em Ladybug.

Por isso disse para que estendesse seu bastão, o que bastou para que Chat Noir me segurasse pela cintura com mais um de seus olhares intensos. Eu estava acostumada com o meu parceiro, mas era desconfortável ter que rejeitar todos aqueles olhares de um chat Noir galanteador.

—Valeu, Chat Noir.– Ele deu uma piscada ao me deixar em pé.

Mais um dos nossos encontros foi no dia que meu pai foi Akumatizado. Chat Noir se sentia culpado pela akumatizacao de meu pai e meu "amor não correspondido". Eu sabia disso. Mas também nao esperava receber um certo gatinho em minha janela à noite.

Nos conversamos e rimos de coisas banais. Ele se certificou de que eu estava bem para se se retirar. Meu gatinho era responsável.

Lembro-me de algumas de nossas conversas.

—Eu sinto muito, Marinette.– Ele se desculpava por não poder retribuir meu amor. Escondi o sorriso que dei por estar aliviada de Chat não ter descoberto meu segredo, mas me repreendi e voltei a postura de dor e decepção por lembrar que eu devia estar sofrendo de mentira.

—Chat, está tudo bem.– Sorri tentando demonstrar minha gratidão por ele estar ali e se preocupar comigo.

—Não está... Eu sei como é sofrer por amor.–Rolei os olhos. Pelo visto a noite seria longa.

—Está apontando de novo para aquela conversa. Vai... hoje é um dia feliz. Você e a Ladybug salvaram o meu pai, e não posso estar mais grata por isso.–

—Marinette, não finge estar tudo bem. Sei que me perdoa e aceita a rejeição, mas não é tão simples assim. Pelo menos eu não sei agir com isso.— Ele encolheu os ombros. Revirei os olhos.

—Chat Noir, eu vou precisar te bater?– Ele levantou os olhos, antes perdido, claramente confuso.

— não sou indefesa como pensa e se você continuar triste vai atrair um akuma.— Ele soltou uma gargalhada gostosa quando eu levantei o braço ameaçando o bater.

— Um duelo?–

—O que estamos esperando? No gelo.

—Mas isso vai levar meses!–Ele fez biquinho.

—O que? Eu preciso me preparar! Não é tão fácil repassar as estratégias.

—Estratégias?– Revirei os olhos.

— É óbvio, uma luta não é apenas corporal. Ou como acha que a Ladybug vence os Akumatizados? Usando a cabeça!— Bati de leve na sua.

—Está pegando o jeito, princesa.—

—Princesa?– Eu ri pelo novo apelido que chat me chamou.

Após a akumatização de meu pai, Chat Noir ficou para o café da tarde. Meu pai agradecia por salvar ele e dizia que eu era sua princesinha enquanto me abraçava. Chat não aguentou e deu boas risadas, só não achei que realmente fosse aderir o apelido.

—Mas sério, cala a boca logo e se contenta que eu tô bem.‐Arrelagei os olhos. Isso tinha soado como ladybug. Ele me encarou com as orbes arregaladas, mas depois riu. Riu muito.

—Do que está rindo?

—Você e My Lady são muito parecidas.–

—Vocês são tão próximos assim? Olha que eu vou ficar com ciúmes...-Ele murchou o sorriso largo e bati em sua cabeça forte o suficiente para que me fitasse ofendido.

—Não é para levar a sério. Você tem sérios problemas em diferenciar fatos de zombaria.- Ele riu.

—Se te alegra , My Lady detesta que eu a chame assim- Ergui as sobrancelhas fingindo surpresa. O chamei pelo nome.

—Você e a Ladybug ainda não sabem suas identidades? Não deve ser tão difícil descobrir quem você é.– Semicerrei os olhos me apoiando na sacada com o cotovelo.

—Loiro, olhos verdes...–

—O-os olhos verdes... É a m-máscara.– Revirei os olhos. Não acha que te vi como mister bug, gatinho?

—Pois é, mas eu já te vi com o miraculous da ladybug quando uma das minhas amigas foi Akumatizada. Seus olhos são verdes.—

—Tem razão. Mas existem muitogarotos loiros dos olhos verdes.

—Realmente, mas quem sabe eu descubra que você na verdade é Adrien Agreste?—

—Adrien Agreste? O modelo? Puff— Ele revirou os olhos. —E quem sabe você seja a Ladybug?– Rimos juntos como se aquela fosse a maior besteira. Por minha parte não, mas seria impossível Adrien ser Chat Noir.

—Sou muito desastrada para ser Ladybug.–

—Mas daria uma ótima, não se esqueça disso. Você derrotou sozinha a Caçadora de Kwamis.–

—E revelei minha identidade logo no final, não sirvo para essas coisas. Mas eu ficaria feliz em ser a Multimouse novamente...

—Talvez eu convença a Ladybug de trazer nossa incrível multimouse de volta. Mas por ora, está na hora do gatinho voltar pra casa.– Ele beijou minha bochecha.

—Eu volto amanhã, Mari.–Sorri vendo ele se afastar. Ele não voltou. Não fiquei decepcionada, mas também não tão feliz. Gostava de chat Noir comigo, mas sabia o quanto aquilo era arriscado. Um super herói não podia se aproximar de uma civil.

Relembrei de mais um instante em que nos encontramos.

Estava com Tikki para a alimentar e voltar a lutar ao lado de Chat. Guardei os croassaints no bolso e torci para Tikki engolir o mais rapido possivel.

—Preciso me transformar–

—Estou terminando, Marinette.– Mordi os lábios forte.

—Preciso de mais, a Weather Princess me desgastou.–Tikki se recordava da anterior Akumatizada que enfrentamos no mesmo dia.

—Desculpa não ter destranformado depois da segunda Akumatizada, você deve estar exausta.– Abaixei sua cabeça para dentro da bolsa ao destrancar a porta dos fundos o mais silenciosamente possível.

—Estão dormindo, mas tenta não falar nada pro enquanto.– Eu me referia aos meus pais. Abri a porta do quarto e me praguejei por esta fazer barulho ao empurrar.

—Está bom para você? — Sentei tensa em minha cama enquanto Tikki terminava o macarron. Chat Noir não aguentaria por muito tempo.

Um reflexo, pode ver Chat Noir se defendendo de Stormy. Senti sua dor quando vi chat Noir caído no meu telhado e corri para socorrer o gato.

Fiz uma careta ao reparar na ferida em suas costas quando ele pulou em minha sacada.

—Chat Noir, está machucado!–

—Só um pouquinho.– ele estremeceu ao tocar a ferida em suas costas. Ele tinha batido com muita força.

—O miraculous ladybug deve consertar.–

—Mas a Ladybug não está aqui, ou está?–Ele resumiu o que houve. Pelo visto Chat havia sido acertado por mais uma das armas da akumatizada, A faca raspou suas costas, mas felizmente o ferimento não foi profundo e o ferimento havia piorado pela batida em meu telhado. Ainda assim, não podia me transformar e deixar Chat sofrendo. Precisava de sua ajuda na luta e não conseguiria fazer isso com ele machucado. Portanto o fiz sentar em minha cama e pedi tempo para que pudesse buscar um pano molhado. Ele grunhiu quando pressionei a ferida.

—Calma, gatinho.– O apelido saiu sem querer .

—Marinette, isso dói— Deixei o pano em stand by e puxei seu rosto tirando a camada de sangue que endureceu com o pano que deixei na escrivaninha.

—Você lembra meu nome.–

—Claro que eu lembro, nos encontramos algumas vezes.–

—E você me salvou, é.– Franzi as sobrancelhas quando ele fez uma expressão de dor por tocar a ferida por trás.

—Não é para tocar. Com essas garras o ferimento será ainda maior– Segurei sua mão antes que ele pudesse abrir uma maior ferida.

—Acho que é o suficiente para voltar. Dá para você lutar, né?— Ele acenou com cabeça.

—Tenta não forçar muito na luta e por favor depois volta aqui para eu verificar se tá tudo bem mesmo.

—Valeu, Marinette, você é incrivel. O dever me chama. Mas eu prometo que volto aqui para você dar uma olhada.– Ele me deu um beijo na bochecha e acionou o bastão.

—Estou pronta Marinette!–

—Tikki, transformar! –

Tinha muito tempo que não via Chat em minha forma civil, por isso me martirizei a luta inteira por chamar Chat para verificar o machucado. Eu era tonta. Deixei os pensamentos e lembranças de lado e foquei em me transformar, um gatinho estava a minha espera.

Chat Noir me esperaria na torre, o ponto de encontro idealizado nos últimos anos.

—Desculpa te fazer esperar– Ele esperou eu me pronunciar. O motivo daquela conversa.
—deve estar se perguntando porque eu te chamei aqui, já que não é o horário comum de patrulha... É sobre Hawk Moth– Ele bufou.

— A cada dia que se passa, sinto mais ódio desse cara.–
—Não basta apenas ter ódio e convicção de que vamos vencer ele em nome do amor por paris-Rolei os olhos.

—As coisas estão piorando de verdade, Chat Noir, precisamos nos manter firmes e partir de agora para derrotar o vilão. Nós... enrolamos muito da última vez.

—Mas nós não sabemos nem quem ele é-

—Vamos ter que nos esforçar. Paris precisa de nós e de paz.

—Hawk Moth é esperto e não cometeria os mesmos erros que Gabriel Agreste.

—Exatamente. Por isso precisamos estar de olho e descobrir de onde vem os akumas.–Sentei-me na beirada do telhado.

—Vamos ter que treinar, treinar muito. Somos muito fracos, você não percebeu que nem perto de Gabriel Agreste somos fortes? Nós fomos humilhados e despedaçados nas diversas vezes em que nos encontramos cara a cara. Não nos admira a perda do miraculous da borboleta de novo e agora Trixx. Ah... Trixx.–

—Tenho pensado nisso também, Ladybug.– Me virei para encontrar Chat Noir me encarando firme. —Mas pelo menos resgatamos o miraculous do pavão, um dos mais crueis na minha opiniao.

—Se pelo menos eu pudesse voltar no tempo. Voltar no tempo...

lembranças daquele dia invadiram a minha mente.

....

Mirei o olhar para Chat Noir, ele tão apavorado quanto eu. Em um segundo nos abraçamos, em outro encaravamos um Gabriel Agreste desacordado. Hawk Moth eta Gabriel Agreste. Gabriel Agreste era Hawk Moth. Tive de me segurar em chat para não cair. Ja este entrara em um estado de choque incapaz de pronunciar uma silaba.

Já recobrado a consciência ele abriu levemente os olhos, mas os arregalou imediatamente, perguntando o que fazíamos em sua casa.

Foi aí que nos demos conta. Ele havia perdido a memória. Eu ainda desconfiava que aquilo era golpe baixo e parte de um plano, por isso me reuni com Nooroo. Segundo ele, Gabriel havia perdido a memória naturalmente como qualquer vilão que faz mal a caixa dos Miraculous.

—O mestre não sabe da existência dos miraculous, é uma proteção a caixa. Eu tenho certeza, Ladybug.–

—Grata, Nooro.– Peguei o miraculous que entrou em meu ioiô. Levantamos Gabriel com a desculpa de que ele havia sido mais uma vítima de Hawk Moth. Puxei chat Noir para o canto, ou ele acabaria falando mais besteiras que revelariam a iidentidade do vilão para o proprio Gabriel.

—M-mas...–

—Cala a boca e me escuta.– Ele arregalou os olhos por um instante quando contei sobre a perca de memória de Gabriel.

—Então não vamos contar que...–

—Vamos manter isso em segredo.– Ele assentiu olhando Gabriel nos agradecer sorrindo e voltar a seus aposentos. Ri internamente do quão ridículo era aquela situação. Eu deveria estar abraçada a Chat e nós dois pulando como dois idiotas.

Ok. Vencemos Hawk Moth e finalmente Paris agora estava em paz.

Nós pulavamos pelos telhados sentindo a paz enquanto o vento batia em nossos rostos. Paramos em um telhado e me sentei apontando o lugar ao lado para que Chat também relaxasse um pouco. Ele olhava a bela paisagem de Paris, mas meus olhos não conseguiam se desviar daquele sorriso. Ah... aquele sorriso...

—My Lady, o que nós vamos fazer com os miraculous agora que Paris não precisa de nós?– Ponderei. Ainda não tinha parado para pensar nisso.

—Eu... nunca parei para pensar nisso.– Ele me olhou pelo canto dos olhos.

—Paris não precisa de nós, de ladybug e Chat Noir, mas... Eu preciso de você.– Ele corou dssviando o olhar para o lado com um sorriso bobo no rosto.

—Chat, eu tenho vontade de fazer muitas coisas– Toquei seu sino.

—Deixa eu ver, corrermos como dois loucos por aí, confere, gritamos "Uhul" para toda Paris, tomamos sorvete ...– Ele contava nos dedos tentando falhamente disfarçar as bochechas avermelhadas pelo comentário que parecia ainda ter efeito.

—Não está esquecendo de nada, gatinho?–

—O ultimo e mais improvavel: Revelamos nossas identidades-sorri o mais largo que pude demonstrando toda aquela certeza e confiança que erradiava de mim.

—O que você acha, gatinho?- Ele arregalou os olhos e colocou as mãos na boca imediatamente.

—Gatinho bobo.–

—My Lady, m-mas .... os miraculous, nós ...– ele disse ao se afastar um pouco para olhar nos meus olhos.

—Nós não vamos precisar usar os miraculous, tanto que não vamos mais nos transformar. É perigoso. Mas ainda assim eu confio ele a voce.– Ele apertou minhas bochechas rindo muito alto.

—Só que vai ter que ter cuidado, nao vai fazer besteira. Esse é o justo.

—Estou longe de me livrar do sacana do Plagg.–

—Quanto a nós... está na hora, não acha?– Ele sorriu.

—Deixa eu ver se entendi, vai se revelar para o gatinho aqui? Você já deve saber que eu sou irresistível, bugaboo– Bati em seu ombro quando ele sussurrou em meu ouvido.

—Se você começar a me cantar igual fez agora só que na forma civil, pode esquecer a caixa dos miraculous e vai me entregar na hora seu Kwami. – Ele massageou o braço que bati. Mas eu sabia que era drama puro.

—Sábado à noite no horário de sempre–

—Mas tão longe assim? Eu nao suporto ficar longe de você por tantos dias.–

—Vai ter que se contentar, Chaton.– Lancei meu ioiô revirando os olhos para chat Noir. Ele é tão intrometido.

....

— Está louca ladybug? — Mirei chat Noir confusa ao voltar a realidade.

—Seja no que estiver pensando, não, nós não vamos voltar no tempo.– Ele balançava meus ombros enquanto explicava o quanto aquilo era arriscado, que o miraculous do tempo era perigoso e blá, blá, blá... Ele foi a loucura quando eu ri, portanto decidi acalmar meu parceiro alegando que aquela não era nenhuma de minhas intenções.

—É bom mesmo.–

—Meu gatinho está ficando responsável.– Acariciei seu queixo enquanto ele fechava os olhos, lentamente, curtindo o carinho. Tive que parar antes que ele se inclinasse demais para o meu lado e acabasse caindo. Ele se levantou ignorando a postura anterior, eu só pude rir.

—Mas você está certa.–

—Sobre...?– Eu tinha perdido a linha de raciocínio.

—Sobre Hawk moth. Nós somos muito fracos perto de nossos oponentes. Sem contar que ele está com o miraculous da raposa. Isso deixa ele forte e nos desestabiliza, porque a qualquer momento podemos nos deparar com a ilusão.–

—Isso, gatinho. Por isso, venho propor algo.– Olhei em seus olhos para ver se ele acompanhava o que eu dizia.

—Devemos treinar, sim, treinar, um contra o outro.–

—Tem razão, a gente podia chamar o Carapace, Vesperia...–

—Por enquanto não, vamos treinar só nós dois e quando estivermos prontos podemos orientar nosso time. Nós somos o alvo, o motivo de tudo isso estar acontecendo é pelos miraculous da criação e da destruição.–

—Você tem um ponto.–

—Mas pra isso vamos precisar de uma coisa.–Ele perguntou o que era.

—Revelar nossas identidades.–

☆☆☆

—Droga, não tem NADA nessa geladeira.– Fechei a porta frustrada tentando abrir uma dos armários para ver se tinha alguma besteira escondida para comer. Desisti e subi para colocar uma roupa melhor e tirar aquele pijama improvisado por mim com uma camiseta e uma calça moletom.

Porcaria. Eu ainda estava com ódio daquele gato de meia tigela. Xinguei a porta por eu bater meu dedo mindinho nela.

Chat Noir é um idiota. Depois de anos tentando me convencer, ele afirmava que era arriscada uma revelação.

—Se eu estou propondo é porque não é arriscado. – Ele balancou a cabeca negativamente.

—É sério isso, Chat Noir?– Ele indagou o motivo de tudo aquilo.

—Se essa era sua pergunta, eu quero isso.– Ele fechou os olhos com força, suavizou a expressão e me fitou firme.

—Ladybug, tudo aquilo que disse sobre revelar nossas identidades funcionou. Você disse que os melhores segredos são aqueles que permanecem guardados.– Ele se levantou.

—Sim, My Lady, eu sou um idoita e louco como deve estar pensando. Louco por você. Mas não quero prejudicar sua identidade por um igoísmo meu.–

Um idiota. Busquei a toalha para tomar um banho e esquecer o que chat tinha dito.

Eu ainda tinha uns minutinhos antes de ir para o banheiro e tentar dormir na hora certa, por isso deitei na cama e peguei o celular para abrir o Whatsapp. Passei pelas mensagens correndo e logo larguei o aparelho em cima da mesa por esvaziar todas as mensagens e literalmente não ter nada para fazer.

Suspirei. Ficar com a mente vazia me fazia lembrar de Chat Noir e ficar com mais raiva ainda. Eu tentava ao máximo não pensar no episódio anterior. Abri a janela para entrar um pouco de ar.

—Chat Noir? – Escancarei a janela vendo ele entrar.

—Um segundo a mais e eu miava.– Rolei os olhos tentando demonstrar todo o meu ódio com aquele simples revirar.

—Estava me espionando?– Ele esclarecia o motivo de estar ali enquanto eu bocejava claramente indiferente ao seu discurso.

—Admite logo que você queria me ver.–

—Ok, mas só enquanto eu não tenho ninguém para conversar.–Semicerrei os olhos.

—Aham, e a Ladybug está ocupada demais para lidar com um gatinho mimado.– Tentei deixar o ódio de lado e entrar na brincadeira.

—Sabe, My Princess, você é muito inteligente, e dedicada, e esperta, e linda...

—Chat, onde você quer chegar?– Ele riu debochado.–

—Eu estou brincando com você, mas você me ama desse jeitinho, não é princesa? –

—Não, VOCÊ que me ama, porque sou a única que te aturei por quase dois anos sem dar ninja.–

Ele se esparramou no meu sofá. Tentei ignorar os arranhões que ele deixava com as garras e me concentrar em procurar alguma coisa no celular. Talvez assim ele se desinteressasse e fosse embora logo. Mas não para Chat Noir. Eu sabia que ele era um gatinho muito insistente.

Chat colocou as pernas para cima entediado e depois levantou e começou a rodar o quarto inteiro.

—É, você ainda não superou.–Entendi quando o vi encarar a parede com as fotos de Adrien.

—CHAT NOIR!– Ele riu com os ombros enquanto eu batia nele com a régua.

—Foi mal, eu não pude me conter, mas é que você tem tantas fotos que não tem como não desconfiar que você ainda gosta dele.

—Belo amigo você é.– Ele riu enquanto eu colocava as revistas ainda nao pegas na gaveta. Mas então ficou sério. E de serio para assustado. Muito assustado.

—Mari, por acaso você... É apaixonada por Adrien?– Parei de o bater.

—O que?– Seu olhar intenso me fez ter vontade de rir pela desgraça em que tinha me metido. Mas eu era boa com mentiras.

—Faz todo o sentido. As fotos, os coracoes e... Você realmente se declarou para ele, Mari?–

—N-não! –

—Agora tudo faz sentido.–

—C-claro que não!–

—Está ficando vermelha! Céus, foi por isso que você pediu conselhos amorosos na quarta.– Tampei as bochechas com as mãos em uma tentativa de parar de corar.

—NÃO SOU APAIXONADA POR ADRIEN!– Fechei os olhos tentando não gritar mais.

—E eu já disse que era para a minha amiga.– Bufei. Ele me encarou sarcastico.

—Qual é, Marin, não vai me enganar com a desculpa de que ele é apenas o filho do seu ídolo da moda.–

—Ok, eu me declarei para ele. Feliz?

Ele estava em choque.

—Eu tive que fazer isso.– Esclareci girando a cadeira com as pernas para o ar.

—Então você gosta...dele?–Ele ficou em silêncio mais absorvendo as palavras.

—Sim, né.– Afundei na cadeira.

Ficamos em silêncio por alguns minutos. Chat Noir me olhou pelo canto do olho, claramente em busca de mais uma iniciativa de eu dizer o que tinha rolado.

—Ele não gosta de mim. Claro, é o esperado. Eu já tinha desistido. Só... precisava colocar para fora.–

—Ahh.–

—É o azar.–

—Se serve de consolo, depois você se acostuma.–

—Eu sei, tive quase dois anos para colocar na cabeça que Adrien não vai olhar para mim. Eu meio que já to acostumada com a derrota.–Ele ponderou com as mãos no queixo.

—Mas eu pensei que tinha superado. Você mentiu pra mim—

Ele semicerrou os olhos como se aquela fosse a pior mentira de todas.

—Eu já menti para você muitas vezes.– coloquei os pés pra cima relaxada enquanto ele surtava.

—Mas ainda não entendi. E o Luka?–Franzi as sobrancelhas.

—O Luka foi uma maneira de esquecer o Adrien.– Admiti cabisbaixa. Lembrar que havia sido idiota ao ponto de usar Luka para superar Adrien, me fazia sentir o gosto amargo na língua.

—Nós terminamos, foi o certo. Eu não gosto do luka–

—Então deixa eu ver se eu entendi, você teve crush no Adrien, tentou se declarar por ele por anos, desistiu, usou o Luka para esquecer seu amor não correspondido como o cara que quase fica com a mocinha, terminou com o Luka, colocou novamente as fotos de Adrien por não ter superado sem me contar nada?

—Sinto muito não te contar. Você é meu melhor amigo.–

—Sua vida é uma verdadeira novela teen.–

—Eu estava tão vidrada no Adrien e em ter ele como um namorado, que o primeiro cara que apareceu gostando de mim eu já caí de amores. Luka é um cara legal, bonito, atraente... Mas eu ainda não superei Adrien e... as fotos com os corações... foi só uma recaída.–

—Entendi.–

—Me ajuda a me livrar delas?–

—A gente queima ou joga no rio Senna?

—Quanto amor!– Protejo as fotos com os braços. —O máximo a fazer é jogar no lixo.–

—Então vamos precisar de uma tesoura.—Tesoura?

—Fiz isso com as fotos da ladybug. Para descarregar a raiva–

....

A cada foto que eu picotava, era um peso saindo de meus ombros. Chat Noir estava ali para me consolar e aguentar o meu choro insistente e idiota.

Não sabia dizer, mas falar da minha dor para os outros me fazia reiniciar e ter uma vontade irresistível de chorar.

Eu odiava aquilo. Já tinha superado Adrien e particularmente meus momentos de dor Já eram passageiros. Mas porque raios estava chorando por Adrien novamente?

—Vai ficar tudo bem, eu prometo.– Ele beijou o topo de minha cabeça me abracando por tras e não pude evitar sorrir com aquele gesto de carinho.

Eu nao queria chorar. Não na frente de Chat. O agarrei com mais força. Bastou uns minutos para que eu controlasse a respiração depois de acabar com as fotos de Adrien e, finalmente, joga-las no lixo. Odiava tentar parar de chorar quando os soluços não cessavam.

Chat Noir me olhando era ainda mais desesperador.

Deitada em Chat pude pensar em como devia ter sido duro superar Ladybug. O pensamento por Chat já ter rasgado fotos minhas me fez menear a cabeça.

—Picotou mesmo as fotos da Ladybug?– Ele soltou o ar que prendia e por um instante parou de acariciar meus cabelos. Fiz um bico pelo cafuné ter cessado. Depois ele riu como se recordando de momentos passados.

—Nao todas. Deixei uma, no meu armario.– Desfiz o bico.

— Somos amigos. Não é como se fosse o fim do mundo. –

—Então você superou ela?– Ele fechou os olhos por um instante com mais força.

—Eu sempre vou amar a Ladybug, mas não devemos ficar juntos e eu respeito a decisão da minha amiga – Mordi os lábios com precisão.

—Acha que talvez eu consiga superar o Adrien?– Ele olhou para mim incerto.

—Você sempre vai amar o Adrien, Marinette, mas não vai ser mais como antes. A gente aprende a viver com a desilusão.– Talvez um dia...

—Marin, eu adoraria ficar, mas o herói aqui tem muitas responsabilidades.– Ele beijou o topo de minha cabeça. Nos despedimos com um abraço.

—Volto aqui amanha. Gatinho out.– Pulou nos telhados não antes de dar uma piscada.

Bufei por ter a consciencia que eu encararia Adrien no dia seguinte. Deixei os pensamentos de lado, as coisas seriam mais fáceis de qualquer forma.

Eu tentava me convencer, mas sabia que quanto mais pensasse no assunto, pior seria. Porque não, eu não estava preparada para ver Adrien.

Notas finais
Vocês devem estar bem confusos, sim, a maioria do capitulo foi a marinette relembrando momentos com o Chat
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.