Minha estranha

1 Capítulo 1


pov violetta

Mais já na frente da escola tomando coragem pra entra pois como sempre eu ia ser zoada , pelos babacas dos populares da escola , bom eu não tenho amigos sempre fui sozinha ,sou tratada como lixo nessa escola a única pessoal que mim trata bem aqui é Angie a professora de educação fisica , depois de um tempo parada na frente da resolve entra as aulas ocorreram normal , a não ser o Falto da Ludmila fica mim pertubando como sempre ,O sinal do intervalo acabara de tocar, peguei meu lanche na minha mochila , minha mãe não gostava que eu comecei nada daqui , então ela me fazia um sanduíche de geléia todo dia, eu não precisava pegar fila e ia direto pra minha mesa, solitária. As pessoas não gostam de mim aqui, elas me acham estranha por meu jeito de ser vesti , e eles zoam de mim, acho que rir de mim é o esporte favorito deles, então eu sou assim, isolada, sozinha e acostumada com os sorrisos menosprezados que lançam sobre mim.

– Posso sentar aqui? – Alguém disse pra mim, eu apenas movi os olhos pra cima para ver quem era, era um menino, não me lembro de já ter visto ele aqui, mas o que ele fazia aqui? Com mesas cheias de meninas bonitas, e garotos populares pra ele se enturmar o que diabos ele quer se sentando comigo? Dei de ombros e ele se sentou de frente pra mim.
–oi , Qual seu nome?
– violetta castilho. – Falei sem ao menos olhar pra ele, e ele tocou minha mão que estava em cima da mesa, o que me fez rapidamente dar um tranco com ela pra trás, e ele se assustou.
– Desculpa eu não quis...
– O que você quer? – Interrompi.
– Nada, quero dizer, eu e você temos aula de geografia juntos, e eu entrei na escola hoje, e eu só lembrei de você por que você chegou junto comigo na sala lembra?
Tudo explicado, ele é novo e provavelmente não sabe quem eu sou, e nem o quanto essa escola me odeia. Olhei para a mesa das meninas, e a Ludmila não tirava os olhos de mim e do garoto , acredito eu que seja o fato de um menino, bonito até, estar sentado de frente pra mim encostando em minha mão, olhei para o menino e ele me olhava ainda assustado claro.
– Olha, eu não sou a melhor pessoa para você ser amiga logo no seu primeiro dia aqui. – Dito isso peguei minha bolsa e levantei da mesa o deixando ali, mas ele foi insistente, senti algo pegando meu braço levemente, me virei pra ele e ele perguntou:
– Você está bem?
– Só me deixa ir embora...
– Desculpa eu não..
– Me solta. – Falei quase sussurrando.
– Mas eu só quero..
– ME SOLTA! – Gritei e uma das lâmpadas da cantina que estava queimada acendeu, iluminando mais o ambiente.

Olhei pra lâmpada assustada, voltei a olhar pra ele, ele ainda me olhava e por incrível que pareça ainda segurava meu braço, não com força, mas ainda segurava. Tudo que passava pela minha cabeça, era que era mais um dos trotes das meninas, e que esse menino seja lá quem ele seja é mais um que vai me zoar e depois rir de mim. Serrei meus olhos pra ele, o olhava da maneira mais séria que eu conseguia, eu estava realmente irritada com ele ali insistindo em falar comigo.
– Eu posso, por favor, sair deste lugar? – Falei o encarando e nesse momento a Ludmila se aproximou da gente.
– O que ta acontecendo aqui?
Nem olhei pra ela, sabia que ela iria aprontar alguma coisa.
– Nada. – Disse ele me soltando finalmente, e eu não pensei duas vezes, corri para o banheiro deixando ele e a Ludmila ali.

Chegando no banheiro olhei para um dos espelhos da pia, nossa como eu era estranha, cada vez que eu me olhava no espelho eu tinha mais certeza do porque de todos rirem de mim, é obvio, eu não sou como elas, eu não sou linda como a Francesca ou não atraente como a Ludmila, e nem namoro um Federico da vida, pelo amor de Deus, eu sou um poço de esquisitice, tudo que eu queria era me formar logo, e nunca mais ter que olhar pra essas pessoas, eu olhava fixamente para o espelho enquanto todos esses pensamentos passavam pela minha cabeça, até que uma lágrima solitária, como eu, e teimosa resolveu escorrer lentamente pelo meu rosto, eu a encarava pelo reflexo, meu maxilar estava travado, e eu estava séria, e quando a lágrima caiu na pia, exatamente no mesmo instante, o espelho se trinca de uma diagonal a outra, dou um leve salto pra trás, assustada, mas continuo encarando meu reflexo, o espelho então começa a tremer quase que imperceptivelmente, e nesse momento o sinal de fim do intervalo toca, e eu saio desse meio que “transe” e volto pra sala.

Ao entrar dou de cara com o menino da cantina, ótimo ele é da mesma sala que eu em todas as aulas agora? Direciono-me para minha carteira, a ultima, quase esmagada na parede do fundo da sala e encostada na grande vidraça da janela, o menino? Sim ele insuportavelmente sentava do meu lado.
Estava debruçada na mesa, olhando pra frente porem com a cabeça baixa, apenas o olhar era pra frente, e senti que ele se virou pra mim.

– violetta...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.